Destino Irônico
2 Capítulo 2 - O encontro
Notas iniciais
Aproveitem o capítulo -nya!
Academia Verdadeira Cruz – 14:20
Era de tarde e como de costume todos os estudantes que treinavam arduamente para um dia virarem exorcistas estavam em sala de aula. O professor Yukio Okumura explicava um determinado conteúdo em quanto respondia diversas questões que hora ou outra seus alunos perguntavam.
Entre os alunos, seu irmão, Rin Okumura, estava sentado ao lado de um garoto com moicano loiro, porém com cabelo castanho, conhecido como Ryõji Suguro. Rin era um dos filhos de Satã, portador da espada Kurikara e das incríveis chamas azuis que herdou de seu pai. Porém, seu irmão gêmeo Yukio tinha um semblante normal, mas o mesmo era um exorcista formado.
Um som baixo, porém irritante, toma conta da sala de aula fazendo com que todos se calassem. O som de um celular tocando loucamente.
— Eu não disse para não trazerem seus celulares para a aula? – Perguntou Yukio em quanto olhava para seus alunos de forma repreendedora.
— Oe, Yukio... – Chamou Rin fazendo com que seu irmão o fitasse. – O celular que está tocando... é seu. – Disse com uma gota.
— Nani (o que)? – Perguntou-se o Okumura mais novo em quanto tateava seus bolsos. Logo agarrou um celular samsung e1195 preto. Seu olhar tomou um semblante sério ao notar que o celular que tocava era o que era usado para as chamadas dos seus “clientes”. Abriu o celular e levou-o ao ouvido em quanto andava em direção à porta. – Moshi Moshi. Aqui é Yukio Okumura, pois não?
— Yukio-san! Aqui é o Relith D’angerous. Um de seus clientes do qual salvou de uma horda de demônios há uns seis meses atrás. – Disse uma voz envelhecida. O Okumura mais novo tornou a se lembrar.
— Ah sim! Senhor D’angerous, me lembro. Porque tornou a me chamar? Problemas em sua terra novamente?
— Sim, hoje de manhã chegaram dois demônios. Um deles apresenta níveis muito altos. Eles tem a forma de humanos, mas... não são. Eu sei muito bem o que é humano e o que não é. – Disse a outra voz da linha.
— Sim, eu sei disso. Em quantos eles estão? – Perguntou Yukio ao velho.
— Dois. Mas não se leve pelo número. Traga seu irmão, Rin. Tenho certeza que vocês dois podem tomar conta desses aqui. – Pronunciou o “desses aqui” com nojo estampado na voz.
— Hai. Pode deixar conosco senhor D’angerous. Vejo você em breve.
— Hai.
Yukio fechou o celular e colocou-o novamente no bolso do casaco. Tornou a voltar para a sala de aula.
— Desculpem, Minna. Recebi uma mensagem de um de meus clientes e terei que sair em missão. – Diz o jovem professor em quanto guardava suas coisas na pasta.
— Honto ni (mesmo)? – Perguntou Rin indo à frente de seu irmão a uma velocidade absurda com sua calda balançando levemente no ar. – Posso ir? Por favor!
— Sim. – Respondeu simplesmente. A calda que antes balançava agora parara subitamente e o rosto do Okumura mais velho ficou em dúvida como se pedisse explicações. Era raro seu irmão deixa-lo ir a suas missões. Normalmente era preciso se ajoelhar para fazê-lo ceder, Yukio vendo a dúvida de Rin logo torna a esclarecê-la. – Eu ia pedir isso a você de qualquer jeito. Os demônios que vamos encontrar lá, pelo o que Relith-san diz, são poderosos. Pelo menos um ele afirma ter um poder sobrenatural. O outro não tenho muito conhecimento sobre.
— Não importa. Vamos exorciza-los de qualquer forma. – Confia Rin.
— Hai. – Yukio confirma em quanto pegava a chave para se teletransportarem aos U.S.A.
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— Vamos Fuyumi! – Diz Staz em quanto ajeitava o capuz de seu casaco na cabeça. – Vamos andar por ai, vai que encontramos alguém que nos entenda.
— Hai! – Fuyumi diz em quanto terminava de ajeitar sua saia.
Staz usava Jeans cinza com um cinto de fivela. Seus tênis estilo All Star eram brancos e pretos. Usava uma camisa vermelha com um raio negro saindo pela gola e sobre ela um casaco preto com um capuz que já se encontrava ajeitado em sua cabeça para o proteger dos fortes raios solares do mundo mortal.
Fuyumi usava uma delicada regata branca com alguns corações rosa salmão a sua frente. Também usava uma delicada saia da mesma cor dos corações, uma meia três quartos e um sapatinho estilo boneca e seu cabelo com uma típica maria Chiquinha em apenas um lado.
Logo a garota segue o vampiro até o hall de entrada. Com o pouco que tinham de dinheiro eles pagaram o homem e saíram porta a fora pela cidadezinha. Ela era praticamente uma cidade fantasma, muitas poucas pessoas andavam pelas ruas. A parte mais movimentada da cidade era o mercado onde os mercadores serviam os clientes que iam de barraquinha em barraquinha. Todos falando na língua que nem Staz nem Fuyumi tinham conhecimento.
— Hmm... Por aqui. – Diz Staz apontando para um caminho aleatório.
— Staz-san... você tem certeza que sabe aonde estamos indo? – Fuyumi perguntou trêmula.
— Não. – Respondeu displicente.
Staz não estava se preocupando muito com o fato de estarem perdidos em um país do qual ninguém sabia falar a sua língua, em um mundo totalmente desconhecido para ele e sem quase nenhum tostão no bolso. Porque confiava de que seu irmão ou Beru os achassem antes de morrerem de fome/sede/frio e os levassem de volta para Makai.
— Oe. Vocês ai. – Uma pessoa, ou melhor, um garoto que aparentava ter a mesma idade de Staz, de cabelos negros rebeldes e olhos azulados os chamara em quanto saiu de um beco qualquer. Ao lado dele estava outro garoto que parecia ter a mesma idade, só que com cabelos castanhos, rebeldes, olhos esverdeados que eram cobertos pelas lentes de uns óculos.
— Eles falam a nossa língua! – Fuyumi comemorou ao lado de Staz que permanecia calado fitando seriamente as novas figuras que apareceram. Fuyumi foi andando até eles com um sorriso. – Que alívio, não sabem o quanto estamos perdidos...
— FUYUMI CUIDADO! – Staz berrou em quanto corria até ela. O motivo? Simples, ao ver um movimento em falso do garoto de olhos verdes, Staz o viu sacando uma arma. Ao ver que quem seria atingido seria Fuyumi seu estômago gela. Com toda a velocidade que seus poderes proporcionaram após a bala ser retirada de seu coração, ele corre até Fuyumi, a abraçando em quanto girava-a para trás.
O alto barulho do tiro prevê antes do silêncio da tensão.
O tiro havia acertado o meio das costas de Staz, o mesmo se encontrava abraçado a garota de cabelos negros que olhava tudo espantada. Ele apertava os braços finos da garota, porém logo suaviza o aperto. Staz torna a soltá-la e a fita com seriedade.
— Saia daqui. Vá para um lugar seguro e depois nos encontramos. – Ele fala e logo depois se virava para encarar os dois garotos que chegaram.
Fuyumi estava pronta para contestar, porém ao ver o olhar sério e determinado do vampiro logo desiste e sai correndo para qualquer lugar.
— O que vocês pensam em fazer afinal? – Staz pergunta aos dois garotos, o de cabelos enegrecidos o olhava espantado e o outro seriamente.
— Vamos purifica-los. – Diz Yukio em quanto sacava suas duas armas e Rin sua espada que ainda não fora desembainhada.
— Yukio, vá atrás da garota que fugiu, eu cuido desse aqui. – Diz Rin que logo fora obedecido por seu irmã, porém, com a mesma velocidade de antes, Staz impede a ida do irmão mais novo.
— Aonde pensa que vai? Não deixarei tocarem um dedo na Fuyumi! – O vampiro diz com seus olhos ardendo e sua mandíbula expondo seus dentes afiados.
Notas finais
Não se esqueçam de comentar onegai. Isso é muito importante em uma fic com animes não muito famosos.
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