Destined

5 Capítulo quatro


Notas iniciais
Agradecimento especial a Shiroyama May que fez uma linda recomendação à fic. Muito, muito obrigada. Mesmo ♥
Dito isso, peço que leiam carinhosamente. XD

Capítulo Quatro


E os dias passaram como se escorressem lentamente pelo tempo. E naquela mansão havia algo, Yuu se dava conta a cada minuto que andava por aqueles corredores, conhecendo o lugar, descobrindo suas dobras e de maneira estranha acostumando-se com todas as salas vazias e quadros sombrios. Havia algo nas formas, nos móveis, nas sombras, no cheiro, na textura, no silêncio, nas cores. Algo que não sabia dizer o que era, mas que estava entranhado naquelas paredes e que com o tempo parecia lhe envolver também.



Os dias ali eram simplesmente calmos, os vampiros viviam de forma quieta e pacífica, quase nunca estavam todos juntos, havia muito de sussurros pelos cantos, olhares calmos na biblioteca, passeios distraídos pelo jardim de rosas, mas eram eventuais e nunca ao mesmo tempo. Eles eram pouco vistos, principalmente os casais, durante o dia simplesmente não apareciam se as cortinas não estivessem bem fechadas.



Mas Yuu descobriu que gostava de observá-los, por mais que lhe soasse estranho e muitas vezes incômodo, eles pareciam viver em outro ar e não sabia explicar isso com palavras, só estava lá, evidente nos rostos, nos gestos, nos costumes. E isso parecia simplesmente bonito, ainda que não lhe parecesse nada simples. Eles eram graciosos, tinham aquele ar que talvez somente imortais pudessem ter, porque não era algo que simplesmente nascia em um momento repentino, era algo que se adquiria com anos… Anos que talvez fossem demais.



A consciência que lhe tomava de tudo daquele lugar lhe fascinava e assustava. Não podia deixar de pensar que não deveria se encantar tanto assim por aquele lugar, porque aquelas paredes pareciam que podiam simplesmente lhe prender se você as olhasse por tempo demais. E se prender ali era vivenciar a eternidade, eternidade que custava um preço muito alto.



E isso lhe lembrava de Kouyou. Takashima Kouyou. O vampiro de olhar âmbar. A silhueta soturna que lhe evitava nos corredores. As mãos geladas que corriam lentamente nas teclas brancas e negras. A expressão que a cada dia se tornava mais sofrida. Os passos que nos últimos dois dias lhe seguiam a distância. A presença que achava estar na sua janela enquanto dormia. O incômodo que se alojara em seu peito. A melodia que parecia infinitamente melancólica.



E o suspiro que abandonou seus lábios naquela manhã de sábado, talvez também fosse um pouco dele. Saiu do quarto deixando Akira e Yutaka ainda dormindo e caminhou pelo corredor, notando a casa extremamente silenciosa como ficava em todas as manhãs. Seus passos lhe levaram a biblioteca, lugar que acabava passando boas horas do dia. Mas era um ambiente agradável, as estantes de madeira davam-lhe uma sensação confortável, assim como a lareira e as poltronas que, apesar de estarem em quase todos os cômodos, eram sempre muito bem-vindas.



Seguiu até a estante e escolheu, diferente dos outros dias, um romance. Seguiu até a poltrona e, depois de acender a lareira, sentou-se confortavelmente, trazendo as pernas para cima do assento espaçoso e recostando-se totalmente ao encosto macio. Então horas se seguiram enquanto lia, se perdendo totalmente naquelas linhas, mergulhando no ambiente tão único criado pela mente do escritor. Já estava nos últimos capítulos quando ouviu passos e um burburinho baixo vindo do corredor, logo depois disso um Kouyou de expressão aborrecida rompeu pela porta seguido por Takanori que parecia lhe passar um sermão.



Voltou os olhos para a cena sem se mover um milímetro na poltrona. Os olhos de Kouyou repousaram sobre si enquanto Takanori estancava à soleira da porta.



— Oh… — O pequeno se interrompeu e negou em um maneio lento. — Eu falo com você mais tarde. — Pontuou se retirando do lugar.



Yuu deixou-se observar Kouyou por um segundo apenas, vendo-o lhe olhar com aqueles olhos sempre tão tristes, antes que voltasse a ler o livro. Ou tentar. Porque tinha certeza que ele ainda lhe olhava e já estava lendo a mesma linha pela quinta vez sem entender nada do que estava escrito.



Bufou fechando o livro em um gesto agressivo e se ergueu da poltrona trilhando até a estante para guardá-lo no lugar. Confirmou sua suspeita, porque Kouyou estava parado exatamente no mesmo lugar e lhe observava parecendo ter dificuldade para respirar. Mordeu o lábio inferior e colocou o livro na estante, então se voltou para o loiro, pensando em ralhar com ele e perguntar o porquê dele sempre agir daquela forma. Mas todo o rompante morreu em sua garganta quando os seus olhos se fixaram no âmbar.



Havia… algo, que não conseguia pensar no que era, ali, naquele olhar. Mas causou um estremecimento em seu peito, onde algo parecia gelar e cócegas estranhas tomaram seu estômago. Tomou o ar em um arfar alto, mas estranhamente não pareceu suficiente e encarou ao loiro tentando entender o que era aquilo.



— Isso… — Começou, mas não achou palavras que perguntassem o que queria.



E Kouyou se aproximou, lentamente, como se temesse sua reação. Mas não pôde fazer nada que não fosse encará-lo recuando até bater contra uma das estantes. O corpo esguio de Kouyou lhe encurralou e os olhos dele pareciam queimar em um desejo forte demais. Não pôde deixar de pensar que era realmente como se afogar em whisky encarar todo aquele âmbar.



Sentia-se tão bêbado quanto se estivesse.



Não desviou os olhos ainda assim e aquelas mãos frias lhe arrepiaram ao tocar sua cintura, achando espaço entre as vestes. Entreabriu os lábios buscando por ar e viu o rosto pálido se aproximar do seu. Os lábios se uniram lentamente e era frio e quente, mesclando-se, molhando-se. Sem pensar ergueu os braços e o agarrou pela nuca, sentindo a força que agora era dispensada contra si. O toque era forte, intenso, total.



Sentiu-se perder ali, como o corpo preso contra uma estante, com o coração acelerado no peito, com os lábios sendo tomados com possessão, com as mãos entremeadas nos fios loiros e com um desejo ardente que não sabia como surgiu. Puxou o corpo maior com mais força, sentindo-o se encostar contra o seu corpo, peito contra peito igualmente lisos, frio contra calor, força e abandono.



E em meio a carícia áspera das línguas sentiu as presas pontiagudas crescerem arranhando de leve seu lábio inferior. Afastou-se ofegante e o encarou com medo, mas o corpo de Kouyou ainda estava lá, lhe prendendo contra a estante, e os olhos estavam presos ao seu lábio, provavelmente rubro pela pequena ferida. Soltou as mãos dos fios lisos e tentou afastá-lo, mas ele não cedeu. Trêmulo, Yuu o viu aproximar os lábios e capturar o seu, sugando o pequeno arranhão, provando de seu sangue.



Grunhiu e tentou empurrá-lo, mas ele só se agarrou ao seu corpo com mais força, sorvendo de seu lábio como quem precisa disso para respirar. Gemeu de dor e se contorceu, uma lágrima se desprendendo de seus olhos por puro medo de acabar sendo transformado.



Não soube explicar, mas ao sentir sua lágrima Kouyou soltou-o imediatamente e lhe encarou com arrependimento nos olhos de curioso castanho, era como se ele tivesse despertado de um transe. Encolheu-se querendo que ele se afastasse, querendo fugir e se trancar no quarto, querendo entender o que acontecera ali.



— Yuu, eu… — Kouyou começou segurando seu rosto para que pudessem se olhar nos olhos. O polegar frio secando o rastro que a lágrima deixara. — Me perdoe, por favor.



Piscou, sentindo o toque que não era quente, mas continha um calor significativo que, mesmo que estivesse tremendo de medo, podia sentir. Sem entender o que fazia aproximou-se outra vez e os lábios se tocaram lentamente, com gentileza, provando um ao outro devagar, sorvendo do sabor contido na boca que lhe abrigava. Não durou muito e ao se separarem encarou os olhos do vampiro por segundos antes que conseguisse afastá-lo e fugisse.



Angústia dominava seu peito, não entendia o que havia feito, o que acontecera consigo. A dualidade que agora existia em sua vontade parecia demais. Então correu desesperado, desejando mais do que tudo se fechar em seu quarto e não sair, até que se livrasse daquilo que lhe levou aos braços gélidos de Kouyou.



° ° °



Foram dois dias onde mal saiu da cama, onde não pensava em mais nada sem ser nos beijos trocados, sem ser no medo que sentia de Kouyou adentrar o quarto e lhe morder, sem ser na culpa e ainda na efêmera vontade de procurar pela imagem do loiro pelos corredores. Andava com o pensamento longe, mais distraído que o normal e naquela manhã se assustou de verdade quando seu corpo foi virado na cama por mãos brutas, um corpo mais pesado que o seu lhe subjugando e seu rosto prensado de perfil contra a cama. A mão calejada correu por seu pescoço como se procurasse por algo e soluçou tentando se soltar.



— Você anda estranho demais, Yuu… — Escutou a voz de Akira e tremeu. — Eles já começaram a te transformar, não é?



— N-não. — Gaguejou e parou de se contorcer por medo do que o loiro podia fazer.



— Você deveria tomar cuidado, porque eu realmente vou te queimar se isso acontecer. — Dizendo isso soltou o corpo de Yuu e se ergueu da cama. — Tenha um bom dia.



Yuu o observou sair do quarto e se encolheu na cama, abraçando as pernas contra o peito. Akira definitivamente era louco. Não podia ficar sozinho com ele, se ele decidisse lhe matar para evitar que uma possível transformação acontecesse não teria força o suficiente para impedir. Gemeu escondendo o rosto contra o travesseiro. Não queria estar passando por aquilo tudo, aquela era a primeira e última missão em campo que participaria e ninguém lhe convenceria do contrário.



° ° °



Correu os dedos pelo teclado do piano, sentindo seu coração pequeno como se estivesse esticado até se tornar fino demais, quase ao ponto de partir. Seus olhos vagando pelo céu estrelado lá fora, não conseguia sentir nada que não fosse culpa e arrependimento. Tinha que estragar tudo mais ainda na primeira oportunidade, se descontrolar dessa maneira tão ridícula.



Não deveria fazer isso com Yuu, deveria tentar conquistá-lo, oferecer proteção e não machucá-lo logo no primeiro beijo. Ele não acreditaria mais em si, mesmo se houvesse tido chances disso antes, conseguira anulá-las. Era tão idiota. Suspirou, tentando expelir aquele sofrer que tanto lhe assolava, mas já estava incrustado demais em seu peito.



— Kouyou? — Ouviu o chamado e voltou-se para a porta, vendo Kohara lhe sorrindo com gentileza. — Posso me juntar a você?



Assentiu e viu o loiro entrar fechando a porta atrás de si. Deu espaço para que ele sentasse ao seu lado e logo os dedos do loiro corriam pelas teclas tocando algo suave. Sorriu e o observou por um tempo pensando que daria tudo para ter aquela paz que ele tinha. Talvez tivesse um pouco de inveja dele e de Shinji, mas não queria pensar nisso e ter mais uma coisa para se recriminar em pensamento.



— Quer dizer o que está acontecendo? — Kohara perguntou, deixando de tocar a melodia, para só tocar notas aleatórias.



— Eu… — Suspirou e apoiou a cabeça no ombro do amigo. — Consegui meu primeiro beijo com Yuu e estraguei tudo. Ele estava ali, em meus braços e eu simplesmente fiz tudo errado.



Kohara parou de tocar e repousou uma mão em seu joelho. — O que você fez?



— Nos beijamos e eu acabei cortando o lábio dele. Ao invés de me afastar e mostrar que ele podia confiar em mim, que eu não o morderia mesmo se sangrasse em minha frente, eu simplesmente o prendi e tentei sugar… — Gemeu cheio de pesar. — Kohara, como eu pude fazer algo assim? Como? Dói tanto tudo isso, tê-lo aqui, mas não poder abraçá-lo ou dizer o quanto preciso dele pra ser feliz e quando eu tenho uma chance de demonstrar isso, eu a estrago.



— Calma, Kouyou. — Soou complacente. — Não vai adiantar você se queixar agora. Eu já te disse que você tem que ser bom com ele, mostrar o que ele é pra você. Você sempre foi alguém controlado, Kouyou, tente buscar isso agora.



Assentiu aquelas palavras e se deixou ficar ali com o loiro. Teria que conseguir um jeito de se aproximar novamente e tentar fazer as coisas do jeito certo. Tentar consertar tudo o que fizera. Não sabia como ainda, mas descobriria só para poder ter aquele corpo entre seus braços outra vez. Para poder se sentir completo como naquela manhã.



° ° °



Naquela noite Yuu caminhava desatento pelo corredor depois do jantar, esbarrou em um móvel e se voltou assustado esperando encontrar alguém ali. Balançou a cabeça pensando que estava enlouquecendo e talvez fosse realmente uma opção plausível. Riu amargo de si mesmo e consternado demais com os próprios pensamentos acabou topando de frente com alguém ao virar o corredor.



— Cuidado! — Era Kazuki, sorrindo daquele jeito tão aberto. — Você está bem?



Assentiu ainda se sentindo estranho. — Estou sim.



— Que bom! — Comemorou e lhe enlaçou pelo ombro fazendo com que caminhassem juntos.



Seguiram por um dos vários corredores da mansão, este levava para a ala leste. Caminharam em silêncio e Yuu agradeceu por isso, porque assim pôde colocar os pensamentos em ordem. Acabaram entrando em uma sala de descanso e sentaram-se lado a lado. Kazuki se voltou, tendo um sorriso um pouco mais discreto nos lábios dessa vez.



— Como andam as coisas com Kouyou? — Ele perguntou mansamente.



— Não andam. — Respondeu baixo. — Eu não quero ser mordido.



Viu o “garoto” arquear uma sobrancelha, como quem tenta entender um quebra-cabeça muito difícil e torcer os lábios no processo. — Bem, sabe o que eu acho? Que você deveria parar e prestar atenção aos seus sentidos quando estiver perto dele da próxima vez.



— Como?



— Sabe? A questão maior em toda essa coisa de achar o “par” definitivamente não é a transformação. — Afirmou com convicção. — Isso vem quase como um complemento, porque simplesmente vai chegar um momento em que você vai desejar passar a eternidade ao lado dele. Na verdade, tudo isso sobre destinados é só o amor. — Parou parecendo pensar por um momento no que dizer. — Eu me lembro de ter achado tudo exagerado demais quando conheci Byou, ainda mais por ele me parecer leviano demais para sentir algo assim, aliás, eu pensava que ninguém podia sentir algo assim. É quase fantasioso, não é? E eu sempre gostei de saber onde pisar, então era tudo tão… incerto. — Riu baixo e Yuu acabou sorrindo.



— Eu não sei o que pensar disso tudo. — Yuu foi sincero. — A única coisa que tenho certeza no momento é que não quero ser transformado.



— Eu posso te contar como foi comigo e com Byou? — Esperou até que o moreno assentisse e sorriu. — Aconteceu quando eles ainda estavam no Japão. Eu estava indo comprar alguma coisa para meu pai quando o vi junto com Derec no mercado. Lembro de ter prestado atenção porque ele vestia roupas bem extravagantes para a época do ano, um yukata em pleno inverno não é algo muito saudável de se vestir, não concorda? — Riram juntos. — Mas então, eu o olhei e seguia em frente, quando ele simplesmente se voltou, parecendo muito desesperado, para mim. Você deve conhecer bem a cena do descontrole que rola no início, as pessoas do mercado pensaram que ele era louco e ele só se deteve porque Derec o ajudou.



— Você não se assustou?



— Claro que me assustei, tanto que tentei bater nele com um abacaxi. — Yuu rompeu em risos. — Mas é sério! — Riram juntos por um tempo e Kazuki teve que tomar ar antes de voltar a falar: — Depois disso ele virou meu perseguidor e Byou não é muito bem o tipo que sabe ser romântico. Com ele as coisas tendem a ser mais físicas antes que ele consiga agir minimamente romântico.



— Muita informação. — Avisou, negando em um maneio.



Kazuki riu e deu de ombros. — Eu o achei um safado e não lhe dei mais bola, era meio pavoroso quando ele me olhava com toda aquela intensidade. Mas então ele decidiu me contar tudo sobre ele e o que tinha acontecido. Nesse dia eu pensei que as dúvidas sobre ele ser louco haviam se confirmado, mas quando eu o vi avançar e quase me morder, acreditei, sabe?



— Você parece bem mais corajoso que eu.



— Coragem não é uma virtude, acredite. — Se olharam antes que rissem juntos. — Mas eu decidi dar uma chance pra ele, porque ele me propôs um desafio. Disse que conseguiria sair comigo quantas vezes quisesse sem me morder, mas que eu não conseguiria não beijá-lo. É por isso que eu digo que coragem não é uma virtude, não quando você acaba saindo para observar o céu e em cinco minutos acaba sem roupa, beijando um vampiro como louco e é mordido enquanto fazem sexo.



— Oh, não! — Yuu tinha uma expressão indignada. — Você podia pular os detalhes.



— Mas os detalhes fazem toda a diferença. — Kazuki ria ante a expressão do moreno. — Mas ele não me transformou nesse dia, existe tipo um limite do quanto o sangue pode ser tomado antes que a pessoa se transforme e ele não tomou o suficiente para me tornar um vampiro, mas o suficiente para me deixar fraco. Eu vi Byou agir de uma maneira tão preocupada enquanto cuidava de mim, que quando melhorei sabia que queria aquilo. Não tinha como eu ter certeza se queria pra sempre, mas foi a merda da coragem outra vez, sabe? Eu simplesmente me cortei de propósito para descontrolá-lo e aí ele me transformou. — Sorriu com a lembrança. — Acho que só dessa vez eu deveria agradecer a minha coragem, porque eu não me arrependi um segundo em todos esses anos e pode apostar que são muitos.



Yuu acabou sorrindo. — Mas nada me garante que com Kouyou vai ser assim.



— Poxa, acredite que não vai mesmo. — Kazuki sorria de lado. — Kouyou não é um pervertido igual o Byou, na verdade, ele sempre pareceu alguém muito calmo e respeitador sabe? Você tem sorte e deveria aproveitá-la. No final ser vampiro não é tão ruim, você só tem a eternidade para amar alguém que te ama igualmente de volta.



— Além dos acréscimos, é claro. — Outra voz soou da porta e ao desviarem os olhos encontraram Byou apoiado ao batente. — Falando de mim, Kazu?



Kazuki sorriu abertamente e deu de ombros. — Não é nenhuma novidade. — Levantou-se e olhou para Yuu. — Pense nisso, se necessário converse com os outros casais. A história de Shinji e Kohara é linda, a de Derec e Bridget ainda que fosse algo certo é valiosa e Farir e Marie, apesar de recentes, tiveram um romance doce. A escolha é sua, mas eu acho que você deveria repensar sua decisão de se manter afastado.



Dizendo isso, enlaçou a cintura de Byou e saiu com ele pelo corredor. Yuu suspirou largando-se no sofá. Tinha algum tempo para considerar, eles ainda estavam planejando o extermínio, já que os vampiros estavam esperando a resposta de uma espécie de Ordem vampiresca — que Yuu não se dava ao mínimo trabalho de lembrar o nome — para que pudessem agir. Descobriram do pior jeito que até vampiros tem suas leis.



Mas isso lhe dava mais tempo e, não negava, ainda tinha medo, não conseguia pensar em querer ser transformado, mas se fosse realmente sobre amor Yuu queria saber, queria experimentar. Mordeu o lábio inferior e se encolheu no sofá, talvez, mas só talvez, se fosse amado não se importaria em se transformar em vampiro e viver a eternidade para estar com essa pessoa.



Com esses pensamentos acabou adormecendo e sonhou com uma triste melodia tocada ao piano.


Notas finais
Fim do capítulo quatro!
E vocês viram né? Rolou o primeiro beijo... XDD
Espero que tenham gostado disso ^^
E, então, eu ainda não respondi os reviews do capítulo anterior e peço sinceras desculpas por isso, mas eu não andei muito bem nesses dias; porém prometo respondê-los o mais rápido possível. Ainda assim, agradeço muito à Anghel; tomoyo05; Shiroyama May e Kouzuki ShiniZ por seus reviews. Vocês não sabem o quanto eles são importantes pra mim. ♥
Assim me despeço, até o próximo! o/
Nota: Betado por Shiroki_D, essa linda ♥