Destino Das Fadas

3 Capítulo 03 — Senti sua falta (+18)


Notas iniciais
Yo minna! Como estão? Obrigada pelos comentários, fiquei inteiramente contente com todos eles *00* Agradeço a SakuraHime18, Cloudy Night, MayaxxChan, thiago, Scarlet e Lulu Mcgarden por favoritarem a fic *00* As coisas esquentaram, só digo haha♥ ♦Capítulo reeditado

Capítulo 03Senti sua falta

Não acredito que estou fazendo isso.

Não sei se é o álcool ou os sentimentos a flor da pele. Qualquer desculpa não parece o suficiente para tal ato.

As coisas saíram do controle na balada. Saíram muito do controle. Começamos com um beijo, que se tornou mais intenso a cada segundo, que se transformaram em suas mãos por todo meu corpo, mordidas, arrepios, chupadas e gemidos. Então Natsu pegou minha mão e quando percebi estávamos em seu carro indo em direção a um motel. Tudo se passou muito rápido quando ele passou pelo portão daquele lugar gigantesco e luxuoso, escolheu um quarto e aqui estamos nós.

Não consigo nem explicar todos os sentimentos confusos e ansiosos dentro de mim. Não consigo nem distinguir o que é ansiedade e o que é medo.

Assim que entramos, as luzes se acenderam e mostraram um lugar incrível. O maior quarto que já vi na minha vida, até maior que o meu. Há uma cama enorme e redonda no centro, espelhos por toda parte, uma hidromassagem em um outro canto, tudo totalmente decorado. Há também uma pequena sala de estar e até... isso é uma piscina?

Sinto minhas pernas tremerem com a pressão que toda essa mobília me causa. Natsu pega minha mão e começa a andar pelo quarto, olhando tudo a volta. Não sei se minha consciência está voltando ao normal, mas o medo começou a me invadir de uma maneia inimaginável. Tenho medo de me arrepender, de não ser o certo.

Medo do que vamos fazer.

Eu sei que não sou mais virgem. Mas algo que não confessei nem mesmo para a Levy-chan, é que o último com quem realmente fiz isso foi... Natsu. Olho para ele, que se senta na cama e respira fundo. E realmente não acho que tenha sido o caso dele também. Dois anos depois e aqui estou eu, jogando meu orgulho pro alto e derrubando todas as barreiras que demorei a construir ao longo desse tempo.

— Lucy — Ele pronuncia sorrindo, e eu realmente odeia como meu nome soa tão bem em sua voz — O que foi? — pergunta ao me ver abraçando a mim mesma e encostada em uma mesa a sua frente — Parece tensa.

— P-pareço é? — minha voz me traí ao sair bem mais trêmula do que eu esperava. Tento parecer mais relaxada ao se sentar ao seu lado, mas meu coração martela em meu peito.

Ele acompanha meus movimentos enquanto sento ao seu lado e começa a rir suavemente.

— Pelo jeito não é só o que parece — diz brincalhão.

Olho feio para ele, fazendo-o sorrir em resposta. Como se esse sorriso pudesse ajudar em algo além de me deixar ainda mais nervosa.

— Não se preocupe — disse, jogando seus braços para trás — Não vou fazer nada.

Nada? Hã?

— Como assim? — Pergunto tão rapidamente que me repreendo por isso. Meu Deus. Estou parecendo uma desesperada. Por que meu corpo não está me obedecendo mais?

Natsu arqueia as sobrancelhas com um olhar divertido.

— Por que? — Fala com um sorriso idiota — Se quiser, eu posso dar um jeito rapidinho — sorriu de maneira maliciosa, fazendo meu rosto ruborizar. Ainda odeio a forma fácil que ele consegue me ver assim. Ele ri de meu constrangimento — Estou brincando, não vou fazer nada que você não queira.

O problema é eu querer.

— Bom saber — sussurro.

Suspiro fundo e me jogo de costas na cama, fitando o teto. Isso é um espelho no teto? O que há com esse lugar? Sinto minha face esquentar novamente e decido ficar sentada.

— Faz algum tempo, hm? — Ele diz olhando para nenhum lugar em especial.

Olho para ele e fico sem ar quando o vejo olhar para mim de repente. Muitas coisas mudaram nele desde que o vi pela última vez, mas seu olhar... Ainda é o mesmo. Acho que sempre será. O olhar profundo que me leva para outro lugar, que me diz tantas coisas sem precisar pronunciá-las e que me passa tanta segurança.

— Sentiu minha falta? — Perguntou após algum tempo de observação.

DEMAIS! Penso em gritar para o resto do mundo o quanto me senti deslocada apenas por não tê-lo por perto. O quanto a dor parecia ser minha única companhia, e como a culpa me invadia todos os dias da minha vida.

— Claro que não — digo desviando o olhar e contrariando todos os meus pensamentos.

Ele riu de minha resposta rápida e ríspida. Então se aproximou mais de mim, fazendo meu corpo se deitar a medida que ele se aproximava mais. Quando vejo estou com as costas completamente encostadas no colchão, enquanto Natsu está sobre mim. Meu coração bate de forma desordenada e sinto que prendi a respiração. E a história de ‘Não vou fazer nada”?

— Ah não? — olhou para mim em um misto de malícia e divertimento.

Preciso ser forte. Preciso ser forte.

— Não — falo firme, mesmo sabendo que por dentro estou tremendo.

Então sua boca passou por meu pescoço, fazendo meu corpo arrepiar. E mesmo sem reparar eu inclinei meu pescoço para dar mais espaço para suas carícias. Fechei meus olhos e sinto sua mão em minha cintura, acariciando e causando calafrios em um ato tão simples.

— Eu senti sua falta — murmura baixinho.

Meu coração acelera ainda mais, como se fosse possível. Ele me olhou e em seus olhos eu podia ver uma súplica que não pude decifrar. Há tantas coisas a serem ditas. Tanto a ser resolvido, mas ali, eu só queria me perder em seu olhar.

— Por que não consigo resistir a você? — sussurro o que não deixa a minha mente.

Um sorriso bobo se formou em seus lábios.

— Está me chamando de irresistível? — brincou, mesmo eu tendo certeza que ele sabe que é verdade.

Mesmo assim, revirei meus olhos e lhe dei um tapa em seu peitoral acima de mim.

— Você se acha demais.

Natsu sorriu de leve de uma forma quase consoladora, e tinha algo em seu olhar me dizendo que seus pensamentos já estavam em outro lugar. Ele segurou minha mão em seu peitoral e me olhou da forma mais carinhosa que alguém pudesse me olhar.

— Também fiquei me perguntando... porque não consigo ficar longe de você.

Sua fala foi quase um sussurro de tão baixo, mas o efeito em mim é como se fosse algo explosivo. Continuei a olhá-lo a cima de mim e senti a vontade de chorar vindo aos poucos. Não por ele ter ido embora, por nunca termos nos falado, por ele aparecer tão de repente, não. Ou talvez seja um conjunto disso tudo, mas eu... senti tanta a falta dele.

— Você conseguiu — murmurei, segurando minhas lágrimas — por mais de dois anos.

A mágoa em minha voz ficou evidente, mesmo que eu tentasse esconder. Porque era a verdade. Ele simplesmente se foi e eu quase morri para superar isso por aqui. E quando tudo vai bem, ele aparece e faz todo meu esforço virar pó.

Natsu tira sua mão sobre a minha e leva até meu rosto.

— Foi preciso, Lucy — disse calmo, tirando um fio do meu rosto. Então foi para o meu lado e se apoiou na cama para me olhar — Eu precisava desse tempo — respirou fundo, pensando nas palavras — para pôr as ideias no lugar, amadurecer e para tentar fugir de nós.

Assim como a minha voz, a sua soou dolorosa ao dizer a última parte.

— Então por que você voltou? — pergunto triste, sem encará-lo.

— Porque... — começa a responder rapidamente, mas parou para pensar — acho que já fiz tudo o que devia fazer — completou e um esboço de sorriso apareceu — Sabe, parece que tudo interferiu. Eu sabia que voltando iria esbarrar com você uma hora ou outra, eu queria acreditar que estava preparado para isso. Mas quando eu te vi, percebi que não estava. Quando te abracei, fiquei desestabilizado. Pensei que podia apenas ficar com qualquer garota que tivesse na frente para te tirar na cabeça, mas não pude — Natsu se virou para o teto, levando uma das mãos até a cabeça e dando uma risada fraca — O destino é mesmo sacana quando quer.

Se antes meu coração martelava tão forte, agora eu o sentia derretido. Como ele conseguia ser o mesmo brincalhão, o mesmo pervertido e ainda ser romântico sem se dar conta? Eu achava que o tinha tirado por completo da minha vida, e não percebi, que isso era apenas pelo fato dele estar longe.

— Muito sacana mesmo... — repeti, também olhando para o teto.

Ele sorriu para mim e se ergueu, sentando-se na cama e olhando a sua volta.

— Cara, esse quarto é enorme.

Ri de sua observação atrasada.

— Só percebeu agora? — debocho de sua intuição.

— Estava muito nervoso para reparar nessas coisas — fitou-me e eu estremeci. Ele também ficou nervoso? — Comecei a pensar “Realmente estamos fazendo isso?”

Ele riu e eu me permiti rir com ele, porque era exatamente o que se passou por meus pensamentos. Sinto meus músculos relaxarem, Natsu sempre teve o dom de transformar o clima do ambiente. Ou apenas ele sempre teve o dom de me acalmar e fazer com que eu me sinta em casa, seja lá onde estejamos.

— E então... — falou com um certo suspense que fez meu corpo se agitar novamente — Piscina? — levantou-se e me olhou.

Não sei se sinto alívio ou decepção por seu fim de frase. E essa dúvida realmente me irrita. O que eu estou querendo?

— Ah, eu nem tenho outra roupa e... — Ele se aproximou com um sorriso travesso — Natsu — digo em tom de alerta, mas ele se aproxima ainda mais — Nem pense — brigo novamente, mas em vão. Natsu me pegou em seu colo e começou a andar em direção a piscina enquanto eu me rebatia em seu colo — Natsu! Esse vestido é novo!

Ele apenas me olhou com mais um daqueles seus sorrisos de lado.

— Eu sei que é — diz sem nenhum pingo de arrependimento pelo que irá fazer — Aliás, ele ficou bem em você.

Paro de me remexer, sentindo minhas bochechas ruborizarem.

— Claro que... — Natsu continua falando, diminuindo a distância até a piscina — ele fica bem melhor quando estamos só nós dois.

— Eu... — tento iniciar uma frase que não sai. Então vejo que chegamos no destino final enquanto fiquei ali constrangida com suas frases, talvez esse fosse seu plano — NATSU! — gritei — Não...

Antes que minha frase pudesse ser terminada, meu corpo afundou com o dele para dentro da piscina. Isso me lembra muitas coisas. Alguns dias antes de sua confissão, ele fez a mesma coisa no evento da escola. Lembro-me bem de cada detalhe.

Natsu começou a rir, quando finalmente alcancei a superfície com todos meus cabelos desalinhados. Passei a mão pelo rosto a fim de tirar todos os fios insistentes. Depois lhe lancei um olhar mortal. Comecei a jogar água nele, como se aquilo pudesse me vingar.

— Qual é o seu problema? — pergunto brava.

— Você — disse firme. Sua resposta foi tão rápida que fiquei sem ar.

Natsu sorriu, enquanto vinha na minha direção, e eu ia para trás. Meu coração ficou descompassado novamente, e minhas costas alcançaram a borda da piscina. Natsu ficou na minha frente, agora sem seu sorriso.

— Será que dessa vez, vai ter solução?

Seu olhar pareceu penetrar minha alma e me remete ao dia do Natal, onde ele disse quase a mesma frase. Será que ele também se lembrava? É claro que lembrava! Só pela forma como ele pronunciou “dessa vez”. Dessa vez, repito mentalmente, espero que seja tudo diferente.

Ele se aproximou mais, apoiando os braços na borda da piscina e me prendendo sobre seu olhar inquisitivo.

— Não somos mais crianças, Lucy — afirmou de forma contemplativa.

— Não — digo com minhas últimas forças — Não somos.

Nossos olhares se cruzavam de tal forma a criar um elo que ninguém nunca entenderia. Seu peito subia e descia conforme sua respiração acelerada. Isso me fez perceber como aquilo significava tanto para ele quanto para mim. A camisa dele está ensopada, e seus cabelos bagunçados. Tinha algo de sedutor e terno na maneira como ele me olhava. Aquela maneira que eu não resistia. E nem resisti.

Encosto em seu peitoral novamente, puxando sua camisa de encontro a mim e o beijo. Ele sorri em minha boca e a toma novamente, dando beijos curtos, mordendo meu lábio inferior e fazendo cócegas em meu interior. Não pude deixar de sorrir também entre as pequenas pausas. Passei meus braços por seu pescoço e ele levou sua mão até minha cintura, puxando-a para si.

Meu corpo formigou ao tocar o seu. Nosso beijo começou a ficar mais intenso e eu não me importava em como aquilo progredia. Havia tantas sensações ali, em cada toque, em cada beijo ou carícia. Saudade, desejo, paixão e tantas outras que eu não saberia explicar. Apenas me deixei levar por seu beijo delicioso que tanto senti falta.

Sua língua quente alcançou a minha e um gemido involuntário escapou. Como isso é... realizador. Sonhei tantas e tantas noites com isso, mesmo sem querer. Sonhei com seus toques, com seu beijo carinhoso, com a forma que ele me faz sentir a mulher mais bela do mundo. Mas ter tudo isso na realidade, era algo completamente diferente.

— Você é linda — sussurrou, descendo para meu pescoço e me dando vários beijos — Sempre foi.

Seu corpo prensou o meu contra a parede da piscina, me fazendo soltar um gemido sufocado que o fez me beijar ainda mais a fundo. Um beijo prazeroso e desesperado. Suas mãos desceram até minhas coxas e segurou a barra de meu vestido. Ele me olhou um instante e sorriu.

— Acho que me enganei — murmurou em meus lábios e eu o olho sem entender — Você fica muito melhor sem o vestido.

Sinto meu rosto esquentar ainda mais, quando ele me apalpa até chegar no zíper e o descer lentamente.

— Não farei nada que não queira, Lucy — disse mais sério, chegando ao fim do caminho com o zíper.

Seus olhos não deixam os meus, quando suas mãos descem novamente para minhas pernas e começam a subir o vestido. Um arrepio passa por meu corpo todo quando suas mãos começam ir para o interior de minhas coxas. Ele diz isso, mas me deixa sem opções.

— Eu quero — sussurro baixo, tentando não demonstrar o quanto estava envergonhada com isso.

Seu rosto se aproxima do meu e ele sorri maliciosamente.

— Quer o que? — pergunta, se divertindo completamente por meu constrangimento.

Minhas pernas tremem quando sua mão alcança minha intimidade e para ali.

— Quer o que? — repete com mais urgência.

— Quero... — começo a frase, mas a corto quando sinto um dedo se aprofundar em mim.

Mordo o lábio inferior, sentindo que meu corpo pode desabar apenas com os pensamentos indecentes que se passam por minha mente. Sua mão afasta minha calcinha e finalmente toca minha pele nua. Sinto-me ofegar. Meu corpo parece implorar por mais. Eu o desejo. Desejo de uma forma que não devia mais desejar.

— Quer...? — instigou-me a continuar, prensando-me mais entre a parede e seu corpo.

Ele mordeu meu pescoço de leve, e seu dedo deslizou para dentro de mim.

— Natsu — começo a gemer, levando minhas mãos até sua costa e o apertando.

— Sim? — responde, e me beija de leve — O que você deseja? — sussurra em meus lábios.

Sinto que perdi toda a habilidade de fala, ou de pensar. Tudo o que consigo é ficar em seus braços, me apoiando para não desabar por completo e tentar conter meus gemidos que ficam cada vez mais frequentes, enquanto seu dedo desliza para dentro e fora de mim. Seu rosto próximo, faz com que eu sinta sua respiração apressada. Seus olhos esperam por alguma resposta que nem ao menos consigo formar.

Ele coloca outro dedo dentro de mim, e eu arquejo diante o ato. Não vou conseguir me conter dessa forma. Seus dedos me exploram, e o atrito dentro de mim começa a trazer aquela sensação que desconheço a tanto tempo. Então seus dedos param e Natsu me olha com a energia renovada.

— Quer ajuda para responder? — pergunta com um sorriso de tirar o fôlego.

Tento controlar novamente minha respiração, mesmo sabendo que será impossível.

— Não pare — imploro, não me importando com o quão tola devo parecer.

Ele me olhou e então se aproximou para me beijar. Suas mãos começaram a subir meu vestido. Afastamo-nos o suficiente para tirar meu vestido, mas quando pensei que ele iria me beijar novamente, ele se afastou. Natsu se afastou e olhou todo meu corpo. Tive vontade de simplesmente sair correndo, mas tudo o que consegui foi passar os braços a minha volta com vergonha. Mas antes que eu pudesse fazer isso, Natsu esticou seus braços e prendeu meus braços ao meu redor.

— Não esconda o que é meu, não se lembra? — disse de forma autoritária — Terei que prendê-la novamente?

Engulo em seco ao me lembrar daquele dia. Minhas mãos amarradas, enquanto ele me lambia e fazia amor comigo no contraste de seu corpo quente e o chão frio. Estremeci por parecer tão real. Estremeci por querer que seja real.

Natsu tocou minhas pernas e depois minha barriga. Sua mão se arrastava em minha pele e fazia tudo parecer uma dança sensual. Fechei os olhos, apreciando seus toques. Então suas mãos seguraram meu rosto e eu o olhei.

— Você me quer?

Sua pergunta não veio acompanhada de nenhum sorriso malicioso, nem de algum indicio de divertimento como eu imaginaria ele me perguntando algo assim. Pelo contrário, ela parecia tão sincera, e seu olhar parecia suplicar por uma resposta verdadeira. Eu sabia que dependendo de minha resposta, eu mudaria o que aconteceria após. O conflito entre razão e coração tomou conta de mim. Quero acreditar em meu coração.

— Eu te quero — digo aos sussurros e lhe dando alguns beijos — Eu te quero muito.

Ele sorriu e um segundo após me ergueu por minhas coxas. Passei minhas pernas por sua pelve, enquanto ele andava até a escada, me beijando. Seu corpo quase escorrega com o meu ao tentar sair da piscina sem olhar. Ele me olha e sorri.

— Lembre-me de não fazer mais isso — fala em tom de brincadeira.

Começo a rir.

— Não tenho certeza se vou querer te lembrar — digo com um olhar insinuador que o fez sorrir da mesma forma.

— Esquece isso — provoca ao nos tirar da piscina e me encostar na cama aos poucos — Não quero mais ser lembrado.

Minhas costas aconchegaram no colchão, mas não tirei minhas pernas ao seu redor. Ele apoiou seus braços na cama e me olhou. Sempre me perco na profundidade de seus olhos. Às vezes sinto que eles podem ler minha alma, e de certa forma, acho que leem mesmo.

Ele beijou minha bochecha e depois minha testa, desceu para perto de meus lábios, me instigando a querer seus lábios macios novamente nos meus. Levei minhas mãos até o botão de sua camisa e me atrevi a abri-las aos poucos. Natsu mordiscou minha orelha, depois meu pescoço, até enfim eu abrir toda sua camisa. Olhei seu abdômen firme a minha frente e sufoquei minha surpresa ao vê-lo tão... tão... Maldição, como pode ser tão gostoso? Minha mão não se contém em tocá-lo e ele sorri quando o acaricio em seu peitoral.

— Pare de ter sonhos eróticos comigo — brincou, me fazendo rir de como ele conseguia se lembrar de nossas brincadeiras antigas.

— Não consigo — respondo de prontidão, lhe deixando sem fala. Abro um sorriso por seu silêncio — Sem palavras, hm? — digo, arqueando uma das sobrancelhas, mostrando meu divertimento.

Ele sorriu.

— Você sempre me surpreende, Lucy — responde com um ar esperto e desceu até meu ouvido — Que tal me contar suas fantasias? — sussurrou.

Então fui eu quem fiquei paralisada. Senti todo meu corpo estremecer diante seu pedido. Ah, ele não pode nem imaginar tudo o que já pensei. Natsu aguarda minha resposta, fitando meus olhos com atenção. Vejo seu sorriso atrevido, divertindo-se com minha falta de palavras.

Sua mão deslizou sobre minha barriga e subiu até meus seios.

— Talvez eu deva começar com as minhas? — diz com seu sorriso malandro e seu olhar sexy.

Ele morde meu pescoço e apalpa um de meus seios com carinho. Mordo meu lábio para não gemer tão depressa.

— Devo informar — fala em meu ouvido, me fazendo deleitar-se em sua voz rouca — que levaremos tempo para realizar todas elas — faz uma pausa a tempo de ver meu corpo abalar-se por suas frases — Na verdade, acho que não há tempo suficiente em nossas vidas para consumá-las.

Fico estática por imaginar em quantos sonhos ele teve comigo. Em quantos sonhos indecentes ele teve comigo. Mas quando recobro a consciência, percebo que quero fazer parte de seu jogo. Abro um sorriso misterioso em sua direção, e levo minhas mãos até sua camisa para arrancá-la.

— Então... — sussurro — é melhor começarmos logo, não?

Natsu ri de minha ousadia e me ajuda a jogar sua camisa para longe.

— Não poderia pensar em plano melhor.

Retiro minhas pernas ao seu redor e o puxo contra mim. Não sei de onde surgiu toda minha coragem, nem ao menos eu sabia que podia atiça-lo dessa forma apenas com palavras. Mas a tentação é tanta, e meu desejo falou mais alto. Nossos lábios se tocaram novamente. Seu corpo molhado tocou minha pele, e isso me excitou mais. Eu quero senti-lo mais. Eu o quero dentro de mim e urgentemente.

Empurro-o contra a cama e fico sobre ele. Meu cabelo longo e úmido cai de um lado e espero estar sexy o suficiente para lhe causar o mesmo que causa em mim. Levo minhas mãos até seu cinto e o retiro.

— Assim fica realmente mais complicado deixar meu lado pervertido — fala, apreciando meus atos.

Apenas lhe lanço um sorriso, quando desço suas calças por suas pernas. Tento não me assustar ao ver o grande volume já ereto a minha frente. Não contive a vontade de levar minhas mãos até ele e acaricia-lo de leve. Natsu puxou os lençóis da cama com força com meu ato repentino. Tiro sua cueca e ouço ele grunhir, enquanto contorno seu membro e o aliso de baixo para cima.

Ele parece segurar a respiração.

Começo a movimentar minhas mãos mais rápido, e a fantasiar esses movimentos dentro de mim. Faz tanto tempo. Tanto tempo o desejando em segredo, tanto tempo querendo novamente senti-lo me penetrando. Solto alguns gemidos, fechando os olhos e imaginando tudo isso acontecer, sem parar de mexer minhas mãos.

Natsu solta um palavrão e segura minhas mãos com tudo as fazendo parar.

— Pare — diz ofegante — Quero fazer isso dentro de você.

Em um ato rápido, ele inverte nossas posições e sinto meu coração acelerar. Ele arranca meu sutiã com suas mãos hábeis e sua boca toma meu peito com pudor. Minha respiração fica entrecortada ao sentir sua língua passando pelo bico e dando mordidas de leve. Seguro em suas costas, puxando-o mais contra mim para a sensação não ir embora. Sua outra mão vai até o outro seio e aperta a pontinha, fazendo uma sensação se êxtase passar por todo meu corpo.

Respiro forte, quando ele para os movimentos e desce para minha calcinha. Aguardo por sensações bem piores naquela região. Ele desliza a calcinha por minhas pernas e passa-as por meu salto. Seu sorriso safado volta e ele me olha.

— Esses saltos te deixam extremamente sexy — fala, dobrando meus joelhos e afastando minhas pernas — Ainda mais quando são sua única vestimenta.

Fico sem fala ao vê-lo olhar para minha intimidade e depois sorrir para mim. Natsu afunda sua cabeça até minha feminidade e a abocanha sem dó. Solto um gemido alto, sem conseguir me conter e sua língua passa a contorna-la com precisão. Sua língua está quente e me explora por completo. Desisto de me conter e começo a gemer de prazer. Seguro seus cabelos e empurro sua cabeça contra mim, forçando-o a continuar, fazendo sua língua se aprofundar ainda mais.

Arquejo as costas sentindo toda a sensação delirante tomar conta de mim. E como se fosse possível sentir mais delírio do que isso, olhei para cima e vi, nossas posições. O espelho acima mostrava com clareza tudo o que acontecia. Segurei os lençóis em volta e me deliciei ao ver minhas pernas abertas com Natsu saboreando-me com determinação. Essa com certeza foi a cena mais obscena que já presenciei e também a sensação mais prazerosa que já senti.

Faço Natsu parar ao sentir um formigamento começar. Não quero assim, eu o quero por completo. Puxo-o para cima e o encaro. Ele me olha também ofegante.

— Natsu — sussurro baixinho.

— Eu te quero — ele interrompeu — Eu te quero — repetiu novamente com mais convicção — Aqui e agora, eu preciso de você.

Apenas tive tempo de olhá-lo quando ele me beijou. Diferente de todos os beijos que já demos, esse beijo foi tão desesperado e feroz que me desestabilizou.

— Não quero que se arrependa — sussurrou em meu ouvido. Eu sabia que era uma pergunta e não uma afirmação.

Segurei seu rosto entre minhas mãos para fazê-lo olhar para mim.

— Natsu, eu nunca me arrependi de você ser o primeiro — digo de forma clara. Sem deixar de complementar um “e o único” em mente.

Natsu me olha com certa dúvida, que deixou de lado ao aproximar sua ereção de mim. Arfo apenas de pensar em seus próximos atos. Ele me beija com carinho e me olha.

— Eu te amo, Lucy.

Antes de eu ao menos ficar surpresa com sua frase, ele me penetrou, foi devagar, mas o suficiente para que eu trocasse palavras por gemidos. Senti seu membro pulsar dentro de mim, deslizando devagar, fazendo eu sentir toda sua passagem lentamente até o final.

Apertei suas costas com toda minha força, sentindo que já poderia explodir.

— Nossa — ofegou, de olhos fechados — Você está tão molhada.

Ele me preencheu por completo e começou a se movimentar. No começo de forma lenta, fazendo com que eu me acostume com a sensação. Mas tudo foi tão rápido. Ele tinha toda a razão, eu sabia que estava muito excitada, mas senti-lo deslizar com tanta facilidade para dentro de mim foi delirante.

— Lucy, não posso me conter mais.

Sua voz parece suplicar por mais e eu lhe dou minha permissão.

— Me possua — peço com a voz trêmula, enquanto solto um gemido em seu ouvido.

Então sua postura mudou totalmente, como se um desejo primitivo explodisse dentro dele. Seus movimentos se tornaram rápidos e insensatos. Deixei suas costas e segurei ao meu redor para me apoiar em algo, sentindo suas estocadas desvairadas dentro de mim. Sua boca desceu até meu pescoço e começou a me chupar com força. Um gemido entorpecedor deixa meus lábios com a onda de sensações por meu corpo.

— Você é tão gostosa — sussurrou ofegante em meu ouvido.

Começo a gemer ainda mais em resposta. Ele entra e sai de mim de forma desesperada. Seu tronco se ergue e suas mãos apertam minhas coxas, e ele novamente se afunda em mim. Inclino meu corpo para seu membro ir ainda mais fundo. Suas investidas se tornam impiedosas, puxando meu corpo para dentro dele.

— Natsu — gemo seu nome, sentindo meu corpo formigar por inteiro.

Seu corpo debate contra o meu sem parar. Ele fecha os olhos e parece se controlar.

— Não vou.. — tento falar, mas a sensação dele deslizando não me deixa pensar — Não vou conseguir...

Meu corpo se contorceu com o clímax, uma sensação de alívio e loucura transcorreu por mim. Sinto meu corpo amolecer. Natsu me penetra ainda mais ao me ver atingir o orgasmo e em segundos, seu corpo caiu sobre o meu. Minha respiração está tão acelerada que eu poderia morrer. Isso foi louco, insano. Ultrapassou qualquer uma de minhas fantasias, ultrapassou qualquer limite de prazer. Uma lágrima escorre de meus olhos sem permissão e eu não entendo o que é essa confusão dentro de mim.

Ele se jogou ao meu lado e me abraçou sorrindo. Depositou um beijo em meus lábios e em minha testa. Nossos corpos quentes e suados ainda estavam entrelaçados. Ficamos nos olhando, pensando em toda a loucura do que houve.

— Natsu — chamo seu nome sem saber o certo que dizer, mas eu precisava dizer algo. Precisava deixar sair 1% de tudo o que estava sentindo.

— Hm? — murmurou de volta, limpando a lágrima sem explicação.

— Eu senti sua falta.

—♥—

Levy

Ando pelo local, olhando para todos os lados possíveis, caçando minha amiga revoltada que se levantou e nunca mais retornou. Não era para ser difícil encontra-la pelo tamanho de seu salto. Suspiro fundo e encontro Gray encostado em uma das bancadas. Surpreende-me por ainda não ter ido para um lugar mais reservado com alguma mulher.

— Gray — digo ao me aproximar — Viu a Lucy em algum lugar? — pergunto preocupada.

Ele me olha e sorri de lado.

— Ah, ela com certeza está em apuros — disse de forma insinuadora.

Olho para ele sem entender.

— Onde ela está?

— Ela saiu com o Natsu — respondeu com um riso fraco.

Fico ali pasma com a nova informação, mas depois começo a rir com Gray, como dois idiotas. Começamos a falar em como eles eram idiotas. Senti uma mão em meu ombro e me virei ainda rindo de Gray, mas meu riso cessou logo.

Ferrou.

— Levy — Loki disse sorridente — Cadê a Lucy?

Você não vai querer saber.

Notas finais
Então gente, não ficou lá aquelas coisas, mas é que eu queria que ficasse mais profundo e romantico do que pervertido, não sei se deu certo ._. Espero que tenham gostado, terá mutias chances para ser mais pervertido do que romantico KKK Até os comentários e até segunda haha ♥