Despair

5 Falsehood


Na sala de Mônica, havia duas meninas. Eram consideradas as mais bonitas da sala. Uma é loira, e a outra é ruiva.

As duas estavam sentadas em cadeiras frente à frente. E falavam não de algo e sim de alguém, Mônica.

– Você realmente acha que ela sobrevive aqui? – Denise perguntou, tirando um pedaço do hambúrguer que comia.

Carmem encarou sua fiel amiga com seriedade por fora. Mas por dentro, queria rir.

– Não. – Respondeu após alguns segundos. – Sinceramente Denise. Como uma menina inocente, sonsa e antissocial sobreviveria em uma escola como essa?

Denise riu do jeito que Carmem se referiu à Mônica.

– Você está sempre usando estas palavras com os outros. – Fez o comentário entre risos. – Será que a Mônica iria gostar de saber disso?

– Ela não está aqui, e não há ninguém mais aqui. Acha ela irá saber? – Perguntou sarcástica.

Denise começou a rir sem controle. Carmem também se atreveu a rir um pouco e logo depois parou. Denise se recompôs e acrescentou.

– Ela também tem algumas qualidades, Carmem. – Denise provocou.

Carmem voltou a ficar séria e suspirou profundamente.

– Sim, claro que ela tem. Habilidades matemáticas raras, interpretação boa, essas coisas. Mas Denise, você já viu ela na educação física? Não tem capacidade nenhuma quanto a isso. – Carmem falou e riu ao final.

As duas começaram a rir e depois se levantaram, com as mãos dadas. Saíram da sala sem fazer nenhum movimento brusco.

Mal perceberam que Mônica estava atrás de um jarro de planta, escondida. Tinha ouvido toda a conversa, sem se arrepender.

Pelo visto, as pessoas dessa escola são mais falsas do que pensava.