Destino

1 O Início


Notas iniciais
Yo minna-san! Primeira longfic e primeira fic sobre Kuroshitsuji, então por favor, peguem leve. A fanfic se passa nos tempos atuais, muuuitos anos depois da morte de Alois. É como se após a morte do loiro, Claude tivesse vivido normalmente até agora. Ou seja, ele não morreu. Esse primeiro capitulo é apenas um introdução. O personagem Floyd é criação minha e será importante em determinado momento. Não usei nenhum personagem da série porque não se encaixava no que eu queria. As palavras que estão grifadas possuem explicações. É só encostar que o significado aparecerá. PS: O Claude é um demônio nesta fic, ok? E ele aparecerá em breve Boa leitura, espero que gostem

O rosnado feroz ecoou pelo local. O lobo provavelmente havia sido atraído pelo cheiro do sangue que fluía abundantemente e tingia sua roupa púrpura rapidamente em vermelho. A dor se alastrava pelo seu corpo e enublava sua visão, mas ainda podia ver o animal na sua frente, prestes a ataca-lo.

Encarava o teto de lona da sua barraca. Seu coração batia fortemente em seu peito e seu rosto estava levemente molhado pelo suor. Um formigamento incômodo fazia-se presente no mesmo local onde, no sonho, havia um grave ferimento.

Sentou-se em seu colchonete e passou a observar Floyd, o amigo com o qual estava dividindo a barraca na excursão escolar, que ressonava levemente e tinha o sono tranquilo. Decidiu varrer aquele estranho sonho de seus pensamentos, afinal era apenas um sonho.

Retirou seu edredom e engatinhou em direção ao outro garoto. Parou sobre ele e passou a observa-lo. Os cabelos ruivos e lisos, o rosto levemente sardento. As pálpebras fechadas impediam-no de ver os belos olhos verdes do menor.

– Floooyd.

A voz levemente manhosa fez o ruivo acordar. Este olhou para o garoto sobre si e deu um sorriso, para logo depois responder com uma falsa voz indignada.

– Alois, não acredito que me acordou para isso.

O loiro sorriu e passou a língua sobre os lábios, num gesto característico seu. Aproximou seus rostos e deu um beijo na bochecha sardenta, para logo em seguida começar a depositar beijos na face do garoto. Parou por um breve instante e rumou para o seu pescoço, onde distribuiu leves mordidas, arrancando suspiros baixos do ruivo.

Voltou-se então para a boca deste, que exibia um sorriso, e capturou seus lábios. O beijo era urgente. As línguas travavam uma batalha, hora na boca do menor, hora na do maior. Separaram-se ofegantes e Floyd levou suas mãos para a camisa de Alois, a fim de tirá-la. Este ajudou, para logo depois tirar a do outro também.

O loiro beijou-o novamente, mas desta vez o beijo era lento, sem deixar de ser prazeroso. O ruivo acompanhou-lhe neste ritmo, lambendo e mordiscando seus lábios. As mãos percorriam os corpos tão conhecidos, afoitas por um contato maior. As ereções tocavam-se, arrancando suspiros de ambos. O maior abaixou a calça do pijama do garoto sob si e passou a estimular o membro deste, que gemia sem pudor. Os lábios dele mordiam o pescoço alvo, marcando-o.

Um barulho vindo do lado de fora fez com que os dois rapidamente se arrumassem, cada um em seu colchonete, fingindo dormir. Em questão de segundos, uma mão abria o zíper da barraca e, apesar do escuro, foi possível distinguir o rosto da professora percorrendo todo o perímetro desta. O zíper foi novamente fechado e a voz dela fez-se presente:

– Eles também estão dormindo. Deve ter sido algum animal que provocou esses barulhos.

Passos se afastando revelavam que as pessoas que estavam com ela acreditaram no que havia sido suposto. Porém, se alguém tivesse olhado mais atentamente, veria dois garotos cujas respirações estavam irregulares demais para quem estava simplesmente dormindo.

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Andavam pela trilha que os guiaria para fora da floresta, encerrando assim a excursão e o acampamento escolar. Os dois garotos, como de costume, andavam lado a lado e conversavam futilidades. Porém, uma conversa entre duas garotas, uma morena e outra com os cabelos castanhos claros, logo atrás deles fez com que se calassem e prestassem atenção no que diziam.

– Eu também ouvi uns barulhos estranhos e não pareciam ser animais.

A morena sorriu maliciosamente e disse:

– Pra mim pareciam mais gemidos.

Ambas riram daquela alternativa e começaram a falar o quanto seus cabelos ficaram ressecados devido à noite que passaram naquela floresta úmida.

O loiro olhou de esguelha para o menino ao seu lado, notando imediatamente como este possuía as bochechas coradas e estava nitidamente constrangido.

– Nee Floyd, você é muito barulhento. Geme alto demais.

O comentário indiscreto do amigo fez com que seu rosto se avermelhasse ainda mais, o que causou uma crise de riso no outro.

– Para Alois, que saco. – Murmurou irritado. Este apenas continuou a rir, mas não continuou a provoca-lo. Afinal, brigar com ele por algo tão idiota era a última coisa que queria.

A caminhada pela trilha estendeu-se por mais meia hora, para finalmente chegarem à entrada da Reserva Florestal. De lá, todos os alunos foram liberados para irem para suas respectivas casas. O ruivo despediu-se do amigo e saiu andando calmamente, enquanto o loiro seguia o caminho oposto.

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– Tadaima – O garoto exclamou ao abrir a porta de madeira de sua casa. Entrou na sala espaçosa e jogou a mochila e seu colchonete sobre o sofá. Estranhou o fato da mãe não ter ido recebê-lo, já que ele falara alto o suficiente para que qualquer um dentro da residência pudesse ouvi-lo.

Em passos rápidos, foi em direção à cozinha e encontrou os pais sentados à mesa. A bela mulher de cabelos loiros escorridos e bondosos olhos castanhos estava de mãos dadas com o homem de sedosos fios pretos e profundos olhos azuis. Ambos tinham uma expressão séria marcando o rosto. Indo na direção deles, falou sorridente:

– Ohayou.

– Ohayou filho. Como foi o acampamento? – A mãe perguntou-lhe enquanto depositava um leve beijo sobre suas bochechas

– Divertido – Caminhou até o pai, cumprimentando-o da mesma forma que fez com a mãe. Ia começar a contar tudo o que fizera, quando seu progenitor cortou-o.

– Filho, precisamos ter uma conversa séria com você.

O menino olhou-o com certo receio e sentou-se à mesa. O pai só falava naquele tom quando tinha algo realmente importante para comunicar, ou alguma reclamação a fazer.

– O que irei dizer não é algo que eu goste, porém é necessário. Sabe que a situação aqui em casa não está muito fácil na parte financeira, não sabe?

– Sim.

– Pois bem, ontem sai com um amigo que também é advogado e acabei contando o que está ocorrendo por aqui. Ele disse que poderia me indicar para alguns clientes dele e foi o que fez. Hoje ele me ligou com a proposta de um cliente, para eu ser o advogado da empresa dele. O salário é ótimo e irrecusável.

– Isso é ótimo pai. Mas o que tem de tão sério nessa conversa?

A pergunta foi respondida rapidamente.

– A parte séria é que teremos de nos mudar daqui.

O garoto arregalou levemente os olhos e perguntou temeroso:

– Vamos mudar de cidade?

Os dois adultos encararam-se com pesar, já imaginando qual seria a reação do filho ao ouvir a resposta.

– Não. Vamos ter que sair da Irlanda e ir para a Inglaterra.

O silêncio predominou no local. O garoto parecia assimilar o que havia acabado de ouvir, o que não demorou muito. Os olhos azuis começaram a cintilar e as lágrimas não tardaram a cair, manchando a tez pálida.

– Eu não quero me mudar pai. – A voz já se encontrava embargada devido ao choro, e ele continha alguns soluços.

– Desculpe filho, mas não tem outro jeito. – Levantou-se e dirigindo-se para fora da sala, completou – De qualquer forma, só iremos nos mudar daqui um mês.

Assim que o mais velho saiu, o mais novo também se levantou e retirou-se do aposento, indo para seu quarto. Deitou na cama e começou a pensar. Como seria estar em um lugar onde seus únicos amigos são seus próprios pais?

E como seria separar-se de Floyd, seu melhor amigo, depois de tanto tempo juntos? Iria conversar com este amanhã mesmo. Ele aproveitaria ao máximo este último mês.

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1 mês depois

Os dois garotos estavam abraçados na frente da casa do ruivo. Esses últimos trinta dias passaram extremamente rápidos. Era como se o tempo quisesse que eles se separassem o quanto antes.

– Alois, acho que isso é um adeus né?

O loiro sorriu tristemente para o outro. Queria muito poder dizer que não, mas não seria a verdade. Estava apavorado. A ideia de ir para um lugar desconhecido, onde só tem pessoas desconhecidas era horrível para ele. Sentia como se estivesse prestes a começar uma nova vida. Porém, não queria desfazer-se da antiga.

Ele não respondeu a pergunta, só deixou-se levar pelo que estava sentindo. As lágrimas transbordavam todo o sentimento que havia dentro de si. Medo do desconhecido, raiva, nostalgia, medo da separação e frustração por nada poder fazer para mudar tudo isso.

– Oh Floyd. – Sussurrou baixinho enquanto abraçava-o mais forte. O outro correspondeu ao abraço, sentindo seus olhos também lacrimejar.

– Alois, você sabe. Eu gosto muito de você.

Dando um sorriso, o maior soltou-o e olhando em seus olhos respondeu:

– Eu também gosto muito de você.

Mal terminou de falar, puxou-o pela cintura e colou seus lábios. As línguas enroscavam-se numa última e bela dança. As mãos procuravam sentir pela última vez o corpo um do outro. Pela primeira vez não se importaram se estava passando alguém na rua ou se tinha alguém vendo. Não iria mais fazer a mínima diferença.

O loiro descolou seus lábios, mas manteve-se próximo ao outro. Suas testas estavam coladas e eles podiam sentir suas respirações ofegantes. Com a voz embargada e o rosto banhado em lágrimas, ele sussurrou baixinho, para somente o ruivo ouvir.

– Adeus Floyd.

Dizendo isso, selou levemente seus lábios e virou-se, andando lentamente em direção a sua antiga casa, onde seus pais estavam esperando-o para irem ao aeroporto. Pode ouvir os passos do amigo e a porta batendo com força. Olhou para trás e pode vê-lo olhando-o da janela. Um sorriso triste enfeitou seu rosto e ele continuou seu caminho.

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado e que passem a acompanhar a fic. É a primeira longfic que tenho coragem de postar, então sei que não está lá aquelas coisas. Mas é errando que se aprende né? E por favor, deixem reviews dizendo o que acharam da história, se gostaram da maneira como foi escrita e tals. E será que alguém já desconfia o que foi esse pesadelo do Alois? -q Ah, a fic deveria estar tbm no gênero Sobrenatural, mas a autora baka não achou @_@' Obrigada por lerem Reviews, onegai.