Destino Irônico

11 Capítulo 10 - A verdade dita de forma rápida


Nhaaaw, OHAYOOO MINNA-SAN, quem quiser entrar no grupo da aqui em baixo (coloquei no capítulo pq sei que muita pouca gente lê as notas do autor, em fim, no grupo poderemos conversar, vc's vão poder me cobrar, também me apresentar a fic de vocês, conhecermos pessoas do nosso espaço otaku (lol). Eu não sei um nome muito bom pro grupo por isso ainda acho que vou mudar.

Ta aqui: https://www.facebook.com/groups/438690589587819/

Capítulo Anterior:

– Mas me diga uma coisa Fuyumi.

– Sim?

– Você é uma fantasma?

“Eh?” A garota pensou com o espanto visível no rosto.

Capítulo Atual:

Um silêncio se alastrou pela sala de aula. Fuyumi ficara sem palavras. Os seus pensamentos presos em uma só pergunta.

“Como ela soube disso?”

–Fuyumi? – Chamou Luna impaciente. – Não precisa ficar com medo de contar a verdade ok?

– H-hai, mas...

– Como eu soube?

– Sim. Quero dizer, nem os outros souberam tão rápido assim. – Fuyumi respondeu nervosa. – Então como você soube?

– É como um talento. Quase todo exorcista tem um. Não sei bem como explicar, mas é quase como se eu soubesse quem é o que apenas em um trocar de olhos, quase como um sexto sentido.

– Sugooi (incrível). Então quer dizer que se um demônio aparecer, mesmo escondido em um corpo humano, você vai poder vê-lo?

– Mais ou menos isso. Achei estranho exorcistas estarem treinando um fantasma. E eles são exorcistas profissionais, duvido muito que você esteja de penetra. – Luna disse ao olhar no fundo dos olhos de Fuyumi.

– N-não. Eu não estou de penetra. É só que... – Por um segundo, Fuyumi cogitou a ideia de descarregar tudo com Luna. Contar tudo o que aconteceu desde que encontrara Makai no próprio guarda-roupa, porém foi obrigada a morder a língua para não falar mais do que devia. A final, como ela reagiria se soubesse que estudava com os filhos de Satan e mais um vampiro de sangue puro.

– É só que...? – Luna perguntou.

– Que tal falarmos sobre isso em outro lugar? Só vou mandar uma mensagem para o Staz-san que vou passar a tarde com você.

– Ele é seu namorado? – Perguntou Luna inocentemente.

– EEEEEEEEEEEEEEEEEH?! IIE (não)!

– Oh.

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(N/A: Não vou falar muito sobre a Fuyumi contando tudo para a Luna por que já estou enrolando de mais essa história).

– [...], e foi isso. – Terminou Fuyumi de contar a longa história.

– C-c-c-COMO?! – Luna sobressaltou-se de onde estava sentada depois de Fuyumi terminar de contar sua história (e dos amigos). Ambas as meninas se encontravam na famosa fonte da Academia, comendo um rápido lanche.

– Shiiiu. – Fuyumi tampou a boca da nova amiga ao notar os olhares alheios. – Os outros alunos não podem saber do Rin-san, Yukio-san e do Staz-san, isso seria uma tragédia, não é mesmo?

– T-talvez, mas ainda estou em meio de um estado de choque. Não sabia que até demônios podiam fazer o curso de exorcismo. – Disse a menor.

– Meio irônico não? – Perguntou Fuyumi com uma gota.

– O destino é irônico. – Concordou Luna. – Mas me diga, quem mais sabe disso?

– Os professores, os alunos do curso, o diretor e talvez alguns membros de alto escalão do Vaticano, porém sobre o Staz-san e eu acho que são apenas professores, alunos e diretor.

– Hm, compreendo. Fico deveras feliz por ter me contado. – Luna sorriu sem jeito.

– Por que não vamos encontra-los? Vou te apresentar a todos devidamente, você vai ver, eles são bem divertidos.

– Sou meio tímida quanto a isso, mas acho que tudo bem. – Concordou Luna, encolhendo ligeiramente os ombros.

Fuyumi se levantou e arrastou Luna pela academia. Passaram pelo refeitório, pelos corredores principais, até pela biblioteca. Se não estavam em nenhum lugar da escola ela já cogitou a ideia de onde poderiam estar.

Passaram pelo campos inteiros, desceram escadas, deram a volta por praticamente todos os lugares até chegarem no velho dormitório masculino.

– Que prédio é esse? – Luna perguntou ao notar a aparência meio desgastada se comparada ao resto da escola.

– O antigo dormitório masculino, é aqui que eu, Staz-san, Rin-san e Yukio-san estamos morando. – Respondeu a morena ao abrir a porta.

Nem subiram as escadas e já notavam o murmuro do resto dos colegas que deveriam estar na cozinha, sentados nas grandes mesas. Quando ambas chegaram na cozinha viram seus colegas sentados em uma das mesas, da qual estava servida de várias guloseimas que provavelmente foram feitas pelo demônio cozinheiro de estimação. Quando o grupo notou as meninas eles pararam a conversa.

– Yoo minna-san. – Fuyumi sorriu ao cumprimentar seus colegas que apenas a olharam, então notaram a aluna nova e depois olharam novamente para Fuyumi.

– FUYUMI! ONDE VOCÊ ESTEVE?! – Staz perguntou irado.

– E-eu mandei uma mensagem dizendo que eu ia passar a tarde com a Luna-san. – Fuyumi levantou as mãos em sua defesa, o vampiro se acalmou... um pouco.

– Fuyumi-san, estávamos conversando sobre uma coisa importante no momento. – Yukio disse, acenando com a cabeça sugestivamente para a aluna nova, como se dissesse “ela ainda não sabe de nada”.

– É sobre você e o Rin-san serem filhos de Satan e sobre eu e o Staz sermos demônios?Eu já contei a ela. – A voz da morena soara inocente como se fosse a coisa mais normal do mundo, Luna apenas continuou parada no lugar com uma gota e o semblante neutro.

– E-eh? – Rin perguntou deixando as batatas-chips caírem de sua boca.

– Não fiquem com essas caras, eu entendo... em parte. – Luna foi obrigada a dizer ao ver a cara de espanto dos presentes.

– Está dizendo que para você está tudo bem estar entre tantos demônios? – O mais alto do grupo, Bon.

– Eu nunca me incomodei tanto com a presença de demônios. – A garota disse desviando o olhar para o lado.

– Bom... problema resolvido! – Shima bateu na mesa com as duas mãos. – Agora, se me permitem, eu vou voltar para meu dormitório porque tenho dever de matemática a fazer.

– O dever! Tinha me esquecido. – Rin pousou a cabeça, depressivamente, na mesa.

O dormitório ia se esvaziando até que apenas os Okumuras, Staz, Fuyumi e Luna ficaram.

– E você? Não vai com eles? – Rin perguntou chegando ao lado de Luna. Ela simplesmente tirou de sua bolsa um pequeno papel com algumas coisas escritas e passou para Yukio. O jovem professor leu o que havia escrito e devolveu a menina.

– Ela vai morar com a gente. – Disse Yukio.

– Eeh?

– Acalme-se Rin-san. – Pediu Fuyumi, então a mesma se virou para Luna e esbanjou um sorriso doce. – Isso é bom, eu posso ter uma companheira de quarto!

– Você não quis dormir comigo... e quer ficar com ela? – Staz perguntou baixinho, porém foi o suficiente para o grupo ouvir.

– S-Staz-san. – Fuyumi foi obrigada a corar e o resto do grupo conteve as risadinhas que escapavam da boca, até mesmo Luna deu algumas risadinhas. – E-eu vou tomar banho.

– Yukio, eu te pedi ajuda no dever de trigonometria avançada. – Staz pediu ao garoto de óculos.

– Claro. Porém... Luna-san, onde estão suas coisas? – O rapaz se virou para a menor.

– Eu deixei na recepção, eles disseram que iam deixar lá e era para eu ir buscar. Melhor eu ir agora.

– Rin, ajude ela. – Yukio se virou e Staz soltou uma risada antes de ir pegar seus cadernos e então os dois ficaram sozinhos.

– Vamos logo, tenho que fazer os deveres do curso de exorcismo ainda. – Rin suspirou pesadamente ao pensar na pilha de exercícios que o esperava em sua cômoda aquela noite.

Ambos saíram do prédio, o céu estava pintado de uma cor alaranjada, típica cor que podia-se ver no entardecer.

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– ...

– Entããão... você é de onde? – Rin perguntou em uma tentativa de quebrar o silêncio.

– Moro em um templo aos arredores de Kumamoto. – Disse a menina.

– Kumamoto, nunca visitei, ouvi dizer que tem muitas enchentes por lá, verdade?

– As vezes.

– ... Seus pais vivem em um templo, então, isso parece legal.

– O templo é do pai da minha mãe.

– Hum. – Ele não sabia mais o que dizer, ela não era uma garota de muitas palavras, se ele não desse o primeiro passo na conversa provavelmente o caminho seria silencioso até o final. – Você quer ser que tipo de Meister?

–Knight.

– Sério? Eu também. Luto com a Kurikara, e você?

– Uma foice.

– Verdade? Posso vê-la depois? – Perguntou o rapaz.

– Lie (não), só eu posso toca-la, ela rejeita os outros. Apenas eu posso invoca-la. – Respondeu a garota fazendo contato visual pela primeira vez naquela noite. A essa hora já havia escurecido e eles já estavam voltando para o dormitório.

– Isso é injusto. – A menina soltou uma leve risada que logo morreu, porém ainda tinha um leve sorriso na face, o que fez Rin corar e olhar para o outro lado.

– Ei, demônios tem caudas não tem? Cadê a sua? – A menina perguntou.

– Quer ver a minha cauda? – Ele arqueou uma sobrancelha, porém logo escorregou sua cauda negra para fora de suas vestes, a menina olhou mais atenta.

– Nossa. – Ela disse. – Como foi quando descobriu que era um demônio?

– Para ser sincero eu pirei. Achava que tudo era uma palhaçada antes de eu perder meu emprego para uma espécie de macaco demoníaco. Daí eu fui cassado por um babaca do bairro e tudo virou um caos. Foi desesperador.

– Entendo.

– Não, aposto que não entende, ser um demônio não é a melhor coisa para ser se você quer ter apenas uma vida normal. – Ele riu com certa amargura, porém logo o semblante brincalhão voltou. – Chegamos. Vamos depositar essas suas malas no seu dormitório.

– Acho que vou ficar com a Fuyumi. – Ela falou baixinho, um tanto corada fazendo Rin sorrir.

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Notas finais
Entrem no grupo minna o/