Destino Das Fadas

18 Capítulo 18 — Perversões, de brincadeira?


Notas iniciais
Oiii amores, tudo bem? *00*
Bom, como vocês foram muito fofos, 24 reviews me deixaram bem feliz (:
Muito obrigada a cada um que comentou e aos que leram também.
Boa leitura ♥
Leiam as notas finais onegai~

Capítulo 18 — Perversões, de brincadeira?

Meu celular começou a tocar e abri os olhos rapidamente, já aflita, sonhei com esse café da manhã a noite inteira, mal conseguia pregar os olhos, não devo ter dormido quase nada. Peguei meu celular que mostrava em sua tela “Café da manhã com Natsu” e logo abaixo “05:30 – Ativar soneca//Desligar”. Passei o dedo por desligar e uma pergunta apareceu sobre que dia foi ontem, e tudo que veio a minha mente era “o dia em que Natsu se tornou meu namorado” e um pouco depois minha consciência fez questão de completar “de mentira”. Então como aquele barulho do celular já me irritava, parei de divagar e toquei em “segunda-feira”. Finalmente aquele som me deixou em paz.

Eu realmente devia tirar esse negócio de pergunta, às vezes já acordo irritada só por tê-la que responder. Mas até que serve para meu cérebro trabalhar um pouco de manhã e me fazer acordar. Tirando às vezes que clico errado e muda a pergunta, aí sim eu fico bem estressada. Agora me pergunto o porquê de estar pensando em como aquela pergunta interfere no meu dia enquanto deveria estar me arrumando! Meu corpo está tão mole, não deveria ter enrolado tanto para dormir, o que posso fazer se esse tal encontro de mentira não saía da minha cabeça?

Por fim, me ergui vagarosamente até sentar na beira da cama, me espreguicei e comecei a bocejar, estou toda dolorida pela noite mal dormida. Firmo os pés no chão para enfim andar até o banheiro. Abro a porta e me olho no espelho. KYA! QUE HORROR! Por pouco não solto um grito de verdade, meu rosto tá mais abatido do que de um zumbi. CREDO, CREDO, CREDO. Meus olhos estavam arregalados olhando para a minha imagem deplorável no espelho. Tenho menos de uma hora e meia para reverter minha cara de alienígena para cara de namorada fofa e feliz. De repente sinto um arrepio ao pensar no que estava metida. E se Jenny descobrir? Será que Natsu vai mesmo fazer isso? Como sou idiota, que raiva.

Despertando minhas frustrações escuto meu celular tocar brevemente, era uma mensagem. Nossa, há essa hora? Paro de ofender a mim mesma e vou até a escrivaninha ao lado da cama. Pego o celular e sinto meu coração acelerar ao ver aquele nome na minha telinha tão cedo. Ai Kami-sama, ele deve ter desistido de fazer essa palhaçada! Só pode ser isso, estou ferrada, sabia que era massacre pedir algo assim para ele, é loucura demais até para nós dois, fingir que somos namorados. Paro de tortura e abro a mensagem.

“Bom dia Lucy, tudo bem? Já está acordada? Não consegui dormir direito, porque será? Nosso encontro ainda está de pé? Muitas perguntas eu sei, deve ser porque acabei de acordar! Ignorando isso, passo na sua casa umas 06:45 pode ser? Até lá, beijos” — De Natsu chatinho.

Ele também já acordou... Começo a sorrir e começo a digitar a mensagem de volta para ele. Penso que talvez esse namoro de mentira não tenha sido uma boa ideia, ao mesmo tempo em que parece ser. Embaralha todos meus sentimentos reais. Ficar perto de Natsu me deixa assim, até quando vai ser assim?

“Bom dia Natsu, estou bem e você? Madrugou hoje também? Haha Eu também não dormi muito bem... deve ser porque você fica me perturbando em sonhos! KKKKKK Claro que está de pé e depois do que você me fez passar ontem, nem pense em dar para trás! Pode ser sim, até depois, beijos”

—♥—


Natsu



Sai do banho, me enxuguei e olhei no espelho. Caralho, achei que o banho ia ajudar em alguma coisa, parece que passei a noite toda acordado e depois tacaram fogo na minha cara. Respirei fundo, porque estou tão nervoso? Que coisa mais irritante. Que coisa mais gay, fala sério. Nervoso para um encontro de mentira é quase tão pior do que um vampiro que brilha. Nossa não to normal. Vesti uma calça jeans e voltei para o quarto para procurar alguma camiseta. Quando vejo a luz do meu celular piscando. Ela respondeu mesmo? Vou até o celular e leio a mensagem dela. Começo a rir baixinho. E olho pela janela. Puta que pariu. Essa garota vai me tirar do sério mesmo.


“Tudo ótimo ainda mais por saber que você fica sonhando comigo, e aí sonhou com o que? Não agüentava esperar para me ver hoje, que teve que me ver em pensamentos né? KKKKKKK Brincadeira. Eu dar pra trás? Claro que não, ainda mais quando já acordo vendo minha namorada trocando de roupa com a janela aberta. Você fica bem de sutiã de renda. Até daqui a pouco meu bem. Ps. Gostei mais do segundo vestido, mas de qualquer forma, você fica linda.”

Enviei a mensagem e me apoiei na janela olhando para ela em sua janela escancarada. Começo a me arrepender um pouco de ter avisado ela sobre isso, mas a reação dela com certeza vai valer a pena. Ela tirou a roupa mais uma vez. Sinto-me um completo tarado olhando para ela só de roupas íntimas, mas foda-se. Que corpo... sinto meu sangue começar a ferver. Talvez não seja uma boa ideia ficar olhando para ela assim, pressinto que talvez eu seja mesmo um tarado. Fiquei ali, vidrado nela, até ela se virar e pegar seu celular. Essa vai ser a melhor parte, dou um sorriso malicioso que aposto que já estava em meus lábios muito antes de ter me dado conta.

Ela começou a ler a mensagem, parecia sorrir, possivelmente estava no começo da mensagem, e de repente sua expressão começa a mudar, ela olha para sua janela, ou seja, para mim, espantada. Só pra brincar um pouco mais com seus nervos, aceno para ela. Seu rosto fica vermelho em questão de segundos, ela pega o vestido e segura em frente ao seu corpo. Aiai Lucy, tanto a aprender que não se dá para esconder um corpo desses com um vestido tão curto. Continuei olhando seu desespero, infelizmente ela se escondeu atrás da parede. É agora que me arrependo por ter mandado a mensagem, talvez devesse ter esperado mais um pouco. Sinto meu celular vibrar em minha mão, abro a mensagem e a leio como se realmente pudesse imaginar a Lucy dizendo aquelas palavras.

“SEU PERVERTIDO DESCARADO! TE ODEIO! TARADO! VOU FECHAR ESSA JANELA E NÃO ABRIR NUNCA MAIS! VAI VESTIR UMA CAMISETA EM VEZ DE ME ESPIONAR!” — De Loirinha chata.

Comecei a gargalhar. Não tinha como não, ela fica ainda mais linda nervosa, deve ser por isso que gosto tanto de irritá-la. Tento pensar que seja isso, e não por... por ainda sentir algo por ela. Olhei para frente de novo e a vejo com o vestido que falei, me mostrando a língua e batendo a janela com tudo. Dou risada mais um pouco. E ainda deu tempo de notar que eu estava sem camiseta, sua pervertida.

—♥—


Lucy



Meu coração estava em um ritmo sobrenatural, assim como meu rosto que parecia em chamas. HÁ QUANTO TEMPO ELE FICOU ME OLHANDO? Ele não tem mesmo vergonha na cara, esse maníaco sexual! Tento respirar fundo, meus batimentos cardíacos ainda estavam disparados. Ainda estava olhando para a janela que eu acabara de bater com toda força possível. Não posso negar que no fundinho fiquei um pouco contente... Que isso Lucy? Tá louca? Ficar feliz por ele te ver seminua? Se bem que, ele já me viu pelada algumas vezes. E o que era ele sem camiseta? Um deus grego na terra. Meus pensamentos viajavam por aquele abdômen firme. Repreendo-me por isso, mas o que posso fazer se ele é mesmo gostoso demais? Disperso os pensamentos vendo meu celular vibrar. E logo meu coração que já batia em ritmo normal, acelerou novamente. Abro a mensagem.


“KKKKKKKKKKKKK, caramba, desse jeito vai quebrar a sua janela, e olha que se quebrar, você nem vai precisar se preocupar em abri-la! KKKKKKKKK E não me chame de pervertido, boas imagens servem para ser apreciadas não acha? De bandeja assim, mais ainda..., a culpa não é minha se você resolveu ser sexy de janelas abertas. E já que você pediu, vou de camiseta branca ou azul? Faltam 20 minutos.”

Ele quer mesmo me tirar do sério. E está conseguindo. Espera. Vinte minutos? KYAA!

—♥—


Ouvi a buzina de seu carro soar em frente de casa. Peguei minha bolsa e dei uma última olhada no espelho. Maquiagem realmente faz milagre, sem olheiras, sem cara de zumbi. Mas ao em vez de cara de namorada fofa e feliz, estou com cara de nervosa e desesperada. Droga. Sorria Lucy. Como se tivesse como depois dele me espiar pela janela! Dou um suspiro longo. Conto até dez mentalmente. Relaxo os ombros. No fim estou mesmo com o vestido que ele gostou. Espero que dê tudo certo. Tem que dar. Dou um leve sorriso e vou até as escadas.



Péssima hora para descer escadas. Meu pai me olha no fim de toda aquela escadaria. Meu sorriso se desfaz rapidamente. Já estava nervosa o suficiente para ter que encará-lo agora, antes do meu encontro de mentira. Sua expressão é indecifrável, mas seus olhos estão fixados em mim, parecem querer dizer algo que sua boca não diz. Continuo descendo a escada como se nem o tivesse visto. Passo reto por ele sem me esquecer do tapa que ele me deu.


— Onde pensa que vai? — finalmente resolve abrir a boca, já estava com a mão na maçaneta. Não me viro para ele. Mas sinto minha mão suar frio mesmo assim.

— Acho que não te devo nenhuma explicação — respondo com a voz calma, não estou a fim de brigar.

— Lucy, eu sou seu pai! É claro que me deve explicações! — Sua voz continua a mesma, ríspida. Seguro o choro. Nunca choraria na frente dele. Aperto ainda mais forte a maçaneta.

— Vou sair com alguns amigos, não vou me atrasar para o trabalho, não se preocupe — falei e sai dali, sem nem olhar para ele.

Porque não posso ter uma família normal? Que droga! É sempre, trabalho, trabalho, trabalho, tudo sobre essa herança maldita! E ainda finge que se preocupa comigo? O que ele pensa que vai conseguir com isso? Apresso o passo até o portão, e vejo o carro de Natsu logo na frente, ele se vira para mim dentro do carro e sorri. Tento esboçar um sorriso. Melhor eu esquecer isso, tenho outros problemas para resolver agora. Como não deixar esse idiota pervertido me tirar do sério. Abro a porta do carro e entro.

— Oi — Natsu diz tranquilamente.

Não digo nada, apenas olho para frente. Percebo o olhar de Natsu em cima de mim, provavelmente, esperando um oi ou qualquer coisa do tipo. Mas o ignoro por completo, tentando fazer ele se arrepender amargamente por ter ficado me olhando enquanto eu me trocava, desde quando ele é tão tarado? Apesar de eu ter gostado um pouquinho, mas ele nunca saberá. Ele finalmente decide agir, virando seu corpo para mim e pondo sua mão perto de meu ombro.

— O que você tem mulher? — arqueou as sobrancelhas. Confesso, deu muita vontade de rir do jeito que ele falou “mulher”. Estava me segurando ao máximo, teria que ser atriz agora para continuar com isso. Olhei para ele.

— Nada — falei emburrada e voltei meu olhar para frente. Ele riu.

— Puta merda, quando vocês dizem isso, é porque está tudo errado! — fez uma cara de preocupação com a própria vida e logo depois continuou, vendo que eu não reagia — Sério mesmo? Nossa primeira discussão de relacionamento de mentira? — brincou. Contive minha risada novamente, fingindo que nem o escutava.

Ele revirou os olhos, e deu partida no carro. Olhei para ele de lado para que ele não notasse. Estava com uma camiseta de manga longa branca e uma corrente com pingente de dragão. Apoiava um dos braços na janela e o outro se concentrava no volante. Fazia o tipo gato descolado. E murmurava algo como “mulheres...”. Sentia-me rindo muito internamente. Mas me contive ficando se braços cruzados sem o olhar. Pelo menos sem que ele notasse. O silêncio reinou por alguns minutos com o carro em movimento, até levar um susto quando ele pôs uma das mãos em minha cocha. Um arrepio me tomou por inteira.

— Então amor, para onde vamos? E se você me deixar no vácuo de novo, juro que te levo para um motel e te faço se arrepender por isso — disse calmo e ao mesmo tempo com aquele sorriso malicioso no rosto. Meu coração logo acelerou. O que ele está dizendo? Talvez não seja tão ruim assim deixá-lo no vácuo... QUE?

— Naquela cafeteria perto do lago — respondi rapidamente, ele começou a rir para si mesmo.

— Isso é medo? — me olhou sorrindo e apertou a minha cocha, o que me fez corar, depois voltou à atenção para a direção — Olha só, já sei como te fazer falar comigo — debochou.

— Pervertido... — sussurrei baixinho. Mas acho que foi alto o bastante para ele escutar e alargar seu sorriso.

— Bom, não fui eu que mesmo pelado e sendo visto por outra pessoa ainda consegui notar que a pessoa estava sem camiseta — disse com um sorriso de lado. Me assusto com sua frase e começo a tossir engasgando com a própria saliva. COMO É QUE É? Okay, eu fiz mesmo isso. Mas não importa, nunca me darei por vencida. Assim que me recuperei, o fitei mantendo a pose de brava.

— Nem fui eu quem fiquei espionando outra pessoa trocando de roupa pela janela! — falei irritada. Claro que não estava tão irritada assim, mas tinha que fingir bem.

— Então tá brava por isso? Qual é, você é minha namorada hoje, se fosse só minha amiga com certeza eu não ficaria olhando — disse em tom irônico. Como se isso fosse mesmo verdade.

— Você é terrível em criar desculpas!

— E você é terrível se fingindo de brava!

Senti meu corpo congelar. Ele sabe? Está tão na cara assim? Sinto minha expressão ficar desesperadora, olho para o outro lado para não deixar que ele perceba que acertou em cheio. Mas antes que pudesse me defender, ele começou a rir baixinho.

— Não se preocupe, como você fica linda brava, deixarei que você continue com isso — seus olhos estavam fixos no que se passava pelas ruas. Sentia meu rosto corar. Tudo que consegui dizer foi...

— Idiota... — e ainda falei bem baixinho, quase para mim mesma. Mas aquele seu sorriso bobo no rosto me fazia amolecer toda.

Ele tirou a mão da minha cocha para por de volta no volante na curva e para trocar de marcha. Tristemente depois ele não a colocou de volta. E eu não deveria achar isso triste. Porém é melhor assim, sua mão ali meio que... me deixava excitada, não nego.

— Estamos chegando, algo a dizer antes de fazermos tudo dar errado no nosso namoro de mentira também? — Como assim também? Natsu procurava algum lugar para estacionar. Já sentia meu estomago de revirando de ansiedade.

— Finja ser o melhor namorado do mundo para eu poder esfregar na cara da Jenny o quanto não sou nada encalhada, apenas isso! — sentia meus nervos a flor da pele só de lembrar daquela, daquela... vaca. Com todo respeito. Natsu estacionou o carro e me olhou sorrindo, vendo minha raiva eminente.

— Ei, eu sou o melhor namorado do mundo — se fez de ofendido. Não segurei meu sorriso vendo ele bobo desse jeito — Agora dá pra fingir ser uma namorada amorosa que não fica emburrada com o namorado de mentira? — brincou e eu dei risada.

— Ei, eu sou uma namorada amorosa! — falei ignorando todo o resto que era verdade — E é bom você saber muito bem disso na frente da vaca! Jenny! — concerto, fazendo ele rir ainda mais.

Era divertido estar ali com ele. Nesse namoro de mentira... por mais que eu ache que se fosse de verdade seria muito melhor. Mas acho que posso considerá-lo de verdade só hoje né? Não vai fazer mal eu me iludir mais um pouco... Ficamos mais um tempo inventando coisas como o pedido de namoro e quanto tempo namorávamos. Por fim ele pegou na minha mão e me olhou.

— Então vamos lá amor.


Então vamos fingir, só hoje,
Vamos nos deixar enganar,
Vamos fingir que nos amamos apenas hoje,
Como se não nos amassemos sempre.


Notas finais
É meus amores, o encontro sai só quarta, dividi em dois porque ficou muito grande, para ver como vocês me animam a escrever *00* Espero que tenham gostado.
Ps1. Não sou muito de fazer propaganda, mas... quem tiver facebook ai, curte a fanpage de Natsu e Lucy, é da GreenTop, vocês devem conhecer, e eu e a Lúud-chan estamos de CDC ~ https://www.facebook.com/pages/Natsu-e-Lucy/251237071664173?ref=hl
Ps2. Estou fazendo alguns capitulos especiais Jerza, Gruvia e GaLe, o que acham? (;
É isso minha gente, obrigada e espero as reviews~♥