Notas iniciais
Ei gente! Cheguei com um capítulo triste, que eu me emocionei escrevendo e imaginando após um headcanon. Enfim, pinterest é ótimo em inspiração. Boa leitura, e espero ainda postar mais um hoje ou amanhã. Beijos ♥

Dean e Sam estavam sentados ao redor da mesa no bunker, um de frente para o outro, rindo como nunca haviam tido oportunidade. Eles estava relembrando tudo vivido até ali, sem a presença do anjo de Dean, que havia morrido em batalha na semana anterior.

—Você lembra daquela vez em que você disse para ele sair da sua bunda e o que ele respondeu? — Sam perguntou, tentando recuperar o fôlego. Dean gargalhou, deixando Sam orgulhoso de saber que havia tirado o irmão do quarto durante aquele luto assolador que Sammy nunca vira o irmão passar.

—Lembro, lembro. — Dean disse, com lágrimas nos olhos de tanto rir, mas também de saudades. — E quando ele viu o pornô?

—"Se o cara da pizza gosta tanto da babá porque ele continua dando tapas na bunda dela?" — Sam riu, e Dean ficou sorrindo enquanto balançava levemente a cabeça. Um silêncio surgiu, deixando as coisas quietas, mas não inconfortáveis.

—Sério, Sammy. Eu ainda não entendo porque isso aconteceu. É tão injusto. — Dean falou, bebendo mais um gole da cerveja, tentando afogar a dor que sentia.

—Sim, Dean. Não é justo, ele se sacrificou por nós. — Sam falou, o sorriso que segundo atrás habitava aqueles lábios, agora estava morto.

—Ele não tinha que ter feito isso. Nós sempre damos um jeito. — O loiro falou, sentindo a voz falhar e os olhos começarem a embaçar.

—Sim, mas cara, naquele momento não tinha como. Na hora que lançaram contra nós, ele se jogo na sua frente e morreu tentando proteger nós dois. — Sam falou, fazendo com que a máscara do loiro caísse, fazendo-o chorar. A dor se espalhava, o ódio pelos monstros que mataram seu Cass se espalhavam. A cerveja não ajudava, nada ajudava. As lágrimas quentes que caíam pareciam ser ferro quente saindo de seus olhos.

—Ele é um herói. — Dean falou, sentindo a voz quebrar. Os olhos vermelhos voltaram para Sam, já mais calmos com o tempo em silêncio.

—Ele sempre terá uma memória em nós. Ele sempre terá a memória honrada. — Sam falou. E as lágrimas que caíam rápidas pelo rosto do loiro desaceleraram.

—Sammy, eu o amava. — As orbes verdes brilharam, como o irmão nunca tinha visto.

—Todos nós sabemos. — Sam falou, sorrindo cúmplice.

(...)

Dean retirou a camisa xadrez vermelha e jogou-a numa cadeira ali dentro do seu quarto e sentou-se na cama. Olhou para a porta fechada, lembrando que em qualquer momento que estivesse destruído Castiel entraria por ali e lhe diria que tudo ficaria bem e tentaria o fazer colocar pra fora tudo que sentia. Agora não o faria mais.

As lágrimas voltaram fortes. E ele chorou, chorou tudo que vinha chorando essa última semana. Chorou por perder aquele que ele sabia ser o que chamam de alma gêmea. Mas ele tinha uma paz no peito, por saber que tinha feito aqueles seres que mataram seu Cass pagarem. Ao menos aqueles monstros não estavam mais soltos, agora já haviam morrido depois de três dias de torturas.

O loiro deitou a cabeça no travesseiro, se cobrindo com o edredom marrom. Beijou a gravata do anjo que ele havia conseguido salvar antes do corpo de Castiel se desfazer aos ventos. E chorou até dormir.

Assim que o loiro atingiu o subconsciente, uma figura embebida em uma luz azul surgiu no quarto. O famoso sobretudo bege em contraste com os olhos azuis céu e cabelos negros destacando. O anjo Castiel sorriu, sentando-se ao lado do loiro beijando-o a testa e a bochecha, molhando os próprios lábios com água salgada.

—Eu também te amo. — Castiel sussurrou bem no ouvido do loiro. E antes que sua luz se desintegrar ao vento ele apertou a mão do loiro contra seu peito. — Eu voltarei pra você, por você.

A luz sumiu, quebrando-se ao vento.

Dean levantou-se de supetão, os olhos brilhando.

—Cass... — Ele sorriu, beijando as costas da mão direita, ainda quente pelo toque do moreno. E assim, dormiu.