Despertar De Um Pesadelo

10 Quando se é ameaçado


Notas iniciais
Yo!!
Desculpem-me, o final de semana ficou apertado pra mim e acabei não tendo tempo de postar o capítulo. Erros ninjas sempre existem (u_u)
Boa leitura :3

Mikurami pareceu não se importar com o que estava fazendo, não parecia ligar se Kouyou estava desacordado ou sangrando. Ficou ali fazendo aquele serviço imundo até que preenchesse o irmão. Ainda se demorou, tentando recuperar a respiração. O odor fétido da bebida se misturava com o perfume que Kouyou usava antes de estar sujo, naquele ambiente apenas a respiração desacelerada de Mikurami era ouvida.

Demorou longos minutos para que ele se levantasse e se ajeitasse. A tontura não permitia que ele se ajeitasse direito e deixasse a calça desabotoada.

-Eu sou um irmão muito bom, certo? –Acariciou o rosto pálido de Kouyou. Pequenos vestígios de lágrimas ainda eram perceptíveis no rosto desacordado. – E não posso te deixar assim...

Mikurami parecia se esforçar demais para guardar o membro do irmão, não resistiu a tamanha tentação e tirou mais algum proveito da situação. Depois de se perder novamente naquele desejo obsceno e absurdo que tinha por Kouyou, decidiu ajeitá-lo.

Ficou amaldiçoando Kouyou por ter uma coisa grande demais e difícil de guardar, o ajeitou de qualquer forma e se levantou, cambaleante.

-Volto mais tarde, otouto. – Mikurami selou os lábios do irmão e buscou a chave da porta em um dos bolsos, destrancando-a em seguida.

Resolveu trancá-lo no quarto para que pudesse conversar com ele mais tarde. Iria explicar como a situação funcionaria dali em diante.

(...)

Yuu estava com a cabeça apoiada nas mãos, encarando a folha que estava sobre a mesa. Não estava prestando atenção no que Takanori falava, apenas desejava que nada daquilo tivesse acontecido. Ficava se xingando mentalmente, dizendo que tinha que ter se mudado para mais longe, entretanto não tinha como adivinhar que Kouyou iria se mudar justamente para Tóquio.

-Chega disso, Aoi!! –Takanori gritou e bateu na mesa, fitando-o. Era como se Yuu fosse um empregado e tivesse feito alguma besteira, a cena seria até cômica em outra ocasião. Ocasião que não deveria existir, assim como essa. – Me conta logo o que está acontecendo aqui!!Lá em baixo parecia todo sentimental e estava prestes a me contar alguma coisa!

-Me deixa em paz, Ruki!! –Esbravejou, se levantando com fúria – Só disse para não deixar que o Uruha ficasse sozinho!!

-E precisava parecer um cachorrinho sem dono por causa disso? –A pergunta foi retórica, Takanori não dava tempo de sequer Yuu pensar em uma resposta – Aoi, por Kami... Diz o que está acontecendo!

-Que inferno, Ruki!!- socou a mesa — Olha, minha vida estava boa o bastante antes de... Vocês aparecerem. O Uruha está bem, você pelo que pude notar ainda se mete na vida de todo mundo, deve estar ótimo, né? Me ligue se alguém estiver morrendo.

Yuu caminhou até a porta e a abriu, insinuando que já passava da hora de Takanori ir embora. Foi bem literal quando disse que era para ligar se alguém estivesse morrendo, ele sabia que Takanori não seria idiota e entenderia o recado mais para frente.

-Tá bem. Foda-se! –Se virou com brusquidão – Eu não vou mais me meter na sua vidinha de merda, Aoi. Pelo visto era só um babaca, que nunca se importou com ninguém a não ser com o seu próprio rabo. -Apontou para Yuu, que se mantinha indiferente. — Reita deveria estar apenas querendo achar uma justificativa pro que fez. Vou falar com prazer que fez isso porque é um grande merda!

Takanori empurrou o peito do moreno e saiu bufando da sala, provavelmente estava amaldiçoando Yuu. Não sabia que por dentro Yuu estava todo quebrado, pedaços que não se colariam novamente.

-Saco... –Bateu a porta com força e se recostou na mesma.

Doía. Só Yuu sabia a dor que estava sentindo por aquilo tudo. Nunca deixou de doer e agora se intensificava. No fundo tinha ficado feliz por ter visto Kouyou mais uma vez, queria ver aquele anjo sorrir enquanto o chamava para jantar e acabavam rindo por alguma besteira que Kouyou havia feito. Fechou os olhos com força, queria se impedir de estar derramando aquelas lágrimas todas. Não podia se reaproximar de Kouyou e sabia disso. Por mais que tivesse tentando pensar em uma maneira de se salvar e salvar Kouyou, acabava parando no mesmo lugar, estaca zero.

Queria muito rever Kouyou, queria desesperadamente pedir perdão pelo que fez. Só que teve seu motivo para tal ato, não seria capaz nunca de abandonar o grande amor da sua vida por vontade própria, a vontade que o obrigou se afastar se chama Mikurami.

(...)

O tempo fechou, noticiava que uma tempestade estava por vir. O céu escurecia a medida que trovões se manifestavam, a noite logo caia. Kouyou tinha se arrastado até o banheiro que ficava no quarto, chorava enquanto tentava se levantar. Vomitou no meio do caminho ao relembrar cada toque que recebera do irmão. Tentava inutilmente prender o choro. Demorou a que ele conseguisse ficar de pé, abriu o chuveiro e mergulhou ali mesmo que ainda estivesse vestido.

Fechou os olhos para ter uma sensação de limpeza maior. Os soluços ecoavam ali, mesmo que estivesse tampando a boca para não chorar. Kouyou se demorou no banho, se demorou a conseguir vestir a roupa sem sentir muita dor, não quis se quer encarar o espelho, provavelmente estaria com o rosto deformado e não queria saber quão ruim ele estava. Demorou a que Kouyou criasse coragem para limpar o vômito no chão e que limpasse a imundície deixada. Parecia que o quarto fedia a sêmen.

Não tinha ousado a tentar abrir a porta, não queria arriscar a encontrar o irmão bêbado e ser agredido mais uma vez. Kouyou se mantinha sentado na cama, encolhido. Escutava os primeiros pingos de chuva bater contra o vidro da janela, escutava a chuva se intensificar. Olhou para o celular que estava sobre a cômoda e o colocou em baixo do travesseiro, e fechou os olhos. Estava exausto.

Ao escutar o barulho da porta sendo destrancada, Kouyou abriu os olhos e ficou encarando a mesma. Seu coração pareceu pular no mesmo instante e seu estômago se contraiu, assistiu Mikurami parado na porta, parecia menos bêbado.

Mikurami se aproximava lentamente de Kouyou, havia deixado a porta aberta pois sabia que ele não tentaria correr. Sentou na ponta da cama e viu o irmão se encolher, se afastar. Suspirou com o ato do irmão e o encarou.

-Vou explicar e vai ser simples de entender. Se contar para alguém o que aconteceu aqui eu mato aquele filho da puta que tanto ama. – Mikurami dizia sério e fez com que Kouyou arregalasse os olhos. – Se voltar a encontrar o Aoi novamente, eu mato ele e depois você.

-Porque está fazendo isso, Miku? – A voz de Kouyou saiu rouca e como um fio. – Me deixa em paz!

-Eu te amo, Kou!! –Segurou o rosto do irmão, o forçando-o a encará-lo – Não me faça ter que te matar.

Mikurami colou os lábios nos de Kouyou, não pediu passagem para um beijo nojento e não correspondido. Tudo que Kouyou fez foi empurrar Mikurami e cuspir no rosto dele, estava enojado com aquilo tudo. Mikurami respirou muito fundo e se levantou.

- Tente fugir e eu acabo com tudo que um dia foi próximo de você. Seu quarto ficará aberto, você terá hora para voltar, caso queira sair de casa. Eu não estou blefando Kouyou, não tente nenhuma gracinha.

Mikurami saiu e apenas encostou a porta.

-Eu te odeio!! –Tacou um porta retratos na porta e chorou.

Kouyou estava se sentindo cada vez pior, estava se afundando. Não conseguia entender os porquês de aquilo tudo estar acontecendo. Era coisa demais para digerir. Tudo começou quando Yuu resolveu desaparecer, agora o reencontrou e pelo que parece Yuu está confuso. E agora o irmão decide surtar e fazer todas aquelas coisas com ele. A verdade era: Kouyou estava desesperado.

Notas finais
Não sei se o capítulo ficou grande demais, é sério que eu desaprendi a escrever coisa grande. (. -.) Vou tentar postar o próximo capítulo na quarta, ainda não terminei ele. Mas devo escrever um capítulo bônus antes (n_n)
Agora acho que as coisas ficaram bem mais claras caso alguém não tenha entendido o/
Então, vão me dar reviews? *-*
Até o próximo :3