Destino

1 Capítulo único — Destino.


Notas iniciais
eNTÃO, AQUI ESTOU EU COM UMA FIC NOVA DEPOIS DE UM MILÊNIO. A verdade é que o capítulo 418 me deu vontade de escrever uma NaLu, então aqui está, espero que gostem.

Capítulo único — Destino.

Meus olhos fixaram-se em minha cama, enquanto um sorriso, automaticamente, passava a se formar em meus lábios. Nunca achei que ficaria tão feliz ao ver Natsu e Happy deitados na minha cama, exatamente como há um ano atrás. Exatamente como acontecia desde quando entrei para a Fairy Tail.

Às vezes pode não parecer, mas é engraçado como o destino gosta de nos pregar peças. Talvez irônico seja a palavra ideal. Há anos atrás, eu nunca imaginei que conheceria Natsu, sequer que entraria para a Fairy Tail, mesmo que desde pequena tivesse o desejo de entrar para uma guilda. E bom, a mais poderosa de nosso reino certamente era uma forte candidata. Posso garantir que, desde que conheci Natsu, minha vida se tornou uma aventura, — em todos os sentidos.

Em primeiro lugar, ir em missões com Natsu não era nada fácil. Afinal, com certeza não receberíamos o pagamento, ou pelo menos, não o valor correto. Descontariam estragos provocados pelo rosado, que conseguia destruir algo em todas as missões. Era incrível. Mas eu garanto que isso tornava cada momento mais especial, e, embora isso me causasse problemas com relação ao aluguel, era divertido.

Ir em missões de classe S sem permissão também era uma das preferências de Natsu. Tal como sua desobediência, afinal, era algo proibido, mas de alguma forma, Makarov sempre o perdoava. E, sinceramente, ir naquelas missões não era tão ruim. Era perigoso, mas com ele se tornava algo divertido e empolgante.

Eu poderia listar inúmeras situações que vivi na guilda tendo certeza de que as coisas dariam errado, mas a teimosia e desobediência de Natsu tornaram-se os salvadores. Era incrível como cada defeito existente nele, aos meus olhos, passavam a ser qualidades incríveis e dignas de serem admiradas. Qualidades que eu tinha certeza de que ninguém, além de Natsu Dragneel, possuía.

Mas acho que a mais dolorosa aventura aconteceu por volta de um ano atrás, quando ele foi embora. Apenas de lembrar sobre aquela carta, me causava desespero. Tal como me senti naquele dia. Desesperada e sozinha. Naquele dia, o destino foi traiçoeiro e cruel, mas tinha que existir um motivo por trás daquilo, certamente. A falta de Natsu foi algo que carreguei em cada dia que ele esteve longe, mas aprendi a suportá-la. No início eu chorei. Eu chorei feito uma criança mimada. Mas com o tempo, a dor tornou-se suportável e aprendi a conviver com esse fardo.

E quando o rosado voltou, daquela forma surpreendente, tenho certeza de que nunca me senti tão feliz em toda a minha vida. Senti alívio, felicidade, surpresa, uma mistura de sentimentos que jamais saberia explicar e que ninguém entenderia, mesmo se eu tentasse. Viver com Natsu era uma aventura, assim como seria eternamente, mas o fato de tê-lo de volta não tinha preço. É, meu Natsu estava ali, deitado na minha cama daquela forma desengonçada e abraçado ao meu travesseiro, acompanhado de Happy, que estava ao lado. Eu havia sentido saudades, — muitas saudades.

— Ei, Lucy, o que está fazendo parada aí? — Natsu indagou, estreitando os olhos para que conseguisse me ver. Afinal, havia acabado de acordar, com certeza seu campo de visão estava embaçado. — Já chegou faz muito tempo?

— Não, acabei de chegar. — Formei um pequeno sorriso nos lábios. — Eu trouxe um pouco de comida. — Disse, mostrando a sacola em minhas mãos.

— Sério, Lucy?! Eu estou morrendo de fome. — Proferiu, sorridente.

Happy concordou com um aceno de cabeça.

Poder ver o sorriso de Natsu novamente era algo confortante e aquecedor. Era incrível que mesmo depois de um ano, seu sorriso possuísse a mesma inocência, e, por consequência, a mesma beleza. Apesar de todas as aventuras citadas anteriormente, certamente, a maior de todas ainda estava acontecendo. Amar Natsu em segredo não é nada fácil, e esperar que ele perceba meus sentimentos requer muita paciência. Mas eu posso esperar, assim como esperei um ano para tê-lo de volta.

Mesmo depois de um ano, meus sentimentos por ele continuaram os mesmos. Ele realmente voltou, como havia prometido. Normalmente, as pessoas culpariam o destino por ter afastado duas pessoas tão unidas. Mas por que não culpá-lo pelos bons momentos também? Há sempre um motivo escondido por trás de cada acontecimento. Eu ainda não sei ao certo o motivo do destino ter me reunido à Natsu novamente, mas prefiro acreditar que foi pelo nosso amor. Cada dia longe dele foi obra do destino, assim como cada momento ao seu lado. Por isso, eu agradecia, principalmente, por ter outra oportunidade de poder estar ao seu lado mais uma vez.

— Ei, Lucy, você não vem? — Natsu perguntou, sorridente. Seu entusiasmo quando se tratava de comida era realmente algo incrível.

— Estou indo. — Respondi, começando a caminhar em sua direção.

Então, o destino não é algo realmente incrível?

Notas finais
Me desculpem por qualquer erro, eu to feliz porque depois de um milênio bloqueada consegui escrever algo útil. Obrigada por ler, espero que tenha gostado. ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!