Destino Das Fadas
4 Capítulo 04 — Elo entre nós dois
Notas iniciais
Capitulo 04 — Elo entre nós dois
Levy
— Levy — Loki disse sorridente — Cadê a Lucy?
Fico olhando para a cara dele, perguntando de forma rude “O que você está fazendo aqui?” mentalmente. Tento disfarçar o pânico que se cria dentro de mim.
— Looooooki — grito animada, lhe dando um abraço amigável — Nossa! Quanto tempo, hein? Você emagreceu? — começo a dizer tudo o que vinha em mente no desespero do momento.
Gray solta uma risada de deboche e olho de lado para ele, como se pudesse matar alguém com um olhar.
— A gente se viu hoje... — comenta sem entender.
— Tecnicamente foi ontem — digo com uma risada meio histérica e nervosa — Porque passou da meia noite.
Piada ridícula. Loki tentou fingir uma risada, provavelmente porque ri que nem idiota. Depois passa a me olhar ainda mais confuso com toda essa situação, enquanto meu coração ainda está extremamente acelerado por estar fazendo isso.
— Cadê a Lucy? — volta a perguntar, olhando ao redor.
Droga, Levy! Pense!
— Nem queira saber... — Gray murmura ao meu lado.
Dou um soco em seu estômago antes que fale merda, fazendo com que ele solte muitos palavrões, que por acaso fizeram Loki desconfiar ainda mais de nossas ações suspeitas. Lancei um olhar reprovador para Gray que se silenciou, por hora.
— Hã? — Loki indaga, ainda mais confuso.
— Então... ela... quero dizer... a Lucy... — gaguejo palavras sem sentido, olhando para os lados e buscando qualquer desculpa que viesse a mente. Loki continuou me olhando com expectativa — ...foi para casa — terminei a frase com um sorriso.
Ele arqueou as sobrancelhas.
— Sério? — duvida.
— Sim — digo rapidamente — Ela se sentiu mal porque... porque você não estava e foi embora — minto ainda mais rapidamente para não me arrepender.
Sinto muito Lu, é o que tem para hoje. Loki sorri, parecendo encantado com minha mentira tão boa.
— Ela é mesmo uma boba — fala, sorrindo daquela maneira esquisita que ele sorri quando vê a Lu-chan — Acho que vou vê-la, então — disse animado com a energia renovada.
— NÃO! — grito no desespero.
Gray volta a rir, claramente se divertindo com a minha crise.
— Desiste cara, a Lucy... — começa a falar, porém piso com meu salto em seu pé.
— Está dormindo — completo sua frase calmamente, enquanto Gray usa seu palavreado indecente para se referir a mim — Isso, ela está dormindo. Está muito tarde também. Acho que você pode fazer uma surpresa amanhã, ela ficará feliz — sorrio nervosamente.
— Bem feliz — Gray caçoa aos sussurros.
Ignoro sua frase.
— Tem razão — Loki diz parecendo pensativo — Obrigado, Levy. Até mais.
Loki acena para nós dois e se afasta, sumindo na multidão. Sinto meu corpo suar frio, então direciono o pior de meus olhares para Gray, que ainda massageava a barriga.
— Está louco? — pergunto irritada com sua insistência.
— Você me espanca e eu sou o louco? — berra de volta, apontando para si.
— Queria que a Lu-chan se ferrasse? — replico com raiva.
— Lu-chan? — fala e ri de si mesmo — O Natsu é meu melhor amigo e nem deve saber da existência desse cara. Enquanto isso, sua amiga está iludindo ele por aí de novo — diz firme, me deixando até espantada.
Pensei em um milhão de argumentos coerentes para a situação, mas nada além do óbvio apareceu em minha mente.
— Ela ainda o ama, Gray.
Ele deu de ombros.
— Pode amar, mas fica de rolo com esse cara aí.
Simplesmente explodo com sua forma de falar da minha amiga. Como se ele entendesse alguma coisa! Como se tivesse ficado ao lado dela todas as vezes que ela chorou!
— E você Gray? — questiono, seca — Fica aí guardando a própria dor, fazendo-se de garanhão. Está na cara que você ficou na pior por causa da Juvia e mesmo assim, ao invés de ir atrás dela, transa com qualquer garota que aparece na sua frente! — grito enraivecida e ele se cala.
— Isso não tem nada a ver comigo — replica alguns minutos depois e sai.
Olha ele entrando na multidão, claramente magoado. Droga. Fiz de novo, exagerei.
— O que foi amor? — Gajeel apareceu logo atrás de mim com uma latinha de energético.
— Fui sincera demais — falo, suspirando e me virando para ele.
— Vish — diz, dando mais um gole — Não se preocupe, ele precisava ouvir isso de alguém. E você é a pessoa certa — passou o braço por meu ombro.
— Você estava escutando? — pergunto confusa.
Ele olhou para os lados, tentando disfarçar seu constrangimento.
— Ah — exclama como alguém que foi pego no flagra — Apenas uma parte. Sabe como é... esse um monte de homens. Se eu perder você de vista é perigoso.
Começo a rir de seu rosto corado. Inclino-me em sua direção e deposito um beijo em seus lábios.
— Te amo Gaj.
Ele me olha e sorri.
— Te amo baixinha.
—♥—
Lucy
Ainda não posso acreditar em tudo o que aconteceu. Foi tão rápido que parece um filme em minha mente, mas foi tão real que seria impossível ser um sonho. Meu corpo se sente mais satisfeito do que já se sentiu na vida. Eu nem podia imaginar que conseguiríamos fazer amor por tantas vezes em uma noite.
Encosto minha cabeça em seu peito e ele me abraça forte. Sinto as lágrimas escorrendo uma atrás da outra e nem consigo entender o motivo, nem fazê-las parar. Há uma ânsia dentro de mim tão grande, como se toda a dor passada viesse a tona. Como se todos meus sonhos pudessem se realizar. Uma emoção perturbadora e satisfatória. Como explicar isso? Natsu me beija na bochecha e eu olho para ele, tentando limpar as lágrimas fugitivas.
Ele sorri.
— Se continuar chorando vou começar a me sentir ofendido.
Começo a rir.
— Desculpe — falo com um sorriso — Não sei o que está acontecendo comigo.
— Ah — deixa escapar como um suspiro — Nós nunca entendemos o que acontece com nós dois — murmura, olhando para o teto até voltar-se para mim — Somos imãs poderosos, hm?
Dou risada de sua comparação. Então me pego sorrindo bobamente para ele, percebendo o quanto sentia falta de seu bom humor e de suas piadas fora de hora. Sentia falta de seu sorriso bobo que me faz rir em qualquer situação, de seu abraço firme que me faz esquecer qualquer problema, e principalmente de seu olhar carinhoso que me faz reparar... nunca precisei de mais nada além disso. Além dele.
Achei que encontra-lo seria um desastre. Eu sempre imaginei como seria nosso reencontro se viesse a acontecer. Eu imaginava que daríamos oi e passaríamos reto um pelo outro como se não fossemos nada. Mas agora, vejo que nada mudou. Nada mesmo.
— Natsu — digo baixinho, lhe dando um selinho que o fez ficar confuso.
— O que foi? Está magoada com algo? — pergunta me olhando fixamente.
Balanço a cabeça em negativa e o olho da mesma maneira. Minha barriga embrulha diante do que se passa em minha mente. Mesmo assim... resolvo arriscar.
— Eu te amo — digo insegura.
Ele fica me olhando sem reação. Começo a me sentir estranha com tudo isso. Escondi isso por tanto tempo. Escondi até de mim mesma! Então meus sentimentos por ele se tornaram tão claros. E eu fiquei tão feliz quando ele disse isso para mim. Seria justo guarda-los comigo?
Imagino se poderia me esconder pelos lençóis por seu olhar confuso, mas então ele sorriu. Um sorriso diferente e o mais terno que já pude conhecer.
— Eu também te amo — sussurrou, selando meus lábios com os seus.
Não pude contar quantas vezes continuamos a nos beijar, pois antes que pudéssemos estragar aquele momento, adormecemos abraçados.
—♥—
Um barulho insistente começava a incomodar meu sono. Abri os olhos lentamente, tentando identificar onde eu estava. Passo a mão pelo rosto e pelos meus cabelos embaraçados e me sento na cama, espreguiçando meu corpo dolorido. Não foi um sonho? Natsu logo aparece com um sorriso de lado e me beija de forma carinhosa.
— Bom dia — diz com uma piscadinha que me fez derreter.
— B-bom dia — gaguejo, envergonhada de me lembrar da noite anterior. Ou da madrugada anterior. Que seja.
— Achei que não acordaria mais — brinca, tirando alguns fios do meu rosto e depois acariciando-o com as costas da mão — Seu celular está tocando a algum tempo — fala, apontando para a cômoda ao meu lado — Eu não queria te acordar, mas deve ser importante.
Olho para meu celular, assustada. Kami-sama! Vejo inúmeras ligações perdidas. Mais do que jamais imaginei ter nas notificações de celular. Algumas de Levy, muitas outras de Loki e milhares de outras de meu pai. Começo a suar frio por me lembrar que minha vida me espera fora desse quarto. Meu celular começa a tocar em minha mão e eu quase o derrubo. Estou ferrada.
— Algum problema, Lucy? — Natsu pergunta preocupado, enquanto olho para a tela do celular tocando e para ele.
Muitos problemas, Natsu. E você deveria ser o pior deles, mas meu coração insiste em dizer que não é.
— Meu pai — respondo ainda sem saber o que fazer.
Natsu fica pensativo também.
— Ele vai te matar muito? — pergunta calmamente, e eu assinto com a cabeça.
Ele parece pensar em alguma solução para mim. Então respiro fundo, ignoro a chamada e jogo o celular para o lado. Natsu arqueia a sobrancelha vendo meus atos inexplicáveis.
— Assim ele vai te matar mais — brinca.
Dou risada e beijo sua bochecha.
— Então fala valer a pena minha morte — brinco também, fazendo ele rir.
Acho que eu nunca cheguei a dizer para ele, mas seu sorriso muitas vezes ilumina meus dias mais escuros.
— Pode deixar — respondeu com um sorriso de lado, aproximando nossos lábios.
Mesmo depois de tudo o que houve ontem, foi um choque tão grande ter seus lábios sobre os meus. Fico pensando se todos os dias seriam assim, se todos os beijos causam essa sensação. Ele foi deitando seu corpo contra o meu. Passei minhas mãos por seu peitoral. Ele está vestido, ao contrário de mim, mas a sensação de ter minhas mãos por seu corpo é maravilhosa.
Natsu aprofunda nosso beijo, entreabrindo meus lábios e passando sua língua que me traz sensações devastadoras. Passei os braços por seu pescoço e o puxei para mim, sentindo todo seu corpo sobre o meu.
Ficamos assim por algum tempo, abraçados e nos beijando. Essa sensação de estar ao seu lado novamente é inovadora. Gosto de estar em seus braços, de sentir suas carícias. Sinto como se fosse a pessoa mais importante do mundo. Eu realmente... acho que nunca amarei alguém da forma como eu o amo. Nossas desavenças passadas parecem tão insignificantes agora. Faria tudo... para não perder essa sensação novamente.
Natsu
Essa situação me faz refletir sobre muitas coisas.
Quando voltei, tudo o que eu queria era ficar longe dela. Eu achava que era medo de sofrer de novo, mas agora acho que é porque me conheço. Eu me conheço o suficiente para saber que não me conteria se a visse. Eu não suportaria mais que minutos perto dela, antes de fazer alguma besteira. Sempre foi assim. Aguentei ficar alguns meses sem falar com ela, mas então se eu visse oportunidade ia lá e falava algo para acabar com nosso relacionamento de vez.
Dessa vez foi diferente.
Eu sabia que era pedir demais que algo acontecesse, e principalmente que ela pudesse corresponder qualquer uma de minhas investidas. Mas ela cedeu. Foi real. Ela realmente correspondeu ao meu beijo, e depois de tanto tempo, finalmente meus sentimentos. Lucy me ama. Fiquei tão desacreditado quando ela disse, que não pude reagir. Mas aconteceu, e eu não quero perde-la de novo.
Farei qualquer coisa para não perder seu sorriso de vista de novo.
Nosso elo é algo tão forte, mas tão frágil. É viciante, mas parece se abalar por qualquer coisa. Ainda fico imaginando se ela está sendo sincera, se esconde algo de mim como sempre fez. Porque droga! Eu sempre fui sincero. Talvez esse seja meu grande erro, falar o que vier a mente até assustá-la. Mesmo assim não foi fácil lutar contra meu orgulho e rancor, mas a verdade será sempre a verdade.
— Natsu? — Lucy chama, curiosa — Está tudo bem?
Seu olhar está preocupado, mas seu sorriso não se desmancha e por um momento peço que seja por estar feliz comigo. Começo a sorrir como um efeito espelho.
— Agora está — respondo, lhe dando um beijo — Tenho que te levar de volta?
Ela dá de ombros.
— Meu vestido ainda está encharcado de qualquer forma — responde, apenas com o lençol sobre seu corpo.
Ela está nua, e confesso é muito difícil me conter para não toma-la outra vez. Quantas vezes serão suficientes para que eu não queira me afundar nela a todo instante? Minhas mãos estão suando frio. Não olhe para o corpo dela, Natsu.
— O que foi? — Lucy pergunta por minha falta de palavras.
Volto a olhá-la, tentando disfarçar. Do que estávamos falando?
— Ahm... nada — respondo por reflexo.
Levanto da cama e pego a chave do carro, indo até a garagem para pegar uma troca de roupas que sempre deixo jogada por ali.
— Ei, aonde você está indo? — ouço ela gritar, desesperada ao me ver sair.
Sei que devo ter um humor terrível por achar graça disso, mas não posso evitar. Aliás foram longos anos, e eu sempre fui o desesperado. Lógico que não faria isso com ela. Deixá-la sozinha. Então me apressei em achar minhas roupas e voltei para o quarto. Sou surpreendido em vê-la de pé, enrolada no lençol, com um olhar assustado.
— Onde você foi? Isso me assustou! — grita com a respiração rápida.
Ando até ela para acalmá-la.
— Calma, só fui pegar algumas roupas secas. O que acha que eu faria?
— Eu vou saber — murmura em meu peito — Você ficou distante do nada, e de repente se levantou com a chave do carro! — continuou a falar eufórica.
Fico calado diante seu temperamento.
— Desculpe — peço baixinho.
— Não suma de novo — ela pede, agarrando-se em minha camiseta úmida.
Foi então que reparei, seu medo era que eu sumisse. Sinto meu coração se apertar em como esse pequeno ato me orgulharia. Então não pude mais suportar. Acho que não tem problema atrasarmos nosso dia. Jogo a roupa no chão e a beijo.
Não quero mais me conter.
—♥—
Lucy
Depois de Natsu me beijar do nada, fizemos amor mais uma, duas, talvez três vezes. É tão natural como tudo flui entre a gente. É tão natural amá-lo. Sinto que nos encaixamos tão bem, como se tivesse que ser assim. Ele foi carinhoso, provocador, pervertido e romântico. Uma mistura que me deixa desconcertada. Ele me disse um pouco sobre Crocus e eu sobre as coisas por aqui, tudo com muitas risadas.
— Bom, você está em desvantagem — disse com um sorriso.
— Por que diz isso? — questiono sem entender sua frase.
— Porque eu sei tudo sobre o que aconteceu por aqui, e tenho certeza que você foi orgulhosa demais para perguntar qualquer coisa a meu respeito nesses dois anos.
Natsu me olha com divertimento.
— Isso não é... — começo a replicar, mas então passo a refletir sobre sua frase.
— Não é...? — provoca com seu sorriso maldito — mentira, talvez?
Ele ri e eu bato em seu braço.
— Não foi por orgulho — defendo-me e ele arqueia uma das sobrancelhas, me desafiando a explicar — Fiquei chateada porque parecia que você continuou a falar com todo mundo, menos comigo.
— Só porque achei que não quisesse falar comigo — disse simplesmente.
— Eu não queria... — tento dizer algo que não compreendo e volto a olhá-lo — Você sempre me deixa confusa — dou-me por vencida, cansada de pensar a respeito.
Natsu me olha, pensativo, e pousa sua mão sobre a minha.
— Tudo bem — fala com seu sorriso convencido — Sempre fui mais persistente que seu orgulho.
Ele pisca para mim, e isso bastou para me convencer, que era verdade.
Tentamos secar meu vestido com o secador. Nunca achei que uma atividade tão ridícula pudesse ser tão divertida. Lembramos de como Natsu perdeu de mil a zero para a mangueira no colegial. Aliás, eu fiz questão de lembra-lo. Mas ele disse que a situação estava totalmente sobre controle. Depois de muitas risadas, meu vestido enfim estava usável.
— Quer tomar um banho antes de sair? — propôs com um beijo.
— Acho bom — digo meio corada e pensativa. Ele voltou a olhar para meu corpo exposto e mordeu o lábio inferior, fazendo todo meu sangue ir para a cabeça — Nem pense nisso — digo, brincando.
Seus olhos voltaram a fitar os meus e arqueou as sobrancelhas.
— Que? Nem falei nada — replicou, indo até a hidromassagem.
— Mas claramente pensou — digo, indo até as toalhas.
Natsu ri abertamente.
— Por que? Está cansada amor? — pergunta com seu ar malicioso que já me ganhou tantas vezes.
Lanço um olhar reprovador em sua direção.
— Está se achando demais para meu gosto — pego as toalhas e vou em sua direção.
— Claro que não — fala como se fosse ofendido — Sou totalmente humilde — sorriu.
Entro na banheira, sentindo a água morna por todo meu corpo. Prendo meu cabelo em um coque para não molhá-lo e olho para Natsu, que fica em pé na minha frente. Ele desabotoa o botão da calça e fica me olhando com um sorriso de lado. Sinto meu rosto corar. Desceu o zíper devagar, já se mostrando excitado. Depois de tantas vezes, como ele... Homens... Ele desceu a calça e depois tiro sua cueca box, jogando-a para o lado. Mordo meu lábio inferior, gostando do que vejo, então ele entra na banheira comigo.
Começo a me sentir tensa, mesmo sabendo que não havia motivo. Já o vi pelado muitas vezes. Mesmo assim, tomar banho com um homem é novidade. Mecho na água em minha volta, tentando não demonstrar meu nervosismo. Natsu senta ao meu lado e me olha.
— Você está bem? — pergunta, passando a mão por meu rosto, como se o limpasse com a mão molhada.
— S-sim — respondo sem encará-lo.
Natsu me empurra para frente e se encosta na borda, ficando atrás de mim. Suas mãos deslizam por minhas costas, fazendo com que um arrepio passasse por todo meu corpo.
— Sua pele é tão macia — sussurra em meu ouvido.
Sinto sua ereção logo atrás de mim e sinto calafrios por imaginá-lo novamente dentro de mim. E como eu queria que isso voltasse a acontecer. Tento relaxar meus músculos, me deixando levar pela sensação de ter sua pele contra a minha.
— Por que está preocupada? — diz suavemente, beijando meu ombro direito — Meu corpo já conhece o seu tão bem...
Tento me controlar para não gemer com suas frases provocadoras e pelo seu toque carinhoso. Sinto meu corpo estremecer, sentindo seus lábios indo para meu outro ombro. Ele continua me beijando, massageando minhas costas, quando tive coragem de me virar e sentar sobre ele. Passo minhas pernas sobre sua pelve e o encaro. Natsu sorri.
— Está tentando me provocar? — pergunta com seu olhar inquisidor — Porque olhar que desse jeito... — continuou a falar e olhou para nossos corpos colados e com seu membro a centímetros de minha entrada — É fácil, fácil para eu te pegar.
Sua fala pervertida me faz rir. Aproximo meus lábios dos seus e o beijo devagar. Suas mãos passaram para minha cintura, e depois para minhas costas me puxando para mais perto. Agarro seus cabelos, e ele morde meus lábios.
— Como é fácil te querer, Lucy — murmurou, entre nossos beijos.
— Eu te quero o tempo todo — respondo, fazendo ele sorrir ainda mais.
Sinto meu corpo pronto para ele. Sinto cada célula dentro de mim pedindo por isso. Como é possível querer tanto alguém?
— Posso dar um jeito nisso — sussurra, pegando em minha cintura de forma firme.
Por um momento espero que ele me penetre assim mesmo, porém na hora em que ele levantou meu corpo a alguns centímetros do seu, meu celular voltou a tocar. Olhamos para o objeto vibrando sobre a cômoda e Natsu me olhou, preocupado.
— Melhor a gente se apressar, não é?
Ele me empurrou para longe de si e me soltou.
Não posso mentir que eu estava morrendo de medo do que meu pai iria falar. Mas eu não perderia esse momento por nada. Depois de tanto tempo esperando por ele, não iria desperdiçar qualquer minuto. Antes que Natsu pudesse se levantar, levei minhas mãos até seus ombros e o empurrei para baixo, de volta para a banheira.
Ele caiu, surpreso, voltando a me olhar.
— O que você...?
Então de forma lenta e mais sensual possível comecei a descer, fazendo ele me penetrar aos poucos. Fechei os olhos, um pouco incomodada com a posição. Natsu agarrou-se as bordas da banheira, parecendo não crer em meus atos. Mas eu não liguei, porque eu queria e não poderia esperar. Mordi o lábio, forçando a entrada até senti-lo por completo dentro de mim. Agarrei-me a ele, tentando me acostumar com a sensação. Ele me beijou, apertando meu corpo contra o seu.
Começo a subir e descer, sentindo-o deslizar facilmente por mim. Gemo alto, apertando suas costas. Essa sensação... é tão boa. Natsu começa a gemer, me fazendo delirar por lhe causar essas sensações.
— Porra, como você é boa nisso — instigou, com uma mão me mantendo sobre ele e outra segurando a borda.
Vejo a fisionomia de seu rosto gostando de cada movimento meu. Passo a fazer isso mais rápido, segurando-me em suas costas e fazendo-o me penetrar cada vez mais. A água ao nosso redor ficou agitada, esparramando-se para fora. Ele fechou os olhos, parecendo se conter. Meu corpo começa a arder e formigar. Seu membro lateja dentro de mim. Arqueio as costas, tomada pelo prazer. Então em um ato rápido, Natsu segurou minha cintura, me fazendo parar dentro de dele.
— Minha vez — fala com um olhar malicioso.
Ele me ergue e me penetra com força, movimentando-se contra mim. Arranho suas costas, surpresa por sua ação repentina, soltando um gemido constrangedor. Eu não aguentaria muito tempo, mas a sensação é tão boa que eu não quero que acabe. Natsu investe rápido, dando fortes estocadas. Seu membro desliza e afunda dentro de mim, e começo a gemer a cada vez que ele me penetra, a cada movimento seu. Passo a gemer de forma sussurra em seu ouvido, fazendo me apertar ainda mais.
Meu corpo se contorce de prazer, chegando ao ápice, juntamente com Natsu e nossos corpos desabam sobre o outro. Natsu arfa a minha frente, segurando-se a uma das bordas para não afundarmos e me abraçou com o outro braço.
— E eu achando que você estava cansada — fala com um sorriso e me beija na testa.
— Você é mesmo irresistível — brinco, lhe dando um selinho.
Ele ri, espero por uma piada ou alguma frase como “Eu sei”, mas ele continua a me olhar com um sorriso bobo.
— E você é mesmo a mulher da minha vida.
Sinto meu mundo parar, e quase escuto meu coração acelerado dentro de mim. Seus olhos intensos não deixaram os meus. Mulher de sua vida...? Não sei se estava sorrindo como boba ou se nem estava sorrindo pelo choque. Mas ele devia saber, que nunca me senti tão mulher quanto ele me faz sentir.
—♥—
Acabamos tomando uma ducha mesmo no chuveiro. Percebemos que não daria certo na banheira, ainda mais depois do estado em que ela ficou. Não que tenha sido fácil pelo chuveiro também, mas expulsei Natsu de lá, caso contrário nunca iriamos embora. Eu não quero ir, mas sei que devo. Colocamos nossas roupas, pegamos nossos pertences e começamos a deixar aquele quarto cheio de lembranças. Natsu trancou a porta e só então reparei em seu carro.
Estava tão nervosa que nem reparei que era a primeira vez da qual o via dirigir. Ele andou até meu lado, abrindo a porta para mim. Sorri com seu ato, vendo-o dar a voltar para entrar.
— Seu carro é bonito — digo, sentindo cheiro de objeto novo.
— Obrigado — disse, dando a partida — Comprei um pouco antes de vir para cá, não é uma limusine, mas já não preciso andar — brinca, saindo da garagem.
Dou risada como sempre de seu drama sem querer.
— Eu acho que combina com você — comento, arrumando meu cabelo.
Ele ri.
— Da mesma forma que você combina comigo? — provoca, olhando de lado para mim.
— Puff — falo, rindo — Não é para tanto.
Começamos a rir, enquanto ele passava pelos portões que eu nem ao menos tinha reparado. “Motel Lust” era o nome do local, que acompanharia meus sonhos por muito tempo.
— Acho que acabei sequestrando seu dia — disse, olhando para o relógio.
— Amei ter meu dia sequestrado — sorrio, levando minha mão até a sua no câmbio.
— Se é o caso, posso sequestra-lo mais vezes — seu olhar está na estrada, mas vejo seu sorriso idiota nos lábios.
Solto uma risada sem graça.
Começamos a falar de coisas banais, exatamente como fazíamos a anos atrás. É tão natural conversar com Natsu que me assusta. Qualquer assunto é assunto com ele. Música, filmes, passeios, animais, até falar sobre árvore é possível. Dou muita risada com ele, e mesmo dirigindo, Natsu aproveitava cada semáforo vermelho para me beijar. Pena que o tempo passa tão rápido.
Seu carro parou ao chegar em frente a minha casa, seguindo todas minhas instruções. Tive a impressão que ele saberia chegar mesmo sem minha ajuda, mas não cheguei a comentar, pois meu estomago já se embrulhava para o que me esperava.
— Quer que eu fale com seu pai? — pergunta, olhando para mim.
— Está louco? — digo rindo — Aí sim ele me mataria. Não se preocupe.
Dou um selinho e abro a porta para sair. Natsu me puxou pelo pulso, antes que eu pudesse pôr as pernas para fora e me beijou de forma mais intensa.
— Até amanhã então — sorriu ao me ver saindo do carro.
Começo a andar em direção a porta de casa, sem me dar conta de suas palavras. Até amanhã? Como assim? Viro-me para questionar, mas ele já havia partido. Suspiro e me sinto desanimada por não tê-lo mais tão perto. Mas agora, espero que isso não seja tão constante. Um sorriso bobo se forma em meus lábios.
Passo pela porta, vendo tudo já apagado. É mesmo tarde. Pelo menos assim terei que encarar meu pai apenas amanhã ou na segunda feira. Entro a passos leves, subindo a escada que leva até meu quarto, quando a luz se acende.
Droga.
— Lucy — a voz de meu pai surgira.
Agora já era.
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