Destino
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Queria entender porquê tudo acontecia consigo. Suas ações poderiam ser consideradas impensadas e feitas por teimosia, mas não era.
Quando decidiu entregar Sasori sabia que estava se metendo em sérios problemas, mas não poderia ver ele continuar roubando na maior cara limpa. E graças à sua decisão, acabou em uma cama de hospital.
Não estava muito diferente agora, graças à sua decisão de não contar o que estava acontecendo a Sasuke, estava de novo no hospital.
Não estava arrependida, fez aquilo para impedir que Sasuke matasse mais alguém. Suas decisões eram feitas por motivos que julgava serem certos, por isso não entendia o por quê sempre acabava machucada no final.
Sempre acontecia coisas ruins, independente de suas boas intenções.
Apertou suas mãos, respirando profundamente.
O médico acabará de sair, pedindo que descansasse um pouco. Mas não podia, não quando sabia que Sasuke poderia estar matando Jesse.
Sentiu todo seu esforço se tornar inútil, no final Sasuke estava fazendo o que tanto temia, estava matando Jesse.
A vida poderia lhe pregar peças o quanto quisesse, mas nunca entenderia às ações de Sasuke.
O moreno a confundia de uma maneira insana, suas ações não faziam o menor sentido.
Sasuke sempre foi o tipo de homem que não se importava com nada, e de repente tinha virado leão feroz e protetor, e logo com ela.
Suspirou.
Jamais entenderia Sasuke, teria que se contentar com metade das verdades dele.
– Sah!
Ino entrou gritando no quarto, abraçando Sakura fortemente.
– Nunca mais nos assuste assim.
Retribuiu o abraço, olhando para a feição séria de Gaara.
– Ino, está doendo.
– Desculpe. – a loira sorriu sem graça.
– Não vai falar nada?
Perguntou olhando para Gaara, que descruzou os braços, andando em sua direção.
– Se me esconder algo do tipo de novo, eu irei te trancar naquele apartamento. – ameaçou.
Sakura sentiu os braços de Gaara a abraçarem, sorriu.
– Desculpe te esconder a história do Jesse.
– Não faça mais isso.
Balançou a cabeça em afirmação, vendo o olhar sério de Gaara suavizar.
– Eu posso ir para casa?
– Sim. Falamos com o médico e ele disse que você já pode receber alta.
– Graças à Deus.
Suspirou aliviada, odiava hospitais.
– Mas temos que esperar Sasuke.
– Não! – falou rapidamente.
– Porquê?
Ino a olhou, confusa.
– Eu preciso ficar um pouco sozinha. Mande ele nos encontrar em casa.
– Tudo bem.
Gaara lhe ajudou a levantar, segurando sua cintura.
– Obrigada. – sorriu levemente.
– Eu vou assinar sua alta. – Ino avisou saindo.
– Você o deixou louco. – Gaara sussurrou, enquanto iam em direção ao estacionamento.
– Quem?
Perguntou confusa, o olhando.
– Sasuke. – o olhou, surpresa. – Você tinha que ver como ele ficou descontrolado ao ouvir sua voz.
Desviou o olhar para o chão, tentando impedir a sensação estranha que lhe invadia ao ouvir isso.
– Acredite, eu vi. – disse por fim, entrando no carro.
Fechou os olhos, deitando no banco de trás do carro, e escorando suas costas na porta.
– Voltei. – Ino disse, entrando no carro.
Fechou os olhos, pensando no que Gaara tinha falado.
Por quê você se importa tanto, Sasuke? Por quê?
O seu maior desejo era entender porquê Sasuke vazia isso tudo por ela, não tinha sentido.
Eles sempre se odiaram, e de repente ele volta querendo mudar tudo. O ódio que construiu por Sasuke foi moldado por anos, e de repente ele volta querendo destruir isso.
Anos longe dele, e de repente tudo muda. Um encontro em um beco, e sua vida vira de cabeça para baixo.
Sorriu.
Ironicamente tinha o reencontrado fingindo dos capangas de Sasori, e ele a salvara. Sasuke sempre estava a ajudando, mesmo que inconscientemente.
Sua vida estava coberta de perigos, e Sasuke parecia a salvar de todos.
Então por quê era tão difícil aceitar a ajuda dele? Sua mente a questionava.
Talvez o motivo de tanta teimosia em aceitar fosse o fato de ficar mais perto de Sasuke. Não gostava de como se sentia diferente perto de Sasuke. Era uma sensação estranha que a deixava mais leve.
Tinha medo dessas novas sensações, tinha medo do que isso poderia significar.
– Chegamos.
Gaara informou, a tirando de seus conflitantes pensamentos.
Sentou com um pouco de esforço, pela perna machucada. Mas já estava cansada de ser carregada para todos os lugares. Não gostava de precisar da ajuda das pessoas, era muito orgulhosa.
– Ei, calma apressadinha. – Gaara abriu a porta, a ajudando a ficar em pé.
– Odeio isso. – revirou os olhos.
– O que?
Ino perguntou, abrindo a porta do elevador.
– Precisar da ajuda das pessoas, não gosto de ser um estorvo.
– Você não é um estorvo. – Gaara e Ino falaram ao mesmo tempo.
– Hum. Eu só quero tomar um banho e me deitar.
Fala entrando em seu apartamento.
– O que aconteceu com a parede?
Perguntou confusa, olhando para a parede rachada.
– Sasuke aconteceu.
Olhou surpresa para a loira.
– Sasuke fez isso?
– Sim.
– Nossa – olhou para a parede ainda surpresa. – Não sabia que ele era tão forte.
Passou os dedos pela rachadura, estupefata com a força de Sasuke.
– Acho que vou tomar banho. – disse andando em direção ao seu quarto, sem esperar por respostas.
Entrou em seu quarto, finalmente se sentindo confortável. Ali era a sua fortaleza contra o mundo. Nada a atingia quando estava em baixo de suas cobertas escutando uma boa música.
Se despediu, entrando no banheiro. Ligou o chuveiro, sentindo a água quente entrar em contato com a sua pele.
As lembranças de Sasuke batendo em Jesse não saíam de sua mente, a força como ele liberava sua raiva era intrigante.
Conseguiu visualizar a expressão enfurecida de Sasuke ao ouvir Jesse gritar que ela era dele. Sentiu seu corpo se arrepiar quando viu aquele imensidão negra a olhando, como sd quisesse a questionar se isso era verdade.
Sentir os braços de Sasuke a segurarem daquele jeito protetor, a acalmou. Sentiu-se segura, como se nada pudesse a atingir enquanto estivesse ali, e acreditava fielmente que isso era possível.
Tocou seus lábios, lembrando de como Jesse quase os tocou. Fechou os olhos com força, reprimindo às lágrimas. Teve tanto medo que ele conseguisse.
Enrolou a toalha em seu corpo, desligando o chuveiro. Trocou de roupa, saindo pronta do banheiro. Tinha vestido uma calça e uma blusa preta de moleton. Queria esconder aqueles machucados, queria esquecer que esteve nas mãos de Jesse.
Secou os cabelos, os penteando. Passou perfume, e uma leve maquiagem, tentando esconder o corte em seu rosto, uma tentativa inútil.
Saiu do quarto, ouvindo barulho de vozes, mas uma em especial chamou a sua atenção. Uma voz grossa e ao mesmo tempo aveludada. Fria, mas também com um calor envolvente.
Balançou a cabeça, tentando tirar esses pensamentos da sua cabeça. Não iria a enlouquecer.
– Sah, que bom que terminou o banho, o almoço está pronto. – a loira sorriu.
– Eu não estou com fome, desculpe Ino.
Andou em direção ao sofá, sentando no mesmo. Podia sentir o olhar de Sasuke a acompanhar.
– Precisamos conversar.
Olhou para Sasuke, encontrando sua expressão fria.
– Eu sei. Mas pode ser em outro lugar?
Perguntou, desviando o olhar. Não conseguia ficar o olhando por muito tempo sem se sentir constrangida.
– Vamos. – Sasuke pronunciou, sua voz continuava fria.
– Não vai almoçar com a gente, Sasuke?
– Não, Ino. Vou levar Sakura para dar uma volta.
– Tudo bem. – Ino sorriu. – Tchau, Sasuke.
– Tchau, Ino. Até logo Gaara.
– Até Sasuke. – Gaara se despediu de Sasuke.
Sakura deu um leve aceno, que foi retribuído pelos dois.
Entrou no elevador, olhando seu fiel amigo, o painel. Sentia o olhar profundo de Sasuke em si, a deixando sufocada. Ficar num lugar fechado com Sasuke não era bom, sentia uma sensação estranha. O olhar de Sasuke dizia que ele poderia agarra-lá a qualquer momento.
Saiu apressada do elevador, ao ver as portas se abrirem. Mas logo sentiu os braços de Sasuke envolverem sua cintura.
– Não faça esforço, seu ferimento irá abrir.
Não conseguiu evitar o tremor em seu corpo, ao sentir a respiração de Sasuke bater contra seu pescoço. Precisava manter uma distância segura de Sasuke por algum tempo. Sua mente não estava em seu juízo perfeito, e tinha certeza que seu corpo não sabia o que era juízo.
– Não farei.
Entrou no carro rapidamente. Poderia estar ficando paranóica, mas tinha jurado ver um sorriso de canto no rosto de Sasuke. Ele parecia se divertir em deixa-la louca.
– Para onde vamos?
Colocou o cinto, virando para Sasuke. Mas ele parecia evitar lhe olhar.
– Para minha casa.
Disse por fim, ligando o carro.
Franziu o cenho, irritada. Se ele queria bancar o frio, ela iria ser um perfeito iceberg.
Virou o rosto para o lado, vendo a paisagem. Sorriu, sentindo o frio da noite.
Sabia que aquilo não iria acabar bem, toda vez que Sasuke estava irritado e inventava de conversar, eles brigavam.
Se ele não faria nenhum esforço para entender seu lado, não iria entender o dele.
Fechou os olhos, suspirando.
O caminho até o prédio de Sasuke fora em total silêncio, nenhum dos dois estava a vontade para pronunciar algo, o clima está realmente pesado.
Sakura estava realmente irritada, ao olhar para o rosto de Sasuke e encontrar uma expressão banhada em frieza.
Aquele Sasuke estava a lembrando o antigo ele de anos atrás. E ela tinha um profundo ódio por aquele Sasuke.
Dispensou a ajuda de Sasuke, e entrou no elevador ignorando fielmente a sua presença. Ela avia sido torturada, quem deveria estar furiosa era ela, não ele.
Encostou-se a parede, mantendo uma distância razoável, esperando ele abrir a porta.
Sasuke abriu a porta, dando lhe passagem. Entrou sem o olhar.
Andou até a sala, sentando-se no sofá.
– Então, o que você quer conversar?
Perguntou, o vendo se encostar na parede, cruzando os braços.
– Não vai falar?
Perguntou irritada pelo silêncio de Sasuke e por ele não a olhar.
– Por quê me escondeu que estava sendo ameaçada?
– Você o matou? – respondeu com outra pergunta.
– Matei. – o olhar de Sasuke era sombrio.
Sentiu à sensação de culpa a invadir, isso tudo era culpa sua.
– Considere sua pergunta respondida. – disse ainda desnorteada pela morte de Jesse.
Mesmo ele sendo um louco, não conseguia evitar sentir pena. Não conseguia deixar de se sentir culpada, era humana. Não podia fingir que era fria perante a um assassinato.
– Satisfeita? – perguntou sarcástico. – Ele morreu do mesmo jeito.
O olhou revoltada, não podia acreditar na frieza dele.
– Como pode falar com tanta frieza? – perguntou irritada, se levantando.
– Se tivesse me contado desde o início-
– Você iria matá-lo do mesmo jeito!
– Iria! – Sasuke gritou andando em sua direção. – Mas você não teria se machucado, e eu não teria que olhar para essa droga de machucado em seu rosto.
Sentiu a respiração pesada de Sasuke pela raiva bater contra seu rosto, enquanto os dedos dele tocavam levemente seu machucado.
– Isso não justifica você ter o matado.
– Eu disse para você, Sakura. Eu avisei que mataria qualquer um que a machucasse.
– Eu não gosto quando você fala assim. Me lembra o antigo você.
Se afastou, sentindo às lembranças a atingirem fortemente.
– Está com saudades dele? – debochou.
– Eu o odiava! Eu te odiava! – gritou avançando contra Sasuke.
– Porquê você era tão cretino?! – gritou revoltada. – Eu te odiava tanto, você me machucava.
Sasuke a segurou pelos pulsos, a olhando friamente.
– Era divertido.
A raiva a cegou, com toda a sua mágoa seu punho dirigiu-se ferozmente em direção ao rosto de Sasuke. Mas antes de o atingi-lo, seu punho foi parado pela forte mão do moreno, que a encarava furioso.
– Não faça isso de novo. – Sasuke apertou seu punho com força. – Eu não vou deixar ninguém me machucar, Sakura. Nem mesmo você.
– Entendi, só você pode me machucar. – sua voz estava carregada de ironia.
– Eu nunca te machuquei.
– Nunca? – repetiu amarga. – Você me fez te odiar com todas às minhas forças, para depois voltar querendo mudar isso.
– Cala boca. – Sasuke falou irritado.
– Você mata por mim, e eu continuo aqui sem ter medo de você. Isso é insano! – gritou sentindo sua mente virar uma montanha russa cheia se voltas, ironicamente odiava montanhas russas.
– Droga, Sakura! Cale a boca! – Sasuke a segurou pelos pulsos, a prensando na parede.
– Isso é tão nostálgico. – Sakura o olhou. – Você parecia se divertir com o meu ódio, por quê ele não te diverte mais? – perguntou com um olhar cínico.
Sasuke socou a parede furioso, olhando para Sakura, que não parecia assustada.
– Por quê não me socou?
– Eu jamais levantaria à mão para você. – colocou os braços em cada lado do corpo de Sakura. – Eu não sou mais o garoto que gostava de te irritar.
Sakura sentiu à respiração de Sasuke bater contra seu rosto, a deixando nervosa.
– Então quem é você agora?
Perguntou, tentando ignorar à aproximação do moreno.
– Um homem que sabe o que quer.
– E o que você quer?
Perguntou em um sussurrou, sentindo o corpo de Sasuke se aproximar do seu.
O moreno segurou sua cintura, a olhando intensamente.
– Você.
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