Destino Irônico

15 Capítulo 14 - Segredo revelado


Notas iniciais
Sim, eu demorei uma eternidade, e a causa disso não foi apenas o baixo índice de reviews, foi por falta de tempo, vontade e planejamento. Comecei o ensino médio e a coisa ferrou pra todos os meus preciosos dias livres aushaushuasau. Já fiz um post falando disso lá no grupo do face. Sem mais mimi's, vamos ao capítulo!!!!

Destino Irônico

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Naquele momento nada, nem o mais tenebroso dos demônios, poderia ser mais assustador que uma simples plantinha prendida em uma pequena vara de pesca de bambu e, lógico, um garoto de cabelos coloridos e olhar maníaco.

Capítulo atual:

As pernas de Luna pareciam bambear levemente ao ver a pequena mudinha verde balançar a cima de sua cabeça. Olhou de relance para Rin, ao mesmo tempo em que ele se virou para olha-la, seus olhares se cruzaram. A palidez de ambos os rostos cederam para o vermelho da vergonha.

— Nem pensar. — A menor disse ao notar que o rosado do grupo observava tudo com uma sobrancelha arqueada.

— Não pode fazer isso Luna-san, é uma tradição, não se quebra uma tradição.

— Shima, calado. — O filho de Satan grunhiu para seu amigo. — Se ela não quer fazer ela não faz e ponto.

— Mas isso é uma tradição Rin, e uma tradição bem legal. — O rosado riu de maneira pervertida com a própria frase.

— Se você gosta não obrigue os outros a gostarem. — Disse ela. — Além do mais, se gosta tanto, porque não fez isso consigo mesmo?

— Eu tentei, mas a Izumo-san me bateu. — Resmungou com uma voz chorosa.

— Se esse é o caso então...

A voz de Rin foi cortada por outro som vindo do centro da sala, uma voz alta e vigorosa que ressoava pelo salão. Era Yukio, que pedia a atenção de todos. O moreno pigarreou levemente afim de fazer um certo grupo parar de conversar. O que funcionou. Quando todos estavam quietos o aluno/professor deu o enunciado.

— Embora estajamos em festa eu terei de fazer um rápido comunicado que foi decidido pelo próprio conselho, diretor e os demais professores do curso de exorcismo. — Deu uma pausa para averiguar se estavam quietos e atentos. — Recentemente, em uma cidade do interior da Índia, estão ocorrendo ataques contínuos de demônios de porte médio baixo. Foi decidido que alguns alunos da classe irão à missão para livrar o povo dos ataques.

— Quem vai participar da missão? — Rin perguntou.

— Fique calado que eu já ia falar disso. — Disse o irmão desaprovadoramente. — Continuando, os participantes serão: Moriyama Shiemi, Ryūji Suguro, Okumura Rin, Kamiki Izumo, Renzo Shima e Hayato Luna.

— Não terá acompanhamento de um professor? — A voz de Izumo soou.

— Não, não terá, achamos que podem dar conta disso sozinhos. A partida do grupo será amanhã as três da tarde e esperamos seu retorno em um dia. — Falou o jovem professor. — Podem voltar para a comemoração.

Luna suspirou pesadamente, teria que enfrentar o rosado e o olhar estranho de Rin pelo o resto da noite. Isso seria um inferno.

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Fuyumi observava, sentada em sua cama, Luna ajeitar uma mochila com suas coisas. Estática. Sua mente ainda fazia loops infinitos desde a noite passada. Lá fora a neve começava a derreter e o cenário branco se esvaía lentamente, levando todo aquele clima natalino junto.

Desde aquele pequeno acontecimento na noite de véspera de Natal não havia nem ao menos chegado perto de Staz, chegando até a ir mais cedo para casa (arrastando Luna consigo), dando uma desculpa que não estava muito bem, ele até tentou ir junto com ela, mas depois de um olhar cúmplice para Shura, a rosada conseguiu livrar Fuyumi do vampiro.

— Fuyumi. — Seus pensamentos foram interrompidos pela voz da companheira de quarto. — Quando eu voltar tenho que te contar uma coisa.

Os olhos negros da Yanagi brilharam em curiosidade.

— O que aconteceu? — Perguntou.

Luna olhou-a com uma sobrancelha arqueada e uma expressão irônica.

— Você sabe o que quer dizer “quando eu voltar”?

— É lógico que sei, mas porque não pode ser agora?

— Porque eu decidi que será depois. — O jeito de Luna falar mostrava que a conversa havia terminado, mas sua amiga estava muito inquieta.

— Mudando de assunto, o que eu faço?

— Sobre o que? — A menor perguntou desinteressada, voltando-se para as roupas que estava organizando.

— Não sei o que faço, como vou falar com o Staz depois “daquilo”? Não consigo nem imaginar! — Ela deixou-se desabar em sua cama e prensar o travesseiro em seu rosto levemente

— Não diga nada, é o que eu quase sempre faço. — Respondeu sua amiga, já impaciente com a conversa.

— Mas isso não é tão fácil, imagine se tivessem te obrigado a beijar o Rin!

Luna parou quase que abruptadamente, refletiu por um pequeno instante antes de finalmente se irritar com a conversa e socar alguma coisa para dentro da mochila. Olhou de soslaio para Fuyumi que continuava na mesma posição. Deitada e com o travesseiro no rosto. Deixou um longo suspiro escapar dentre seus lábios e voltou-se para a porta.

— Já vou indo, até mais, tente não entrar em curto-circuito. Tente aproveitar as férias de inverno e não ficar trancada no quarto. — Um abafado e desanimado “uhum” foi ouvido por parte da morena antes de Luna fechar a porta atrás de si.

Fuyumi permaneceu lá por mais algum tempo até se render ao sono e dormir por duas horas. Ao finalmente acordar continuou na cama, refletindo sobre o que fazer por agora. Estava sozinha, podia ser que Staz ou Yukio estivessem por ali, mas, conhecendo os dois, Staz estaria jogando vídeo-game no dormitório dos meninos junto com Konekomaru e Yukio estaria fazendo algo relacionado ao trabalho.

Suspirou e então levantou da cama. Pegou um casaco grosso e um cachecol azul claro. Trajou-os e saiu porta a fora. Nessas horas esfriar a cabeça era a melhor das alternativas.

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Rin já estava de saco cheio daquele “gelo”.

Durante todo o trajeto até o ponto da cidade ele e Luna não haviam trocado um “olá”. Ou melhor, ela nem havia se quer olhado para ele. E isso o estava deixando mais do que simplesmente nervoso.

Ela continuava andando, sem tirar o olhar para frente, e ele, olhava-a de trás com as mãos nos bolsos. A cidade onde estavam tinha um nome tão estranho que ele teve medo de tentar pronunciar. Era de tamanho médio e cheio de pessoas com aparência da região, falando uma língua quase que impossível para ele. Por onde olhava havia aquelas mulheres vestidas de modo estranho.

— Então, o que devemos fazer? — Teimou em perguntar.

— Os superiores dizem que o demônio aparece de noite em uma rede de metro que acabou de ser construída. Os ataques foram tão espantosos que tiveram que abandona-la, algo parecido com um terremoto. — Falou Izumo, observando a paisagem.

— Onde fica isso? — Shima perguntou com curiosidade.

— É o que estamos tentando descobrir, gênio. — Respondeu Izumo ironicamente.

— Mas por volta de que horário eles aparecem? — Foi a vez de Shiemi perguntar.

A conversa continuava e a cada pergunta idiota o pavio de Luna encurtava mais alguns centímetros. Já havia acordado irritada por causa das súplicas de Fuyumi e ainda teria que ouvir seus colegas fazendo perguntas idiotas o trajeto todo. Pelo menos nenhum havia direcionado alguma dessas dúvidas à ela.

Soltou um grunhido de leve e alguns já vieram lhe perguntar o que havia de errado, e como de costume, ela ignorara-os.

Quando finalmente a noite caiu eles haviam achado a tal linha de metrô abandonada. Eram três tuneis ao total.

— Temos que fazer duplas. — Bon avisou.

— Certo. As duplas serão, eu e a Izumo, Bon e Shiemi e Rin e Luna. — Shima alterou-se em animação. Já puxando Izumo que começava a xinga-lo e a protestar contra a ideia da dupla.

Luna se deixou entrar em um desespero silencioso.

Isso não podia estar acontecendo.

Rin sorriu.

=/=

Eles caminhavam em um túnel escuro com cada um com uma pequena lanterna para iluminar o caminho. Rin se remexeu desconfortavelmente atrás dela e ela trancou a respiração por alguns curtos segundos.

— Até quando vai ficar calada desse jeito? — Arriscou perguntar.

— Não estou calada.

— Está sim.

— Não estou não.

— Sim, você está. — Ele sorriu ao conseguir a atenção da menor que ainda evitava o olhar.

— E você está mais irritante do que ontem.

— A, qual é.

— Não sei porquê foram me deixar com voc... o que foi isso? — Ela parou abruptadamente.

— O que?

— Você não ouviu isso?

— Do que está falan...

— Xiiiiu. — Ela mandou, varrendo o túnel com a luz da lanterna. Um pequeno vulto passou e os dois levaram a luz até onde ele tinha sido visto. Quando passaram a lanterna novamente, uma criatura apareceu (do nada) a frente deles. O demônio era algo parecido com um cão (só que bem maior), com cinco caudas cada qual era “enfeitada” por um poder diferente.

— Que bicho é esse? — O filho de Satan olhou-o espantado.

— Ele é um Hõkõ, normalmente eles vivem em árvores, porque dizem serem espiritualmente ligados a ela, suas caudas representam os cinco elementos. Dizem que quando ele a usa todos os cinco elementos de uma vez pode-se causar terremotos.

— Cinco? Não eram quatro? — Ela o olhou com o rosto ironizado (o que sempre fazia), como se dissesse “quantas aulas você faltou?”. — Ata, o raio, hehe, sim, o quinto elemento...

A criatura rosnou, com seus olhos de cor safira a reluzir em meio aquela escuridão. Saliva pingava dentre seus caninos pontiagudos e o pelo estava eriçado ao máximo.

Rins sacou a espada e Luna pegou uma bíblia já com páginas marcadas com alguns “Versos fatais”.

As chamas azuis do garoto invadiram o túnel, trazendo uma luz azulada consigo.

A cauda azulada do cão balançou freneticamente, criando uma torrente de água que ia em direção ao Okumura. Milésimos antes do impacto um escudo amarelado envolveu-o. Era um escudo criado por Luna.

Pela primeira vez naquele dia eles olharam-se nos olhos e, por um momento de descuido, o cão do tamanho de um leão deu um bote em direção à garota. Por puro reflexo ela se abaixou. As garras passando por centímetros de sua cabeça, acertando somente a boina que usava, que fora rasgada, dando visão a duas formas triangulares e felpudas, da mesma cor dos cabelos de Luna.

Diante de tal visão Rin ficou estático, espantado. Tanto ele quanto ela, que caíra sentada no chão duro.

Aquilo eram... duas orelhas... de gato?

O cão continuava a rosnar, preparando-se para outro bote. O dono das chamas azuis balançou rigorosamente a própria cabeça de uma lado para o outro, afim de retomar a atenção. Brandiu a espada e liberou uma onda de chamas em direção ao demônio.

Luna se levantou tonta, sem saber o que fazer. Apenas vendo o rapaz lutar, ainda estaqueada no mesmo lugar.

Quando finalmente recobrou os sentidos ela agarrou a bíblia e recitou um dos versos. Um tipo de “selo” brilhou em baixo do demônio que olhou o desenho com curiosidade antes de, literalmente, a imagem explodir a baixo de seus pés.

Ela caiu ajoelhada, vendo o demônio se desintegrar a sua frente. Rin embainhou a espada e andou lentamente até a garota.

— Luna... o que é isso? — Perguntou-o.

Tudo o que ela fez foi fita-lo com olhar aflito.

Notas finais
http://img0.joyreactor.cc/pics/post/anime-neko-animal-ears-385710.png imagem da luna com as orelhinhas. Bem, ai esta o grande segredo e o principal motivo pelo qual escolhi a Luna como personagem, amo Nekos, e a história do passado dela é bem intrigante. Já já vocês saberão (no próximo capítulo para ser exata). Comentem, isso é muito impotante! Não deixem de entrar no nosso grupo do facebook. https://www.facebook.com/groups/438690589587819/