Destarte, eu senti.

9 Olhares que se repetem


Não me encarem, por favor

Acabei de entrar

Passei pela catraca, ajeitando a mochila

Para casa, enfim, voltar

Foi um dia bom de trabalho;

É uma perspectiva boa de se observar

Pode ter ocorrido umas coisas e outras

Mas minhas tarefas pude completar

Então, não me encarem assim

Parece até que tiveram um dia ruim

Concentrem-se na paisagem monótona da janela

Não em mim!

Seus olhares são críticos

Às vezes sem expressão

Então, por favor, voltem suas visões para fora da janela

Para um carro, prédio, pessoas, alguma emoção.

Eu sei, eu sei, pouca coisa chama atenção

Dentro de um ônibus que segue a mesma direção

Mas, vai por mim,

Ficar me olhando assim... É constrangedor.

Enquanto vocês me olham

Procuro um assento

Torcendo para encontrar um lugar

Para assim poder encarar

O próximo que na catraca passar.

Passamos algum tempo de nossas vidas observando além de nossas vidas. Olhamos para pessoas que nunca conhecemos e, talvez, nunca mais veremos. Mas como tem sido nosso olhar? De compaixão, com sorriso, com raiva, sem expressão, com crítica e acusação?

O homem, hoje, tem esquecido como é olhar, passa os olhos despercebidos sem qualquer compaixão ou empatia para demonstrar. É... Bem que Jesus disse: Os olhos são como uma luz para o corpo: quando os olhos de vocês são bons, todo o seu corpo fica cheio de luz. (Mt. 6:22)