Destined
7 Capítulo seis
Notas iniciais
Agora, sem mais enrolação, espero que gostem do capítulo!
Leiam carinhosamente ♥
Capítulo Seis
Em algum momento, em meio aos carinhos que eram dispensados tão docemente em seu rosto e cabelo, adormeceu. Foi tão brando que não notou, só se deixou levar pelo cansaço que não havia notado antes. E só percebeu mesmo que havia adormecido quando acordou mais tarde com o pequeno movimento do colchão. Moveu-se e viu que Kouyou havia se levantado, observou o andar calmo do corpo elegantemente magro, as coxas magras e firmes delineadas pela calça escura, o torço esguio que se escondia por baixo da blusa cinza e os fios loiros que caiam até os ombros.
Ele caminhou até a janela e fechou as cortinas, não deixando qualquer brecha. Teve consciência então que estava amanhecendo e se sentou na cama, chateado por ter perdido tantas horas dormindo, horas que podia estar conversando com Kouyou, conhecendo-o mais. Admitia para si mesmo estar ansioso por conhecer o loiro, ouvir sobre sua vida e suas viagens, qualquer coisa que lhe desse mais certeza sobre o que havia aceitado.
— Você acordou… — Kouyou soou em um timbre rouco enquanto voltava para cama.
— Eu tenho sono leve. — Comentou ajeitando o cabelo atrás da orelha. — Já está amanhecendo, não é?
O loiro primeiro voltou ao seu lugar e umedecendo os lábios sentou-se apoiado ao espaldar da cama, lhe puxando para que se sentasse ao seu lado. Teve os ombros envoltos pelo braço de aperto firme e Kouyou puxou seu braço onde havia a queimadura para repousar em seu colo. — Sim, está.
Voltou os olhos para o rosto pálido e sorriu pequeno. — É verdade que vocês queimam sob a luz do sol?
Kouyou observou aquele rosto curioso, ainda marcado pelo sono recente e não pôde se conter antes que aproximasse os lábios, beijando-o lentamente, sentindo o gosto do outro, para logo depois se afastar e sorrir. — Nós não queimamos, mas somos extremamente sensíveis a luz solar.
— Arde a pele? — Yuu perguntou deitando a cabeça no ombro frio.
— Arde. — Acariciava lentamente a mão macia do moreno. — A sensação é quase como se estivesse arrancando a pele fora.
Yuu gemeu fazendo uma careta. — Que horrível.
— Bem, sim é horrível, mas é só evitarmos nos expor ao sol.
— Você não sente falta? — Perguntou encarando sua mão e a de Kouyou, que agora tinham os dedos entrelaçados.
— Não há como sentir falta de algo que nunca tive. — Kouyou soou baixo e pareceu pensar por um tempo. — Eu não fui transformado, nasci assim e isso me privou de algumas coisas, mas você deveria perguntar isso para aqueles que já foram humanos. Lembro de Takanori ter me dito que existe um tempo em que faz falta, mas depois passa.
— Você sempre foi vampiro então? — Yuu parecia genuinamente curioso.
— Sim. — Riu baixo e soou em tom de brincadeira: — Vou te explicar algo importante sobre os vampiros, preste atenção. — Yuu assentiu sorrindo. — Dentre nós existem famílias, não como a nossa, mas famílias tradicionais, que perduram por milênios. Essas famílias, que podem ser chamadas de puras, conseguem gerar filhos. Por exemplo, Bridget e Marie não podem mais ter filhos, mas uma vampiro como minha mãe pode. Apesar disso, essas famílias não costumam ser grandes, quando eu abandonei a minha éramos somente eu, minha mãe, meu pai e minhas duas irmãs mais velhas.
— Espera, Kouyou. — Yuu interrompeu erguendo o rosto para encarar os olhos castanhos. — Você abandonou sua família?
Kouyou assentiu e lhe puxou para que deitasse a cabeça outra vez. — Meus motivos não foram muito nobres, na verdade acho que foi uma época de rebeldia. — Riu baixo. — Minha mãe estava preocupada por eu ainda não ter achado meu par. Sabe? As famílias puras são ainda mais ligadas às tradições, para eles não achar seu destinado é quase como se condenar a uma existência fraca. Minhas irmãs já tinham seus pares desde antes da época que pararam de envelhecer e, para a família, eu já estava ficando antigo demais sem que achasse meu par e o pior, eu não gostava de festas, não era muito sociável, então na cabeça deles não tinha como eu achar o meu destinado.
— Sua mãe por acaso tentou, bem, marcar encontros pra você? — Yuu interrompeu curioso.
Kouyou riu. — Sim. Ela era impossível. Eu perdi a conta de quantas meninas ela levou até nossa casa para que eu conhecesse antes que eu perdesse a paciência e dissesse que não estava interessado, mas ela não me escutou. Longe disso, começou a levar rapazes também.
Yuu riu e tornou a se erguer, para encarar Kouyou. — Você gostava de rapazes?
Kouyou sorriu com charme e levou uma mão ao rosto de Yuu para acariciá-lo. — Eu não gostava de nada até te conhecer.
Yuu abaixou o rosto sorrindo constrangido. — Pare de dizer esse tipo de coisa.
— Estou só sendo sincero. — Defendeu-se erguendo o rosto corado outra vez. — Eu nunca olhei para qualquer um assim antes de te conhecer, porque é impossível que aconteça. Eu só posso me apaixonar pelo meu destinado.
Yuu ofegou e, mordendo o lábio inferior cheio de receio, aproximou o rosto do loiro beijando-o brevemente. — Continue com sua história.
— Onde eu estava mesmo? — Perguntou, totalmente perdido naqueles olhos negros.
Yuu riu e tornou a deitar a cabeça no ombro de Kouyou, para evitar o contato visual. — Quando sua mãe começou a levar os rapazes.
— Ah… — Aproximou o rosto do cabelo de Yuu, inalando daquele cheiro que lhe deixava tão enlevado. — Quando eu vi que ela não pararia com aquilo, fugi. Para mim, quando eu tivesse que conhecer meu destinado aconteceria e eu não queria nada daquilo. Havia descoberto a música, sabe? Estava apaixonado por ela. Havia aprendido o piano e queria aprender a tocar violino, eu não estava minimamente interessado em me unir a alguém. Então peguei minhas coisas e fui para Veneza. Lá conheci pessoas incríveis que viviam de música, aprendi violino e até participei durante algum tempo de uma orquestra, mas quando uma flautista se apaixonou por mim, decidi viajar. — Encostou os lábios nos cabelos negros pensativo. — Hum… Não me lembro se fui para Londres ou para o Egito nessa época, mas talvez seja o Egito, porque eu passei pouco tempo por lá. Lembro que apesar de estar encantado pelas esfinges e toda a história daquele lugar, não gostava do clima. Já Londres foi paixão, acho que era o frio e a cor cinzenta daquela cidade, eu sempre gostei de frio, mas eu bebia muito quando estava em Londres então fui embora. — Parou um pouco considerando se estava falando muito e nisso Yuu ergueu o rosto outra vez.
— Você viajou muito?
— Bastante. Quer que eu conte para onde fui? — Yuu sorriu e assentiu enfaticamente, voltando a deitar o rosto no ombro frio de Kouyou. — Bem, quando saí de Londres resolvi conhecer a Espanha, gostei bastante de lá, as pessoas tinham um jeito mais quente do que dos outros lugares que eu já havia estado. Eu fazia algumas apresentações de piano em alguns estabelecimentos de luxo e até toquei para um nobre da época, mas em uma manhã me lembro de ter tido o desejo súbito de conhecer a China, então atravessei a Europa e a Ásia para chegar lá…
Assim correram horas onde Kouyou contava para Yuu cada uma de suas viagens.
° ° °
Amanheceu e Yutaka seguia calmo para tomar seu café da manhã, havia tido uma boa noite com Adele e não estava chateado de forma alguma quando adentrou a sala de jantar. Mas ao presenciar a discussão dos vampiros seu humor mudou drasticamente. Eles falavam sobre o problema com a licença para matar o outro grupo e uma viagem estava sendo cogitada.
— O que está acontecendo? — Intrometeu-se, trazendo uma expressão séria no rosto.
Takanori, o único de pé, voltou-se para o moreno tentando amenizar sua expressão raivosa. — Nós estamos cogitando a viajem de Derec até a Sede dos Clãs para averiguar a demora da resposta. — Aproximou-se do homem e repousou uma mão sobre seu braço. — Não queremos demorar mais com isso, mas-
— Eu não sei se acredito mais em vocês. — Yutaka se livrou da mão gélida do menor com um gesto rude. — Minha missão é impedir que os ataques a vila continuem acontecendo, eu dei meu voto de confiança a vocês acreditando que poderiam realmente me ajudar, mas o que me garante que não estejam me enganando? Não deveria ser tão complicado para vocês destruir meia dúzia de vampiros que vocês mesmos disseram serem mais fracos.
Takanori abriu a boca para falar, mas foi interrompido por Bridget: — Senhor Uke, veja bem, tente nos entender. Se o seu grupo estivesse no nosso lugar e tivessem que esperar permissão de seu governante para agir, como você agiria?
— Tentaria resolver tudo o mais rápido possível. — Respondeu de chofre.
— E é exatamente isso que estamos tentando fazer. Nós enviamos duas cartas que não foram respondidas, agora Derec está se dispondo a viajar para trazer uma resposta. — Ela sorriu conciliadora. — Não queremos enganá-lo ou nada assim, só queremos ajudar. Porque você e seus companheiros podem morrer se tentarem solucionar isso sozinhos e nós não queremos isso.
— Certamente porque vocês têm um interesse nisso, não é? — Akira soou acusador entrando na sala de jantar.
— O que você quer dizer com isso? — Takanori perguntou estreitando os olhos.
— Não sei porquê, mas vocês têm interesse em transformar Yuu em um vampiro. — Acusou, também estreitando os olhos. — Por mim vocês estão nos enrolando porque querem tempo o suficiente para ludibriá-lo e trazê-lo para o lado de vocês. Estão até jogando com essa ladainha de escolhido ou destinado, seja lá o que for, para que ele se apaixone por aquele… — Pareceu conter um xingamento e suspirou. — E estão conseguindo, não é? Ele nem dormiu no quarto que nos acomodaram essa noite. — Sorriu com escárnio. — Agora Derec vai ter que viajar e vai acabar demorando para que vocês tenham tempo de transformar Yuu, mas eu vou deixá-los avisados, se Yuu for transformado eu vou queimá-lo, talvez eu coloque fogo em toda a mansão para que vocês possam virar pó juntos. Espero que tenha ficado claro.
Os vampiros olhavam-no com os olhos estreitos e Yutaka parecia surpreso pela atitude do loiro. Adele escolheu esse momento para entrar e o sorriso que trazia no rosto morreu ao perceber o clima tenso. — O que está acontecendo? — Perguntou cruzando os braços.
— Conversamos lá em cima, Adele. — Yutaka soou baixo e lançando um olhar repreensivo a Akira saiu da sala de jantar.
Adele ergueu uma sobrancelha e encarou o ambiente uma última vez antes de segui-lo. Akira bufou e também saiu, assim restaram somente os vampiros.
Takanori franziu mais o cenho e voltou-se aos outros. — Temos que avisar para Kouyou das intenções desse aí, ele pode defender Yuu se for necessário.
— Você acha que a queimadura de ontem foi… ele? — Kazuki perguntou aflito.
— Tenho quase certeza, na verdade. Você viu o que ele disse, deve estar ameaçando Yuu há algum tempo. — Kazuki assentiu e o lugar caiu em um silêncio desconfortável enquanto todos pensavam.
° ° °
—… eu estava cansado de Estocolmo quando finalmente conheci Derec. — Kouyou dizia enquanto acariciava os fios sedosos de Yuu. — Nessa época eles viviam lá e me surpreendi, porque era o primeiro grupo que eu encontrara vivendo como família sem realmente o ser. Bridget foi gentil comigo de um jeito que minha mãe jamais fora e eu me encantei pelo modo como eles viviam logo de cara. Estava cansado de viajar sem rumo então perguntei para Derec se não podia me juntar a eles, desde então estamos juntos e as viagens que fizemos foram para lugares onde eu já havia estado, apesar disso não acontecer tanto, preferimos ficar fixos em um lugar por bastante tempo.
Yuu suspirou e abriu os olhos que nem notara ter fechado. — Você teve uma vida agitada.
— É o melhor que eu podia fazer com minha eternidade. — Soou baixo beijando a testa do menor. — Chega um momento em que a rotina tem que ser quebrada… este ponto da imortalidade é difícil, sabe? Porque você acompanha o tempo simplesmente passar e é como se ele não te tocasse realmente. Você pára e ele passa por você como um vento forte, levando algumas coisas e trazendo outras, mas você estará sempre ali, como uma estátua que nunca muda. Saber administrar os anos é essencial para não enlouquecer, imagino que deva ser mais difícil para quem teve família e amigos antes de se tornar vampiro, mas é a nossa condição.
O silêncio se abateu sobre o quarto, mas Kouyou permanecia acariciando os fios de Yuu. Gostava muito deles, eram excessivamente lisos, muito macios ao toque e o negro era tão profundo que poderia passar horas admirando-o encantado. Horas como as que passou naquela noite, vendo-o dormir e podia dizer com toda a certeza que nunca se sentira tão feliz em toda sua existência.
Yuu suspirou e correu os dedos pelos botões prata da camisa de Kouyou. — Você havia dito algo sobre o momento em que se para de envelhecer… quando é isso?
— Para quem é mordido, imediato; agora para quem nasce vampiro depende. Normalmente é entre os vinte e os trinta, mas realmente depende muito de cada um. Porém leve em conta que para nós o tempo não parece passar como para vocês, nosso envelhecimento demora mais.
Yuu assentiu e voltou os olhos para cima, há muito ele e Kouyou haviam deitado. — Quantos anos você tem?
Kouyou sorriu e pareceu pensar por um tempo. — Eu sou muito antigo. — Respondeu como se com preguiça daquele assunto.
— Você não se lembra?
— Parei de contar quando tinha seiscentos, agora realmente não sei. — Viu os olhos de Yuu se arregalarem e beijou-lhe a testa. — Mas minha idade muda algo?
Yuu piscou e negou em um trejeito leve. — Não muda. — E dispensou um beijo sobre o peito frio do vampiro.
— Que bom… — Kouyou sussurrou com ternura, apertando mais o corpo magro de Yuu. — Você está com frio?
Yuu iria negar quando reparou que sentia seus dedos das mãos e dos pés muito frios. — Um pouco.
— Quer sentar nas poltronas? Lá deve estar quente. — Yuu negou com preguiça. — Você é preguiçoso… — Kouyou sorriu e elevou o rosto do menor para beijar-lhe os lábios.
— Hum… vocês não têm realmente problemas com a comida? — Yuu desviou o assunto evidentemente constrangido.
Kouyou riu. — Eu te respondo se você deixar de ser preguiçoso e aceitar ir para perto da lareira, não te quero passando frio aqui.
Yuu torceu os lábios e elevou o tronco contrariado. — Você é um manipulador. — Ainda acusou antes que pegasse o cobertor e se erguesse caminhando lentamente até a poltrona.
O loiro o acompanhou e assistiu o menor se acomodar com as pernas junto ao peito sobre a poltrona, aproximou-se e o ajudou com o cobertor antes que aproximasse a outra poltrona para se sentar perto.
— Agora a sua resposta. — Soou ao se acomodar voltado para o menor. — Nós não sentimos fome ou não temos necessidade de comer e tem um limite para que possamos comer antes de vomitar. O pessoal aqui da casa tem fingido comer nas refeições para acompanhá-los.
— Mas eu os vi comer e vi Takanori tomar vinho, ontem mesmo tinha gosto de bebida na sua boca.
— Bebida alcoólica é diferente, mas eu te garanto que o pessoal deve comer uma ou duas colheres, na maior parte do tempo eles fingem comer. — Yuu mantinha o cenho erguido em surpresa.
— Mas por que é diferente com bebida alcoólica?
— Eu não sei, mas nunca passei mal bebendo, na verdade é realmente difícil que a bebida faça algum efeito em nós e olha que eu tenho experiência, já provei as bebidas mais fortes que existem.
Yuu assentiu e olhou para as chamas da lareira. — Tem algum momento em que você se aqueça?
— Sim, se eu ficar muito tempo perto da lareira, por exemplo, e acho que ao tomar sangue eu me aqueço também. — Explicou encarando o perfil do moreno.
— Ah… — Assentiu levemente. — Hum, se você me transformar, bem, eu nunca vou tomar sangue?
— Por que pergunta?
— Eu não estou interessado em me transformar agora, mas fiquei curioso, porque vocês só tomam sangue quando encontram o destinado, no meu caso eu já estaria com meu destinado, então…
— A transformação acontece assim, Yuu: eu tomaria o seu sangue até o limite, você quase morreria em meus braços, então, quando isso acontecesse, eu te liberaria. Pelo que eu entendo existe uma pausa nesse momento, mas não estou certo quanto a isso porque não faz muita lógica na minha cabeça. Em todo caso, depois disso eu me corto e te ofereço meu sangue, ao tomá-lo você se transforma. Mas não precisa fazer essa expressão por causa da minha confusão. Alguém que já tenha passado por isso vai estar ali para me instruir nesse momento. — Kouyou riu e Yuu continuou encarando-o. — Eu nunca passei por isso, dá um tempo e outra que você disse que não quer se transformar.
— Bem, é… — Remexeu-se na poltrona um pouco desconfortável.
— Não precisa se preocupar com isso, você não é obrigado a nada e eu vou respeitar o que você quiser fazer. — Kouyou explicou e sorriu quando o menor assentiu mais tranquilo. — Mas vamos falar um pouco de você agora?
Yuu sentiu o rosto queimar e voltou os olhos para Kouyou. — Falar o que sobre mim?
— Eu te contei minha história, você podia me contar a sua. — Soou em incentivo.
— Hum… — Mordeu o lábio inferior e desviou os olhos para a lareira. — Não tem muito o que falar sobre mim… — Sentia-se desconfortável com o tema.
— Você sabe que eu não vou te julgar por qualquer coisa, não sabe? — Kouyou se inclinou para repousar uma mão no ombro do moreno.
Yuu respirou fundo e assentiu. — Eu sou órfão. — Começou com a voz baixa e o olhar triste perdido nas chamas. Chamas essas que iluminavam seu rosto, deixando-o com os contornos alaranjados. — Meus pais morreram quando eu era criança, eu tinha uns oito anos, eu acho. Black Tiger havia ordenado um ataque surpresa e muitos civis do Lado Branco morreram. — Suspirou e torceu as mãos por baixo do cobertor. — Depois disso eu estava sozinho e vivi nas ruas por muitos anos, foi difícil e eu odeio me lembrar dessa época, mas passou, houve algo como uma iniciativa do governo de tirar os jovens das ruas e eu fui acolhido em um centro para jovens órfãos. Não chegava a ser um orfanato e ninguém ali tinha esperanças de ser adotado depois de viver tanto tempo na rua. Eu- — Foi interrompido quando, com um gemido, Kouyou lhe abraçou de lado puxando sua cabeça para se apoiar no peito dele. Sentiu-se agradecido pelo gesto e prosseguiu: — Eu aprendi a ler e escrever enquanto estava ali e, quando tinha idade o suficiente, me alistei para a Ordem. Era minha melhor chance, já que em breve eu não poderia mais morar no Centro e o governo oferece moradia para os membros da Ordem Branca. Eu passei e comecei a trabalhar, em todos esses anos nunca havia feito missões em campo antes desta e eu realmente odiava a idéia. Não tenho amigos ou qualquer vínculo maior com qualquer pessoa e eu sinto sempre uma saudade opressora dos meus pais… — Fungou, enquanto tentava conter as lágrimas que brilhavam em seus olhos. — Você foi a primeira pessoa que se interessou por mim em anos.
Kouyou apertou mais o corpo de Yuu sentindo-se angustiado por tudo aquilo. A vida dele havia sido tão sofrida que só podia pensar em oferecê-lo ainda mais do seu amor e cuidado. — Eu vou cuidar de você Yuu, é uma promessa. — Sussurrou contra os fios negros e sentiu o corpo menor tremer por um possível choro. — Eu estou aqui por você.
Notas finais
Espero mesmo que tenham gostado >.< E agradeço a Anghel; Su Shibasaki; Shiroyama May; e Chido ri. Fiquei super feliz com os reviews, mas ainda assim senti saudades da Tomoyo05 ;.; É, vocês já me deixaram mal acostumada, então nem tentem esquecer de mim, viu? *morre*
Brincadeiras a parte, até o próximo galera! =*
Nota: Betado pela queridíssima Shiroki_D ♥
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