Notas iniciais
Minha nossa, vou ter que agradecer eternamente o Wesker agora heuheuehueheuheu Graças o tema dele no jogo Marvel vs Capcom 3 eu consegui o empurrão pra começar a fic *pula pelo quarto*
Eu queria surpreender, espero que tenha conseguido 8D

Boa leitura o/

O dia começou como qualquer outro: eu e Trish tagarelando na Devil May Cry enquanto Dante tomava um banho, já que não havia mais muita coisa para fazermos e isso graças a Vergil. Ele decidiu que demônios não andariam no Mundo Humano e por isso os portais do Inferno estavam sendo fechados mais do que rapidamente.

O assunto do dia girava exatamente nisso: Vergil e seu mais novo reino e logico, Lívia. Era obvio que eu não confiava nela, e eu esperava que Vergil também não confiasse tanto... Eu nunca precisei dizer o quanto odiava ela, Trish sabia disso, acho que até o inferno todo sabia disso. Trish também não precisava me dizer a quantidade de seu ódio, afinal graças a Lívia, ela e Dante ficaram um contra o outro e isso era especialidade daquela vadia. Fora humilhar quem estiver ao alcance, inclusive eu, a mulher-demônio sabia como tratar aqueles que não iam com sua cara ou que batesse de frente com ela. Isso me faz lembrar uma coisa imensamente desagradável...

Naquela época eu havia acabado de me tornar serva e como toda harpia, eu era territorial ao extremo. E foi em uma dessas que conheci Lívia: defendendo o castelo do meu senhor que havia saído para uma reunião com Mundus. Para mim Lívia não passava de um inimigo invadindo o meu território e rapidamente a parei, ou melhor, a enfrentei mesmo sabendo que ela tinha vantagem e poder muito mais elevados do que o meu. O resultado disso? Como punição por ter feito o que fiz acabei tendo as penas de minhas asas cortadas por ela mesmo, assim me impedindo de voar. Imaginem só uma harpia que não voa... Isso era tão humilhante que chegava a me causar dor, tamanha a minha raiva... Eu era a única harpia no inferno que não tinha seu maior prazer: voar. Desde então comecei a evitar Lívia como podia até chegar ao Mundo Humano.

-Do que tanto vocês falam? – Dante apareceu somente de calças e com uma toalha em volta de seu pescoço.

-Oh, Ilya estava me contando que não pode... – Antes que ela completasse tampo sua boca. Acho que Trish nunca ouviu falar em segredos. Não que eu ache que Dante não tenha reparado, mas eu não queria perguntas.

-O que pensa que está fazendo? – Trish perguntou enfurecida assim que tira minha mão de sua boca.

-Eu que te pergunto!

-Calma meninas, não precisam brigar por minha causa. Tem Dante pras duas – Dante deu um sorriso malicioso vindo em nossa direção.

-Fala sério – Rolei os olhos – Você tá muito metido.

-Isso é porque o irmão dele agora está controlando o inferno – Trish continuou.

Antes mesmo que Dante pudesse responder ou fazer algo a porta da loja é aberta com certa irritação. Por ela aparece Lady, parceira humana de caçada de Dante e cobradora particular do mestiço nas horas vagas. Fora isso, Lady era ótima para encontrar informações, assim como Trish. E se ela estava ali era sinal de que havia encontrado algo.

-Tenho dois demônios para você – Ela disse para Dante, o encarando com seus olhos bicolores: azul e o outro anormalmente vermelho. Chegava a ser assustador, apesar de ter um quê sedutor.

-Eu espero que sejam bons porque senão eu vou deixar pra essas duas aqui – Dante apontou para nós que estávamos sentadas no sofá.

-Dante, você não está em posição para escolher. Os portais estão sendo fechados e logo não vai ter demônios para caçar – Trish lembrou enquanto Dante dava os ombros.

-Enfim... Um está em um barzinho no centro da cidade. Segundo o dono do local, ele invocou o demônio para ter mais clientes e lucros. – A morena explicou.

-Pra que portais, não é mesmo? Temos a burrice humana em ação – Falei. – Só um idiota pra invocar um demônio!

-E me dar trabalho – Dante resmungou.

-E o outro? – Trish perguntou antes que Dante e Ilya reclamassem mais.

-O outro está na área industrial e parece estar causando sérios problemas por lá – Lady continuou.

-Invocado também? – Perguntei. Um idiota já era o suficiente.

-Não, não... Esse parece que está um tempo por lá.

-E por que não soubemos dele antes? – Trish perguntou pensativa.

-Porque nossa atenção estava direcionada a um mestiço que resolveu dar uma volta no inferno — Lady respondeu dando um sorriso forçado.

-Agora a culpa é minha? — Dante parecia um tanto ofendido.

-O que ela quis dizer é que nós estávamos procurando uma forma de te tirar de lá caso você não voltasse. – Trish disse tranquilamente.

-É, mas eu voltei – Dante rebateu irritado.

-Enfim – Abri minha boca, voltando para o verdadeiro assunto da pequena “reunião” – Parece que temos um demônio querendo chamar atenção.

-É o que parece – Lady falou – Eu consegui arrancar de um outro demônio o nome dele: Aleth. Não que isso vá servir para alguma coisa, mas... – Suspirou.

Levantei do sofá com o susto. Só podia ser brincadeira, não podia? O único Aleth que eu conhecia era... Enfim...

-O que foi? – Trish perguntou preocupada.

- Vou até a área industrial – Disse com certa insegurança.

-Pela sua reação você conhece esse – Dante falou.

-Não tenho certeza... E o que você está fazendo parado feito uma estátua? Você tem outro demônio pra matar!

-Tá legal, tá legal... Não precisa ser tão mandona assim...

Logo eu e Dante estávamos saindo da loja. No caminho até o centro da cidade eu e o mestiço conversávamos sobre coisas triviais, até ele me parar.

-Tem certeza que você não quer trocar? – Perguntou.

-Que pergunta idiota foi essa? É claro que não. – Respondi impaciente.

-Mas olha só, você trouxe até a sua espada! Parece que tá indo pra guerra de tão concentrada!

-Dante... – Suspirei – Relaxa.

-Se você diz... – Ele bufou — Nos separamos aqui... Se cuide.

-Você também. Logo vamos estar de volta à loja – Pisquei finalmente me separando de Dante.

A área industrial não estava tão agitada quanto eu imaginava. Estava em plena tarde, aquele lugar deveria estar lotado, mas pra minha surpresa havia tão poucas pessoas andando pra lá e pra cá. Mas não foi isso que realmente me chamou atenção... A energia demoníaca naquele lugar... Era realmente ele.

Aleth era um caçador dos rebeldes, da terra dos demônios que não apoiavam Mundus e onde eu vivi até ser encontrada por Adonai, capitão de Sparda. Na época antes de pensar em ser serva eu era perseguida pelo mesmo. O motivo era simples: ele queria me dar para seu senhor, Morax, um general dos rebeldes. Eu acabei saindo de lá antes que ele conseguisse o que queria e cheguei a pensar que o mesmo estava morto. Mas eu estava enganada. Mesmo vindo para o Mundo Humano, Aleth me perseguiu e a consequência disso foi eu tê-lo cegado e o deixado fugir. Um erro grande, mas Aleth foi convincente e por um bom tempo eu não vi ou senti a presença do caçador. E agora, depois de tanto tempo ele resolveu voltar... Só que dessa vez eu não fugiria, como sempre fiz.

O lugar onde eu o encontrei era perto de uma fábrica, mais especificamente no pátio de uma. Ele estava apoiado em sua espada gigante, trajando sua armadura negra que cobria algumas partes de seu corpo e reluzia sob o sol de forma sombria. Nos olhos uma venda negra.

-Incrível como sua energia demoníaca está baixa, harpia – Ele disse com um sorriso nos lábios, na língua dos demônios. – Foi difícil te encontrar, por acaso estava com medo?

-Não — Eu continuava o encarando – Foi por segurança.

Ele riu.

-Eu sempre me esqueço de que você agora tem uma nova posse: o filho de Sparda.

-Ele não é minha “posse”, Aleth. – Rebati por entre os dentes

-É claro. – Falou com pouco-caso.

Aleth começou a andar em volta de mim, como se me analisasse e eu não duvidava disso. Retirei a espada da bainha enquanto ele aumentava o sorriso. Aquele infeliz podia ouvir qualquer barulho. Em um movimento inesperado ele se lança em minha direção com sua espada imensa, que com muito custo eu consegui bloquear, mas novamente ele me surpreendeu me dando um chute na barriga e me jogando longe. Mas ao invés de bater no chão eu simplesmente caí.

-x-

O cheiro de enxofre, os lamentos das almas, os gritos dos torturados, a terra seca e o céu escuro... Quase não acredito no que vejo. Aquele filho da puta me jogou no inferno!

-Como se sente estando de volta? – Ouço sua voz carregada de escárnio atrás de mim.

-Acredite por dentro eu estou pulando de alegria – Falo sarcástica – Que merda você quer de mim? – Indago irritada, segurando o cabo da minha espada com mais força – Morax nem deve lembrar mais da minha existência!

-Mesmo que lembrasse agora ele não pode ter. Está morto. – A simplicidade que o demônio diz aquelas palavras me choca tanto quanto Dante falar que Vergil havia vencido Mundus. Uma coisa que eu aprendi estando com os rebeldes é que os generais e a líder se odiavam, mas todos eram teimosos o suficiente para não morrerem, mesmo estando frente a frente com a morte. Não sei por que, mas acho que Vergil tem alguma coisa a ver com isso...

Balanço minha cabeça para me livrar daqueles pensamentos enquanto Aleth voltava a me rodear.

-O que eu quero é muito mais do que te entregar a alguém – Ele dá um sorriso cruel, tocando em sua venda – Vingança.

Ah, que legal! Mais um motivo para estar pulando de alegria... Eu tenho um demônio vingativo no meu pé! O que mais pode acontecer agora? Mas antes mesmo de formar alguma resposta, esse infeliz vingativo já vem pra cima de mim com toda velocidade e força que possui. Admito que ele seja um demônio complicado de se vencer, mas eu também sou teimosa e não perderei tão rápido assim.

Uso meu poder demoníaco para criar uma corrente de ar e afastá-lo enquanto dou uns passos para trás por precaução. Ele ri.

-Acha que isso pode me parar, harpia?

-Cuidado... Excesso de confiança pode matar, Aleth – Dou um sorriso.

-Não perderei para um demônio tão fraco assim.

-Eu não sou o que aparento ser – Aviso em um tom misterioso.

Uma nova investida a qual eu escapo levando apenas um corte superficial em meu braço, culpa daquela espada gigantesca. Aleth podia ser forte, mas eu acabo de entender que por causa daquela espada ele não é tão rápido. Tudo o que tenho que fazer é atacá-lo antes que ele me ataque. Simples, mas não tão fácil... Talvez até fosse se eu pudesse voar, mas como não posso vou ter que apelar pra velocidade.

Uso novamente meu poder para criar uma forte ventania levantando poeira. O barulho do vento deixará Aleth um tanto confuso o que me dá uma vantagem: o ataque surpresa. Não que eu tenha total confiança nesse plano, mas é o que tenho.

O demônio volta a investir, como eu imaginei, mas para minha surpresa ele vem exatamente pra cima de mim, atravessando a parede de vento e poeira! Filho da mãe ainda tá conseguindo me ouvir! Por um triz, graças à cambaleada pelo susto, a espada apenas pega levemente em minha barriga. Engulo a seco... Eu quase fui cortada ao meio... Quase.

Aleth levanta novamente a espada para um novo ataque, a oportunidade aparece diante dos meus olhos. Aproveitando o momento em que o demônio está sem defesas, uso minha velocidade para então partir para cima dele e quando o vejo já havia perdido um braço! Tudo ocorre como um impulso pela sobrevivência. Quem disse que os mais fortes sempre vencem? Eu rio alto enquanto ele urra de dor. Interessante, eu havia esquecido essa sensação... Como pude? Sou um demônio afinal...

Antes mesmo de ele tentar algo ou pegar seu braço de volta, enfurecido, eu o tombo cortando uma de suas pernas. Novamente aquela sensação percorre meu corpo, lambo meus lábios com vontade de devorá-lo, mas não o faço. Começo a rodeá-lo o fitando com certa superioridade.

-Vadia! – Ele brame em meio à dor e a derrota.

-Seu comportamento não está sendo muito bom comigo, Aleth – Falo tranquilamente enquanto o prendo no chão com a minha espada – Mas como sou bondosa, você sabe que sim, eu deixarei você fazer um último pedido.

-Espero que você apodreça...

-Uhn... Isso não foi bem um pedido, mas está anotado. Até nunca mais, caçador.

Aproveitando minha espada abro o peito de Aleth, em meio aos gritos do mesmo, arrancando-lhe o coração e o estourando como uma bexiga. Vejo o corpo do demônio se transformar em poeira misturando-se com a terra. Enfim, havia vencido. Mas a vitória não é tão doce, já que estou presa no inferno e não sei criar portais.

Levanto e lambo meus dedos sujos com o sangue de Aleth. Arrependo-me de não tê-lo devorado, mas quem liga pra um quando você pode devorar um monte? Pego minha espada do chão pensando nas possibilidades... Eu poderia correr atrás de um portal, o que duraria uma eternidade, se não tivesse sorte, já que eles estão sendo fechados. Ou então eu poderia ir até Vergil. O problema seria chegar até ele, mas... A ideia é tentadora. Sorrio.

Chegou a hora de passar um tempinho com o Vergil”.

Fim

20/04/2011

Notas finais
Antes de tudo: Eu AMO a Ilya!!! Não queria ferrar ela, mas eu achei que a harpia deveria passar um tempo com o Vergil 8D (Oh, sim, ela vai chegar lá. Em que estado e como eu não sei ainda, mas ela vai chegar! Eu fico imaginando a cara da Lívia quando isso acontecer LOL).

Enfim, acabeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei!!! Nem CREIO! Deus existe e ele se chama Wesker *piadinha sem graça ON* ehueheuheuehueheuheu. Como eu disse lá no começo, eu vou agradecer eternamente ao tema dele no MvsC3 XD Essa fic estava a uns 3 meses na minha cabeça (pasmem), mas não conseguia escrever de jeito nenhum! E agora, nesses dias que eu fiquei off, eis que a ideia renasce das cinzas, brilhando como a Fênix! Eu nem acreditei quando comecei a digitar ela. E eu capotei quando consegui fazer uma cena de ação!! Ação + mutilação (OKAY, não é o meu melhor, maaaas eu fiz 8D), nem creio *o*

E vejam que a minha harpia tá despertando como demo again *o* Vivaaaaa o/ Tá na hora de sacudir as penas e agir como uma verdadeira harpia! *risada insana ecoa*

Ah! E eu tava quase me esquecendo (pra variar)... A espada do Aleth foi baseada na lança (que mais parece uma espada 8D) de um demo chamado Bolverk, é um chefão do DMC2 que eu ODEIO com todo meu coração ‘-‘ Fala sério, colocar um demo com uma espada gigante em uma sala minúscula + 2 lobos (Lindos por sinal) que não param quietos é mta sacanagem com a minha pessoa ‘-‘
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!