Desolado

4 Lago de canoagem


Notas iniciais
E ae? Depois de 500 anos desaparecida, eis que venho com esse capitulo. Confesso que ele está pronto faz bastante tempo, mas ano passado foi tão corrido pra mim que nem me lembrei de escrever e postar. Pretendo fazer uma reviravolta logo, logo pra dar uma apimentada nas coisas, mas vamos ver hahahah Aproveitem!!!!!!!

Rachel estava certa. Ele precisava sair dali. Aquilo estava acabando com o resto que sobrava de sua força.

Seguiu até o banheiro. Sua aparência estava horrível.

Ligou a torneira e colocou as mãos em concha, embaixo d'água. Depois, levou até seu rosto, repetidas vezes.

Apoiou-se na pia e fitou seu reflexo, deplorável. Percy estava pior do que quando caiu no tártaro.

Trocou sua camisa por uma limpa, jogando a que usava no cesto de roupa suja. Passou as mãos no cabelo, afim de dar um arrumada.

Olhou-se novamente no espelho, a imagem que via estava um pouco melhor.

Seguiu até a porta de seu chalé, antes de abri-la respirou fundo. Fazia tempo que não ia ao ar puro.

Era algo estranho, como dar os primeiros passos. Há sempre uma insegurança.

Girou a maçaneta, e deixou os raios solares adentrarem o ambiente. Deu o primeiro passo para o ar livre.

Tudo estava da forma que se lembrava, exceto ela. Mas, ele teria de se conformar. Ela jamais voltaria.

Desceu os degraus do chalé, e parou. Para onde ir? Sentia-se sem rumo. Como quando vamos à algum lugar onde nunca fomos antes, sentimo-nos perdidos. Era assim que ele se sentia. Deteve-se por um instante. Lago de canoagem, claro.

Sentou-se sobre uma pedra, e ficou observando o azul lípido da água. Aquele dia. Como não lembrar? Foi tomado pelas lembranças. Os campistas carregando-os nos ombros, e depois jogando-os na água. O melhor beijo subaquático de todos os tempos. Por um momento, esqueceu de toda a dor, e pode sorrir. Ele amava aquela mulher.

Os dias podiam até passar, e ele podia não morrer jovem, mas sabia que seu amor seria eterno, como aquela dor que parecia colada em suas tripas. Era difícil pensar com certeza naquele momento, mas ele conseguia sentir a brisa, delicada e refrescante que acariciava seu rosto.

Era ela.

Pode sorrir. Um verdeiro sorriso de amante.

Não se lembrava da ultima vez que sentira-se assim. Bem. Cenas aleatórias de momentos juntos inundavam a sua mente, uma vontade de pular no lago, então levantou e dobrou os calcanhares afim de tomar impulso, saltou e se concentrou em permanecer seco.

Nadou até o fundo do lago, passando por cardumes e também por corais, sentia-se renovado em se Habitat natural.

Permaneceu por horas la dentro, conversando com peixes e apenas sobrevivendo. Após esse período, nadou até a superfície e foi falar com Quíron, estava na hora de voltar.

Notas finais
Espero postar em breve desta vez, e o email com o capitulo não estava enviando o que me deixou bem frustrada mas.... Além da pessoa demorar um ano pra atualizar, ainda posta essa miséria. Me perdoeeeeeem... Beijos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.