Destino Cruzado
5 Capítulo 5 - O primeiro "encontro"
Notas iniciais
Acordo com o meu celular tocando, são sete e meia da manhã e pra minha surpresa quem está me ligando é Aspen.
–Oque você quer? – Pergunto irritada – Veio falar sobre o Maxon de novo?
–Calma Cel, eu só queria conversar com você! – responde ele com uma voz que me deu muita dó.
–Ah claro! Supernormal uma pessoa ligar pra outra às sete e meia da manhã só pra conversar...
–Na verdade eu não consegui dormir a noite toda, não consegui parar de pensar no que você disse. Você tem razão, America está em outra e eu tenho que aceitar e seguir em frente...
–Finalmente você percebeu! E agora o antigo Aspen está de volta?
–Com certeza. Mais e ai, vamos sair mais tarde?
–Claro! Depois passa aqui em casa, okay? Mas agora deixa eu voltar a dormir.
–Okay Bela Adormecida. Passo ai as 05h00min da tarde, pode ser?
–Tudo bem, até depois!
–Até! Beijos.
* * * * * * * * * * * * *
Visto um vertido vermelho e uma botinha marrom, deixo meus cabelos soltos e faço uma maquiagem leve.
Já era quase 05h15min da tarde e nada do Aspen aparecer, estava ficando nervosa já. Eu sei que não era um encontro, mas mesmo assim sentia como se fosse.
Eram 05h20min quando ouço a campainha tocar. Corro até a porta. Aspen estava vestindo uma bermuda jeans e uma camisa azul, seu cabelo como sempre bem revirado.
–Está atrasado – Só digo.
–Eu sei me desculpe. Tive que ajudar minha mãe e acabei perdendo a noção do tempo.
–Tudo bem. Vamos?
–Vamos. – Ele responde.
Decidimos que iriamos em uma sorveteria. A sorveteria não era muito perto da minha casa então demoramos um pouco pra chegar lá, mas na verdade para mim o tempo passou bem rápido, conversamos bastante durante o caminho e brincávamos feito duas crianças.
Quando chegamos lá pedi um sorvete de morango e de creme. Aspen foi no clássico, de chocolate.
–Sabe Aspen, aquele dia que eu fui a sua casa, eu não fui pra brigar com você. Eu queria conversar com você sobre uma ideia que eu estou tendo, e queria saber se você podia me ajudar. – Falo.
–E que ideia seria está?
–Bom, semana que vem é meu aniversário e eu estou planejando fazer uma festa, mas como sou nova na cidade e não conheço muitos lugares, queria sua ajuda.
–Como assim? Semana que vem é seu aniversário e você só me fala isso agora? – Diz ele fingindo uma cara de espanto.
Solto uma risada.
–Tá, mas você vai me ajudar ou não?
–Claro né Cel! Eu só não entendo uma coisa. Porque você não faz a festa na sua casa, ela é enorme e tem um bom espaço.
–Bem, digamos que meu pai não gosta de bagunças e muito menos de festas, então acho que ele não curtiria muito a ideia. Mas é até bom fazer longe de casa sabe, assim meu pai não fica enchendo meu saco.
–Ah entendi, mas e então tem um lugar bem perto lá de casa onde eles fazem eventos, tem uma piscina e um palco onde a gente pode contratar uma banda...
E assim foi a noite toda, ficamos conversando horas sobre a festa, até decidirmos tudo. Aspen era um amigo pra todas as horas, me ajudava e me entendia perfeitamente.
Decidimos que iriamos fazer naquele lugar perto da casa de Aspen, e faríamos a festa em tons vermelhos e brancos, com uma pegada mais retro. Aspen disse que America tinha uma banda junto com três outros rapazes então falaríamos com eles na segunda.
Amanhã mesmo vamos lá falar com a moça que organiza os eventos e ver se temos como agendar uma festa pra sábado.
Quando estávamos saindo da sorveteria começou uma chuva muito forte, e não tínhamos trazido celular. Já era tarde e nenhum taxi estava passando.
–Cel vamos ter que ir na chuva, não tem jeito. – Diz Aspen.
Começamos a correr pelas ruas e de vez em quando Aspen pulava em algumas poças de água só pra me provocar e me sujar mais ainda.
Quando finalmente chegamos lá em casa a chuva tinha diminuído.
–Eu adorei passar a noite com você Aspen! – Digo.
–Eu também Cel, você é uma ótima companhia e quando estou com você esqueço totalmente da America.
–Isso é bom. – Digo baixinho, nem sei se ele escutou direito.
E quando percebo estamos próximos demais, nossos narizes quase estão se tocando. Fecho os olhos e Aspen me da um longo e doce beijo que retribuo.
Quando finalmente nos separamos, ele fica olhando para os meus olhos com uma expressão que não consigo identificar.
–Isso sempre foi meu sonho, sabia? – Digo pra ele.
–O que? Me beijar? – Ele pergunta.
–Não seu bobo, beijar alguém enquanto a chuva caia em minha cabeça.
Ele abre um sorriso.
–Obrigado por tudo Cel. Por acreditar em mim, por me ajudar, por esse dia maravilhoso que tive ao seu lado e por aparecer em minha vida! Eu nunca me esquecerei desse dia, quero chegar em casa e anotar tudo o que senti hoje, meus sentimentos, minha felicidade, exatamente tudo. Porque eu não quero esquecer do que aconteceu hoje. E quando eu ler isso tudo no futuro, quero sentir a mesma felicidade que estou sentindo agora.
–Aspen, quem tem que agradecer sou eu. Meu pai ter mudado de cidade foi a melhor coisa que já me aconteceu, e se você não estivesse passando por aquele corredor no momento em que eu cai, minha vida seria uma chatice. Sabe por quê? Por que eu nunca teria virado sua amiga, nunca teria compartilhado esses momentos ao seu lado, e eu sou eternamente grata por isso.
Nos beijamos mais uma vez e quando paramos a chuva para também.
Aspen se despede e segue seu caminho, e naquela noite quem não conseguiu dormir direito fui eu.
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