Destino

1 Capítulo 1 - 1991


Notas iniciais
Essa historia é um pouco diferente do habitual, ela começa em 1991, Tony ainda era um garoto recem formado.
Enjoy

17 de dezembro 1991

Época de natal, era uma noite fria na costa sul de Long Island, não havia muita neve mantendo a temperatura tolerável. Para a maioria dos moradores de Hamptons era apenas uma noite comum de preparativos para as férias de final de ano.

O silencio da noite foi quebrado através de sirenes e gritos...

Por volta das onze uma camionete em alta velocidade perde o controle derrapando caindo na contra mão batendo de frente com uma Mercedes que foi atingido por traz de outros carros que viam no trafego consequentemente girando três vezes antes de capotar alguma vezes até parar, enquanto a camionete dava de cara com uma arvore explodindo no local matando instantaneamente o motorista, os três passageiros da Mercedes sobreviveram e foram levados às pressas para o hospital para cuidados imediatos.

Os paramédicos trabalhavam incessantemente para instabilizar as lesões dos pacientes dolorosamente graves, o primeiro era um homem aproximadamente por volta de 60 anos inconsciente, sangramentos e lesões pela cabeça e no peito. O outro era uma mulher entre 45-50 anos possível traumatismo na cabeça e lesões sobre o peito, terceiro era um jovem aproximadamente 18 anos consciente, braço quebrado e ombro deslocado, corte superficial na cabeça.

Ambos os pacientes graves foram levados às pressas para sala de cirurgia, equipes medicas corriam para salvar os paciente ainda em risco, o jovem foi levado para exames e cuidados necessários para suas lesões. Após uma sessão de alguns exames, imobilização do braço o garoto inquieto e com raiva estava sendo cuidado por uma enfermeira que estava limpado seus cortes superficiais enquanto tentava obter informações.

- Seu nome?

- Anthony Edward Stark! _disse ele olhando para o nada. – Meus pais onde eles estão?

- Tenha calma em breve você vai obter informações, data de nascimento?

- 29 de maio de 1974! _responde ele ficando cada vez mais impaciente.

- O nome do seu pai e data de nascimento?

- Howard Anthony Stark, 03 de dezembro de 1925! Me diga onde estão meus pais!! _ele gritou aborrecido.

- Desculpe mas eu não posso lhe dar essa informação! O nome da sua mãe e nascimento?

Tony estava irritado, chateado e assustado, ele estava cansado, só tinha 17 anos era um gênio, formado com Ph.D em física e engenharia mecatrônica pela MIT, mas ali naquela sala de hospital não significavam nada.

- Maria Collins Carbonell Stark, 24 de julho de 1944! Agora por favor pode me dizer o que está acontecendo com os meus pais? _ele diz impaciente. – Eles estão nesse hospital? Eles morreram? Por favor me diga? _ele diz tentando se levantar da maca sendo impedido pelos enfermeiros.

- Me desculpe mas você é menor eu não posso lhe dar qualquer informação! _a enfermeira lhe diz, ele olhava irritado para os enfermeiro lutando contra suas lagrimas que escorriam involuntariamente.

- É você tem razão eu tenho apenas 17 anos e não quero descobrir amanhã pelos jornais que meus pais morreram! Então ou você diga agora o que aconteceu ou vocês vão ter que lhe dar com os advogados do meu pai! Então o que vai ser?? _ele cospe com raiva deixando todos sem ação diante da arrogância do jovem.

- Sr. Stak, meu nome é Dr. Issac, sou o chefe do ER, sei que está chateado com tudo que está acontecendo mas quero que se acalme e se me acompanhar você vai saber o que está acontecendo! _disse o médico que acaba de entrar na sala.

O enfermeiro o levou até a sala do Dr. em uma cadeira de rodas, para lhe esclarecer todos os fatos, Tony estava angustiado ele só queria estar em casa, eles chegam a sala e o enfermeiro se retira.

- Primeiramente eu gostaria de saber de você o que aconteceu esta noite? _disse o Dr. Issac calmamente.

- Estávamos voltando da Industrias Stak onde ocorreu a festa anual uma semana antes do natal, estávamos indo para casa em Hampton quando uma camionete veio desgovernada na contra mão e nos atingiu de frente eu senti o carro ser atingido por traz giramos algumas vezes até capotar depois disso só me lembro de estar sendo imobilizado e trazido para cá!

- Entendo, obrigado Anthony!

- E os meus pais? _o médico se virou para o seu monitor.

- Bem Anthony de acordo com as últimas atualizações seus pais foram levados às pressas para a cirurgia, seu pai teve algumas costelas quebradas perfuração no pulmão e lesões no pescoço e escoriações externas, sua mãe teve traumatismo craniano e sangramento interno e escoriações externas, seu sangramento foi contido, ambos foram transferidos para UTI!

Tony engoliu seco, ele estava com medo sua garganta ardia por tentar segurar o choro que era inevitável, ele sentiu as lagrimas escorrer, ele secava mas elas continuavam.

- O que vai acontecer agora? _ele tinha seu olhar assustado contido.

- Eles estão em estado grave, mas eu não quero dar um prognóstico até que sejam examinadas uma vez que recuperar a consciência. Eles vão passar uma grande parte do tempo na UTI e vai ser um longo caminho para a recuperação. Coisas podem ser difícil no caso de seu pai devido à sua idade e estresse potencial em seu coração pelo que eu vi em seus registros médicos. Você tem alguém em casa que possa vir busca-lo?

Olhando para o nada Tony balança sua cabeça negativamente. – Meu mordomo e minha governanta eles estão em casa! Eu posso ver meus pais?

- Sim vou pedir para o enfermeiro conduzi-lo até seu pais!

- Obrigado Dr.! _Tony estendeu sua mão e apertou a do doutor.

O enfermeiro o levou até o outro andar da UTI, já eram quase 5h da manhã estava tudo silencioso, Tony se levantou da cadeira e caminhou lentamente até o quarto do seus pais, era uma imagem horrível várias ataduras e tubos conectados, a única coisa que se ouvia era o som do monitor cardíaco, ele ficou paralisado com a cena o medo embrulhava no seu estomago o medo de estar sozinho. Ele sentou em uma poltrona ao lado e sem perceber o sono o consumiu. Duas horas depois uma enfermeira tocou nele para acorda-lo, Tony abriu os olhos agitado e viu a enfermeira inclinada na sua frente.

- A quanto tempo está aqui? _a enfermeira pergunta.

- Eu não sei... que horas são? _Tony esfrega seus olhos.

- Passa das 7hs. Você não tem ninguém que possa vir busca-lo?

Tony estava com a mesma camisa, rasgada e melada de sangue seu braço engessado e exausto se sentia sozinho no mundo.

- Eu posso pedir para o meu mordomo me buscar...!

- Venha comigo, vamos ligar para sua casa! _a enfermeira o ajudou a se levantar ela o ajudou a sentar próximo a recepção do andar lhe trouxe um pouco de agua enquanto fazia a chamada. Uma hora depois o elevador se abre Edwin Jarvis e Susan Parkinson saem do elevador, Susan corre e abraça Tony.

- Estávamos tão preocupados. Você está bem?

- Não sei o que é estar bem nesse momento Susan!

- Vamos levar você para casa Mestre Anthony, o Sr. precisa descansar! _Edwin coloca a mão em seu ombro.

- Eu não quero ir para casa. Vou ficar aqui até saber que eles estarão bem!

- Tony... precisa ir para casa descansar seu pais não ficaram satisfeitos ver você assim!

Ele não respondeu nada, sentou novamente lutando contra o cansaço, Edwin e Susan se entreolharam a tristeza nos olhos do garoto era profunda. Eles decidem ficar com Tony e esperar por notícias, Tony ia a todo momento ao quarto de seus pais com esperanças de vê-los acordados. Algumas horas se passaram, Tony cada vez mais impaciente o tempo parecia uma eternidade até por das 2hs da tarde Obadiah Stane vice presidente das Industrias Stark e amigo da família chega ao hospital.

- Tony meu garoto, como você está? Onde estão seus pais? _ele o abraça.

- Até agora nenhuma alteração....

Obadiah fez uma expressão triste. – Você precisa ir para casa Tony descansar.

- Vou ficar aqui, eu quero saber imediatamente quando houver alguma mudança!

- Você precisa se recuperar, vá para casa eu prometo para você que vou ficar aqui no caso de haver alguma mudança, irei ligar imediatamente para você! Você não vai se recuperar ficando em uma sala de espera.

- Sr. Stane tem razão Tony. _Susan concorda.

- Vamos leva-lo para casa, você come alguma coisa descaça então volta a hora que quiser! _Edwin tenta convence-lo.

- Tudo bem...

Tony acaba cedendo e volta para casa com Edwin e Susan, ao chegarem em casa a única tarefa era garantir que Tony ficaria confortável e tomar todos os cuidados. Com uma grande dose de dor e uma quantidade razoável de constrangimento por parte de Tony com a quantidade de ajuda que ele precisava, ele tomou um banho, ficou confortável em uma camiseta e calças de pijama, comeu uma verdadeira jantar e em seguida se arrastou para a cama. Levou apenas alguns minutos antes que ele estava dormindo.

Susan espiou Tony algumas vezes durante as horas certificando que ele estava bem. Depois de uma boa noite de sono Tony acorda pela manhã, Edwin deu-lhe um olhar para ele e lhe serviu seu café da manhã. Todos eles foram abalados e tentando não demonstrar. Após o café da manhã Tony foi dormir, algumas horas depois o telefone toca e Edwin atende.

- Susan acorde Anthony é do hospital.

Notas finais
Por favor me digam o que pensam!