Destino Irônico
3 Capítulo 2 - Uma luta não muito justa
Notas iniciais
Eu decidi como vou postar. Vou postar todo sábado ou domingo (se der tudo certo), com capítulos de 1500 a 2000 palavras, com exceção de possíveis mini-especiais durante a semana.
Bom, é isso, desfrutem do novo capítulo.
*leiam as notas iniciais
No capítulo anterior
– Yukio, vá atrás da garota que fugiu, eu cuido desse aqui. – Diz Rin que logo fora obedecido por seu irmão, porém, com a mesma velocidade de antes, Staz impede a ida do irmão mais novo.
– Aonde pensa que vai? Não deixarei tocarem um dedo na Fuyumi! – O vampiro diz com seus olhos ardendo e sua mandíbula expondo seus dentes afiados.
Um leve arrepio cruzou a espinha dos gêmeos devido o olhar sádico do demônio que até agora não sabiam ao certo de que espécie era. Uma dúvida que logo foi exposta pelo irmão mais experiente.
– Que tipo de demônio você é? – Perguntou Yukio sem relaxar por um segundo. Rin que até agora estava fixo no lugar que a bala atingiu o demônio ser reconstituído, aquilo o lembrava de si mesmo, já que suas feridas se curavam tão rapidamente.
– Sua mãe não lhe deu educação? Primeiro se pergunta o nome. – Diz o jovem demônio. Ambos, Rin e Yukio, ficaram espantados com a “resposta” do alvo. Normalmente os demônios já atacariam ou simplesmente morreriam de medo ao ver que tipo de exorcista veio por causa deles. Nos últimos anos a dupla Okumura fez muito sucesso entre os demônios que andavam pela Terra. – Mas como eu acho que nem para pedir desculpas vocês servem vou dizer logo de uma vez porque minha paciência não é a das melhores. Sou um vampiro. Meu nome é Staz. – Diz o jovem sem interesse nenhum.
– U-um vampiro? – Sussurra Yukio pausadamente. – O que um demônio nobre como esse faria aqui?
– Para falar a verdade eu não sei ao certo, mas não me chame assim de novo, entendeu? – Disse-o ameaçadoramente.
Yukio olhou rapidamente para o irmão que logo entendeu a conversa silenciosa. “Distraia-o que eu vou atrás do outro”. Rin assentiu, levantou a bainha da espada e retirou-a lentamente. As chamas azuladas contornaram seu corpo, sem o ferir. A longa calda negra saiu em chamas por de baixo de sua camisa (N/A: Pra quem não sabe ou se esqueceu ele “guarda” a sua calda enrolada no tórax).
– Isso é novo. – Diz Staz com as sobrancelhas arqueadas.
Com a velocidade absurda de um demônio, Rin investe contra Staz com a espada levantada. O mesmo da um enorme salto para trás, fazendo com que a Kurikara cravasse contra o solo. Rin a retira da terra ressecada devido ao calor da área e novamente investe contra o demônio “de sangue nobre”, como seu irmão havia dito. O que o fez ficar muito confuso.
“Aquele demônio era estranho?”
“Era.”
“Você já tinha lidado com algum igual?”
“Nunca. Ele parece alguém... normal.”
Rin perguntava e repondia mentalmente, só voltou totalmente a Terra quando recebeu um soco no lado direito do rosto. Um soco MUITO forte. Que o fez ir em direção a uma parede. Quando saiu podia ser visto o contorno de seu corpo nas pedras polidas.
Yukio aproveitou a chance para tentar fugir da vista do demônio que se nomeia Staz. Porém o mesmo, com o canto do olho, vê o vulto do garoto. Bem que estranhou-o ter ficado o tempo todo parado em quanto via seu parceiro lutar.
Com um impulso Staz vai em direção de Yukio. O gêmeo mais novo para rapidamente. Puxando suas armas e disparando dois tiros no peito do vampiro. As balas o atingiram, depois de uns segundos eram expelidas para fora do corpo pela carne que se reconstituía, porém, como elas eram balas especiais para contra demônios, não impediu que uma fina gota de sangue escorresse pelo canto da boca do vampiro. Preocupado, avançou com o punho contornado por uma luz amarela.
– YUKIO! – Chamou Rin indo a socorro de seu gêmeo. Empunhou a espada e cortou o ar com a mesma e uma barreira de chamas azuladas impedira que o vampiro chegasse a Yukio.
– Maldito. – Xingou Staz olhando para Rin.
Com a falta de atenção que se seguiu após o xingamento, o vampiro não notou que a barreira que antes separava-o do outro atacante fora rompida e uma bala cruzou sua cabeça.
“Graças a Deus que Beru atirou-me várias e várias vezes com aquele maldito calibre 38. Meu corpo teve certa resistência, mas com essas balas estranhas...” Staz pensava quando já sentia seu corpo voltar a normalizar e outro rastro de sangue aparecia no outro canto de sua boca.
Agora ambos os gêmeos investiam. Rin com a Kurikara ativava suas chamas e atacava-o. Staz saltou a cima de uma casa rapidamente, fazendo com que ambos os gêmeos estranhassem, porém, ao olharem para o chão se deram conta de dois desenhos amarelos, um embaixo de cada irmão, com uma estrela de cinco pontas decorando-o. Não deu tempo de admirar, em menos de alguns segundos os desenhos explodiram fazendo com que a poeira tomasse conta do local.
– YUKIO! VOCÊ ESTÁ BEM? – Gritou Rin com a preocupação estampada em sua voz. Ele era resistente, mas Yukio não tinha os poderes de um demônio, era só um humano comum (que sabia muito bem matar uma horda de demônios).
Em reposta ao chamado levara um grande soco rodeado de energia (N/A: ou magia, usem oq preferirem) no estômago. Cuspiu uma pequena quantidade de sangue, quando ia rebater o golpe o demônio havia sumido.
Silêncio. A fumaça estava baixando consideravelmente e um pensamento passou rapidamente pela mente de Rin.
“E se ele tiver fugido?”
Teriam que procura-los de novo?
“Droga”.
Porém, como se fosse uma resposta ao seu pensamento, quando a poeira baixou o vulto de Staz estava a cima de uma chaminé de uma casa qualquer. Ele estava sentado desleixadamente na mesma com o braço direito apoiado no joelho em quanto outra perna estava balançando no ar, como se esperasse para que os atacantes o vissem ali.
– Porque não fugiu ainda? – Perguntou Rin cuspindo a pergunta para fora.
– Vocês iriam atrás de nós novamente. Eu não vou fugir em quanto não desistirem... ou estiverem mortos. – Ameaçou-o pulando da chaminé para o chão.
– Não somos de desistir tão facilmente. Tampouco estamos lutando seriamente. – Disse Yukio com a voz neutra. – Até agora.
– Percebo... – Suspirou derrotado o jovem vampiro.
Em menos de dois segundos, tanto Rin quanto Yukio começaram a atacar Staz. O mesmo tentava desviar das balas e das chamas. Porém, desviar de duas coisas ao mesmo tempo era complicado, não, lutar contra duas pessoas era complicado. Uma vez tinha se dado mal com os zumbis de Liz, levara uma surra e tanto, mas isso fora antes de seu “querido” irmão tirar a maldita bala.
Staz começava a ficar exausto. Ele tentava atrasar o máximo possível a luta, pois tinha fé de que Beru chegasse com Wolf, Liz ou até mesmo Braz. Lutar agora se tornava extremamente difícil. A luta se seguia especialmente contra o garoto endiabrado que segurava a espada. Staz teve a impressão de, talvez, já ter visto a espada vagamente, porém era só um talvez.
As chamas azuis rodeavam o lugar em quanto a luta prosseguia e em um lugar um pouco distante uma garota de cabelos curtos e negros parou na calçada para ver as chamas azuis tomarem conta do local onde seu amigo estava.
– Staz-san... – Sussurrou Fuyumi.
A curiosidade e preocupação falavam muito mais alto do que a vontade de se proteger e sobreviver. Simplesmente o pensamente de Staz, o único que fazia o possível e impossível para protegê-la, estar gravemente ferido ou matando alguém inocente fazia suas pernas tremerem.
Com esses últimos pensamentos, retomou a passos largos o caminho que antes prosseguira a ordem do vampiro. Passou pelas mesmas várias casas e jardins ressecados, com árvores secas, grama desbotada e flores quase mortas, com muita velocidade. Chegou até um lugar mais afastado do centro em que a luta começara a se acalmar.
Ao olhar para a cena se espantou com o que viu. Staz estava tentando se levantar e várias partes de seu corpo apresentavam hematomas. Em suas roupas estavam alguns furos de balas e rasgos por causa de alguma lâmina que presumiu rapidamente que fora a espada do garoto de antes. Os dois garotos também tinham vários hematomas em várias partes do corpo, suas roupas sujas e rasgadas, provavelmente por causa das explosões de Staz.
Ela viu o rapaz de olhos esverdeados tinha apontava a arma em direção a cabeça do vampiro que respirava ofegante no chão. E uma rápida imagem do sangue de Staz pintando o solo rochoso espantou-a. Rapidamente tomou a frente de seu amigo, fazendo com que a bala fosse impedida de ser liberada.
– Saia da frente demônio. Primeiro vamos matar ele, já que é o mais poderoso. E depois iremos cuidar de você. Se não irei atirar em você mesmo assim. – Respondeu Yukio friamente em quanto Rin estava a seu lado com a katana encostando-se ao chão e respirando ofegantemente.
– Fuyumi! Saia daí... logo! – Staz só não gritava devido a dor no peito por causa das balas que havia levado.
– ESPEREM! OS TRÊS! – Gritou-a, fazendo com que eles se espantassem com o tom usado. Os olhos azulados da garota já transbordavam de lágrimas de dor, medo e preocupação. – E-eu já vivi nesse mundo...e-e eu não sei direito o que fizemos de errado ou ao menos onde estamos. – Ela pausou um pouco para liberar um curto soluço e três lágrimas caíram. – D-demo, tudo o que queremos no momento é voltar.
Staz se recompunha atrás dela, se levantando nada delicadamente em quanto tossia uma pequena quantidade de sangue.
– Yukio. Qual era o motivo de nos chamarem aqui? O velho que te contatou... – Rin fez uma pausa. – Ele disse se eles destruíram alguma coisa?
– Não. – Disse o rapaz de óculos com a cabeça baixa.
– Então deixa ver se eu entendi. – Staz chamou a atenção dos gêmeos. – Vocês... vieram aqui... para nos caçar... por nenhum motivo? – Ele limpou o sangue que escorria da boca com o punho.
– Não sabemos ao certo. Mas se foi isso, sentimos muito. Porém, demônios como vocês em mundo humano, principalmente ela... – Yukio apontou para Fuyumi que tentava limpar as lágrimas que ainda teimavam em escorrer. – Que já não era mais para viver aqui.
– Olha, nós entendemos perfeitamente essa regra idiota, mas não estamos aqui por que queremos. Droga, se eu viesse para o mundo humano pelo menos eu teria ido para o Japão e não nesse fim de mundo. Deu um problema na droga do sistema e puff... fomos engolidos por um buraco negro e viemos parar nessa joça de lugar. – Staz falava cada frase com um xingamento enraivecido. Nem ele sabia ao certo porque, se era por virem para um lugar que não conhecia, se era por não aparecerem no Japão ou porque lutou com uma dupla de retardados sem nem mesmo ter um motivo.
– Se esse era o problema porque não falaram logo? – Perguntou Rin tomando a dianteira.
– Aaah, não sei... Vai ver porque VOCÊ e o quatro olhos ali começaram a atirar em mim como malucos psicopatas? – Ironizou Staz.
– Do que você nos chamou? – Perguntou Rin se aproximando ameaçadoramente.
– Disso mesmo que você ouviu fogo-no-rabo. – Staz falou.
– Oe! Rin, pare com isso. – Yukio mandou.
– Você também, Staz-sana . – Pediu Fuyumi.
– Desde quando você manda em mim? – Disseram os dois em coro.
– Calados, os dois. – Yukio ajustou os óculos.
– Droga, vejamos se não encontramos um Braz terrestre. – Staz disse pesadamente.
– Por agora estamos em trégua. – O Okumura mais novo falou. – Mas não façam nada de errado demônios.
– Isso mesmo se vocês fizerem algo errado iremos lhes transformar em pó. – Rin ameaçou recolocando sua espada nas costas. Staz estava pronto para retrucar quando... – Espera ai... eles vão ficar soltos por ai?
– Pelo menos nos levem para o Japão e não nos deixem nesse fim de mundo. – Staz disse com os olhos brilhando em quanto imaginava todos os mangakás em um só lugar, TODOS assinando suas várias e várias coleções prediletas.
– Ah sim... Vamos leva-los para o Japão, porém vocês vão para a Academia Verdadeira Cruz conosco. – Yukio disse com um meio sorriso em quanto Fuyumi fazia um pequeno “o” com a boca.
– NANI? – Staz e Rin gritaram em coro.
– Uma escola? – Fuyumi perguntou baixinho.
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Cena bônus
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– DEMÔNIOS! SÃO ELES! RIN, YUKIO! SÃO ELES! – Disse um velho um pouco mais baixo que Fuyumi, magricela, com cabelos e barba grisalhas e usando roupas largas. – ELE É UM VAMPIRO! CUIDADO! – O velho atirou um colar de alho em direção a Staz que o olhava com uma gota. Vendo que não adiantava atirou um crucifixo de madeira que atingiu a cabeça do vampiro que grunhiu em quanto massageava o lado esquerdo da cabeça.
– Qual o problema com esse velho? – Grunhiu-o sentindo um pequeno calo crescer no lugar da batida em quanto Fuyumi ria baixinho ao seu lado. – PARE DE RIR!
*leia as notas finais
Notas finais
Agora como compensação pelo meu esforço eu gostaria de comentário, isso mesmo leitores, MUITOS COMENTÁRIOS *U*. Lembre-se que um autor sem inspiração não escreve então deixo com vocês. E talvez umas recomendações ... *u*
Bjos de leite-condensado ^.^
Pergunta do dia: Quem aqui le a fic por Blood Lad e quem le a fic por causa de Ao no Exorxist?
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