Destino

36 Capítulo 36


Notas iniciais
Oie meus leitores divos!! I'm Back!!! Sim, estou de volta depois de séculos, mas a noticia boa é que já estou de férias! Sim, eu passei divando em exatas, nada de recuperações!! Terceiro me espera!! Mas deixando de lado o meu momento surto, kkk, queria agradecer as minhas leitoras fofas por terem sido tão carinhosas e terem me dado dicas de estudos, vocês são demais!! Espero que gostem desse capítulo, e aos leitores de New Boy, o capítulo provavelmente sairá amanhã! Bem, é isso, espero que gostem! Beijos da Cereja 🍒 Boa Leitura!

Afastou-se de Ino, agradecendo-a com um balanço de cabeça.

– Isso jamais aconteceu. – murmurou emburrada, odiava chorar, achava-se fraca.

Ino gargalhou da reação da amiga, mas logo adquiriu um sorriso malicioso no rosto, fazendo Sakura a olhar desconfiada.

– Então, o Sasuke beija bem mesmo?

– Ino!

Sakura gritara envergonhada, e surpresa pela mudança rápida de humor da Ino. Agradecia-a por respeitar seu tempo e dar seu espaço mudando de assunto, mas aquele era um assunto que com certeza não queria falar.

– A qual é Sakura, essa é uma duvida que eu e metade da população feminina desse país possuímos.

– Vou ter uma conversinha com Gaara sobre esse seu interesse pelo beijo do Sasuke.

– Deixa de ser chata e conta logo, essa é a primeira vez que você o beija! – Ino voltara ao seu modo histérico, só faltava dar pulinhos de tamanha animação.

– Se quer saber esse não foi nosso primeiro beijo.

Soltou as palavras sem perceber, revirando os olhos, mas só em seguida ao grito histérico de Ino se deu conta do que havia falado.

– O QUE?!

­– É... – Sakura olhava para os lados tentando arrumar palavras para se explicar.

– Quando? Onde? Como?

– A primeira vez foi naquela noite após meu acidente com Jesse, ele me beijou, mas eu estava confusa. A segunda vez foi na cozinha, ele me pegou de surpresa. A terceira vez foi hoje na sala da empresa dele, e a secretaria dele viu. – terminou de falar desviando o olhar para o chão, definitivamente estava morrendo de vergonha.

– Três?! Três beijos e você só me fala agora?! – Ino olhava-a indignada, e com as mãos na cintura.

– Agradeça que eu contei, porque do jeito que estou constrangida já estou me arrependendo.

– E você ainda não me falou se ele beija bem. – Olhou indignada para Ino, em resposta a loira soltou uma risadinha maliciosa. – Com três beijos da para saber, e como dá. – a loira se abanava com a mão.

– Ah, mas Gaara saberá desse seu lado soltinho. – Respondeu provocativa.

– Saah querida, estou namorando, não cega. E vamos combinar que Sasuke é um pedaço de mau caminho.

– Eu não sei de nada. – diz virando o rosto.

– Então?

– Então o que? ­– a olhou, confusa.

– Beija ou não beija bem?

– Ino!

– Sakura!

Sakura suspirou, mordendo o lábio, tentando conter a vergonha.

– Beija. – murmuro baixinho, emburrada.

– O que? Não ouvi.

– Beija!

Ino abrira um largo sorriso, e depois a olhou, desconfiada.

– Vocês só se beijaram?

Sakura arregalou os olhos, jogando uma almofada na loira.

– Ino!

– Que é? Só perguntei por perguntar, que coisa.

– Maluca.

– E você já falou com ele após o beijo?

Olhou para loira, pensativa. Sua mente projetava imagens de seu beijo com Sasuke e Rose entrando na sala em seguida, atrapalhando o beijo.

– Não, eu aproveitei o fato de ter sido pega pela secretaria do Sasuke e saí.

– Essa secretaria também viu, atrapalhou esse momento épico.

– Não exagera. – revirou os olhos em tédio. – Mas sabe, algo estranho aconteceu quando eu estava vindo para cá.

– O que? – Ino a olhava, curiosa.

– O motorista do Sasuke ficou me olhando de uma maneira estranha.

– Que maneira?

–Eu posso estar ficando louca, mas ele me olhava de uma maneira maliciosa.

– Safado! – Ino exclamara, indignada. – Mas espera você não disse que o motorista do Sasuke era alguém de confiança?

– Não era o mesmo homem de antes, esse era diferente. E quando ele me tocou, eu...

– Ele te tocou?! – Ino a interrompera, gritando.

– Foi só na perna, mas foi à forma que ele me tocou, e o jeito que ele me olhou. – Sakura respirara fundo. – Eu me senti suja com aquele olhar.

– Você precisa contar para o Sasuke.

– Eu sei, mas tenho medo que o Sasuke faça uma besteira.

– Sakura, às vezes precisamos fazer algo que não gostamos.

– Ino, não tenho medo por mim, tenho medo por Sasuke, não quero que ele se transforme em alguém ruim. – Desviou o olhar da loira, lembrando-se da velhinha conversando com o moreno no mercado. – Sasuke é bom, Ino. – sorrira involuntariamente.

– Sakura, você está apaixonada! – a loira não conseguia esconder a surpresa por ver a amiga tão vulnerável, e ao mesmo tempo tão feliz.

– Não estou nada, você que está louca.

– Não adianta negar, está estampado em seu rosto.

– Você por acaso é alguma PHD em romance?

– Querida, eu tenho doutorado. – Ino sorriu confiante, lançando um olhar provocativo para a rosada. – O que sente quando está com Sasuke?

– Ai Ino! Não sei... – murmurou pensativa. – Essas coisas são estranhas.

– Sente borboletas no estomago?

– Por que raios eu sentiria algo tão bizarro? – perguntou confusa.

– Todo mundo sente isso, Sakura.

– Ainda não entendi como sentir borboletas na barriga é algo bom, aquele bichos são medonhos. Só de pensar em tê-los em minha barriga, me dá calafrios.

Ino a olhava, indignada, como Sakura podia ser tão do contra?

– Então se não são borboletas, o que é?

– Eu me sinto diferente, mas não com borboletas. – Pausou fazendo uma careta, continuando. – Sabe, quando desço uma rua de carro, sinto um frio instantâneo. Ele surge do nada, e vai embora sem nenhuma explicação.

– Sim, mas ainda não entendi o...

– Eu sinto a mesma sensação com Sasuke.

– Oh... – Ino não sabia o que responder, que tipo de explicação era aquela? Sakura realmente era alguém rara. – Você é maluca.

– Eu posso até ser, mas com certeza não sinto bichos irritantes em mim. O que eu sinto com Sasuke é algo único, Ino, não tenho como explicar a combustão de sentimentos que se apossa de mim. – Tapou a boca rapidamente, percebendo o que falara.

Ino a olhava, embasbacada, Sakura nunca havia falado daquele jeito, nunca tinha falado tanto de sentimentos.

– Eu vou pegar um suco. – Sakura levantou apressadamente, indo para o outro cômodo.

– Não adianta fugir, mocinha, você já falou. – Ino a seguiu, rindo.

– Então, trouxe brigadeiro? – mudou de assunto, colocando o suco nos copos.

– Trouxe sim, vou pegar na bolsa.

Balançou a cabeça vendo a loira sair da cozinha, encostou-se a geladeira, tomando o suco.

O que estava acontecendo consigo? Percebera que desde a volta do Sasuke essa era a pergunta que não parava de fazer a si mesma. Lembrava-se da conversa de minutos atrás com Ino, será que finalmente estava tendo o vislumbre de uma vida feliz? O destino seria tão irônico de lhe mandar Sasuke como mensageiro da sua felicidade?

Pensou em como as sensações de mais cedo permaneciam adormecidas, e só despertavam com a presença de Sasuke. Tocou seus lábios permitindo-se sorrir involuntária, estava se tornando tão vulnerável que não sabia mais o que fazer.

O que poderia fazer? Fugir de Sasuke? Há tempos sabia que isso não era mais uma alternativa, não era uma opção ficar longe de Sasuke. Sabia que a respostas para as sensações que a possuíam não era a fuga, a resposta para tais sensações só Sasuke poderia dar-lhe.

– Sakura!

Olhou para Ino confusa, percebendo o olhar desconfiado da amiga.

– Sim?

– Estou te chamando pela décima vez.

– Desculpa, só estava pensando.

– Não está pensando em fugir, né?

Sorriu, tomando seu suco. Seu sorriso não era debochado, chegava até ser divertido.

– Fugir? Eu jamais conseguiria fugir de Sasuke, Ino. – caminhou até a sala, sendo seguida pela loira. – De alguma forma, meu destino está ligado a Sasuke. Por mais que eu tente fugir, sou jogada de volta a ele.

– Você está certa, quem diria que veríamos Sasuke outra vez.

– Eu jamais imaginaria que o garoto que me fez tão mal na adolescência seria o responsável por me trazer sensações tão novas. – mordeu o lábio inferior reprimindo um sorriso irônico. – Será Sasuke o homem que conseguirá quebrar minhas defesas? O destino seria tão contraditório assim?

– Sim Sakura, ele seria. – Ino lhe sorriu, um sorriso misterioso, como se estivesse se divertindo com uma piada interna. – Vamos assistir The Vampire Diaries? Preciso ver o tanquinho do Damon.

– Estou com saudades do meu marido, aquele sim merece a minha atenção.

As duas riram cumplices, se aconchegando no sofá. Aquela seria mais uma tarde de brigadeiro e sua séria favorita, iria relaxar e esquecer-se de tudo por um segundo, e as cenas com seu adorado Damon a ajudaria.

–*–

Olhou para o livro de receitas em cima do balcão, colocando as mãos na cintura. Definitivamente não era uma mulher feita para cozinhar, nessas horas queria ter o dom de Ino. Conseguia até ouvir a voz de sua mãe em sua cabeça:

“Você sabe cozinhar, Sakura, só precisa deixar de preguiça.”

Soltou uma risada divertida, como poderia ser filha de Mebuki Haruno e não saber cozinhar? Só podia ser do contra, mas para sorte de seu irmão ele herdara, até conseguia lembrar-se do brigadeiro perfeito do seu irmão, e da risada debochada do mesmo ao lembrar-se de seus desastres culinários.

Deveria ter pedido algumas dicas para Ino sobre culinária, mas resolveu não contar para loira que estava planejando fazer um jantar. Bem, não era um jantar romântico nem nada, era mais um jantar “obrigada por me deixar ficar na sua casa, e desculpa acabar com sua Nutella”, mas porque estava tão nervosa?

Talvez fosse pelo fato de Sasuke cozinhar divinamente, e ela só fazer um simples miojo, na verdade até seu miojo não era lá grande coisa. Resmungou, a culpa era de Sasuke, quem mandara ser tão perfeito? Rum! A culpa era dele, não dela.

Olhou para o relógio que marcava 20h00min, Sasuke não tinha há avisado que horas voltaria, mas geralmente as pessoas jantavam àquela hora. Não sabia essas coisas básicas, pois sempre comeu em horários errados, não tomava café, almoçava à tarde, jantava de madrugada, essas coisas a impossibilitavam de ser alguém normal.

Qual a única coisa que sabia fazer além de gelo? Salada! Isso! Faria salada. Mas não uma simples salada, seria a salada mais divina do planeta que até os programas culinários a invejariam.

Abriu a geladeira pegando os ingredientes, as lavando em seguida. Cortou algumas rodelas de tomate, levando uma a boca.

– Melhor fruta do mundo. – exclamou, sorrindo. Tomate era delicioso.

Terminou a sua salada, sorrindo com o resultado. Estava perfeita, e se Sasuke discordasse levaria um chute. Caminhou até a sala, se deitando no sofá, agora só precisava esperar Sasuke chegar. Queria ver a cara do moreno ao ver o jantar que havia preparado. Será que ele a sorria daquela forma fora? Sorriu, estava se tornando uma boba.

–*–

Seu dia havia sido estressante, a única parte boa fora ter Sakura em seus braços, mas nem isso pudera aproveitar. Passou a mão pelo cabelo o despenteando, enquanto abria a porta. Imaginara que pela hora Sakura já deveria estar dormindo, e ao ver o corpo adormecido da mulher em seu sofá teve a certeza.

Tocou o rosto de Sakura, tirando os cabelos rosados de seu rosto. Pegou Sakura nos braços com um cuidado impar, olhando com atenção para o rosto angelical a sua frente. Sentiu Sakura se aconchegar em seu peito, e um sorriso leve surgir em seu rosto.

– Sasuke, você é um idiota.

Sorriu de canto a olhando, nem dormindo ela conseguia deixar de insulta-lo. Mas seu sorriso logo sumira ao ver a mesa posta, voltou o olhar para o rosto de Sakura, e suspirou pesadamente.

– É Sakura, sou realmente um idiota.

Deitou o corpo adormecido de Sakura na cama, olhando ternamente para a face leve de Sakura, desejando ter chego mais cedo. Tocou a bochecha rosada de Sakura, a olhando com carinho, Sakura já era dona de seu coração mesmo sem querer.

Notas finais
Ok, não me matem por esse final, a culpa é do Sasuke por morar no trabalho! kkkkk. O que acharam do capítulo? Acham que o motorista de Sasuke vai dar trabalho? E Sakura irá contar para Sasuke a verdade? Hummmm, quero saber o que acham, beijoss