Destinados...?
2 Teto Não Familiar
Sangwoo acordou. O teto branco lembrou-lhe que não se encontrava em casa. Onde? Fechou os olhos.
Estava na universidade, quando Dongyu Kim, aquele gordo imbecil, começou uma briga, foi apartar – afinal era seu dever como líder evitar que todos eles fossem expulsos por causa daquele idiota.
O líder da outra manada não parecia disposto a parar. Acabou tendo de usar seus feromônios e seu tom de comando para conseguir apaziguar tudo e mesmo assim, terminou sendo cortado – o covarde tinha uma faca. Onde estavam os bons e velhos costumes que ditavam que em uma briga entre alphas, o certo era usar apenas o punho?
Depois disso, não quis perder tempo indo até a enfermaria central alpha do outro lado do campus – a que era perto estava fechada fazia alguns meses. Foi então a enfermaria ômega – que era mais próxima. Usou seu charme para convencer a enfermeira beta a tratá-lo. O que poderia acontecer em cinco minutos enquanto colocava um curativo?
Abriu os olhos.
— Merda. – disse sentando-se, olhou para o lado e viu o maldito ômega dormindo na cama próxima.
Iria matá-lo. Com certeza. O maldito deve ter planejado aquilo, como alguém podia entrar no cio EXATAMENTE no momento em que um alpha burlava as regras e ficava menos de cinco minutos na maldita enfermaria? Quais eram as chances? Ouviu alguém pigarrear.
A enfermeira o encarava, parecia um pouco assustada com o olhar que lançava... Em qualquer outro momento, faria questão de dar um belo sorriso falso e usar seu charme para driblar a situação, mas naquele instante, entrara no modo foda-se. Apenas arrumou a calça e se ajeitou um pouco.
— Você o mordeu... – começou ela.
"Não diga. Nem tinha percebido.".
Sangwoo sentiu vontade de responder, entretanto se controlou, já estava tudo suficientemente ruim.
— Terá de assumir a responsabilidade... – continuou a enfermeira.
O alpha não sabia mais se matava o ômega ou a beta. Não respondeu.
A enfermeira suspirou, mas prosseguiu: — Você sabe... Agora são um par...
Sangwoo sabia, realmente eram um par, e era ilegal abandonar um parceiro ômega. Teria de passar pelo bendito "Registro Ômega", uma porcaria instituída por lei para evitar que ômegas fossem assassinados por seus parceiros.
Basicamente, o governo pensava que se forçasse o alpha a se registrar junto com o ômega, poderia controlar o par, portanto, evitaria que os ômegas fossem mortos. Tudo uma grande bobagem.
O jovem refletia, sua vontade era pagar uma quantia substancial de dinheiro ao ômega. Eles eram em geral muito pobres e aquele não parecia uma exceção. Teria de usar suas economias, mas nada muito prejudicial.
Contudo, o mordeu em um estabelecimento público, diante de uma enfermeira contratada para reportar qualquer tipo de irregularidade. Por causa disso, não via muitas opções.
Por mais que a universidade abafasse o caso – para não se prejudicar, não seria o suficiente para evitar que as principais famílias alphas soubessem...
"Droga... Anos de trabalho que podem acabar no lixo se eu cometer um erro agora.". Respirou fundo.
— Acho que o certo é nos registrarmos, não? – colocou seu melhor sorriso: — Desculpe por antes, acordei atordoado depois do que aconteceu, você entende, não?
A enfermeira, primeiro se chocou, contudo depois sorriu: — Claro. Sobre o registro, eu já relatei o ômega e o alpha envolvidos, mas não terminei todos os procedimentos...
Sangwoo manteve o sorriso. Entendia como aquilo tudo funcionava. Primeiro era relatado o ocorrido, se fosse encontrado apenas o ômega, ele era enviado imediatamente a uma instituição médica, se o ômega lembrasse quem cometera o ato, o alpha era procurado e preso por abandono – se comprovado através do exame de mordida que realmente era o alpha em questão.
Caso os dois fossem encontrados – como era seu caso – os dois eram relatados, e então havia duas opções. Assumir a responsabilidade pela transição — o período pelo qual o ômega e o alpha tinham seus corpos mudados para se adaptarem melhor um ao outro, isso durava aproximadamente uma semana — e depois disso o alpha pagaria uma pensão pelo resto da vida do ômega.
"Devido a prejuízos físicos sofridos pelo ômega por causa do vínculo.".
Ou assumir plena responsabilidade, ou seja, ficar com o ômega pelo resto da vida.
A primeira opção parecia mais atraente, mas, era muito mal vista. Entre os alphas ela era chamada de 'a escolha dos fracos e covardes'.
Para o status que possuía atualmente, como líder de uma manada que tinha como integrantes filhos de grandes alphas, era praticamente inconcebível que escolhesse aquela...
— Irei assumir plena responsabilidade. – respondeu Sangwoo, ainda sorrindo.
A enfermeira parecia encantada, era muito raro jovens alphas assumirem plena responsabilidade. Apesar de ser prejudicial para seus futuros, o convencional era apenas fazerem a transição e depois pagarem pensão aos ômegas.
Ela achava aquilo horrível e de uma irresponsabilidade enorme, os jovens acabavam muito mal vistos, mas não pareciam se importar já que seus pais sempre os protegiam.
Sangwoo suspirou no momento que a enfermeira saiu para terminar o registro no computador. Ele colocou a mão no rosto. Como diabos aquilo aconteceu, para começo de conversa?
"Será que existe uma forma de misturar drogas com o próprio feromônio?".
Ele já ouvira falar de casos em que ômegas faziam coisas malucas para conseguir alphas, contudo, nunca nada foi provado.
"De qualquer forma, isso não importa mais, importa?".
Ela voltou com alguns papéis: — Aqui, seu registro completo. – ela lhe entregou uma quantidade considerável de papelada: — Por enquanto, vocês ficarão em observação, como manda a lei, o professor selecionado para lidar com este caso já está para chegar.
— Quem é? – Sangwoo olhava, distraído, os papéis... Nossa... Quantas observações sobre o período de transição... Isso ia ser um saco.
— Yang Seungbae.
O alpha gelou. Aquilo era o inferno, só podia. O único professor com quem não conseguia se relacionar bem e que estava louco para expulsá-lo.
"Cuidar", repetiu a palavra mentalmente, seria mais correto "Vigiar".
— Você tem sorte de não ser demitida, senhorita Koong. – Seungbae entrou na enfermaria: — Permitir que um estudante alpha entrasse na enfermaria ômega, um dos poucos lugares que os ômegas podem considerar seguro em caso de emergência, é o cúmulo da irresponsabilidade.
A beta ficou vermelha: — O reitor achou melhor manter meu emprego, mas eu teria de me responsabilizar pela saúde do senhor Yoon Bum.
— A saúde dele já está permanentemente comprometida graças a sua incompetência, cuidar dele é o mínimo.
Sangwoo observou a cena. Definitivamente o professor Yang não veio ao mundo para fazer amigos. O odiava, mas concordava com seu ponto de vista, não fora nem um pouco difícil convencer a beta a deixá-lo entrar, se ela realmente tivesse se imposto, teria sido obrigado a ir a outra enfermaria.
— De qualquer forma. – o professor continuou: — Qual a sua atitude em relação a isso? – ele focou seus olhos em Sangwoo.
— Irei assumir plena responsabilidade.
— Então a universidade irá ajudá-lo, abafando o caso.
"Filho da puta" pensou o jovem alpha, indignado.
"Então você só vai me ajudar porque irei assumir plena responsabilidade, se eu tivesse escolhido apenas o período de transição, você faria questão que os pais de todos os membros de minha manada soubessem, não é?" ele sorriu, encarando o professor.
— Você já marcou o exame médico para o senhor Yoon, senhorita Koong?
— Claro, como disse, irei cuidar da saúde dele.
Sangwoo parou, só então percebendo do que poderia se tratar "Cuidar da saúde dele?".
— Não me diga que...? – o alpha perguntou um pouco aflito.
Seungbae sorriu ironicamente: — Não é por isso. É devido à mudança física gerada pela marcação. Ômegas são sensíveis, e as mudanças são mais radicais e problemáticas que com alphas. Se tudo ocorrer bem, Oh Sangwoo, o mundo ainda não terá de lidar com um filho seu. O rapaz está dormindo devido ao coquetel dado a ele para evitar isso e outras coisas.
Sangwoo captou a mensagem do 'outras coisas', detestava esse tipo de insinuação. Usava camisinha com todos que transava, incluindo ômegas, aquele é que fora umagrande exceção.
— Agora possuo doenças também? – perguntou Sangwoo evitando aparentar a crescente irritação.
— Eu não sei. O senhor nunca atualiza seus dados médicos, atualiza? De qualquer forma, foi bom você mencionar o assunto, terá que ir à enfermaria alpha para fazer alguns exames. – ele encarou Sangwoo: — E antes de você dar um jeito de não ir, saiba que vou acompanhá-lo até lá.
— Para um professor, o senhor é bastante desocupado.
— Se meus alunos alphas seguissem as regras como o resto da sociedade, talvez eu tivesse um tempo para descansar, mas, como podemos ver nessa situação, nunca é esse o caso. – Seungbae o fitou sério, abrindo a porta da enfermaria, esperando Sangwoo levantar e sair.
O mais jovem levantou, contudo, se apoiou novamente na cama. Sua cintura doía.
"Estou com dorde tanto fazer sexo?".
Isso nunca havia ocorrido, olhou de canto para Bum que parecia dormir profundamente. Se ele estava com dor, aquele garoto estava como? Morto?
Acabou percebendo a grande marca de mordida em seu pescoço e teve que desviar o olhar. Sentia-se estranho e não queria pensar sobre isso. Caminhou até a porta e saiu.
Não havia muitos alunos nos corredores, mas os que estavam ali o fitavam curiosos. Claro, era um alpha saindo de uma enfermaria ômega, normalmente isso significava problemas, principalmente se estavam acompanhados por um professor. Sangwoo respirou profundamente.
Depois de atravessarem metade da universidade – que era particularmente enorme – eles finalmente chegaram à enfermaria central alpha, onde uma médica baixinha e velhinha, conhecida por ser brava, os aguardava.
— Levante a manga da camisa, criança estúpida. Aqui é longe, mas não o fim do mundo. – a senhora foi preparando todo o equipamento para os exames.
— Boa tarde senhora Noh. – disse Seungbae.
— Se ele tivesse usado todo esse porte atlético para caminhar mais um pouco e vir até aqui, nada disso teria acontecido.
Ela praticamente empurrou Sangwoo contra a cadeira, fazendo-o sentar e pegou seu braço, amarrando-o com o garrote e passando o algodão com álcool.
— Claro que se a outra enfermaria estivesse funcionando, tudo seria muito mais fácil. E não faça essa cara Seungbae.
Passou rapidamente pela mente de Sangwoo se ela possuía olhos nas costas.
— Você sabe que estou certa e tenho certeza que esse garoto já pensou nisso...
Ela penetrou a agulha na veia, tirou o garrote e começou a retirar o sangue.
— Infelizmente ele não é um filhinho de papai, se não processaria essa universidade. Ah sim, eu sei quem é você – ela olhou nos olhos do jovem: — Oh Sangwoo. O garoto que falta todos os exames mensais. Possui a manada mais forte e influente da universidade e traça todos os ômegas sem maiores consequências, bom – tirou a agulha: — Pelo visto não todos os ômegas, hm? O que aconteceu? Perdeu o controle? – ela deu um sorrisinho irônico, colocou um curativo e depois se virou, despejando o sangue em um tubo e nomeando-o.
— Senhora Noh...
— O que Seungbae? Falei alguma mentira? – ela se virou novamente para Sangwoo, começando o exame físico: — Hm... – ela mirou os olhos do jovem: — Entendo. Seungbae, saia.
— O quê?
— Eu disse saia. Você não tem que estar aqui vendo o exame dele, tem? Você já o trouxe, agora espere lá fora. – disse empurrando o professor para fora, e fechando a porta: — Tire a camisa.
Sangwoo hesitou, mas acabou tirando.
A senhora se aproximou, examinando-o: — Lutas ilegais...
O alpha engoliu em seco.
— Sou muito velha para não deduzir o óbvio garoto. Você está cheio de hematomas, alguns em fase de cicatrização, a maioria em lugares muito específicos. – ela suspirou: — Então é assim que você consegue... Bem, eu já desconfiava – continuou o exame físico.
— Desconfiava? – murmurou o rapaz.
— Você é órfão, estuda medicina com uma bolsa miserável, não tem tempo para um emprego fixo, tem que comprar os materiais, se manter e ir às festas alphas por status, ou, não conseguirá um bom emprego depois de sair da universidade. – suspirou, pegando um tubo de oxigênio preso a uma máquina: — Respire aqui. – ele obedeceu e ela examinou o resultado: — Hm... A frequência está estranha... – murmurou.
Ela passou uma pequena espátula sob a pele do rapaz e foi para um microscópio, examinando por alguns minutos.
— Incrível... Vocês devem ser compatíveis em níveis extremos... Você já começou a adaptação. – tirou os óculos de meia lua, suspirando enquanto parecia refletir: — Todos os exames devem ficar prontos em até 24 horas. Estará online, você deve ver neste endereço. – ela entregou um papel a ele.
Sangwoo examinou o papel e depois encarou a senhora.
— E não me olhe assim garoto. Não vou denunciá-lo a universidade. Sei que é por isso que não veio aqui antes, e se sua pergunta é 'Como essa velha sabe tanto?', simples, minha memória é ótima, jovens garotas alphas falam demais e eu li a sua ficha cinco minutos antes de você chegar, além de entender como esse mundo funciona. – ela sorriu.
Sangwoo levantou: — Posso ir?
— Sim. – ela fazia mais algumas anotações: — Só mais uma coisa. – o mirou seriamente: — Não pense que vai conseguir 'desfazer' o vínculo. Minha sugestão para você é tentar. Tente se dar bem com esse ômega, e se for realmente impossível, em dois anos vocês podem entrar com um pedido de resignação do registro. Vai ser doloroso para ambos, mas se houver alguma distância depois disso, o vínculo diminui o suficiente para viverem normalmente. É a única forma, vai por mim, porque se esse menino aparecer com um arranhão, a universidade tem obrigação de avisar a polícia e o Conselho Ômega, e então, você poderá estar realmente encrencado.
Sangwoo abriu a porta e saiu.
O professor o esperava com um copo de suco de laranja: — Beba. – disse colocando o copo na frente do rapaz.
— Até quando você vai me acompanhar?
Estava cansado, havia perdido metade das aulas do dia e não aguentava mais aquela história toda.
— Até tudo estar resolvido. Ou pelo menos, a maior parte. Yoon Bum mora no dormitório ômega, já você mora sozinho em uma casa, então creio que é melhor ele ir morar com você.
Sangwoo tomou o suco em um gole. Precisava de um cigarro. Claro... Era óbvio que o ômega teria que morar com ele, era seu maldito par. Ele respirou fundo. Deveria se ajustar a situação e o melhor era manter as aparências.
Atravessaram novamente a universidade. Próximo à enfermaria ômega se encontrava Bum, ele segurava uma mochila e estava com uma garota, ela parecia falar sem parar enquanto ele apenas ouvia.
— Então... – Sangwoo se aproximou: — Vamos? – só queria ir embora, as aulas já haviam terminado, começava a escurecer, desejava tomar um banho e dormir. Antes é claro, precisava conversar com o ômega a sua frente.
— Tá... – respondeu o moreno em um sussurro: — Tchau Myung-Hee, te vejo amanhã para pegar o resto de minhas coisas. – disse indo para o lado de Sangwoo.
Sangwoo encarou o jovem que parecia fazer de tudo para evitar seus olhos.
— Nesse momento normalmente digo "eu não mordo", mas você é uma prova viva de que estaria mentindo. – o alpha sorriu.
O ômega o encarou, ficando vermelho até as orelhas. O alpha então desviou o olhar.
— Sangwoo, espero que você seja responsável durante o final de semana. – Seungbae estava dando um alerta óbvio ao jovem, qualquer machucado naquele ômega lhe custaria muito.
— Não se preocupe professor. – Sangwoo sorriu, abraçando Bum: — Não quero ter filhos tão cedo. – distorção de palavras, uma arte conhecida por poucos da qual o alpha era mestre.
— Vamos. – ele pegou a mão do ômega e o puxou, andando ao seu lado até o estacionamento.
Abriu a porta de seu carro para o garoto, então entrou pelo outro lado. Respirou fundo e deu um soco no volante, o ômega a seu lado pareceu assustar-se, mas o alpha não ligou muito. Precisava fazer aquilo. Começou a dirigir.
— O que você acha que vai acontecer agora? – começou: — Se você espera um relacionamento, está enganado. Você é meu par, mas nós não somos um casal, entendido? Vou ficar com você até dar um jeito de nos livrarmos desse vínculo.
— Entendi. – o ômega murmurou por fim, também parecia cansado.
Aliás, refletia o moreno, teria de morar com Sangwoo a partir de hoje. Um leve arrepio passou por seu corpo, um misto de excitamento – que estava tentando desesperadamente não sentir e medo. Da última vez que conviveu com um alpha sob o mesmo teto, odiara.
"E agora serei apenas eu e ele...".
Sangwoo olhou o ômega, suas roupas eram de um tamanho maior e pareciam bastante gastas, sem contar que era realmente muito magro. O alpha suspirou, ia ter que apresentá-lo a sua manada.
"Como meu par... Arg..." aquilo era ridículo. Sem contar que nunca quis um par. Ele chegou a casa e estacionou o carro, descendo logo em seguida e abrindo o portão.
— A senha é 54288. Não conte a ninguém e não traga ninguém aqui, não gosto do cheiro de outras pessoas em meu território, o seu já vai ser mais do que o suficiente...
Só então se deu conta de algo e virou-se para o ômega atrás de si, ele aproximou-se do pescoço do garoto, cheirando-o. Não estava forte, pelo contrário, era muito suave...
"E provavelmente se não houvesse o vínculo, nem o sentiria..." ele tragou novamente, era realmente diferente...
— Sangwoo...? – murmurou Bum, confuso e vermelho.
O alpha se afastou, entrando na casa: — Tem um quarto vazio no andar de cima. Pode ficar com ele. Vou tomar banho primeiro, depois você pode ir. Espero que tenha trazido uma toalha, pelo menos.
— Eu... Eu já tomei banho na universidade. – disse o ômega, vermelho.
Como era comum alguns ômegas perderem o controle e acabarem fazendo sexo na universidade, suas enfermarias eram equipadas com chuveiros. O ômega havia tomado banho lá, depois que Myung-Hee chegara com sua mochila e uma muda de roupa.
— Então, irei direto para o quarto. Boa noite Sangwoo.
Sangwoo não respondeu, apenas se afastou, entrando no próprio quarto sem fechar a porta. Saiu logo em seguida entregando um conjunto de lençóis, uma fronha e um cobertor para o menor, depois, se dirigiu ao que parecia ser o banheiro.
Bum olhou as escadas e subiu. Estava totalmente dolorido. Cada degrau era um martírio. Abriu uma das portas, e por sorte, acertara. Era um quarto pequeno, tinha uma cama de solteiro e uma escrivaninha.
Respirou fundo, colocou o lençol na cama, a fronha no travesseiro e deitou, olhando o teto. Foi quando percebeu algo, se levantou e apagou as luzes, olhando novamente para o teto.
Havia diversas estrelas fluorescentes que formavam constelações perfeitas. Como futuro educador sabia que crianças alphas precisavam de coisas que lhe chamassem a atenção, para incentivar a criatividade "Com certeza, esse era o quarto do Sangwoo.". Suspirou.
— O que eu faço agora...?
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