Despedida.

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
[...] Vinda de algum lugar, indo para algum lugar. Lugar esse o qual para chegar lá asas são necessárias. [...]

Anjo pelo qual me encantei ao ver suas asas que exibiam um encanto o qual não sei explicar. Só sei que me encantei...

Notei um sentimento crescer dentro de mim de forma intensa, talvez insana, pois me esqueci de mim. Ao admirar tuas asas me apaixonei. Mas por um momento te vi cair, e confesso que me doeu profundamente. Vi-te perdida, presa em um mundo que já não fazia mais sentido. Vi tua dor e tristeza, que gritava por ajuda em um tom de agonia. Um anjo amou, e por consequência do destino perdeu suas lindas asas. Caiu no abismo do amor. Mas eu estava lá te estendendo à mão, te dando a pouca força que eu tinha. Perigoso... Arriscado... Mas não me importei. Estive lá todo esse tempo. Quis te reerguer a qualquer custo... Um preço a pagar. Estou pagando...

Você reergueu. Fico feliz. Fico ainda mais feliz em saber que eu fiz parte disso. Mesmo não sendo tão importante como eu pretensiosamente quis ser. Não me sinto especial, mas eu estava lá. Mesmo sendo uma simples coadjuvante da história da sua vida.

O destino é curioso. É algo que eu provavelmente nunca vou entender, ou qualquer um. Não há como prever. Posso dizer que ele foi cruel comigo. Mas não vêm ao caso. Porque, mesmo eu não tendo sido uma importante parte da sua vida, mesmo eu não sendo teu mundo, você foi o meu. Mesmo não querendo, mesmo não sabendo.

Errei? Acho que sim. Em algum momento devo ter errado. Mas sempre tive a certeza de que você não era minha. Mesmo me dizendo que sim. Imagina se eu tivesse aceitado a proposta de “fugir”, imagina se eu tivesse feito planos maiores... Eu não quero imaginar. Se já conformada com o destino, me doeu horrores, imagina se eu esperasse mais do que você tinha a me dar?

Pelo menos o brilho em seus olhos voltou. O amor está se fazendo presente agora. A paixão bate a sua porta novamente. Sua felicidade me agrada. Não posso dizer que estou feliz por mim, pois você saberia que não seria uma verdade, pelo menos não uma por inteira. Talvez uma meia verdade, já que estou feliz por você.

Mas admirando o recente brilho que se fez em você, vejo que falta algo. Vi que ainda está sem suas asas...

Meu presente a você, as asas que nunca deveriam ter sido tiradas de ti...

Agora vou te olhar de longe... Já que não precisas mais de minha mão estendida.

Anjinha, agora tu podes voar para longe de mim.

Notas finais
[...] Voe, seja feliz! Ainda estou aqui... Sempre estarei! [...]
“O amor é como uma criança: Deseja tudo que vê!” by Mone.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!