Destinados - Pequeno Yoshiro
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Yoshiro abriu lentamente os olhos, onde estava? Fitou o teto sobre ele e fechou os dedos em torno do macio lençol da cama onde estava deitado.
Franziu o cenho, lembrava-se de estar na casa de Cain, já tinham jantado e ele, Hole, Leon e Luke estavam para ir embora... E depois?
Era estranho, ainda sentia o forte perfume doce e selvagem de Cain...
–Vejo que acordou. — Yoshiro foi arrancado dos seus pensamentos pela voz forte de Cain, que acabava de entrar no quarto.
Yoshiro sentou-se, sentindo a sua garganta queimar com sede e o seu corpo formigar com o desejo de tocar e ser tocado por Cain.
– Hum! — assentiu — Porque é que aqui estou? — o pequeno forçou a garganta a falar
Cain olhou para o pequeno na sua cama. Não sabia por quanto tempo poderia aguentar, ver o vampiro sentado na sua cama, com o cabelo desarrumado, ouvir a sua voz e sentir o cheiro dele a chama-lo, fazia com que o seu corpo coçasse e as suas roupas se sentissem desnecessárias no seu corpo...
Cain sacudiu a cabeça tentando espantar as imagens pecaminosas que a sua mente conjurava.
– Quando estavam para sair, você apagou totalmente, se não fosse por eu estar perto de si, teria acabado por cair ao chão. — começou a explicar rapidamente — No fim, decidimos que era melhor que ficasse aqui e mais tarde, quando estivesse melhor eu levava-o de volta para a fazenda dos Walle.
Yoshiro assentiu, isso explicava o porque de se encontrar no suposto quarto do maior.
– Posso perguntar-lhe uma coisa? — Cain questionou quando o menor poisou a mão sobre o pescoço, numa tentativa de aplacar a queimação crescente.
–Claro — confirmou enquanto, inconscientemente, acariciava o seu pescoço, tentando aliviar a sede que o percorria sempre que via Cain.
– Há quanto tempo não se alimenta, pequeno? — o maior perguntou serio, enquanto se aproximava do pequeno.
Yoshiro franziu o cenho, há quanto tempo era? Pois, não sabia...
– Não sei, já faz bastante tempo... — respondeu, sentindo a sua cede aumentar e o seu corpo implorar pela aproximação do outro vampiro.
Cain sorriu e tocou o cabelo do pequeno.
– Sabe que isso é mau, não sabe? — questionou-o enquanto se aproximava mais e acariciava o rosto do japonês.
O corpo de Yoshiro respondeu à aproximação e o pequeno inclinou-se na direção da caricia e do corpo de Cain.
– Sim... — murmurou quase que num gemido.
O maior sorriu predatoriamente com as bocas a poucos centímetros. O cheiro do pequeno agarrava-se a ele e tinha efeito direto sobre o seu pénis.
– Temos de tratar disso. — murmurou antes de juntar os seus lábios.
Yoshiro fechou os olhos, parecia quase um sonho voltar a ter aqueles lábios sobre os seus. Sentiu a língua de Cain sobre a costura dos seus lábios e abriu-os, dando passagem para o outro e iniciando uma dança sensual com as suas línguas. Sentia-se inebriado com o perfume do vampiro e inclinava-se mais contra ele, em busca de maior contacto.
– Doce. — Cain murmurou quando quebrou o beijo, subindo na cama e puxando menor mais para si, que gemeu.
O vampiro maior começou a distribuir beijos pelas faces do pequeno, descendo para o pescoço, onde lambeu e beijou.
– Ah! — Yoshiro gemeu quando sentiu os dentes do vampiro rasparem o seu pescoço.
Cain afastou-se e começou a tirar a sua camisa lentamente, dando um pequeno show sensual ao pequeno, que olhava avidamente para o tronco tonificado do maior com olhos gulosos. Com mãos trémulas, o mestiço tentou começar a livrar-se da sua própria camisa. O maior livrou-se da camisa e do resto das roupas, e subiu em cima do menor, esplendidamente nu, sorrindo-lhe ternamente, beijou-o avidamente enquanto retirava a camisa do outro.
Cain fez um trilho de beijos até aos mamilos de Yoshiro, começando a chupar e mordiscar um dos bicos eriçados, enquanto brincava com o outro, usando uma das mãos, ao que a outra se dirigia ao cós das calças do pequeno.
– Cain... — o pequeno gemeu o nome do amado com pura necessidade, enquanto se contorcia sob o outro.
Entendendo, o vampiro passou a baixar lentamente as calças do outro junto com as cuecas meias húmidas com o prazer do pequeno. Cain beijou a ponta do pênis de Yoshiro, que já estava bastante inchado, e passou a distribuir beijos pelas coxas roliças do pequeno, que gemia levemente, pedindo por alívio.
Logo foi atendido, e Cain beijou a extensão do membro do outro, passou a língua pela fenda da glande, provocando arrepios no menor. O vampiro lambeu o comprimento do membro, sorrindo quando viu uma gota perolada de pré-gozo a aparecer timidamente na ponta deste, e chupou-a, tomou o pénis de Yoshiro na boca e começou com uma sucção lenta.
– Uh… — Yoshiro estremeceu quando um dedo longo circundou o seu ânus.
Yoshiro estava totalmente perdido nas sensações, ter o outro tão perto de si, sentir o seu cheiro e o calor húmido da boca dele no seu membro estava a levá-lo ao limiar do prazer, os seus gemidos tornaram-se mais altos quando sentiu o orgasmo próximo. Mas, quando estava quase a alcançar o nirvana, sentiu Cain a afastar-se e gemeu em desgosto.
– Cain, por favor… — pediu olhando para o outro e recebendo um sorriso em resposta.
– Tudo a seu tempo. – foi o que o vampiro lhe respondeu, olhando-o nos olhos, antes de voltar a beijá-lo avidamente.
As suas línguas tocaram-se e duelaram entre si, repentinamente, sentiu o doce sabor metálico do sangue na sua boca e apercebeu-se que acabara por cortar a língua do seu amante com os seus caninos que cresceram em meio ao prazer. Logo começou a chupar na língua de Cain, aplacando um pouco a sua sede.
Cain sorriu durante o beijo e afastou-se, recebendo um som de protesto de Yoshiro. Estendeu o braço para o criado-mudo e tirou de lá um tubo de lubrificante.
– Cain… — o loiro sorriu ao ouvir o chamado da raposa e voltou para perto dela.
Yoshiro olhou nos olhos de Cain enquanto este dobrava as suas pernas posicionando-se entre elas e abria o tubo, despejando um pouco do lubrificante nos seus dedos. Estremeceu quando sentiu um dígito gelado acariciar a sua entrada e pressionar experimentalmente.
O seu canal contraiu-se sob a invasão desconhecida, era uma sensação estranha e um pouco desconfortável, mas logo o desconforto passou e Yoshiro passou a sentir prazer com a invasão. Sentiu quando Cain adicionou mais um digito, o desconforto voltou, mais forte, mas mesmo assim era prazeroso.
Quando os dedos de Cain tocaram a próstata de Yoshiro, o pequeno gemeu mais e forçou-se contra o maior, esse foi o limite do vampiro. Retirou os seus dedos de dentro da raposa, recebendo um gemido de protesto com resposta e espalhou uma quantidade generosa de lubrificante sobre o seu pénis. Posicionou-se na entrada do pequeno e começou a penetrar lentamente.
Lágrimas encheram os olhos de Yoshiro, doía, doía bastante, mas queria ser forte, não iria desapontar o maior.
– Ah, Cain… — choramingou quando o outro se impulsionou um pouco mais para dentro de si.
– Shhhh, tenha calma… — Cain tentou acalmar o pequeno, distribuindo beijos pela sua face e parando nos seus lábios, beijando-o com devoção.
Yoshiro tentou relaxar e entregou-se ao beijo, buscando esquecer a dor que o percorria. Durante o beijo, Cain ia distribuindo carícias pelo pequeno corpo abaixo do seu e adentrando-o pouco a pouco.
–Hum… — Yoshiro gemeu prolongadamente.
Sentia os pelos pubianos de Cain e o membro pulsante totalmente dentro dele, enchendo-o ao limite. Se doía? Bastante, sentia-se a ser rasgado, mas o desejo de ter Cain em si, a sede que crescia drasticamente e a luxuria que o queimava lentamente eram mais fortes que a dor.
Cain parou por instantes, deixando o vampirinho acostumar-se à invasão, mas rosnou quando este prendeu a cintura que Cain com as suas pernas e apertou o seu canal, dando-lhe passe livre para avançar.
– Oh Yoshiro! – exclamou antes de começar a mover-se dentro e fora dele.
Então começaram com uma dança sensual, Cain afastava-se, quase saindo por completo do pequeno, e Yoshiro puxava-o de volta. O quarto era enchido de gemidos e urros de prazer, o mestiço soltava uma ladainha de gemidos, pedidos e do nome do amado enquanto se contorcia de prazer. Os seus olhos estavam vermelho-sangue e as suas presas salientes, assim como as de Cain.
Em certa altura, o maior sentou-se trazendo o menos consigo e fazendo com este o cavalga-se com a sua ajuda.
Aumentaram o ritmo das estocadas, Yoshiro gemia e soltava pequenos gritos de prazer. Cain beijava e lambia o pescoço deste, roçando os dentes.
– Cain, Cain, Cain… — Yoshiro gemia em desespero.
Entendendo o pedido, Cain apertou o punho em torno do membro do pequeno, masturbando-o na mesma velocidade das estocadas. Estavam ambos no limiar do prazer, um simples passo e cairiam no meio do êxtase total. Mas faltava algo…
– Cain, me morda, Cain… Morde-me… — Yoshiro pediu, não, implorou ao vampiro a sua mente esgotada não conseguia registar muito mais do que aquela dolorosa necessidade de ser mordido, de ser reivindicado.
Sem esperar segunda ordem, Cain afundou as suas prezas na ligação do pescoço ao ombro de Yoshiro, sentindo o pequeno fazer o mesmo.
Então doce sabor inebriante encheu as suas bocas, sentiram as suas almas ligarem-se e o seu prazer duplicou-se, chegaram ao tão desejado orgasmo, gemeram no prazer violento que os banhava, sugavam o sangue um do outro. O prazer húmido de Yoshiro pintava o abdómen de Cain, enquanto a raposa sentia os jatos de prazer saírem do membro do amante, enchendo-o com a prova do prazer do outro.
Largaram o pescoço um do outro e Yoshiro encostou a testa no ombro de Cain que se deitou aninhando o pequeno no seu peito. Um sorriso brincava nos lábios do japonês, agora entendia o que eram os “companheiros” de que os seus pais falavam, e tinha encontrado o seu. Os seus olhos, agora esmeralda, encontraram os de Cain que pareciam ferro liquido, no calor da paixão.
O seu ser todo vibrava, ainda preso na névoa do orgasmo.
– “ Sim, companheiro… “ – a voz de Cain ecoou na sua mente.
– “Cain! Como… como é possível? “ – assustou-se quando ouviu a voz do outro na sua mente.
– Sim pequeno, somos companheiros, companheiros de alma… — sussurrou-lhe no ouvido.
Então fragmentos de conversas e conselhos dos seus pais passaram na mente, lembrava-se de lhe falarem em companheiros, escolhidos pelo destino, que se completavam, que juntos eram um e que toda a gente tinha o seu companheiro, muitos não o encontravam, mas eles, tinham encontrado e era lindo… Sim, agora lembrava-se, antes de tudo ter acontecido, ele desejava, ele queria encontrar o seu companheiro…
– É, — sorriu – Tem razão. Companheiro. Meu companheiro… — murmurou e beijou o maior com calma, carinho e amor, muito diferente dos beijos sedentos que trovaram antes.
Cain sorria, estava feliz, por anos procurou o seu companheiro na eternidade, e, agora que o encontrou, sentia que todos os anos de solidão seriam pequenos em comparação ao que viveria com Yoshiro. Queria ver o pequeno feliz, e, por isso, conseguiria acabar com todos os fantasmas que o atormentavam, nem que para isso tivesse de morrer.
–“ Não, não pense nisso agora.” – Yoshiro murmurou na sua mente através do seu vínculo, selando os seus lábios e voltando a aninhar-se na no peito confortante do maior.
Cain sorriu e assentiu, beijando o topo dos cabelos negros e puxando o lençol de seda negro para os tapar.
– “ Te amo Cain…” – Yoshiro sussurrou na sua mente antes de adormecer colado ao maior.
– “ Eu também pequeno… Eu também te amo.” – Cain respondeu-lhe, captando um pequeno sorriso nos lábios do japonês, antes deste adormecer.
O maior também sorriu e observou o pequeno a dormir, velaria pelo seu sono e protegê-lo-ia de todos dos “demónios” que tentassem atacar os seus sonhos.
Oh sim, Cain iria proteger o seu pequeno de todo o mal, custasse o que custasse, não permitiria que nada apagasse aquele lindo sorriso que iluminava a sua noite.
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