Destino Das Fadas

21 Capítulo 21 — Vermelho & Azul [ESPECIAL JERZA]


Notas iniciais
Oi meus lindos, como vai a sexta-feira de vocês? *00*
Primeiro desculpe não ter respondido as reviews ainda, me embolei com as fanfics porque em vez de escrever fiquei lendo Rave KKKKKKK, bom enfim, obrigada pelos comentários, vou respondê-los assim que possível.
Espero que gostem do especial Jerza, fiz com muito carinho ♥
Viram no mangá de hoje a Erza preocupada do Jellal não querer mais ela? KKKKKK, achei fofo demais.
Boa leitura ♥

Capítulo 21 — Vermelho & Azul


Narradora


Em uma noite como qualquer outra, uma certa garota de cabelos escarlates ia para sua casa, mais precisamente, dormitório, após cansativas aulas de “Direitos fundamentais I” e “Sociologia Jurídica”, que apesar de exaustivas, eram super interessantes aos seus olhos. Olhos que sempre absorviam todo conhecimento possível. A verdade era que Erza amava seu curso, sempre pensando em quantas pessoas injustiçadas poderia ajudar. Com seu material em mãos andava pelas ruas solitárias de Magnólia, sempre imprudente, aliás como uma garota vagava sozinha naquela escuridão? Suas aulas acabavam dez para as onze da noite. Apesar disso não ligava de ir a pé embora. Mesmo que seu namorado relutasse contra isso sempre. Mas ela sempre foi deste modo, destemida.

Encolhendo-se para tentar inutilmente se proteger daquela brisa noturna, avista a fachada “Fairy Hills”. Eram apenas uns trinta minutos andando da Universidade de Magnólia até o dormitório. Ela gostava de estar ali no silêncio da noite perdida em pensamentos. Enquanto se aproximava de seu lar, ouviu alguns passos atrás de si, olhou para trás e não viu nada além do breu existente. “Deve ter sido minha imaginação” pensou, voltando a andar. De repente uma mão a segura prendendo seus braços para trás e outra em sua boca. Erza tenta se mexer espantada pelo ataque surpresa. “Droga, não era imaginação”.

— Olha só quem está andando sozinha, que perigo! — Escuta a voz da pessoa que a prende perto de seu ouvido, e a reconhece rapidamente, parando de se debater. A mão sai de sua boca.

— Isso não tem graça! — gritou a mesma empurrando seu namorado — Está afim de morrer mais cedo Jellal? — intimidou-o.

— Já disse para não ir embora a pé, viu só o que podem fazer? — O mesmo a olhava fixamente, vendo sua expressão irritada.

— Eu poderia muito bem me cuidar sozinha, se eu não reconhecesse sua voz provavelmente estaria rolando de dor no momento — respondeu convencida de sua defesa pessoal.

— “Provavelmente” não é certeza Erza! Poderia muito bem também estar sendo levada para alguma casa abandonada e sabe se lá o que fariam com você! — O azulado a olhava fixamente. Essas brigas não eram recentes, o casal tem brigado muito sobre essas questões. Ele preocupado. E ela achando que sempre dará conta.

— Já não falamos sobre isso? Porque estamos brigando novamente? — bufou se virando e continuando seu caminho, já irritada. Estava cansada de ter que brigar sobre essas coisas fúteis. Gostava de andar, e iria andando, ponto.

— Sim, falamos e você ignorou tudo o que eu disse! — Jellal seguia logo atrás dos passos da ruiva — Me preocupo com você, porque é tão teimosa?

— Você que é cabeça dura, você sabe o quanto sei me defender sozinha, se preocupa a toa — disse sem olhá-lo novamente, apenas continuou dando seus passos cada vez mais pesados.

A verdade é que Jellal já havia sofrido muito nas mãos de sua amada, em todas as vezes que tentava surpreendê-la ou assustá-la acabava se dando mal. Até fez aulas de combate físico para se defender. Talvez ele realmente tivesse ideia do quanto Erza é forte e corajosa, mas não tinha como não se preocupar com a vida de sua namorada imprudente.

— A toa? É isso o que você acha? — perguntou abismado com as palavras de Erza. Essa já passava pela porta principal do dormitório, o azulado a seguia mesmo assim, querendo terminar aquela discussão.

— É isso mesmo o que eu acho! — respondeu sem pensar, se virando para ele antes de adentrar seu quarto. Os dois se encaravam, estavam com raiva. Passaram praticamente o namoro todo discutindo coisas desse gênero.

— Para de pensar só em você! Você nunca me escuta Erza, o que está acontecendo? — Jellal falava inconformado com aquela situação.

— Eu já disse que esse assunto estava terminado — Sua voz saiu trêmula. Apesar de agir sempre com destreza, quando o assunto era o coração, ela não era muito habilidosa. Sempre muito fechada e às vezes até fria demais. Continuaram a se olhar, a expressão de Jellal estava abatida, ele estava magoado e a ruiva sabia disso. Mas não sabia como agir. O azulado olhou para baixo pensativo depois voltou a olhá-la.

— Será que... é só o assunto que está terminado? — Apesar de sentir seu coração se apertar com essa pergunta, sentia que era preciso. Pois era assim que se sentia — Acho que nos dávamos melhor quando éramos só amigos — continuou, sentindo como se algo atravessasse seu peito.

Erza continuou estática, tentando entender o que acontecia. Passou até a se culpar por sempre agir sozinha, era esse o seu jeito. E era boa fazendo tudo desta maneira. Mas aquelas palavras que saíram da boca de seu namorado, pareciam mesmo reais. Não se pareciam com namorados, se encontravam para estudar, se beijavam mínimas vezes. Será que era culpada por essa situação? Lágrimas queriam se formar em seus olhos, estranhava aquela sensação. Uma sensação amarga, parecia triturar seu coração em pedaços. Fazia muito tempo em que não chorava. Conteve as lágrimas com seu jeito forte de sempre.

— Acho que sempre fomos só amigos... talvez confundimos com o que sentíamos quando éramos crianças — tirava suas conclusões enquanto falava.

— É... e o que meras crianças podem saber da vida né? — Jellal disse cabisbaixo — Melhor te deixar sozinha hoje, fico feliz que tenha chegado bem... — Essas foram as palavras que mais arderam para o coração da ruiva que via seu amado deixar o local. Sentia algumas lágrimas escaparem a seus olhos.

Ele sempre lhe mandava mensagens, todas as noites, sem exceção perguntando se havia chegado bem, sempre preocupado, sempre carinhoso. O corredor parecia mais vazio do que ultimamente era. Algumas cenas se passavam em sua mente, cenas de seu namoro mal vivido, percebera como sempre ignorava as investidas de Jellal, ignorava seus carinhos, suas preocupações. Não estava preparada para um romance talvez. Mas seus soluços mostravam o quanto se arrependia por isso. O quanto se arrependia por não ter conhecimento suficiente de que namorar envolve duas pessoas e não apenas uma.

— Erza? — Uma voz a chamava, mal percebeu que estava encolhida no corredor entre os quartos. Levantou a cabeça mostrando seu rosto encharcado e encontrou duas azuladas a olhando preocupadas. “Deixando mais pessoas preocupadas, parabéns Scarlet”.

— Erza-san, o que houve? — Juvia perguntou se aproximando da amiga junto com Levy, se ajoelharam ao seu lado olhando seu estado lastimoso.

— Vamos para meu quarto conversar — Levy ofereceu, estranhava ver sua amiga sempre tão poderosa naquela situação.

A ruiva não parava de chorar. Entre seus soluços e lágrimas, suas amigas a ajudaram a levantar e foram juntas até o quarto de Levy meio que a carregando pelos braços.

—♥—

— Vamos pare de chorar — Levy trazia consigo um copo de água para Erza que estava sentada na beira de sua cama. Erza pegou o copo e começou a tomar a água vagarosamente.

— O que aconteceu Erza-san? Nunca a vi assim — Juvia perguntou vendo que a ruiva se recuperava aos poucos. Estava sentada ao seu lado, preocupada de vê-la aos prantos.

Nunca fora de desabafar com as pessoas, mas sabia que podia confiar em suas amigas de tanto tempo. Então contou tudo o que acontecia em seu namoro, todas as brigas, e como se culpava por estar acabando daquele jeito. Levy e Juvia se espantaram com sua história, sempre imaginavam que eles eram um ótimo casal. Começaram a conversar amigavelmente tentando fazer Erza sorrir, e dando conselhos do que poderia fazer.

— Você podia fazer uma surpresa para ele, um striptease, o que acha? — Levy disse brincalhona. Vendo suas amigas ficarem totalmente coradas. — Espera aí, vocês já... né? — perguntou em um tom insinuador. Então Erza ficou mais vermelha que a própria cor do cabelo.

— Hm... bom, a gente tentou uma vez... — respondeu tímida, o que era uma surpresa. As duas a olharam, curiosas. Erza suspirou e logo começou a contar.

Flashback on

Há sete meses. Em sua rotina comum, a noite de sábado pertencia especialmente à Jellal. Eles sempre combinavam de estudar juntos, ele explicava coisas que ela não entendia por ser seu veterano. Tudo muito normal. Estavam sentados no chão um ao lado do outro com a mesinha na frente carregada de livros.

— Entendeu essa parte? Tem na constituição — disse o azulado apontando para os livros. Erza o admirava demais, sempre atencioso lhe explicando as matérias de forma tão prestativa.

— Entendi sim, obrigada — começou arrumar os livros bagunçados na mesa.

— Mais alguma coisa aluna? — perguntou sorrindo apoiando um braço na cama ao lado.

— Não era só isso mesmo, vou ter prova semana que vem, estava preocupada — falava em seu tom normal, meio rígida demais.

— Hum... então você vai se dar bem... — murmurou de volta.

Na verdade nunca passava disso, de estudos, ai sempre que acabavam de estudar já era tarde demais para namorar e Jellal ia embora. Mas dessa vez foi diferente, e os estudos acabaram cedo, o relógio marcava sete horas da noite. O silêncio era marcante naquele grandioso quarto da Fairy Hills. Isso já começava a deixar a ruiva nervosa e ansiosa. Sempre era muito ansiosa quando o assunto era amoroso. Eles se olharam por alguns instantes e seu rosto já começava a corar.

— E aí, quer fazer algo? — Jellal perguntou sem tirar os olhos de sua namorada. Sempre pensava que talvez não a tratasse como uma verdadeira namorada. Tinha medo de perdê-la.

— A-algo? T-tipo o que? — gaguejava e tremia por inteira. Olhando para suas próprias mãos.

— Não sei, às vezes parece que só estudamos... — disse pensativo. E não era pra menos, essa era a verdade. A única semelhança que tinham com os casais normais é que se davam um selinho quando cumprimentavam e ainda assim Erza morria de vergonha.

— V-você acha? E o que mais poderíamos fazer? — sentia seu coração já descompassado. E assim que voltou a olhá-lo, ele estava mais perto e passou o braço em volta de seu ombro.

— Não sei... — disse se fazendo de desentendido — Talvez... — continuou aproximando seus rostos — isso... — sussurrou e pressionou seus lábios sobre os dela.

Há muito tempo sentia falta disso, de um toque mais... “carnal” com sua amada. Erza já sentia seus hormônios a flor da pele, ainda estava com os olhos arregalados, mas aos poucos foi se entregando, fechando os olhos, apenas sentindo o toque dos lábios. Jellal a trouxe para mais perto com o braço que a envolvia, e progressivamente foi pedindo passagem com a língua. A ruiva estranhou no começo, não estava mais acostumada com esse “tipo” de beijo, mesmo assim foi cedendo, abrindo a boca lentamente, e sentindo a língua de seu amado explorando toda sua boca. A sensação era muito boa, não podia negar que aquilo era muito gostoso.

O beijo se intensificava, se tornava mais feroz. Ambos não pareciam mais estar conscientes de seus atos, Jellal a puxava com força para mais perto de si, Erza o abraçava de forma possessiva. Não diziam nada, não queriam ser interrompidos. Sucessivamente Jellal foi deitando-a no chão, ficando por cima. Não sabia o que fazia, mas sabia que queria isso. Queria muito. Seus corpos começavam a suar com o contato humano intenso, seus lábios não se soltavam nem por ar. Erza soltou um pequeno gemido entre seus beijos. Algo em Jellal mudava, algo dentro dele dizia que tinha que tê-la para si. Então passou a mão por baixo da blusa de sua namorada, causando arrepios na mesma. Foi subindo sua mão, chegando na parte que tanto desejava, os seios fartos.

Porém, a ruiva ao seguir seus instintos, sobe com tudo seu joelho acertando em cheio as partes baixa do azulado, que após um palavrão, sai de cima da garota na hora e começa a rolar no chão de dor.

— Kami-sama, me desculpa Jellal, você está bem? — perguntou preocupada ao ver sua expressão carregada de dor. Ele não querendo preocupá-la esboça um sorriso fraco apesar de ainda sentir MUITA dor.

— E-estou, não se preocupa — disse sem tirar as mãos de cima da parte afetada e fingindo sorrir.

Flashback off

— E foi isso, depois fiquei só pedindo desculpas, ele continuava dizendo que estava tudo bem, no fim ele foi embora, e após esse dia nunca mais tivemos alguma relação desse gênero — terminou de contar. Levy e Juvia ouviram tudo atentamente e começaram a rir depois de descobrirem o porquê das coisas não terem esquentado.

“Pobre Jellal” pensava Levy, que depois olhou para sua amiga azulada que parou de rir na hora.

— E você? Você está com o maior garanhão da cidade, com todo o respeito, claro — perguntou pasma. Juvia se encolheu.

— Ahn... é... mas começamos a tão pouco tempo e... — gaguejava encostando seus dedos de uma maneira sem graça.

— Kami-sama, mas e todas aquelas revistas de sacanagem Erza? — não se conformava por ser a menos “inocente” ali. Mas logo recebeu um olhar pavoroso em troca, então voltou seu foco para Juvia.

— Gray nunca tentou nada? Ele quase que não vivia sem sexo! — Apesar de ter parecido bem rude nas palavras, estava acostumada a fazer isso com suas amigas. Além do mais não era algo que Juvia não soubesse.

— T-tenta mas... Juvia... eu... não consegue... consigo... — começou a dar piti misturando as suas falas de primeira e terceira pessoa. Levy suspirou de um modo longo. Juvia respirou firme — Será que ele sente falta de algo a mais...? — perguntou pensativa.

— Todo homem deve sentir, mas se ele te ama ele espera — Levy disse sorrindo. E Juvia pareceu se perder em pensamentos.

As horas se passaram com elas apenas falando sobre seus namoros, Erza já havia se acalmado e relembrou de muitos momentos bons que havia passado com Jellal, fazendo essas brigas infantis parecerem nada. Assim que se deram conta já eram duas horas da manhã, mas certamente, madrugada. Juvia e Erza se despediram de Levy e seguiram para seus respectivos quartos.

Depois de tanta conversa, a ruiva sabia exatamente o que deveria fazer, se desculpar. Algo muito difícil para seu gênio forte, mas não agüentaria mais ficar sem seu namorado. Teria que mudar, teria que ser uma namorada melhor, ouvi-lo mais. Pensava em inúmeras coisas andando por aquele vasto corredor até entrar em seu quarto. E se deparar com o que menos esperava. O azulado estava deitado em sua cama, dormindo. “Será que ele está aqui a quanto tempo?” se perguntava.

Largou finalmente seu material em sua mesa e foi ao lado de seu amor. Ficou observando, o quão belo ele se tornou. “Jellal”, repetia seu nome várias vezes em pensamentos, fazendo carinho no cabelo do mesmo. Jellal sentia as carícias, abre os olhos vagarosamente, nem se lembrando de ter adormecido.

— Hm? — murmurou perdido, até cruzar seu olhar com o de Erza e se levantar rapidamente — Ai — colocou a mão na cabeça que doía por ter levantado muito subitamente.

— Está tudo bem? Desde quando está aqui? — Erza não deixava de sorrir feliz por vê-lo ali.

— Ah... nem eu sei, eu tava voltando para casa daí... — começou a dizer voltando seu olhar para ela, que o olhava com expectativa — Olha Erza, sei que nosso namoro não anda muito estável... mas vamos tentar, ninguém é perfeito, mas talvez possamos tentar ser perfeitos um para o outro e só — Disse em um tom um tanto angustiado, os olhos de Erza brilhavam, e algumas lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto.

— Eu... — tentou começar alguma frase, mas as lágrimas vieram com tudo. Não entendia o porque, talvez estivesse feliz demais, as palavras a tocaram de toda forma. Jellal começou a ficar desesperado sem saber como agir, aliás nunca havia visto Erza deste modo, parecendo tão frágil.

— Erza... falei algo errado? — perguntou aflito. A ruiva assentiu com a cabeça, que o fez ficar ainda mais confuso, mas logo após pulou nele o derrubando na cama, abraçando-o com todas as forças.

— Você já é perfeito para mim Jellal — O azulado se surpreende com a frase de sua amada, começar a sorrir e a abraça de volta bem forte.

— Minha garota imprudente

— Meu garoto preocupado.

Seus lábios se tocaram, de maneira suave, terna, um beijo doce, um beijo apaixonado. E naquela noite qualquer, nada mais importava. Talvez aquelas crianças tão inocentes, já soubessem o que era amor há muito tempo.

— Erza...

— Hm?

— Casa comigo?

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Notas finais
Apenas... ownt ♥
Espero suas lindas reviews ♥