Quando finalmente recuperei a consciência percebi que aquilo não era um túnel de fuga, mas sim uma armadilha. Tentei me acalmar para achar uma saída rápida dali, mas parecia impossível escapar já que o poço não tinha saída nas laterais e parecia ter uns dez metros de profundidade.

Quando examinei o chão não me acalmei nem um pouco quando descobri que estava pisando em ossos humanos.

Calma. Calma, pensava comigo mesma. Você não vai morrer de fome e apodrecer, porque você já passou por situações piores.

Infelizmente esse consolo que sempre dava amim mesma não iria funcionar desta vez, já que essa era a pior situação que já passara até ali.

Enquanto pensava em como sair daquele. ouvi um barulho vindo do outro lado da parede, eram vozes de garotinhas gritando por socorro.

— Está muito escuro. — disse uma.

— Estou ficando sem ar. — disse a outra

Mesmo não sendo da minha natureza ajudar pessoas, deixar crianças inocentes morrerem de asfixia era muita crueldade mesmo pra mim.

Achei um pé de cabra que um dos esqueletos estava abraçado (por um motivo que ainda não sei qual é) e comecei a acertar a parede sólida como titânio. Depois de muito bater, a parede finalmente cedeu e rachou criando uma fenda que circulava o poço que era redondo,liberando um gás que me deixou tonta assim que inspirei.

Descobri que era uma armadilha já que dentro não tinham garotinhas, mas tinham duas caixas de som. Comecei a entrar em pânico e a gritar por ajuda, mas é claro que ninguém me ouviria, pelo menos era isso que eu achava até que um policial veio e viu a cena.

Depois de me tirarem dali e me identificarem como criminosa, o policial queacabou me encontrando foi falar com uma colegapolicial loira enquanto eu entrava na viatura.

— O poço sempre funciona. — disse a policial loira que não conseguia me lembrar do porquê da voz ser tão familiar.

— Foi uma ótima ideia dos policiais de 1978, não foi Senhorita Miller?! — falou o policial com sua amiga levando um sorriso no rosto.

Levei um susto tão grande que dava para ouvir meu grito de fora do carro.

Se aquela era a policial Miller, pensei, ela vai estar no meu julgamento como testemunha.

E tudo oque eu poderia fazer era esperar para ver se eu seria condenada a prisão perpétua ou a morte.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.