Destino Esquecido

11 Um fim início, talvez


Notas iniciais
Hey pessoal! Aqui está o último capítulo desta fanfic, mas lembrando que haverá continuação em uma próxima! ;-) Boa leitura!

– Você não quer que eu faça o quê ?! – Disse Kitty assustada após ouvir uma ordem da amiga.

– Kitty, por favor! Fale baixo!

– Mas Vampira... Eu não estou te entendendo!

– Mas entenda, por favor! – Vampira suplicava cada vez mais – Ninguém pode saber disto, principalmente o Remy!

– Mas por que não? Ele tem a obrigação de saber que você está...

Antes que Kitty pudesse terminar a sua frase, Vampira tampou a boca da amiga com a mão. Aliás, o seu segredo era sério demais para que pudesse ser dito de forma tão natural.

– Você está maluca, Kitty ?! Alguém pode nos ouvir!

– Eu não sei, Vampira... Eu acho que isso está errado.

– Eu não vejo nada de errado nisso. Aliás, eu e o Remy não estamos mais juntos... – Vampira desviava o olhar.

– Então vocês terminaram mesmo em Nova Orleans?

Vampira ficou em silêncio. Na verdade, ela mesma estaria terminando o seu relacionamento pela segunda vez. No fundo, nem ela sabia se “terminar” era a palavra certa. Aliás, o Remy havia pedido um tempo para que ele pudesse acertar as coisas com a Melissa. No entanto, Vampira praticamente interpretou aquilo como um fim.

– Isto não interessa agora, Kitty... O importante é que o Remy é a última pessoa que pode saber sobre o que está acontecendo!

– E até quando você pretende manter isso em segredo? Porque um dia isso vai ficar evidente. Quero dizer, visivelmente falando! – Disse Kitty enquanto encarava a barriga de Vampira.

– Eu sei! Eu sei! Eu ainda não pensei sobre isso...Só sei que amanhã eu irei ao médico e ver pensar no que eu irei fazer...

– Como assim no que você vai fazer? – Kitty se assustou com a fala da amiga – Você não está pensando em fazer alguma coisa estúpida, está?

– Claro que não, Kitty! Eu quis dizer que eu vou pensar no que eu irei fazer após ter a confirmação!

– Ufa! Por um momento eu fiquei assustada!

– Se eu pelo menos pudesse tocar as outras pessoas, eu diria ao Remy que “o que você sabe o quê” não seria dele – Vampira disse com um tom alterado.

– Você quer se livrar dele tanto assim?

Vampira ficou em silêncio novamente. Aliás, ela tinha dito aquilo sem pensar. Era óbvio que ela o amava mais do que nunca, mas estava muito abalada pelo o que acontecera em Nova Orleans.

– Kitty... Ele me tratou muito mal... Bem, na verdade, acho melhor eu não pensar sobre isso agora.

– Tem razão. Aliás, agora você tem que se preocupar com “o que você sabe o quê” que está vindo por aí!

Em meio às incertezas e insegurança, Vampira conseguiu sorrir.

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Na manhã do dia seguinte, Remy, enfim, chegava ao aeroporto de Nova York. Parecia que ele havia ficado fora por alguns anos, mas, na verdade, tudo se passou de duas semanas. Já que estava com pressa para chegar à Mansão, ele foi em direção ao ponto de taxi. No entanto, algo próximo ao ponto lhe chamou a atenção: uma barraca de flores.

Sendo assim, Remy entrou no taxi carregando a sua mala, e também um buquê de rosas vermelhas. Apesar dos maus entendidos, Remy estava confiante, e sempre sorria quando se lembrava de sua Vampira. Ele estava ansioso para vê-la e consertar o erro que tinha feito a ela em Nova Orleans. Após tantas experiências que passara recentemente, ele teve mais certeza ainda que a amava mais do que tudo!

Assim que chegou à Mansão, Remy se encontrou com Tempestade.

– Remy, você voltou! Que bom vê-lo de volta! – Disse Ororo que, em seguida, o cumprimentou com um abraço.

– É bom ver você de novo, chérie! Parece que não a vejo há séculos!

– Sim, é verdade... Mas como foram as coisas lá em Nova Orleans?

– Aparentemente, tudo deu certo no final!

– Oh, que bom! Fico feliz por você! – Disse Tempestade que, em seguida, percebeu o buquê de rosas na mão dele – Que flores lindas! São para a Vampira?

Ouí!

Ela vai adorar! Aliás, ela anda meio chateada ultimamente...

– E eu imagino que eu tenha certa colaboração nisso... Mas eu estou aqui de volta para consertar o meu erro.

– Então, boa sorte!

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Após arrumar as suas coisas, Remy decidiu ir até ao quarto de Vampira, levando o seu buquê de rosas, com o objetivo de tentar consertar as coisas com ela. No entanto, quando Remy estava prestes a tocar na maçaneta da porta, certo impedimento o chamou atenção.

– Oi Remy! – Disse Kitty, que aparecera repentinamente no corredor.

–Olá, Kitty! Eu não vi você chegar...

– Oh, me desculpe! Eu não queria ter te assustado!

– Tudo bem, chérie! Você por acaso sabe se a Vampira está?

– Oh, não! Ela foi ao médico e ainda não voltou! – Kitty se assustou consigo mesma. Sem perceber, ela acabou revelando algo que Vampira a pediu para que guardasse em segredo.

– Médico? Ela está doente? O que aconteceu?

– Não se preocupe, Remy! É apenas... Ela foi fazer um exame de rotina. Foi apenas isso!

– Você tem certeza? Parece que você ficou mais preocupada do que eu!

– Eu não fiquei preocupada. Eu só lembrei que estou atrasada para o meu treino. Então...Tchau! – Kitty, em seguida, se virou e começou a andar apressadamente. No entanto, ela parou por um momento e se virou novamente – A propósito... Seja Bem-Vindo de volta ao instituto!

Remy viu a amiga partir com uma expressão de confuso. Ele definitivamente não entendeu o que acabara de acontecer. E justamente por causa disso ele ficou ainda mais preocupado.

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Já era tarde quando Vampira voltou para a Mansão. Ela parecia exausta e preocupada. Antes de abrir a porta da Mansão, ela parou e abriu a sua bolsa. E de lá, ela retirou um papel onde estava escrito a sua sentença: “Positivo”.

Devido aos seus poderes, ela sempre imaginou que aquilo seria impossível de acontecer. No entanto, o impossível acabou acontecendo. Em seguida, após viajar os olhos no resultado de seu exame, Vampira respirou fundo, e entrou na Mansão.

Vampira entrou em seu quarto de cabeça baixa, jogando a sua bolsa de qualquer jeito para o lado. No entanto, assim que levantou a cabeça, ela teve uma surpresa.

– REMY!? – Disse ela assim que o viu sentado na beira de sua cama.

– Olá, chérie...!

– O que você está fazendo aqui?!

– Eu voltei. Eu voltei por você! Disse ele que, em seguida, se levantou e se aproximou dela.

– Remy, eu acho melhor conversamos em outra hora...

– A Kitty me disse que você tinha ido ao hospital. Você está bem?

– A KITTY FEZ O QUÊ? – Disse Vampira com um tom raivoso. Aliás, a sua amiga tinha quebrado a promessa que fizera.

– Ela me disse que você tinha ido ao hospital. Há algum problema?

Vampira, de repente, se deu conta do escândalo. Qualquer deslize poderia fazê-la entregar o seu próprio segredo.

– Não! Não há nenhum problema!

– Então por que você foi lá?

– Por impossível que pareça, eu tento ser uma pessoa normal, Remy. E assim como toda pessoa normal faz, eu fui a um médico para checar se está tudo bem!

Ouí, eu entendo... Mas por que você não pediu isso ao Hank? Ele poderia ter te examinado, non?

– É...sim! Mas eu não quis incomodá-lo. Ele está muito ocupado com os seus negócios políticos ultimamente. E medicina não é especificamente a sua área!

– E onde você passou o dia? Eu estive te esperando o dia inteiro!

– Remy, você quer fazer o favor de parar com este interrogatório? Eu não te devo mais satisfações!

Chérie, espere! – Antes que ela pudesse fugir, Remy a segurou pelo braço e a aproximou de seu corpo – Eu sinto muito pelo o que aconteceu em Nova Orleans. Eu não tinha a intenção de te ofender! Eu só precisava de um tempo para colocar a minha vida no lugar, não foi nada fácil descobrir que eu tinha uma filha de um dia para o outro!

– Remy, eu...

– Por favor, me escute! – Remy segurou o seu rosto, encarando-a profundamente – A minha viagem à Nova Orleans também me serviu para outra coisa: para ter mais certeza que eu te amo muito! Quando eu estive longe de você, eu tive mais certeza que você é a mulher da minha vida e eu estou disposto a passar a eternidade ao seu lado!

Vampira não sabia o que dizer após ouvir esta linda declaração de amor. Os seus olhos se encheram de lágrimas, e agora, mais do que nunca, ela estava disposta a perdoá-lo, a não ser por um detalhe...

– Remy, eu... Eu tenho que te dizer uma coisa...

– Não precisa dizer nada, Marie!

Remy, em seguida, a beijou. Os dois estavam esperando por este momento há tempos. Vampira o correspondia, mas a sua consciência estava pesada demais. Sendo assim, após alguns beijos, ela se afastou, impedindo que as coisas fossem longe demais.

– Remy... Se não se importa, eu tive um dia cansativo hoje... Acho que eu preciso passar esta noite sozinha.

Ouí...Eu entendo...! – Disse Remy, que em seguida, se afastou em direção à porta com uma expressão de decepcionado – Oh! Antes que eu esqueça, estas flores são pra você!

Remy havia coloca o buquê em cima da estante. Sendo assim, ele o pegou e finalmente o entregou a ela.

– Nossa! Obrigada, Remy! – Vampira agradeceu, mas era evidente que ela não tinha ficado muito satisfeita.

Remy percebeu o descontentamento dela, mas preferiu não insistir. Então, ele sorriu e se aproximou novamente. No entanto, quando ele ia dar um beijo de boa noite, Vampira se esquivou, fazendo com que ele beijasse apenas o seu rosto. No fundo, Remy ficou frustrado com a reação dela. Mas ele compreendeu que ela poderia estar um pouco chateada ainda.

– Boa noite, chérie!

– Boa noite!

Com um sorriso sem graça no rosto, Remy foi embora do quarto. Já a Vampira, assim que teve certeza que ele tinha ido embora, deitou em sua cama e começou a chorar desesperadamente enquanto abraçava o buquê de rosas. Ela não sabia mais o que devia fazer. Ela só sabia que o amava mais do que tudo, mas por um determinado motivo, ela teria que se afastar dele.

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Uma semana havia se passado, e, enquanto isso, Remy e Vampira tinham aparentemente reatado o seu relacionamento. No entanto, ela ainda não havia lhe revelado o seu segredo.

Vampira tentava não expressar o que ela realmente sentia: o seu grande amor por Remy. Eles saiam juntos, trocavam algumas carícias, mas nada não se passava disso. Em algumas noites, Vampira preferia dormir sozinha em seu quarto, e, por mais que estranho fosse, Remy aceitava esta sua decisão. Mas, de vez em quando, Vampira acabava cedendo, mas o que só acontecia entre os dois era dormi abraçados.

Certa noite, Vampira estava sentada em sua cama enquanto penteava os cabelos para antes de ir dormir. Remy havia acabado de sair do banheiro. Antes de subir na cama, ele retirou o roupão, ficando apenas de cueca. Ele olhava a sua namorada por de trás com um olhar malicioso. Sendo assim, após subir na cama, ele se aproximou dela e começou a beijá-la em seu ombro.

Vampira começou a ficar tensa. Por mais que ela quisesse se entregar a ele, ela tentava resistir. Os beijos ficavam cada vez mais calorosos. Eles subiam pelo pescoço enquanto a respiração dela ficava mais ofegante. Em seguida, Remy segurou um de seus seios, fazendo com que ela se mostrasse mais excitada. No entanto, quando ele pensou que teria o que queria esta noite, Vampira se despertou de seu transe e se afastou.

– Sinto muito, Remy... Mas acho melhor hoje não...

– O que está acontecendo, chérie ? Você também não quis ontem, e nem antes de ontem.

– Eu só não tenho estado muito disposta, Remy.

A desculpa não foi o suficiente para convencê-lo. Remy a virou para ele, e segurou o seu rosto.

– Você vai me dizer o que está acontecendo?

– Eu já disse que não está acontecendo nada, Remy! E por que estaria acontecendo alguma coisa?

– Por que estaria acontecendo alguma coisa? – Remy a repetiu com um tom debochado – Nós fazíamos amor quase todo dia, e agora você mal me deixa te tocar.

Vampira se virou novamente. Ela se sentia mal por estar o evitando. No entanto, ela considerou que, para o momento atual, sexo não seria uma boa idéia.

– Você realmente sente muita falta disto, não é?

– Eu não quero só sentir prazer, Marie. Eu amo você e quero te sentir!

– Então se os meus poderes funcionassem em você... Você não estaria comigo?

– Eu não quis dizer isso, chérie!

– Não! Tudo bem! Acho melhor a gente ir dormir logo... – Disse Vampira que, por um bom senso, impediu de começar uma discussão.

Bon...

Remy aceitou a idéia sem questionar. Aliás, ele também não queria discutir. Mas com uma expressão de decepção em ambos, eles foram enfim dormir.

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Na noite seguinte, Remy havia levado Vampira para jantar em uma pizzaria. Desde que chegaram lá, Vampira comia desfreadamente, enquanto Remy ainda nem tinha terminado o seu primeiro pedaço de Pizza. Aliás, ele estava assustado com a sua namorada – jamais tinha a visto comer tanto daquele jeito. Ele apenas a observava com um olhar preocupado, deixando o seu pedaço de pizza de lado.

– Você está bem, chérie?

– Sim! Estou ótima! – Disse ela ainda com um pedaço de pizza na boca.

– Você tem comido muito ultimamente, sabia?

– Sim... Eu tenho estado muito faminta!

Ouí! Eu reparei e isso tem me deixado um pouco preocupado...

– Não se preocupe, Remy! – Disse ela, que em seguida, engoliu o seu último pedaço de pizza – Eu fiquei sem comer nada enquanto você estava em Nova Orleans. E isso está se refletindo agora.

– Entendo...

Remy não se deu por convencido. Ele sabia que alguma coisa estava errada com ela, mas não conseguia descobrir o que era.

– Bem... – Disse Vampira enquanto encarava o pedaço de pizza no prato de Remy – Você ainda vai comer?

– Oh, não! Pode ficar com ele se você quiser, chérie!

Sendo assim, Vampira não perdeu tempo para começar a devorar mais um pedaço de pizza.

– Se eu não te conhecesse, diria que você não come há anos! Mas hoje você até almoçou três vezes!

– Aquele purê de batatas estava delicioso, sem falar no filé a molho madeira! A sobremesa também estava divina! Aquela torta de amora estava incrivelmente saborosa!

– Eu sempre achei que você não gostasse de amoras...

– Mas pelo visto eu aprendi a gostar! – Disse Vampira com um leve sorriso após engolir mais um pedaço de pizza.

– Hum... Tudo exceto sexo no cardápio! – Remy murmurou consigo mesmo.

Ao ouvir a piada de Remy, Vampira parou de comer, colocando o garfo no prato e, em seguida, se levantou para partir. Era óbvio que a brincadeira não tinha sido aprovada por ela.

Chérie... Você ainda não terminou!

– Eu perdi a fome, Remy – Disse ela que, em seguida, se virou para ir embora.

– Marie! Espera!

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Remy havia acabado de tomar banho no banheiro do quarto de Vampira. Mas, de repente, ele percebeu que tinha se esquecido de trazer uma camisa. Porém, antes de viajar para Nova Orleans, ele costumava deixar algumas peças de roupa em uma gaveta da cômoda de Vampira.

– Espero que elas ainda estejam lá! – Disse ele enquanto vestia a calça.

Assim que saiu do banheiro, ele viu que Vampira não estava no quarto — certamente tinha ido até à cozinha para comer mais alguma coisa. Sendo assim, ele foi até à cômoda, mas imediatamente reparou que Vampira havia mudado as suas coisas de lugar.

De repente, enquanto procurava por uma de suas camisas, ele encontrou um papel escondido em meio às roupas. “O que será isso ?!”, pensou ele assim que pegou o papel. Remy imediatamente deduziu que aquele papel seria muito importante para estar escondido daquele jeito.

Sendo assim, Remy desdobrou o papel e começou a lê-lo. Não demorou muito para que os seus olhos se arregalassem. Enfim, o mistério havia sido desvendado sem ele mesmo ter feito esforço para isso. Remy cambaleou para trás. Ele realmente ficou sem chão com o que acabara de ler. No entanto, para ele, o conteúdo daquele papel não era o real motivo de sua frustração.

De repente, em meio ao susto de Remy, Vampira chegou ao quarto. E assim que entrou, ela viu o papel nas mãos da pessoa que jamais poderia ter tido acesso a ela.

– Remy!

Remy se virou para ela com um olhar assustado. Aliás, nem ele mesmo sabia se sentia alegria, surpresa, raiva ou frustração.

– Você está grávida ?!

Vampira ficou paralisada enquanto se segurava para não chorar. O susto que ela levou certamente era maior do que o do Remy. Ela jamais tinha o visto naquele estado.

– Vamos! Me diga! – Remy aumentou o seu tom de voz enquanto segurava o papel com muita força – Vamos! Eu estou te esperando, Vampira! Agora eu quero ouvir isso de você!

Vampira ficou ainda mais assustada. Aliás, Remy jamais havia gritado com ela antes. Definitivamente, ela não previu que esta seria sua reação. Agora, se sentindo pressionada e amedrontada devido ao seu próprio erro, ela abaixou a sua cabeça e começou a chorar.

– Eu... Eu sinto muito, Remy!

– O que você pensa que estava fazendo? Você por acaso faz idéia disso?

– Eu não sabia o que deveria fazer... Nós estávamos separados, eu nem sabia que você voltaria e muito menos se o feto sobreviveria nas primeiras semanas por causa dos meus poderes! – Disse ela entre os soluços do choro.

– Você deveria ter me contado de qualquer jeito! Eu pensei que nós já tivéssemos conversado sobre isso, mas mesmo assim, você ainda preferiu mentir pra mim!

– Remy...Eu...Eu...Não queria...!

– Não minta de novo, Vampira! – Disse Remy que, em seguida, se aproximou – Você não me ouviu e desta vez foi pior: Você estava me evitando, estava se afastando de mim! E com isso me fez pensar que o problema era comigo!

– Você acabou de descobrir que tinha uma filha! Eu não sabia como você reagiria se descobrisse que teria outro! – Vampira, finalmente, reagiu – Eu fiquei com medo, Remy! Eu me senti abandonada!

– Então é isso? Você está me dizendo que você ficou em silêncio porque sentiu ciúmes da Melissa?

– Sim, eu senti um pouco de ciúmes, eu confesso! Principalmente agora que você ficou louco por causa da minha gravidez!

– Não é por causa disso, Vampira! Eu quero este filho mais do que você quer! Mas eu fiquei irritado foi pela sua imprudência! Você jamais deveria ter mentido pra mim!

–Então você quer a verdade? – Vampira subiu o seu tom de voz – A verdade é que eu queria me afastar de você, porque eu cansei, Remy!Eu cansei de ser jogada para o escanteio! E você se lembra de como você me tratou quando eu cheguei à Nova Orleans? Eu só queria te ajudar, mas você foi hostil comigo! Você achou que eu sabia sobre a Melissa por todo este tempo, e custou acreditar em mim!

Remy ficou em silêncio. Vampira realmente tinha seus motivos para esconder sua gravidez dele.

– Então... Eu achei melhor gerar o meu filho bem longe de você! – Disse ela que, em seguida, deu às costas a ele.

– E quando você pretendia me contar?

– Nunca! – Gritou ela assim que se virou novamente.

Remy ficou sem chão. Ele jamais esperaria ouvir tais duras palavras vindas da mulher que amava – principalmente agora que ela está carregando um filho seu. Vampira também se arrependeu por ter dito aquelas palavras. Ela não podia negar que estava mentindo novamente. Porém, a sua dor ainda era forte dentro de si.

– Não imagina o quanto que eu queria te abraçar e comemorar agora, Vampira... – Disse ele de cabeça baixa – Mas esse jamais seria o momento...

– Remy, eu...

– Não precisa dizer mais nada, eu entendi! – Remy levantou sua cabeça, passou a mão em seus cabelos e foi em direção à porta – Eu sei que você está mentindo de novo, mas acho melhor ir embora ...Discutir agora poderá fazer mal à criança.

– Remy, espera!

Era tarde demais, Remy saiu às pressas do quarto. Vampira não conseguia se controlar. Ela chorava cada vez mais. Ela não sabia o que estava acontecendo consigo mesma. Ela ainda estava chateada com ele, mas ainda o amava. O que ela sentia se chamava arrependimento. Arrependimento por ter escondido o fruto de seu amor e, agora, por ter dito aquelas duras palavras a ele. Ela também queria abraçá-lo e celebrar a notícia que era para ter sido boa – Mas, infelizmente, ela mesma jogou fora este momento.

Enquanto isso, Remy saiu às pressas da Mansão, indo em direção ao jardim. A sua mente estava desnorteada, e assim que ele viu um balde em sua frente, o chutou com toda a força. E quando chegou à estufa de flores, ele quebrou o vidro da janela só com um soco. Remy também não queria estar naquela situação, ele não queria sentir raiva naquele momento. Ele também sentia alegria pela sua descoberta, mas ela estava camuflada pela indignação.

Após se acalmar um pouco, Remy se sentou em um banco. A partir daquele momento, ele, assim como a Vampira, tinha aprendido como era difícil amar. Ele tentou refletir melhor, mas parecia que os seus pensamentos não chegavam a lugar algum. No entanto, ele só tinha certeza de uma coisa: jamais aceitaria um “não” como resposta. Sendo assim, ele conseguiu levantar a cabeça, e finalmente começou a pensar em seu filho.

Ele teria um filho com a mulher de sua vida, o que representaria ser mais do que uma prova de seu amor. Porém, ele também se lembrava das palavras de Vampira – mas, por mais inusitado que pareça, não foi o bastante para o impedir de sorrir naquele momento.

– Eu não vou desistir, chérie. Pode ter certeza disto!

Notas finais
Bem, espero que vocês não tenham ficado muito bravos comigo! rsrs Mas, por favor, mantenham a calma! A próxima temporada chegará em breve! Enquanto isso, vocês poderão acompanhar as novidades que estarão na próxima fic curtindo a minha página no Facebook ;-) https://www.facebook.com/LauraMarieFics Muitíssimo obrigada pela leitura e pela paciência! Vejo vocês em breve novamente! Beijão!! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!