Este poema foi escrito em 2012, quando descobri o amor, a dor, a insegurança e a alegria de sentir.

Pronto. Já ergui as paredes,

Coloquei o teto,

Fechei a cortina

Da pequena janela.

Camuflei meu coração

Com a cor dos pisos para não ser percebido.

Protegi-me de qualquer visita

Seja ela de afeto ou de carinho.

E ao terminar minha blindagem,

Perdi as chaves

Lembro-me de colocá-las em uma mobília para não sofrer

E querer abrir a porta para você.

Revesti meu coração

Com a estrutura de concreto do muro

Porém uma brecha,

Como de uma porta, ficou.

Foi puro descuido,

Talvez inevitável

E o amor penetrou

Em minha segurança pessoal.