Destiel all the ways.
1 Words aren't necessary.
Notas iniciais
Então, espero mesmo que gostem das histórias. Essa é mais leve, baseada numa história que li aqui no Nyah!.
Boa leitura! ♥
Words Aren't Necessary.
Castiel levantou os olhos para o céu, que naquele momento estava nublado, mas de uma iluminação de deixar cego. Ele estava um pouco cansado, pois tinha sido atingido por um feitiço, após pular na frente de Dean durante um caso. E cá estava ele, uma linda mulher. Ele nunca havia pensando que isso poderia ocorrer, mas parece que o destino conseguiu. Era legal ser mulher, mas ele vinha percebendo e entendendo tudo o que as mulheres viviam. Eram discriminadas, maltratadas pelo estilo de corpo, xingadas nas ruas com palavras fortes e olhares que ninguém desejaria para o pior inimigo. Era dificil, mas a satisfação do anjo depois de socar a cara de um imbecil foi a melhor, e a risada no fundo do cenário era a melhor; aquele dia Dean estava o ajudando a comprar roupas (após muita briga com Sam), um dia depois do ocorrido com uma bruxa, a qual já havia sido derrotada, mas o feitiço só passaria dali uma semana.
E agora ali estava, sentado do lado de fora do bunker, com olheiras, sem poder (por estar humano, graças ao feitiço) e com o terninho semelhante a roupa que sempre usava com o sobretudo bege. Sorriu ao escutar o grito de Dean o chamando para comer. Ele levantou se dirigiu à porta do bunker, entrando e fechando-a.
Ao chegar na cozinha deu de cara com Sam de samba-canção vermelha e camiseta servindo-se de carne, enquanto Dean, de roupão pegava cerveja. Riu da cena e sentou-se, observando os irmãos sentarem, Dean colocando um prato na sua frente.
—Ahn, eu estou sem fome. — Castiel falou, fazendo Dean revirar os olhos, como nas últimas dez vezes.
—Eu não vou discutir. — Ele falou, atacando a comida do próprio prato.
—Que bom, porque eu não vou comer. Obrigado por se lembrar de mim, mas eu estou sem apetite. — O anjo falou, já se levantando. Num ímpeto, o loiro segurou o pulso do anjo, terminando de engolir a comida.
—Cas, você precisa se alimentar. Agora você não é mais um anjo, é essencial que coma. — O olhar de Dean, calmo e sutil o acalmou, mas não mudou seu conflito interno.
—Dean, eu entendo, de verdade. Mas no momento eu realmente não quero comer. Obrigado. — Castiel acariciou o dedão do amigo e se dirigiu ao quarto que estava nos últimos dias.
—Por que ele tem que ser tão teimoso? — Dean questionou, pressionando as têmporas.
—Olha quem fala. — Sam brincou, vendo-o sorrir. -Ele só precisa de um tempo. Algo deve ter deixado ele mais fechado que antes.
—Espero que ele saiba que pode confiar em mim. Eu odeio ver ele assim, quieto e sempre observando sem opinar. — Dean falou, num momento estranho de sentimentalismo. Sam riu. — Que foi?
—Você. Quase nunca abre seus sentimentos, e cá estamos nós. Parece que o Cas consegue mesmo mexer com você.
—Mexer comigo, como assim?! — E lá estava novamente, a armadura.
—Mexer no sentido de amizade, de mostrar seu lado mais sem armadura. — Sam falou, sorrindo, vendo o outro assentir, voltando a comer ficando quieto.
Castiel, que escutava tudo antes de entrar no quarto, sorriu. Fechou a porta do quarto e sentou na cama, ligando a Netflix e procurando alguma série que lhe interessasse. Ele havia escolhido Gravity Falls, deitando na cama, sentindo o cobertor sobre seu corpo lhe esquentar rapidamente. E quando deu por si, não estava mais acordado.
(...)
Dean deu leves batidas na porta do quarto do anjo, após não ter resposta, decidiu adentrar. Castiel se encontrava dormindo, calmo e sem pressa. Num piscar, percebeu que não era mais a sua versão feminina, mas sim O Cas, o homem-anjo estava de volta. A barba por fazer, as roupas aparentemente justas e os cabelos curtos bagunçados atraíram Dean, que se aproximou da cama, sentando ao lado do anjo, olhando-o com carinho e paciência. Sem evitar, levou sua mão aos cabelos cheirosos do menor e acariciou ali, vendo-o sorrir em meio ao sono. Dean respirou fundo, pensando sobre seu comportamento, ele não era assim, aberto e claramente compreensivo com todos, mas ali estava ele, ao lado de Cas, esperando para poder conversar com ele sobre o que vinha acontecendo. Sem perceber, os olhos azuis o encaravam, aproveitando o calor da mão do loiro em seus cabelos. Dean, quando parou de viajar em pensamentos ia retirando a mão dos cabelos escuros do menor, até levar um susto sentindo a mão de Castiel segurar a sua, pedindo com os olhos azuis para que continuasse.
—Está gostando? — Dean perguntou e o outro assentiu. — Que bom... Ei, anjo, ahn... O que vem acontecendo com você? Esses dias você esteve bem tristonho e sem muita vontade de comer.
—Ahn... É só que eu vim sentindo na pele o pior do ser-humano, e tudo isso me fez pensar mais e mais. Imagine como deve ser para a mulher quando, sem motivo aparente a chamam de vadia, ou vagabunda. Até mesmo com motivo, não se trata alguém assim. Ou todo esse ódio que eu vi pelas pessoas que amam gêneros iguais aos seus. É tanto ódio e raiva, desde quando os humanos pararam de amar e respeitar pela alma? Desde quando pararam de se interessar pelos olhos, pelos cabelos, pelos sorrisos e carícias e se interessar por desrespeito e jogadas desinteressadas? — Castiel tinha os olhos marejados, fazendo Dean se aproximar do menor e, receoso e hesitante, abraçar o mesmo.
—Apesar de tudo, ainda tem muita gente que ama. O ódio é grande, mas não pode deixar que eles te atinjam. — Dean falou, sentindo a cabeça do outro apoiar no seu ombro, sentindo as lágrimas quentes do anjo. O loiro apertou o moreno, que lhe segurou uma das mãos e com os olhos, o pediu para ficar do seu lado. — Quer ver algo?
—Gravity Falls. — Castiel respondeu, fazendo Dean sorrir. Dean deitou-se ao lado do anjo e o puxou para seus braços, beijando a bochecha do mesmo, enquanto fazia carinho com a mão esquerda e iniciava o desenho, sentindo Cas lhe abraçar com força. E ali cobertos, ficaram, sentindo o amor, que nunca precisava ser declarado, os rodeando. Eles se amavam e sabia disso, palavras eram desnecessárias nas noites quentes em que se esquentavam, aquele dia era um dos momentos que eles queria ter mais no futuro.
Notas finais
Inês do meu coração, que fofura!
És o seguinte (ui que formal): Não tem dias definidos, nem nada. Vai ser sempre que eu puder postar, so... Destiny.
Amo ôces, ponnies! ♥
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