Notas iniciais
Todas as minhas fanfics são sobre The Walking Dead, tenho outras 3.

Está é a primeira história que posto aqui neste app. Caso gostem e queiram que eu continue é só avisar. Me digam oque vocês acharam, a opinião de vocês é muito importante para mim.

"Daryl Dixon está brincando com fogo, e com certeza ele vai se queimar."

*Magna|Fox

Daryl Dixon foi o meu amor na adolescência, e por tabela meu quase irmão, pois o pai dele era namorado da minha mãe, bom isso não o tornava meu irmão de fato... Acontece que eu tive que morar com eles quando perdi a minha mãe, ela sofreu um infarto, e eu como filha única fiquei sem ter onde ficar já que a casa onde morávamos era alugada, e o meu pai eu nunca conheci, acho que nem minha mãe fazia a menor idéia de quem ele era, afinal ela saia com tantos caras que mal tinha tempo de decorar os nomes, a típica "vadia da cidade" era assim que os vizinhos a chamavam, mas ela não dava a mínima para isso, dizia que é melhor ser vadia doque tapada como a maioria deles eram.

Os Dixons era uma família complicada, até eles bem sabiam disso, mas eu era bem mais complicada que eles, na verdade os D como eu costumava chamar, não souberam lidar com o Furacão chamado Magna Fox... Não os culpo, no lugar deles eu também não saberia, afinal as vezes me entender é um enigma até para mim mesma.

Aos dezesseis anos eu cheguei na casa dos D, e os dois filhos de Joe Dixon não foram nada hospitaleiros, muito pelo contrário, eram dois caipiras sem educação e sem senso do ridículo, eu percebi logo de cara que aquilo não ia ser fácil, como abrir a mente de pessoas tão preconceituosas e burras?
Sem ofensa, mas os Dixon's no geral pareciam viver dois século atrás do que estávamos, eram pessoas de mente totalmente fechada, um bando de trogloditas no melhor estilo caipira, devem realmente ter vindo da época dos homens da caverna.
Joe o D mais velho, era um alcoólatra, ao qual eu nunca senti nenhum vínculo por mínimo que fosse, eu era nova, mas já entendia tudo, ele meio que pensava que eu era minha mãe, talvez pela aparência muito semelhante a dela, ou pelo jeito livre de ver o mundo, eu não me importava com os tabus, muito pelo contrário eu passava por cima deles, mas isso não quer dizer que eu sairia com um velho asqueroso como meu padrasto, o velho bebe tanto que o seu pau não deve nem levantar, patético ele ter olhos para mim, afinal ele tinha idade para ser meu pai.

Quando Elisabeth Fox morreu, o mundo do velho desabou, era a segunda morte que ele enfrentava, primeiro foi a mãe de seus filhos, uma mulher simples e recatada, e depois foi a minha mãe, totalmente o contrário da sua primeira esposa.
As duas mulheres as quais ele dizia amar apesar das diferenças de ambas, eu sei que pode soar frio oque eu vou dizer, mas eu não sinto o mínimo de pena de Joe, ele é apenas um velho covarde que não sabe lidar com os próprios sentimentos, e por isso desconta nas pessoas em sua volta, principalmente no filho mais novo que é o carrasco do pai. Eu nunca entendi como Daryl Dixon aguenta todas aquelas humilhações calado, mas foda-se se ele quer ser o cachorrinho do papai não sou eu quem vou esquentar minha cabeça com isso, vida patética.

Merle Dixon é o filho mais velho, ele tem uns dez anos a mais doque eu, e nunca me viu como da "família", sempre me enxergou como um pedaço de carne pendurado no açougue, ao qual ele sempre jurou que um dia compraria, na verdade isso meio que virou uma obsessão doentia, e o pai dele odiava ver a forma como o filho dava em cima de mim. Oque mais me causava náuseas era saber que com o meu padrasto não era diferente, no final pai e filho me queriam como um troféu, talvez só não me tomassem a força pela minha pouca idade em comparação a deles.

Tudo oque eu fazia era motivo para os dois acharem que eu estava querendo provoca-los, uma roupa, um sorriso, ou até mesmo quando eu me calava.
Merle Dixon não era tão nojento como o pai, ele sempre foi mais humano, apesar de demonstrar interesse por mim, pelo menos ele não me tratava como um lixo, não me xingava e humilhava como o pai dele fazia.
Até que para um velho Merle tinha seu charme, ops... até que o rapaz tinha seu charme, ele odiava quando eu o chamava de velho, e eu sabia disso então usava sempre só para poder o provocar.
Acho que se eu fosse um pouco mais velha eu o usaria para me divertir, não era uma má idéia, mas existem tantos homens por aí, então porque eu me colocaria na encrenca de sair com Merle Dixon, o homem mais chucro e mal educado da cidade? Acabou que a gente tem um tipo de amizade, eu deixei claro que jamais ficaria com ele, e por fim ele acabou aceitando, mas eu jamais escaparia das suas piadas de mal gosto e insinuações irritantes, ninguém escapa.

Já Daryl Dixon o filho mais novo, deis do momento em que eu pisei em casa ele mal olhou para mim, ele sempre falou pouco, e era claramente o oposto dos outros Dixons, nem parecia que dividiam o mesmo sangue.
Daryl já tinha vinte e três anos quando eu cheguei para morar na casa, ele era um homem muito bonito e exótico, dono dos olhos mais azuis que eu já vi na vida, seu corpo é bem definido, mesmo ele não fazendo exercícios físicos, músculos naturais, resultado de muito trabalho duro em uma oficina de carros na pequena cidade de Woodbery em Atlânta.
O Dixon mais novo, é o único na família que tem um trabalho digno, já que Joe vive da pensão da mãe dos filhos, e Merle Dixon é o traficante da pequena cidade.
Foi uma adaptação difícil para mim no começo, mas logo eu dominei a casa toda, não deixando espaço para mais nada. Como eu disse, eles tiveram que se acostumar com o furacão Magna Fox, uma adolescente totalmente irresponsável, assumo.

Moravamos em uma casa de dois quartos, um ao qual Joe cedeu para que eu dormisse, e o outro que os dois irmãos dividiam, enquanto o pai passou a dormir na sala.
Daryl ao contrário dos demais na casa, nunca demonstrou ter interesse algum por mim, ou ele disfarçava muito bem... é prefiro pensar que ele disfarçava bem, afinal quem não desejaria uma gata como eu? Impossível! Se eu pudesse, eu até me pegaria.
Talvez eu não fosse o tipo de garota que chamava a atenção dele, e isso sempre me deixa ainda mais irritada, o cara era bem interessante, poderíamos se divertir bastante juntos se ele não fosse tão ignorante e fechado.

*

Alguns meses depois, eu já tinha dezessete, e Merle me arrumou um emprego em um puteiro da cidade, Joe não gostou nada da idéia de eu trabalhar naquele lugar, dizia que quem trabalha em local de puta, puta é, mas não era escolha dele, apesar de eu viver no mesmo teto que os Dixons isso não significava que algum deles mandaria em mim e eu logo tratei de deixar isso bem claro para que não houvesse dúvida.
Ser chamada de puta não me ofendia, minha mãe foi chamada assim a vida toda, até mesmo depois de morta, todos os dias Joe fazia questão de dizer " Você é uma puta igual a sua mãe", no fundo eu acho que acabei me acostumando, é como uma herança de família.

Eu ficava no bar servindo as bebidas enquanto os homens se divertiam com as mulheres, era um trabalho digno apesar de tudo oque rolava por debaixo dos lençóis, homens traindo suas esposas, fetiches sexuais macabros, coisas das quais eu nao tinha nada a ver, eu estava ali exclusivamente para servir bebidas, então nunca metia o meu nariz onde não era chamada. Todos os Dixon's frequentavam o Puteiro da Shaiene, esse era o nome da minha patroa, e por consequência o nome da zona que fedia a sexo e drogas.
Não que isso me importasse, por um lado foi excitante entrar naquele lugar, sexo sempre foi uma coisa que eu adorava, e drogas nunca foi nenhum tabu para mim, o lado negativo de ser criada por uma mãe que acreditava no liberalismo é exatamente esse, eu não tinha limites e isso me fazia falta muitas vezes. Mas só as vezes.

Logo na primeira noite de trabalho eu pude analisar bem os D, Joe é o velho que bebe tanto álcool que não consegue finalizar o sexo com as mulheres, elas devem dar graças a Deus por isso, Merle é o tipo de cara que faz de tudo para satisfazer qualquer desejo insano de qualquer mulher, principalmente as que gostam da libertinagem.

Já Daryl Dixon, deis da primeira noite sempre me foi uma incógnita, só ficou bebendo o tempo todo, foi assim do primeiro dia, até agora que já se fez um mês e meio de trabalho. Talvez ele não curta mulheres, e nada de errado nisso, eu acredito que as pessoas são livres para amar quem elas quiserem, eu já tive algumas namoradas, namorados, tudo ao mesmo tempo, e eu gosto disso, da liberdade de poder ficar com quem você quiser, como dizia a minha mãe, porque juntar seu corpo com uma pessoa só se você pode juntar com várias.
Isso foi oque mais atiçou a minha curiosidade em relação ao Dixon mais novo, imaginar o quanto ele poderia ser bruto na cama, um homem sexy e viril desse jeito poderia realizar os desejos mais íntimos, insanos e sujos de um ser humano, por que não os meus? Aliás eu sempre fui cheia de desejos impuros e nunca me envergonhei disso.

Em casa Daryl Dixon sempre se limitou a me responder somente o necessário, ele era como um animal selvagem e arisco, e logo de cara eu percebi que me daria bastante trabalho para domar, mas eu sempre adorei animais selvagens, não é atoa que eu e minha mãe tinhamos uma cobra de estimação, eu sempre fui boa nisso de domar animais selvagens e Daryl Dixon era o mais interessante que eu já havia encontrado. Era uma questão de tempo até ele cair na minha, afinal eu era a cobra da história, e ele somente a presa, eu o dobraria uma hora ou outra e mais, eu adorava esse jogo de sedução, eu sabia que ele estáva brincando comigo, só que ele estava subestimando a jogadora que eu era, eu era muito melhor doque ele podia imaginar.
Daryl Dixon estava brincando com fogo, e com certeza ele iria se queimar.

*

Foi em uma noite comum que tudo começou, que eu tive a confirmação de que ele estava realmente no jogo, eu estava debruçada sobre o balcão, o movimento do bar estava calmo, Joe já havia ido embora mal aguentando com as próprias pernas de tão bêbado, Merle transava com duas garotas as quais ele havia pagado muito bem para isso, eu também fui convidada para a festinha, mas Merle Dixon não era exatamente o tipo de homem que me atraia, nunca seria, não posso dizer o mesmo das garotas, a festinha valeria a pena só por elas estarem presentes, mas Charlote deixou bem claro que não queria me ver fazendo sexo com ninguém dentro da boate dela, ordens do Joe Dixon.
Boate como se essa espelunca fuleira pudesse realmente ser chamada de boate, Ri pelo nariz com o meu próprio pensamento.

Enquanto isso o Dixon mais novo já estava terminando a sua segunda garrafa de vodka, e fumando sem parar, de alguma forma o modo como a fumaça saia da boca do Dixon era sexy demais e eu mantive meus olhos presos naquilo por tempo demais, não que houvesse outras coisas, ou pessoas interessantes naquela hora, mas eu estava tão afim de conquistar o caipira, era uma questão de honra, acabei me envolvendo mais com ele doque eu pudia prever.
O homem só abria a boca para pedir alguma bebida, ou pagar a conta, nada fora isso durante todos os últimos meses que dividimos a própria casa, as vezes me dava tédio, mas eu sempre me mantive persistente, afinal não havia ninguém melhor para investir, não nesse fim de mundo de cidade.

— Você pode me dar um? Perguntei já tirando o restante do cigarro da mão dele e o tragando.

— Se você já ia pegar porque perguntou, ele falou sem ânimo algum, encarando o chão com o mesmo jeito caipira de sempre. Jeito tediante.

— Porque eu quero parecer educada, não que eu seja de fato, mas quero parecer. Falei sorrindo ironicamente.

— Isso de querer parecer educada não combina nada com você, não quando se é mimada e sem educação.
— Falou em um sussuro quase inaudível, enquanto eu pulei o balcão me sentando na cadeira a sua frente.

— E oque combina comigo senhor Dixon? Perguntei enquanto jogava meu enorme decote na cara dele, só para alcançar a garrafa de bebida, na verdade isso também fazia parte do jogo.
Daryl pousou os olhos em meus seios quase a mostra, mas disfarçou dando de ombros em seguida, como se não fosse nada demais.

Peguei a bebida e bebi o resto diretamente da garrafa, e Daryl revirou os olhos.
Nossos olhos se encontraram mas ele desviou no minuto seguinte.

— Você é bem abusada garota, não pense que eu vou ficar te bancando como meu pai faz, se quer beber compre a sua própria bebida, você não é dona do seu próprio nariz, não é oque você diz?
Falou me encarando fixamente.

— Tanto faz oque você pensa ou não, vai querer outra? Perguntei enquanto me debrussava sobre o balcão, tentando alcançar a bebida do outro lado, virando a bunda em direção ao Dixon, demorei alguns segundos para tirá-la da cara dele.
Esse era um trunfo que eu usava sempre, meu corpo, eu sabia o quanto ele tinha um efeito positivo nas minhas presas.
Coloquei a garrafa no balcão e a abri jogando o líquido no copo do caipira e enchendo um outro copo que eu acabei pegando junto com a garrafa.

Daryl tragou o cigarro com os olhos azuis pousados em meu corpo, em seguida soltou a fumaça pelo nariz, eu puxei o cigarro de seu dedo e o traguei soltando a fumaça na cara do dele, próximo a boca pra ser especifica, eu estava o testando, e eu não sei se foi a bebida que ele tomou, mas eu vi o desejo estampado em seu rosto, ele também me queria, é claro que ele jamais admitiria isso.
Ele puxou a cadeira para trás imediatamente incomodado com a aproximação que eu deixei, o movimento no bar estava calmo, a música estava baixa eu deixei assim de propósito só para ouvir os gemidos vindo dos quartos, isso era excitante pra caralho, por fim eu tinha inveja dessas garotas, fazem exatamente dois meses que eu não dou uma fodida, deis de quando a minha mãe morreu pra ser exata, Elisabeth Fox deve estar agora no inferno rindo da minha cara, se perguntando porque eu não dei para o primeiro cara que me quisesse. Na verdade não vou negar que isso não tenha passado pela minha cabeça, o cara da farmácia bem que era um gato e me deu mole várias vezes, mas eu estava obcecada em foder com o Dixon mais novo, ele me desafiava com aquele ar superior, e aquela pose de Badboy caipira, era com ele que eu queria tirar o atraso, era um desafio que eu havia inventado que me ajudava a enfrentar as coisas ruins que aconteciam naquela casa, aquela casa que nunca foi minha, aquelas pessoas que não eram minha família, mas que eu era obrigada a aturar, foder com Daryl Dixon era um desafio pessoal ao qual eu venceria!

— Eu não mordo tá legal, falei erguendo as mãos em sinal de rendição, enquanto tragava oque sobrou do cigarro.

— Não...
— Faz coisas bem piores, ele riu de canto com aquele ar superior de sempre.

— Só se você quiser, insinuei abrindo ainda mais o decote, foi só por alguns segundos, afinal Daryl puxou minha blusa para o lugar novamente, e eu pude sentir seu dedo calejado na minha pele, juntando com o barulho vindo dos quartos isso me deixou ainda mais excitada.

— Para com isso garota, eu tenho idade para ser seu irmão, falou dando de ombros enquanto ainda mantinha os olhos fixos em mim, de alguma forma eu o atraia, e eu adorava saber isso.

— Mas você não é meu irmão, não pense que só porque seu pai fodia a minha mãe, e o fato de eu morar de favor na sua casa nos torna irmãozinhos igual os comerciais de margarina, sai dessa.

— É quase a mesma coisa, ele falou dando de ombros, e eu revirei os olhos. Tenho que confessar que Daryl também me dava canseira, e não era o tipo de canseira que eu gostava, eu queria cansar na cama, não ficar sem paciência, e era exatamente esse tipo de cansaço que ele me dava.

— Tá legal, eu vou ser bem sincera com você, eu não estou te pedindo em casamento, eu só queria transar com você mesmo, e por fim fingir que nada aconteceu, me parece um bom plano, a gente podia sair daqui, ir para um desses quartos e foder a noite toda, eu sou adulta, você também oque tem de mal nisso, tá ouvindo esses barulhos, as pessoas estão aqui para isso, para transar, e você vem aqui e só fica bebendo, vai me dizer que é virgem?
Falei rindo na última frase, eu sabia que isso deixaria o Dixon irritado, eu estava ferindo a pose superior que ele sempre esbanjava.

Daryl riu da minha cara antes mesmo de eu terminar de falar.
— Primeiro, você não tem nada de adulta, dezessete parece adulto para você, porque para mim você ainda mal saiu das fraldas.
E segundo eu não sou virgem, mas se fosse não seria do seu interesse, eu tô pouco me lixando para você, tanto faz é sério, eu posso pagar para comer qualquer vadia por aqui porque acha que eu escolheria você, bom pelo menos elas cobram pelo serviço, não saem dando por aí de graça, isso já deixa elas um passo bem a frente do seu. — Cuspiu as palavras na minha cara e logo após virou a garrafa na garganta bebendo um bom tanto do líquido. Desgraçado.

— Tanto faz mesmo, eu pagaria para transar com uma das meninas também, mas o maldito do seu papai fez questão de exigir que a Shaiene não me deixasse fazer isso, mas se quiser eu posso cobrar também, não tem problema, insinuei e ele revirou os olhos.

— Você desconhece a palavra limites não é garota?
— Falou ironicamente enquanto soltava o ar pelo nariz.
Eu me dei por vencida, peguei mais um cigarro na cartela que estava em cima do balcão e ficamos calados por um longo tempo.

Um homem barrigudo entrou pela porta do bar, parando bem a minha frente, e eu imediatamente me ajeitei pronta para o meu trabalho.
— Vai beber oque, perguntei encarando o velho.

— O que você me indica boneca, perguntou passando a mão imunda sobre meu braço, eu tirei a mão dele imediatamente de mim, e respondi rápida e direta.
— Indico que nunca mais coloque as mãos em mim se não quiser ficar sem elas.
O velho riu como se eu tivesse acabado de contar uma piada, e eu fechei a cara imediatamente.
Eu sabia que hora ou outra esse trabalho traria problemas, trabalhar com mulheres da noite sempre fazia os homens ter a impressão que você também era uma mulher da noite, e por mais que esse fato fosse uma questão para mim eu precisava daquela grana, eu não podia depender dos Dixon's para tudo, eu precisava do trabalho, mas jamais permitiria que alguém me tocasse sem consentimento.

— Eu estou aqui para pagar para comer uma vadia gostosa, aqui é um puteiro ou eu entrei no lugar errado em gostosa, você é nova aqui não é? Eu nunca te vi, mas vou me lembrar de parabenizar a Shaiene, você é gostosa pra caralho, e novinha demais, agora vamos parar de perder tempo porque você vai sair mancando daqui hoje, eu pago muito bem.
— Falou enquanto me puxava pelo braço, que eu tentava tirar sem sucesso.

— Tira a mão de mim seu nojento gritei em alto tom e o homem ficou ainda mais furioso, ele estava pronto para me atacar quando Daryl entrou no meio e o acertou com um soco no nariz.

— Ela já falou que não quer, da meia volta daqui seu barrigudo, se eu ver você atormentando a garota mais uma vez você vai ver quem vai sair mancando daqui, se quiser pagar por sexo espere até alguma das mulheres ficarem livres, você esta surdo? não ouviu a garota dizendo que não é prostituta, que só atende o bar?
Daryl falou em alto tom intimidando o velho, que saiu em direção aos quartos.
Em seguida ele voltou a beber sua bebida como se nada tivesse acontecido, parecia tão natural para ele o fato de ter acabado de socar a cara de um homem.

— Eu não preciso que ninguém me defenda, eu sei fazer isso sozinha! — — -Falei em um tom superior e Daryl ignorou revirando os olhos.
Mentira, eu havia adorado aquilo, Daryl parecia três vezes mais gostoso quando estava irritado.

A noite de trabalho foi longa, Daryl Dixon ficou na boate até que todos fossem embora, e por fim fomos para casa todos juntos, Eu, ele e Merle Dixon que estava um caco, fedendo a pum de gambá.
Merle dirigiu a caminhonete, Daryl estava ao seu lado, e eu sentada no último banco.
Merle se animou a contar sobre as suas transas da noite e eu pedi detalhes, Daryl parecia nem se importar com os dotes do irmão, ele mal prestava atenção, mantinha os olhos fixos na estrada, ele só teve o trabalho de me olhar quando eu comecei a contar sobre algumas transas minhas, mas disfarçou o interesse quando percebeu que eu o olhava.
Merle pelo contrário, dizia que queria fazer isso tudo comigo um dia.

— Só no seu sonho otário, falei e todos nós rimos, por fim foi um dia bom.
Só perde para o dia em que finalmente Daryl Dixon me fizer sua.

Notas finais
Beijos até o proximo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.