Destino Irônico
13 Capítulo 12 – Ceia de Natal prt 1
Notas iniciais
Capítulo anterior:
Um vulto parado no meio dos outros assustou o grupo de jovens principalmente a fantasma e o vampiro. Staz parecia mais pálido que o normal e proferiu apenas uma palavra:
– Aniki?
Capítulo Atual:
– Yoo Staz! – Disse o mais velho, ajeitando seus óculos redondos com os dedos da mão direita.
– Nós viemos aqui ver como vocês estavam indo! E seu irmão pediu para vir junto. – Bell disse com uma gota descendo pela lateral da cabeça e uma expressão engraçada no rosto.
– Eeh? Ele é seu irmão? – Perguntou Rin, porém não ouve resposta já que Staz continuava em estado de choque.
– B-Braz... – O vampiro falava, apontando acusadoramente para o irmão mais velho. – SEU INCOMPETENTE! IMBECIL DE QUATRO OLHOS! EM QUANTO NÓS ESTÁVAMOS AQUI EM CIMA PERDIDOS O QUE VOCÊ ESTAVA FAZENDO? TOMANDO CHÁ COM BISCOITOS? SUA NULIDADE!
Staz continuou com os xingamentos até que um pequeno machado voa em sua cabeça, calando-o.
– Não insulte o onii-sama, seu hipócrita idiota. – Disse a mais nova do grupo. Liz.
– Também sou seu irmão, chibi. – Disse Staz pegando o machado e tirando da cabeça que já se reconstituía (N/A: Não foi um corte tão profundo, já que era um PEQUENO machado).
– Errado, eu te deserdei como irmão. – Ela virou o rosto.
– Hora sua...
– B-bem... – Luna chamou a atenção do grupo. – Porque não voltamos para a escola, vejo que alguns aqui estão passando frio. – Disse referindo-se a Staz que dava leves tremidas.
– VAMOS! – O vampiro começou a andar na direção de sua “casa” e fora logo acompanhado pelos demais.
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Mais uma jarra de chocolate quente fora preparada naquela manhã para esquentar o grande grupo que ocupava as mesas do velho refeitório. Rin ligou para Yukio, avisando das visitas inesperadas que tiveram, o outro gêmeo disse que já estava a caminho e com companhia, que optou por não revelar quem era.
Bell conversava com Fuyumi e, por mais irônico que pareça, Kuro e Jiro estavam se dando muito bem. Staz e Wolf estavam em uma conversa um tanto reservada, pareciam distantes. O resto do pessoal esperava pacientemente sua hora de se pronunciar.
Braz estava sentado, silencioso, e ao seu lado sua irmã, Liz, tomava um copo daquele líquido doce e fumegante. No andar de baixo ele ouve a porta se abrindo e uma pessoa entrando sendo logo acompanhada de outra.
Os visitantes sobem as escadas e quando chegaram à cantina foi revelado que o primeiro era um adolescente alto de cabelos castanhos e inteligentes olhos esverdeados, cobertos pelas lentes de óculos retangulares.
O segundo visitante era uma mulher, que, aos olhos de Braz, era o cúmulo da vulgaridade. Ela tinha longos cabelos rosados com pontas amareladas, presos em um rabo de cavalo levemente ondulado. Vestia a parte de cima de um biquine e um grosso casaco de inverno, calças negras largas, mas que afinavam a medida que chegavam nas canelas e botas escuras para neve.
– Oh, a casa esta cheia hoje, não? – Perguntou a rosada. – Uma pena que esse dormitório velho não tenha calefação.
– Shura... o que você está fazendo aqui? – Rin perguntou com uma sobrancelha arqueada.
– Queria conhecer bem as pessoas que atacaram a gente na floresta.
– Isso não interessa agora. – Luna se pronunciou do canto em que estava.
– Concordo. – Fuyumi disse. – O que importa é... o que vocês estão fazendo aqui?
– Para simplificar as coisas viemos aqui para ver se agora você conseguirá voltar para Makai. – Disse o vampiro mais velho. – Se não conseguir eu gostaria de ver com meus próprios olhos o que esta acontecendo e, talvez, descobrir o que está de errado.
– “Talvez” descobrir? – A voz de Staz estava séria ao dizer isso. – Não gosto disso.
– Vejamos... – A atenção foi voltada para Bell. – [...] minha magia é extremamente forte. Tem que ser uma pessoa muito poderosa para conseguir me impedir de fazer pessoas cruzarem portais, os MEUS portais. Temos que cogitar a ideia que alguém, ou algo, está impedindo a passagem de Fuyumi para o outro mundo. E esse “algo ou alguém” é poderoso o suficiente para negar minha passagem ao corpo de Fuyumi.
– Mas digamos... – Yukio continuou. – [...] se fosse “alguém”, vocês ao menos tem ideia de quem seria?
Os demônios puseram-se a pensar. Um em cada canto. Os segundos se arrastaram-se na sala silenciosa.
– Não tenho ideia. – Disse Fuyumi. – Afinal nós não temos uma lista muito grande de inimigos... nós temos? – Perguntou voltando-se aos seus amigos.
– Hm... se o Braz não esta incluso nessa lista então acho que nós não temos muitas pessoas com quem nos preocupar. – Staz disse a olhar para o irmão com neutralidade.
– Como é? – Perguntou baixinho o vampiro mais velho.
– Mas é possível que a culpa disso tudo esteja no corpo da garota? – Indagou Shura.
– Se-será que vocês poderiam parar de falar como se fosse minha culpa? – Fuyumi pediu com uma gota à descer a cabeça. Shura deu uma rápida gargalhada.
– Desculpe Fuyumi, sabemos que não é sua culpa, mas temos que ver o problema por todos os ângulos possíveis. – A rosada disse.
– Ela esta certa. – Braz ajeitou os óculos. – Se olharmos para apenas um lado podemos deixar escapar o verdadeiro motivo, que pode estar em um lugar totalmente diferente do que imaginamos.
Um som estridente percorreu o refeitório. O tilintar irritante de uma chamada de celular.
– É o meu, gomen. – Rin se levantou, tirando do bolso o velho (rodado) celular de abrir e fechar.
– Nii-san, você não sabe colocar no silencioso? – Tarde de mais para reclamações, o Okumura mais velho já havia atendido.
– Moshi moshi? [...]. Ah sim! Lembro sim. [...]. A-agora? Nós temos que arrumar isso agora? [...]. É que estamos um pouco ocupados agora. [...] Tá, tá, entendi, vou falar com eles. – Rin retirou o celular do ouvido e o fechou antes de recoloca-lo no bolso.
– Quem era? – Luna perguntou.
– A Shiemi. Lembram daquela nossa festa de véspera de Natal que combinamos de fazer? Pois é. Esqueci-me do pequeno detalhe que era hoje que iríamos arrumar o salão... — Ouviu um som levemente alto, Luna havia batido na própria testa graças ao esquecimento daquele idiota. – [...] e eu tinha esquecido de falar isso para vocês, né? Hehe.
– VOCÊ O QUE?! – Staz saltou da cadeira.
– Nii-san, não acredito que você é tão esquecido a esse ponto.
– Não é minha culpa. Com todo esse envolvimento eu acabei me esquecendo.
– Ey, de que festa estão falando? – O albino do grupo, Wolf, indagou.
– Véspera de Natal, um feriado do mundo humano. Íamos fazer uma festa na nossa turma. – Respondeu a jovem Fuyumi. – A Izumi-san ia ver quando poderíamos ir arrumar o salão. — Pelo visto ALGUÉM se esqueceu de dizer.
– Oy, oy, nada de pânico. Podem deixar que eu e o quatro olhos servimos de anfitriões para os convidados. – Shura falou indicando ela e Yukio. – Certo?
– Espera! Tem certeza disso? – Luna perguntou de seu canto.
– Claro. Podem ir. Vão, vão! – A rosada só faltou os chutar para fora do estabelecimento.
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Todos os alunos do curso de exorcismo estavam presentes no local de onde comemorariam a véspera de Natal, não era um lugar grande, apenas o suficiente para que todos caibam. Bon, Staz e Shima prendiam os enfeites pelas paredes e eram guiados pelos olhos atentos de Izumi que estava a averiguar a decoração do salão.
Fuyumi, Shiemi e Paku (que mesmo não fazendo parte da turma também iria participar da ceia) arrumavam o pinheirinho de Natal e organizavam os enfeites mais simples, como o que iria decorar a mesa, janelas, etc.
Rin, Luna e Konekomaru cuidavam da cozinha. Rin cozinhava a comida que iria acompanhar a ceia com a ajuda de Konekomaru e Luna preparava as sobremesas que seriam singelos docinhos e um pavê de chocolate.
– Acho melhor fazer o resto amanhã, o necessário já fizemos hoje. – Disse o filho de Satan depois de ver a comida que levou algumas boas horas para serem preparadas.
– Concordo. – Disse a única menina que residia a cozinha.
Os três responsáveis pela alimentação estavam saindo da cozinha quando veem Shima sentado no chão tentando prender em uma pequena vara de pescar uma bolinha da famosa plantinha natalina, o “visco”, e um cheio de frutinhas.
– S-Shima, o que está fazendo? – Luna arriscou a pergunta.
– Eu estou prendendo uma bolinha de visco nessa vara de pesca.
– Tá, disso sabemos, queremos saber o porque! – Rin olhava para o companheiro como se fosse tão burro quanto a porta pela qual acabara de passar.
– Porque na festa, quando alguém se encontrar com alguém eu vou, singelamente, colocar o visco em cima das cabeças do casal. Vocês conhecem aquela tradição, não conhecem?
– Conhecemos Shima, mas não sei se o “casal” vai ficar contentes. – A garota disse, fazendo o sinal de aspas com os dedos.
– Lógico que não vão, mas quero ver até onde essas “vítmas” vão. – O rosto do rosado se transformou em algo sombrio, o que fez os outros três a seu redor estremecerem de leve com o olhar maligno de Shima.
– Muito bem pessoal. – Izumi chamou a atenção dos seus colegas. – Amanhã vamos dar uma ultima olhada, por agora já está bom. Está ficando tarde e precisamos voltar.
O pessoal se trocou um rápido “Ja’ne” e saíram apressados pela porta da saída em direção ao velho dormitório masculino da Academia Verdadeira Cruz. Estavam cansados e ainda tinham que resolver o que fariam com seus convidados.
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Avisinho aqui!
Então, como alguns já devem saber eu pretendo fazer segunda temporada, PORÉM tenho uma dúvida. Vocês preferem que eu comece uma fanfic do zero ou que eu faça a segunda temporada na mesma fanfic Destino Irônico?
Eu, pessoalmente, acho que seria melhor começar uma do zero, porque daí tem aquela emoção de ler desde o primeiro cap e não do capítulo 30, por exemplo.
Vou deixar pra vocês decidirem, postem nos comentários a preferência de vocês.
Já’ne
Att: LíihLoves
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