Deslumbre
3 Alma Completa
Notas iniciais
Título: Deslumbre
Autora: Toynako
Anime: Katekyo Hitman REBORN!
Casal: Yamamoto x Gokudera
Classificação: +18
Gênero: Yaoi / Lemon
Criada em: 17/04/09
Observação: Em primeira pessoa, visão do Gokudera.
—–x.I.x––
Deslumbre
Acordei lentamente, estranhando não sentir o calor daqueles braços fortes em volta de meu corpo. Estava sozinho naquele quarto. Soltei um suspiro, relembrando da loucura que fiz ontem...
Aqueles lábios a me beijar, as mãos experientes a me tocar, o prazer que senti em escutar as declarações apaixonadas dele em meu ouvido... Ah! O Gokudera dessa época era sortudo...
Sentei-me na cama às pressas, não acreditando no que eu mesmo estava pensando. Não era para eu ter estes tipos de pensamentos confusos, a situação em que eu e o Décimo nos encontrávamos era mais importante.
Precisávamos voltar para o passado, o quanto antes.
Levantei-me por fim da cama, me espreguiçando em quanto andava em direção a porta que dava em um banheiro naquele quarto.
—X—
Andando lentamente pelos corredores daquela base secreta, encontro o Décimo, vou até este sorrindo alegre.
“— Bom dia, Gokudera–kun.” – escutei.
“— Bom dia, Décimo!” – cumprimentei também, começando a andar junto deste.
Estávamos indo para a sala que encontramos Reborn ontem, provavelmente este estaria lá com a Lal e o Yamamoto conversando sobre planos. Mas quando passamos em frente de outra porta do lugar, paramos, escutando vozes lá de dentro.
“—Por que não pensa sobre isso?” – deu para reconhecer que a voz era de Reborn.
Olhamos um para o outro, não sabendo se interrompíamos a conversa ou se esperávamos terminar, optamos pela ultima.
“— Se você e Yamamoto estão aqui, isso é mais do que suficiente, eu recuso.” – agora quem falava de dentro era a Lal.
“— Você pretende vingar Colonello, certo?” – comentou Reborn.
Nos espantamos, quando alguns segundos depois, a porta se abriu e Lal Mirch saiu daquele cômodo, com uma cara de poucos amigos.
“— Oi...” – falei, me afastando, assim como o Décimo, para dar passagem para ela.
“— Nós não estávamos espiando.” – falou este, quando a garota passou por si.
“— Está tudo bem, entrem.” – disse Reborn “— Dormiram bem?” – perguntou para nós, me fazendo corar ao lembrar-me da noite que tive “— Estou para começar a missão de vocês, para encontrar os guardiões.” – entramos na sala.
Andamos até ele, vendo-o sentado em cima de várias almofadas em uma cadeira, possivelmente para dar altura para sentar-se perto da mesa. Notei Yamamoto em pé, de braços cruzados, próximo à criança. Deveriam estar falando algum assunto sério com a Lal...
“— Ah? Espere um pouco!” – falou o Décimo, meio assustado “— Eu não estou preparado ainda. E também...”
“— Nada vai acontecer mesmo se você ficar se preocupando com os outros para sempre. Encontrar os guardiões irá definitivamente salvar Kyoko e os outros.” – explicou Reborn.
“— Vai ficar tudo bem, Décimo.” – falei sorridente, me aproximando deste, para confortá-lo, tomando sua atenção para mim “— Tirando a vaca estúpida, I-pin é bem forte. Estou certo de que eles voltarão a salvo.”
“— Então vamos começar.” – a criança começou a explicar todo o plano.
Eu e o Décimo ficávamos escutando a tudo, prestando a atenção nos mínimos detalhes. Mas ora ou outra eu me distraia com o olhar e o sorrisinho do Yamamoto em minha direção. Às vezes me dava vontade de sair daquele cômodo ou socar a cara deste para parar de ficar me fitando.
Mas a missão que teríamos era importante demais, e além disso, era só aguentar.
A reunião acabou: o nosso objetivo era ir atrás do Hibari desta época, e a única pista que nós tínhamos era aquele passarinho que sempre vivia com ele. Deram o nome deste de Hibird, quem teria inventado um nome tão louco quanto este?
Bem, o fato é que nós sairíamos novamente daquele esconderijo, menos o Reborn que não podia sair do lugar por alguma substância no ar, algo assim...
“— Estejam preparados, vocês partirão daqui a dez minutos.” – falou Reborn, pulando da cadeira que estava sentado, parando ao lado do Décimo “— Preciso antes, falar com você Tsuna.” – avisou para este, pulando em seu ombro “— Deixo o Gokudera aos seus cuidados, Yamamoto.” – deu um risinho “— Vamos, Tsuna.”
“— Ce-Certo.” – concordou, começando a andar em direção a saída “— Nos vemos daqui a pouco.” – falou, antes de sair e fechar a porta.
“— Parece que estamos a sós novamente.” – comentou Yamamoto, andando até mim.
“— O que Reborn-san tem na cabeça?” – cruzei meus braços, olhando para o chão “— Ele por acaso fez isso só para nos deixar sozinho?” – indaguei.
“— Acertou.” – senti que ele segurou meu queixo, me fazendo olhá-lo “— Nós não vamos desperdiçar, não é?”
“— Idiota.” – reclamei, ficando corado “— Pare de ficar me olhando daquele jeito... Deixa-me esquisito...” – virei o rosto.
“— Te deixa excitado, eu sei...” – sussurrou em meu ouvido, me fazendo tremer fracamente.
“— Você só pensa nisso?” – perguntei baixo, segurando seu paletó.
“— Não. Eu penso no amor que sentimos.” – respondeu.
Não tive tempo de falar alguma coisa, minha boca fora beijada de forma leve, em um completo beijo apaixonado. Entreguei-me de imediato, depois da noite de ontem, não tinha e nem queria resistir a mais nada.
Mas o beijo não durou muito, e muito menos ficou mais intenso.
“— Por favor, se der algum problema, pegue o Tsuna e volte o mais rápido que puderem para a base.” – escutei, ele estava bem próximo aos meus lábios.
“— E te deixar lá?” – rebati.
“— Sim.”
“— Você pode ser um pervertido, mas mesmo assim eu não seria louco de te abandonar em um campo de batalha...” – avisei, o olhando sério.
“— Por quê?” – escutei.
“— Por que eu te-” – não pude terminar de falar, senti novamente ele me beijando, mas desta vez com mais intensidade.
Notei que Yamamoto enlaçou minha cintura, me levantando um pouco do chão, ainda entre o beijo, percebi que ele tentava me colocar em cima da mesa do lugar, acabei por ajudar, me sentando nesta, enquanto nossas bocas não se separavam.
“–– Ei... Espera...” – pedi, ficando sem ar, afastando-o com minhas mãos.
“— Hahaha.” – riu sem jeito, afastando-se só um pouco “— Me empolguei.”
“— Você nem me deixou falar qu-” – novamente fui interrompido por um beijo.
Um beijo quente, molhado, e por demais tentador a meu ver. Sentia meu corpo sendo empurrado lentamente em direção a mesa, acabei por fim, me deitando nesta. Enlacei seu pescoço, gemendo baixo ao sentir suas mãos entrando por debaixo de minha blusa.
“— Ciaossu!” – escutamos da porta.
Prontamente eu o empurrei, respirando, aliviado, em só ver o Reborn. Sai da mesa, me ajeitando, olhando com raiva para o moreno desgraçado que estava me atacando em um lugar não seguro novamente.
“— Queria dar mais tempo a vocês... Mas não podemos.” – fala a criança, rindo malicioso “— Tsuna já está esperando vocês perto da saída, não demorem.” – avisa, saindo do lugar.
“— Gokudera.” – olhei para o moreno “— Você está tentando dizer isso para a pessoa, de certa forma, errada...” – falou, andando pelo lugar e pegando sua espada que estava encostada perto da mesa “— Não adianta dizer isso para mim, por que eu já sei... Mas diga para o Yamamoto da sua era quando o ver novamente.” – sorriu, colocando a espada nas costas e andando em minha direção “— Mas nunca se esqueça, eu te amo, sempre te amei.” – acariciou meus cabelos.
“— ...Idiota...” – resmunguei baixinho, percebendo que este sorriu alegre pelo meu ato.
Andamos rápido em direção a uma das seis saídas daquele esconderijo, encontrando o Décimo no percurso. Logo estávamos de frente e uma enorme porta, que aos poucos se abriu, iluminando-nos com a luz que vinha de fora.
“— Aqui é...?” – indagou o Décimo, assim que saímos do quartel.
“— As fábricas do quinto bloco... Acho que agora são apenas ruínas.” – respondeu Yamamoto.
Olhei em volta, eram realmente galpões abandonados, quebrados. Andamos mais pelo lugar, olhando com cautela a tudo.
“— Então, elas foram destruídas...” – comentou o Décimo.
“— Uma das seis entradas dá aqui.” – explicou o óbvio o Yamamoto “— De qualquer forma, vamos até o centro de Namimori.”
“— Ei, Yamamoto.” – algo em toda aquela estória me intrigava “—Por que não existe nenhum Anel Vongola nessa era?” – indaguei com desconfiança “— Você disse que perderam eles!”
“— Ah, isso...” – olhou, em quanto andava, para o céu, como se quisesse se lembrar “— Um tempo atrás, nós reunimos os Anéis e os jogamos fora.”
“— Jogaram eles fora?!” – olhei com uma cara realmente espantada, assim como o Décimo.
“— Depois de tanto trabalho para pegar eles...” – lamentou-se esse.
“— Quem teria feito uma coisa dessas?” – perguntei em meio a uma reclamação.
“— Nosso Chefe.” – olhou para mim, dando um sorrisinho.
“— Não poderia ser...” – este ficou mais espantado.
“— Foi o Décimo?!”
“— Tiveram alguns Guardiões que discordaram, mas Tsuna não ia mudar de ideia,” – explicou sorrindo, dando de ombros.
“— Por que eu fiz uma coisa dessas?”
“— Hahahah.” – riu, parando de andar “— Tsuna começou falando sobre destruir os Anéis Vongola, pois ao longo do tempo, o mundo da máfia começou lutar uns com os outros pelos Anéis.” – explicava, voltando a andar, nos guiando por aquele lugar.
“— Brigar pelos Anéis...?” – perguntou o Décimo.
“— Ele provavelmente pensou que seria melhor se livrar deles, do que tê-los como motivo de conflito.” – falou, olhando para este por algum tempo, logo voltando ao normal “— Era esse o tipo de homem que você era.” – falou cabisbaixo.
Era mesmo... Já até tinha me esquecido deste fato. O Décimo desta época estava morto, isso me corroía toda vez que me lembrava. Mal escutava mais o que Yamamoto falava, de tão envolto em pensamentos que estava.
Mas logo os mandei para longe quando notamos uma explosão mais além nas fábricas. Yamamoto já sacou sua espada, ficando de prontidão. Ouvi um grito do Décimo ao meu lado sobre algo no meio da fumaça mais a frente.
Olhei para lá, notando Lambo e I-pin adultos, no meio daquela nevoa marrom. Mas dava para notar mais alguém com eles. Logo, apesar de não puder vê-las por causa da fumaça, notamos que era Haru e Kyoko.
Quando íamos em direção a estes, algo os acerta do céu.
“— Estão lá em cima!” – aviso.
Duas pessoas flutuando nos céus, com roupas pretas e segurando foices. Eles pareciam conversar animadoramente entre si, sobre quem seria a lutar. Aquilo me deu ódio.
“— É o Black Spell da Millefiore!” – disse Yamamoto, possivelmente para termos cuidado com eles.
“— Kyoko e Haru estão lá.” – exasperou o Décimo, preocupado com as garotas.
“— Vamos lá.” – falou, mexendo nos anéis que possuía “— Retirem as Mammon Chains de seus Anéis Vongola!” – mandou Yamamoto.
Notamos que a situação estava ficando feia, para eles. Em segundos, Yamamoto correu um grande espaço, parando um ataque que ia em direção a Lambo, segurando apenas com uma mão sua espada. Olhei espantado para aquilo, aquele idiota realmente havia ficado forte.
Rebatia com precisão os golpes que tentavam acertá-lo, notando que o inimigo cada vez ficava mais frustrado por isso,
“— O que há com ele? Está bloqueando meus ataques!” – reclamou o inimigo, parando de atacar por uns instantes.
“— Minha vez.” – estranhei o tom extremamente serio que saiu a vos do moreno “— Shigure Soun Ryu, a oitava forma.” – notei a espada brilhar em um tom azulado, para logo em seguida acertar o inimigo “— Shinotsuku Ame.” – falou o nome do golpe.
Eu estava realmente boquiaberto pela força dele, será que eu também tinha ficado tão forte quanto ele? Eu devia ter perguntando isso...
Andei para mais perto, junto com o Décimo, notando que o inimigo conseguiu desviar por pouco do golpe que levara.
“— Pessoal! Vocês estão bem?” – perguntou o Décimo.
“— Aguentem firme!” – completei.
“— Vongola! E Gokudera!” – disse Lambo adulto extremamente animado.
“— Eu disse para vocês...” – soou uma voz feminina de dentro da nuvem de poeira “— Tsuna iria vir nos salvar.” – conseguimos notar que era a Haru.
“— Haru de dez anos no futuro?!” – indaguei junto com o Décimo.
Credo! Aquela garota não mudou nada, além do corte de cabelo, e ter ficado um pouco mais alta. Quem sabe tenha ficado mais esperta...
“— Parece que a Haru ficou grande de repente!” – falou ela, com um sorriso bobo no rosto.
Errei, ela continua a mesma coisa...
Do nada, olho espantado para uma espécie de barreira de água que Yamamoto criou com aquela caixa estranha, para nos defender de um ataque aéreo que o inimigo lançava em nós.
“— Anéis têm o poder de abrir essas Box.” – explicou este, mostrando uma caixinha azul para nós
“— Entendi!” – procurei em minha jaqueta uma caixinha que o Gokudera dessa era deixou “— Então é para isso que esse buraco é usado.” – olhei melhor para esta.
“— Ei,” – Yamamoto olhou para mim “— onde você encontrou essa?”
“— O meu ‘eu’ do futuro tinha isso em sua mala.” – expliquei.
“— Nossa.” – sorriu de forma doce “— Ele tinha me falado que havia encontrado algo incrível.”
“— Eu não deixarei você ser o único a se achar maneiro.” – sorri vitorioso, tentando imitar o que ele tinha feito “— Ah? Não aconteceu nada.” – escutei uma risada vinda do Yamamoto, isso me deixou com raiva “— Ei, o que é tão engraçado?”
Escutei toda a longa explicação dele, me imagino o porquê do inimigo não aproveitou essa chance para nos atacar... Ele mostrou sua teoria usando outra Box azul, nesta saiu de dentro um passarinho azulado, que atazanou um dos dois inimigos. Tive que conter meu riso nessa hora.
No meio daquela distração toda, só agora notamos que está faltando a Kyoko ali. O Décimo ficou realmente preocupado, não o culpo...
“— Vai e procure por ela, Tsuna!” – falou Yamamoto “— Vou tomar conta do inimigo!”
“— Entendi!” – falou este.
Eu pensei em ir junto, para ajudá-lo, mas um ataque do inimigo acabou por água a baixo meu intuito, quando o inimigo bloqueou o caminho. Mas respirei, aliviado em ver que o Décimo ainda corria são e salvo, mas de qualquer forma ainda estava preocupado.
“— Eu preciso me apressar...” – falava comigo mesmo, tentando do jeito que fora ensinado usar aquela Box que possuía “— Ou o Décimo vai ser...” – me frustrei por não conseguir “— Droga, por que você não funciona? Está quebrada?”
“— Imagine uma chama, Gokudera.” – voltou a explicar, me olhando por cima dos ombros, ainda atento aos inimigos à frente “— Imagine sua Shinu Ki no Honoo como uma chama. Imagine sua chama como uma determinação.”
“— Minha determinação como uma chama?” – indaguei.
“— Você consegue fazer isso.” – falou, guardando aquele pássaro azul de volta na Box “— Mas deixe esse cara comigo.” – falou de modo convencido “— Eu estou preocupado com o Tsuna também.” – avisou, dando um passo à frente “— Fique aí atrás, Gokudera.”
“— Desgraçado!” – levantei meu punho, de raiva, estreitando meu olhar “— Droga, se achando desse jeito...” – eu realmente estava com vontade de socá-lo, mas à hora não era apropriada “— Só por que tenho uma diferença de dez anos.” – abaixei o punho, respirando profundamente “— Vou deixar você fazer as coisas do seu jeito, só dessa vez. Agora me mostre.”
“— Certo!” – olhou para mim, dando um daqueles seus sorrisos pervertidos “— À noite, compensarei você.” – eu corei ao escutar isso “— Vou acabar com ele usando isso.” – jogou duas Box no ar, fazendo pose.
De repente, para minha completa surpresa, uma nuvem rosa cobre inteiramente ele... E quando se dissipa, nada mais nada menos do que o Yamamoto da minha era aparece, segurando em pose o bastão de baseball.
“— O quê?!” – me sobressaltei, notando em seguida que nuvens rosa também cobrem os que estavam ao meu lado “— Imp-Impossível...” – notei que todos estavam na faixa etária correta para mim.
“— Gokudera! O que você está fazendo aqui?” – indagou aquele idiota.
“— Só pode ser brincadeira...” – minha cara de tão assustada já chegava a ser cômica “— Aparecerem justo em um momento perigoso desses...”
Olhei para cima rapidamente, notando que o choque do inimigo passou mais rápido que o meu, e já se preparava para nos atacar. Eu não poderia deixar nada de mal acontecer com nenhum deles ali, agora quem teria que cuidar de tudo seria eu.
“— Ei, vocês, Escutem...” – me virei para eles “— Fujam depressa!” – mandei.
Em vez de eles fazerem logo o que eu disse, foram tentar teimar comigo... Maldita hora para terem trocado de lugar. Quando noto, o inimigo lança um ataque em nossa direção, como o Yamamoto mais velho não está mais aqui, defendi o que estava mais perto, notando que o idiota fazia o mesmo com os perto dele.
Levantei-me com dificuldade após a poeira do golpe abaixar, Lambo, Haru, I-pin e Yamamoto estavam inconscientes. O melhor que podia fazer era tirar o inimigo de perto deles...
Comecei a repensar em tudo sobre os Anéis e as Box. Com alegria consegui emitir uma chama carmesim em meu anel, a chama da Tempestade. Não perdi tempo em tentar abrir a Box que possuía comigo. Conseguindo.
“— Que pesado!” – em meu braço algo parecendo uma arma de metal surgiu “— Uma caveira?” – olhei para a ponta desta “— É tão legal!” – me apaixonei pela minha arma, tão maneira.
A partir daí, foi só lutar para defender a todos... Principalmente a Yamamoto, que por azar fora parar bem no meio da luta e se encontrava inconsciente também.
—X—
Depois do episódio meio tortuoso, me sinto exausto, meu corpo dói, faixas envolvem meu peito para cobrir um ferimento que já está sarado, mas eu não ligo, pois consegui salvar a todos e o Décimo se encontra bem.
Uma semana havia se passado, mas mesmo assim, mesmo não falando para os demais com intuito de não preocupá-los ainda me sinto cansado... Talvez por sentir a falta daquele idiota adulto me olhando de modo deveras pervertido, de modo tão descarado que até tenho dúvidas se o Décimo notou algo.
Encontrava-me em meu quarto, deitado na cama, olhando para o teto, como se achasse interessante uma teia de aranha que possuía neste. Minha mente vagava para longe daquele lugar, vagava para ‘ele’ novamente.
“— Gokudera.” – alguém entrou no meu quarto, notei que era o moreno “— As meninas já fizeram o almoço, estamos apenas te esperando para começar a comer.” – falou este.
“— Estou sem fome, idiota.” – reclamei, revirando os olhos.
“— Por que você está estranho comigo...?” – indagou, seu tom parecia preocupado.
“— Não estou não.” – respondi de imediato.
“— Está sim.” – assustei-me quando notei que este estava em pé ao lado da cama “— Podemos conversar?”
“— ...”
Olhei meio raivoso, sentando-me na cama, dando espaço para este fazer o mesmo, vendo-o fazer prontamente isto. A verdade era que realmente eu estava evitando, de certa forma ele.
Talvez por não possuir coragem de olhá-lo nos olhos, agora sabendo que este me ama... Pergunto-me se esse Yamamoto, que vejo a minha frente, já me ama...
Talvez seja só medo de minha parte.
“— Fale logo.” – pedi, vendo que este ficava apenas mudo.
“— Eu conheci o Gokudera dessa era.” – falou sorridente “— Você estava sem lugar para ficar, então eu o acolhi.”
“— Tenho cara de gato, para ser ‘acolhido’ no meio da rua?”
“— Hahaha.” – a risada soou animada “— Não tinha parado para pensar nisso.” – riu maroto.
“— Seu...” – quase que parti para cima deste, mas me controlei “— Diga o que quer, afinal.”
“— O Yamamoto dessa era, falou algo com você?” – a pergunta parece que acertou meu coração em cheio.
“— Se falou, não dei importância.” – dei de ombros.
“— Tem certeza...?” – se aproximou mais de mim, de uma forma perigosa.
Sentia meu coração descompassado. O moreno ali, em minha cama, me olhando aquele jeito fazia meu corpo ansiar pelo dele. Engoli seco, me afastando instintivamente dele.
“— E o Gokudera, falou algo?” – indaguei.
“— Me ensinou matemática.” – respondeu sorridente “— Você continua um ótimo professor.”
“— Mas é claro que sim.” – orgulhei-me “— E como eu era?” – me empolguei com o assunto da conversa.
“— Mais alto.”
“— Só isso...?” – reclamei.
“— O que você quer saber?”
“— Luto bem?” – perguntei.
“— Não te vi lutando.”
“— Inútil...” – xinguei baixo, me levantando da cama “— Certo, nossa conversa me deu fome.”
“— Espere.” – escutei, quando já estava perto da porta.
“— Eu posso dizer algumas coisas...” – estranhei o tom de divertimento e provocação na voz deste.
“— Sou todo ouvidos...” – avisei, encostando-me na porta atrás de mim.
O vi andar lento em minha direção, portando um sorriso indefinido no rosto, e um olhar que me fez querer prontamente recuar, mas não pude. Cruzei os braços, tentando não mostrar o estado de deslumbre em que me encontrava.
Ele chegou cada vez mais perto, apoiando-se na parede com as mãos ao lado de minha cabeça, aproximando sua boca de meu ouvido, como se quisesse falar um segredo.
“— Seus gemidos são extremamente excitantes.” – sussurrou.
Uma forte onda de prazer espalhou-se pelo me corpo, ao escutar aquela voz tão carregada de pecado e amor em meu ouvido, deixando o hálito quente tocá-lo como um carinho discreto.
Respirei profundamente, tentando me recompor daquela frase...
“— Espera aí...” – recuperei a sanidade, olhando-o com descredencia “— De onde você sabe isso?” – indaguei, empurrando-o para longe de mim.
“— Bem...” – notei que ele ficara vermelho “— Eu... Nós...” – ria sem jeito.
“— Uma vez Yamamoto, sempre Yamamoto...” – resmunguei para mim mesmo, ajeitando meus cabelos que caíram na vista “— Até onde foram?” – perguntei, pairando uma ordem.
Ciúmes? Teria como ter ciúmes de mim? Afinal, se eu tiver ciúmes, o que eu fiz também é uma traição.
Não, no final éramos nós, só que mais adultos... Traição de que? Afinal nem estávamos juntos.
“— Tudo...” – falou baixo.
“— Quê?!” – exclamei a pergunta “— Desgraçado!” – abri a porta e saí do meu quarto às pressas.
Corri para longe dali... Maldito moreno, idiota ao cubo!
O meu ‘eu’ adulto estava tão desesperado assim para atacar o Yamamoto?! E eu aqui, todo preocupado em saber se ele já me amava nessa época, e ele aproveitando nos braços de outro!
Certo que não era ‘outro’ e sim ‘eu’... Essa coisa de passado e futuro está me deixando louco.
“— Espere!” – o ouvi me chamar pelos corredores.
Andei mais lento, mesmo assim, não parando para falar com ele.
“— Por que está fugindo?”
“— Quem disse que estou fugindo?” – resmunguei “— Estou indo comer, é pecado?” – ironizei.
“— Não...” – ficou mudo por algum tempo “— Mas eu queria falar com você.”
“— O que mais quer dizer?” – parei de andar, em frente à porta no qual entraria “— Você já não me comeu?!” – reclamei, abrindo a porta ao meu lado.
Olhei para dentro de imediato, vendo as meninas me olhando envergonhadas. O Décimo e as crianças não entendendo e Reborn dando risinhos suspeitos para piorar ainda mais a situação.
“— Errr...” – tentei embromar, a ponto de pensar em alguma coisa “— Que caras são essas?” – respirei fundo, entrando na sala de jantar, como se tivesse falado algo normal “— Eu só perguntei se ele já não tinha comido.” – menti na cara dura.
“— Foi?” – o moreno falou baixo ao meu lado, e antes que ele falasse mais algo, dei uma pisada forte em seu pé, discreto, é claro.
“— Foi!” – respondi para este.
“— Bem, o jantar está na mesa.” – falou Haru, acreditando no que eu tinha dito.
Respirei, aliviado, sentando-me na mesa, percebendo que ninguém desconfiava de nada, exceto Reborn, mas este sempre soube demais desde o começo.
O almoço fora tranquilo, parece que com mais pessoas conhecidas o Décimo se sentia mais à vontade... Mal parecia que estávamos presos no futuro, parecia mais alguma excursão escolar.
—X—
“— O treinamento começa amanhã...” – avisou Reborn para nós, depois que as meninas saíram da sala.
“— J-Já Reborn?” – perguntou o Décimo, espantado com a repentina noticia “— Mas os ferimentos do Gokudera ainda não estão completamente sarados...”
“— Décimo!” – olhei com devoção para esse, ente ao cuidado que teve comigo “— Não se preocupe comigo, eu estou bem.” – falei animado.
“— Em todo caso, falarei com a Bianchi para não forçar demais no começo...” – a criança comentou, pulando em cima da mesa “— E você Yamamoto, já está bem?”
“— Claro!” – sorriu “— Só tenho que resolver algo ainda...” – comentou baixo, mas audível, olhando diretamente para mim.
“— A porta do quarto vai estar trancada...” – comentei, olhando para outro lado.
“— Como soube que eu...”
“— Digamos que já recebi uma visita ‘sua’ à noite...”
“— Isso eu já suspeitava...” – o idiota riu como se fosse a coisa mais normal do mundo se atacar alguém em quanto dormia.
“— O Yamamoto foi falar com você, Gokudera?” – Décimo perguntou, em uma ingenuidade que só ele poderia ter.
“— Errr...” – corei.
“— Tsuna...” – Reborn chamou sua atenção “— Melhor você ir deitar...”
“— Já?”
“— Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher...” – deu aquela risadinha típica ao final.
“— Marido e mulher?” – corei, olhando com espanto para a criança rindo maleficamente em minha frente.
“— Nós já vamos, então.” – Décimo falou, levantando-se.
“— Boa sorte, Yamamoto.” – Reborn pulou nos ombros do Décimo, em quanto saíram do lugar.
Estávamos sozinhos novamente...
“— Gokudera...” – chamou-me.
“— ...Fala.” – resmunguei, levantando-me também.
“— Espere...” – segurou-me pelo braço “— Nós precisamos conversar.”
“— Certo... Então me larga, idiota.” – reclamei, sentando-me do outro lado da mesa “— Diz logo o que quer.”
“— Você.”
“— Co-Como?!” – gaguejei, olhando incrédulo para ele.
“— Você ficou com o Yamamoto mais velho não é...?” – indagou de um jeito sério que até me fez estranhar.
“— Você que me agarrou!” – avisei “— Eu estava quietinho, mas você não... Ficava me olhando o tempo todo, e depois me imprensou no corredor, se não fosse o Reborn sabe-se lá o que teria feito.”
“— Hahahaha!”
“— E você fica rindo, seu desgraçado?!”
“— Eu estava com um plano de há tempos fazer isso contigo.” – confessou, corando um pouco.
“— Piedade de mim...” – dei um suspiro longo.
“— E o que mais aconteceu?” – perguntou curioso.
“— Me atacou no meio da noite...” – murmurei baixo.
“— Sério?” – olhou mais sorridente ainda “— Era o meu plano de agora.” – riu novamente.
“— Impossível...” – bati a cabeça na mesa, ficando a rir baixinho, afinal, o que o eu do futuro teve que aguentar?
“— Você disse que gosta...”
“— Disse o quê!?” – me endireitei, olhando-o espantado.
“— Você mais velho...”
“— ...”
“— Você não está com ciúmes de você mesmo, está?”
“— Eu? Ciúmes?!” – levantei-me da cadeira “— Você é que deve ter se aproveitado do fato de que ele estava carente, não é?”
“— Hum...” – deu uma pausa, como se pensasse no que fosse dizer “— Você que me beijou primeiro.”
“— Eu?” – dei outro suspiro, levantando-me “— Essa conversa não está indo a lugar nenhum...”
“— Gokudera...” – levantou-se também, chegando mais perto de mim.
Rapidamente tratei de recuar, notando bem para onde estava indo, só para eu não bater em alguma coisa e ele me encurralar. Não queria corres riscos.
“— Eu preciso dizer algo para você, algo que só vai ser dito ‘para’ você...” – falou, tentando aproximar mais de mim.
“— Diga de onde está.”
Estava mais parecendo uma brincadeira de gato e rato, pois já devíamos ter dado umas duas voltas na sala.
Estranhei um sorriso maroto que surgiu nos lábios deste, logo me espantei quando começou a correr em minha direção, me fazendo correr para fugir dele.
Mas afinal, para que estou fugindo?
“— Espera...” – falava em quanto corria.
“— Nem sonhando!” – respondia, desviando das mesas pelo lugar, dando voltas e mais voltas.
Desviei meus olhos para ele por um instante e por infelicidade minha, acabo tropeçando em um dos brinquedos do Lambo. Maldita vaca!
Cai no não de frente, e de tão repentino que foi essa queda, Yamamoto acabou por cair também do meu lado.
Respirávamos acelerados, tentando recuperar o fôlego dessa pequena perseguição. Quando fui tentar me levantar, senti o peso dele em cima de mim.
“— Não...” – falei baixo, tentando me levantar.
“— Eu te amo.” – sussurrou em meus ouvidos.
Comecei a chorar, sem nem saber o motivo. Seria disto que eu estava fugindo? Seria da resposta que já sabia qual era?
“— Eu também, seu idiota.” – desabafei ainda chorando “— Te amo!”
Consegui me virar no chão, olhando-o diretamente nos olhos, não escondendo que os meus olhos estavam úmidos. Talvez de felicidade, agora pensando.
“— Repete...” – falou, sorrindo todo abobalhado e contente “— Diz novamente.” – pediu, limpando as lágrimas dos meus olhos com sua mão.
“— Te amo...” – sentia que meu rosto devia estar extremamente vermelho.
“— Repete.” – pediu.
“— Não força a barra, idiota.”
“— Não custava tentar.”
Ficamos apenas nos olhando por um bom tempo, ainda deitados no chão daquela sala. Para mim, pareceu que duraram séculos, mas não passou de segundos, possivelmente.
“— Posso te beijar?” – me perguntou.
De novo os interrogatórios não! Já tive que aturar um bando da última vez!
“— Escuta bem o que vou dizer, pois não vou repetir...” – falei serio, olhando-o fixamente em seus olhos “— Você pode fazer qualquer coisa.” – sorri.
“— Qualquer coisa...?” – pude notar visivelmente a malicia em sua voz.
“— Pode.” – confirmei, mesmo sabendo que me daria mal por fazer isto.
Sem avisos, ele me beija de um jeito tão faminto que parecia que iria me devorar, mas não nego que estava adorando este jeito, e até o beijava com igual fome. Logo enlacei seu pescoço, trazendo-o mais para mim.
“— Vamos para outro lugar...” – falei, assim que o beijo terminou.
“— Não...” – senti sua mão entrando por debaixo de minha blusa “— Aqui está bom.”
“— Ficou louco?” – reclamei, tentando me livrar dele.
“— Você disse que eu podia fazer qualquer coisa...”
Sabia que isso não iria dar em boa coisa...
“— E se alguém entrar...” – ainda tentei argumentar “— E se o Décimo aparecer?!”
“— Tsuna só vai ficar vermelho... E todo mundo já foi dormir.”
“— Não seja louco Yama-ahnn...” – envergonhei-me, pelo gemido que saiu involuntário de minha boca.
“— Bem sensível... Mesmo sobre essas faixas...” – sibilou marotamente “— Você tem certeza que está bem? Não está mais doendo?” – perguntou preocupado.
“— Já está curado... Só deixei as faixas ai por precaução, além de me deixar com um visual legal.”
“— Prefiro você sem nada...” – sussurrou malicioso em meus ouvidos.
“— Pervertido...” – tentei me afastar “— Me larga.”
“— Não...” – falou sorridente, beijando meu pescoço.
“— Vamos para o meu quarto.” – falei por fim “— Lá eu deixo você fazer tudo.”
“— Mas aqui está tão bom...” – cantarolou.
Senti suas mãos retirando minha camisa, tentei a todo custo impedir, mas por fim acabei não conseguindo.
“— Sai de cima...” – ainda lutava por liberdade, notando que não tinha êxito, seria melhor trocar de meios “— Se me largar agora... Eu faço o que quiser...” – falo, mesmo sabendo que vou me arrepender por isso, novamente.
“— Sério?!” – parou de imediato, me olhando fixamente.
“— Si-sim...” – envergonhei-me.
“— Hahahah parece divertido.” – sorriu alegre, mas pude notar a malícia em seus lábios “— Só quero mais um beijo...” – pediu.
Eu apenas concordei fraco com a cabeça, um beijo a mais não daria problemas. Respirei fundo, fechando meus olhos lentamente à medida que via seu rosto se aproximando mais do meu.
Como um toque de pluma, senti seus lábios se encostando aos meus, em uma total adoração. Algo tão calmo e controlado, que estava me fazendo imensamente querer que aquilo se esquentasse.
Aquele beijo parecia mais uma provocação! Impossível algo tão intenso a momentos atrás estar tão brando e calmo, tanto que estava me deixando louco.
Minhas mãos, quase sem notar, foram para suas costas, o trazendo mais para mim, apertando-o contra meu corpo, como se desesperadamente precisasse do calor dele.
Mesmo assim, o beijo era suave, apenas um roçar insistente e delicado de lábios. Quase um beijo de criança. Como uma chuva suave que caia sobre a terra úmida, apenas tocando-a de leve.
E eu quero mais, quero aquele fogo espalhando-se por meu corpo, enchendo cada célula de prazer. Quero sentir ser devorado pela boca dele. Quero suas mãos passando libidinosamente por meu corpo.
Quero... Tudo.
Agarrei sua cabeça com minhas mãos, intensificando eu mesmo aquele beijo torturador, devorando aquela boca quente e úmida com a minha. Notei que ele gemeu fraco com o meu ato. Um gemido alegre, como se esperasse que eu fizesse isso há tempos.
Foi eu quem o devorei com a boca, eu que introduzi minha língua de modo voluptuoso, fazendo com que a dele dançasse no mesmo ritmo frenético no qual ditava. Saboreando cada lugar, arrancando gemidos de deleite.
Logo senti sua mão novamente esgueirando-se por debaixo de minha blusa. Não protestei. Minha mente parecia estar tomada por uma tempestade, buscando provar a tudo, quase insaciável.
Gemi, remexendo-me em baixo de dele, buscando uma posição mais confortável. Sorri, ainda entre o beijo, achando uma posição perfeita.
“— Ahnnn!” – gemeu ele, largando minha boca, completamente ofegante.
Eu apenas continuei mudo, ofegando de igual modo. Com a respiração descompassada e acelerada. A posição na qual eu tinha conseguido ficar, me deixava com uma coxa entre suas pernas. Maldosamente eu dobrei esta perna, friccionando-me em sua intimidade. Tal ato gerou aquele gemido.
Mas também me fez notar o volume que ali se formava...
Movi novamente e novamente. Maliciosamente. De modo provocante. Perturbadoramente.
“— Ahnwww...”
De certa forma, eu estava adorando fazer isso... Olhar para aquele rosto em agonia prazerosa. Olhos fechados, boca aberta, o rubor pairando em suas bochechas. Não me contive, puxei novamente sua cabeça em direção a minha boca, provando daqueles lábios igualmente.
“— Nós...” – separou-se ofegante, não me deixando beijá-lo por muito tempo “— Nós, não íamos para outro lugar?”
“— Nós vamos...” – respondi, corando pelos meus atos de momentos atrás, mas não me arrependendo “— Vo-você não queria um beijo...?”
Encantei-me e me desarmei com o sorriso bobo e alegre que ele dera.
“— Te amo.” – declarou-se novamente “— Te amo...” – repetiu, como se cada vez que essa palavra fosse dita, o efeito desta fosse aumentar.
Essas palavras, ditas por essa voz, por esse ser... Parecia que fazia larva quente arder em meu coração.
“— Idiota...” – falei sorridente, movendo mais minha perna.
“— Gokudera...” – gemeu meu nome.
“— Vai sair, ou não, de cima de mim?” – indaguei.
“— Vou...” – falou meio relutante, remexendo-se em cima de mim.
Lentamente senti que ele começava a se levantar levemente, me fazendo estranhar aquele frio por não tê-lo mais tão próximo de mim. Sorri, levantando-me também, com ajuda.
“— Se machucou na queda?” – perguntou preocupado.
“— Não, eu estou bem.” – respondi, sorrindo sem jeito ao ver o estado em que ele estava “— Os quartos são longe daqui... Como vamos até lá, com você assim, idiota?” – apontei para o meio de suas pernas, corando por ter que fazer isso.
“— Hahahaha. Empolguei-me.” – falou sorridente “— Se quiser, podemos ficar aqui...” – sugeriu.
“— Não, eu não sou tão louco assim...” – afastei-me, só por precaução “— Ande sempre atrás de mim... Se aparecer alguém se esconda de modo sutil.”
“— Mas você também não está um exemplo de calma.” – maliciou, apontando para mim.
Respirei pesado. Certo, eu sabia que também estava excitado, mas não era tanto. Talvez fosse melhor esperar nossos corpos relaxarem para poder sair daqui.
“— Se eu ficar aqui vou acabar te agarrando.” – ouvi, como se ele tivesse lido meus pensamentos.
“— Certo.” – respirei fundo novamente, ajeitando melhor minha roupa, já me acalmando mais “— Vamos logo.” – falei, indo em direção a porta.
Abri esta, olhando para fora, constatando que não tinha mais ninguém pelos corredores. Respirei, aliviado, ao ver o lugar este vazio. Virei para o Yamamoto, chamando-o com um gesto de mãos, já saindo daquele lugar.
Andei lento pelos corredores, sendo seguido de perto pelo moreno. Eu estava inquieto, pois sabia que tinha um par de olhos fixos em mim. Aquele percurso parecia mais longo que o de costume, talvez pelo perigo ou pela quietude daquele idiota que sempre era tão falador.
“— É crueldade...” – escutei um sussurrar fraco por trás, em meus ouvidos.
Alarmei-me, quando senti que ele me abraçou por trás, juntando os corpos, beijando meu pescoço provocantemente.
“— Idiota.” – tremi, tentando me soltar “— Ahn... Não...” – gemi baixo, segurando em seus braços.
Fui guiado até a parede, onde fui espremido nesta, podendo sentir aquele volume roçar em mim. Respirei fundo, tentando me controlar, sentindo aquele abraço tão apertado, aquele calor tão bom...
“— Estamos próximos...” – falei, tentando ao máximo não me deixar levar “— Me solta-hnwm.”
“— Mas você estava tão perto...” – lambeu meu pescoço “— Que não teve como resistir.”
“— Me solta.” – falei sério dessa vez, escutando passos no corredor “— Se não me soltar agora, você não vai ter nada.” – ameacei.
“— Certo...” – separou-se finalmente.
Continuei na parede, me segurando a esta, respirando fundo. Mas tratei de me consertar, assim que os passos estavam mais perto.
“— Gokudera, Yamamoto?”
Olhei prontamente para o dono da voz, já sabendo que se tratava do Décimo. Engoli seco, sorrindo em jeito, para ele. Por precaução, ficando entre ele e aquele idiota pervertido.
“— De-Décimo...” – gaguejei.
“— Pensei que já tinham ido dormir.” – falou este.
“— Já estávamos indo.” – respondi, sabendo que estava corado.
“— Gokudera... Você está vermelho...” – se aproximou de mim, colocando sua mão na minha testa “— Pensei que estivesse com febre.” – retirou-a “— Sente-se bem?” – perguntou curioso.
“— Eu...”
“— Ele está um pouco mal.” – respondeu Yamamoto, atrás de mim “— Eu estava o acompanhado até quarto.” – falou sorridente, segurando em meus ombros.
“— Precisam de minha ajuda?”
“— Não. Eu ficarei com ele.” – sorriu.
“— Bem... Então vou beber água, qualquer coisa, podem passar no meu quarto.” – falou o Décimo, começando a andar “— Boa noite.”
“— Essa foi por pouco...” – suspirei aliviado.
“— Hahaha.”
“— E você ri?” – virei, olhando indagador para ele, vendo sua cara alegre “— Idiota...” – resmunguei “— Acho que vou é dormir, também!” – dei as costas, começando a andar rápido.
“— Não, espera.” – me seguiu de perto.
Sono? Só um louco teria sono nessa hora, o fato é que estava querendo provocá-lo um pouco mais. Afinal, culpa deste idiota que estamos nessa situação.
Em todo caso, andei lento, apenas para atiçá-lo. Finalmente a porta para meu quarto, olhei para trás sobre meus ombros, sorrindo de modo convidativo, em quanto abria a porta.
Mal abri e fechei esta e fui empurrado para dentro, sendo jogado na parede ao lado desta. Fora tudo tão rápido, que só realmente notei quando senti seus lábios sobre o meu, em um beijo possessivo e apaixonado.
Deixei-me levar, não ligando para nada a meu redor, já que naquele lugar não teria riscos de alguém aparecer e acabar com a diversão no meio.
Eu já estou considerando isso uma diversão?!
“— Humm, Gokudera...” – sussurrou meu nome, soltando minha boca “— Você disse que ia fazer o que eu quisesse...” – maliciou.
“— O que você quer...?” – corei ente aquele olhar febril em minha direção.
“— Faz como daquela vez?” – melodiou em meus ouvidos.
“— Idiota.” – bufei “— Eu ainda não fiz nada contigo... Se me confundir novamente eu te explodo!” – reclamei “— Como diabos, eu vou saber o que o Gokudera do futuro fez?” – indaguei ainda raivoso.
“— Pedindo eu fico com vergonha.” – falou sorridente, mexendo com sua mão no cabelo.
“— Idiota, mas você já está pedindo...” – soltei um suspiro “— Diz logo o que é.”
“— Cuida disso para mim?” – sorriu sensual, segurando em minha mão, guiando-a para sua intimidade “— Faz...”
Engoli seco, sentindo aquele volume por debaixo daquela calça, olhei novamente para ele, apertando apenas um pouco o local.
“— Mão?” – indaguei, sorrindo provocante.
“— Boca.” – respondeu.
“— E-e-eu fiz isso...?” – gaguejei, retirando minha mão do local.
“— Fez...” – cantarolou “— E era muito bom.”
“— Idiota! Eu não faço nada.”
“— Você disse que faria...” – chantageou.
“— Certo...” – resmunguei, concordando no fim “— O que devo fazer...?” – corei absurdamente.
“— Faça como quiser.” – falou de modo até confortante, fazendo aquele certo medo ir embora de mim.
Eu sorri sem jeito, ainda envergonhado. Ajoelhei-me lentamente, sentindo que meu coração estava tão descompassado que parecia que iria explodir. Lambi meus lábios, sentindo-o absurdamente secos.
Olhei para cima, me deparando com aquele olhar amoroso em minha direção. Bem, como diz o ditado: ajoelhou, tem que chupar... Acho que não era assim essa frase...
Engoli seco, respirando fundo antes de começar a remover a calça deste. Olhei novamente para cima, quando senti mãos de forma carinhosa acariciando meus cabelos, me deparei agora com aquele sorriso bobo de sempre que o moreno dava para mim.
Percebendo agora, ele só sorria tão abobalhado para mim... Como nunca notei antes?
Voltei ao meu intuito, mais confiante agora, retirando aquela roupa de baixo, que não ocultava o volume ali presente.
“— Hn...”
Olhei para cima, pela terceira vez, quando escutei um gemido baixo sair de seus lábios. Deparei-me com seus olhos fechados, e com a outra mão, a que não estava em meus cabelos, apoiava-se a parede.
Olhei para frente, lambendo meus lábios, segurando levemente aquele membro apontado em minha direção, passando lentamente meus dedos pela extensão deste, animando-me mais com suspiros desejosos que escaparam dele.
Por curiosidade, ou medo talvez, apelas estendi minha língua, passando levemente pela ponta do membro deste, provando envergonhadamente que gosto teria.
De certa forma, não era tão estranho assim...
Lambi mais, fechando meus olhos, concentrando-me apenas no que eu estava a fazer e nos gemido que escutava. Serpenteava com minha língua por toda sua extensão, sentindo sua mão em meus cabelos, me empurrar para mais perto.
Abri minha boca, acomodando lentamente, à medida que podia aquele membro dentro desta, sugando-o levemente no processo.
“— Ahhn!” – gemeu mais alto.
Tremi, e por impulso suguei mais forte, enfiando mais em minha boca. Quando notei que aquele era meu limite, recuei, afastando-me um pouco para logo em seguida voltar a engoli-lo.
“— Hayato!” – quase gritou meu nome, forçando-me mais ao seu encontro.
Sentia-me até orgulhoso em saber que eu estava conseguindo proporcionar tanto prazer. Comecei a mover mais rápido minha cabeça, acompanhando o ritmo no qual ele próprio impunha com sua mão em minha cabeça.
Logo escutei um gemido mais rouco, e este puxar meus cabelos me afastando de seu membro.
“— Gokudera, que boca ótima...” – falou rouco, respirando pesado “— Mas se continuar com isso, eu não aguentarei.”
“— E qual o problema?” – abaixei meu rosto, envergonhado.
Não queria admitir, mas estava gostando do que estava fazendo, talvez pelos gemidos tão sensuais que ele soltava.
“— Sério?” – se abaixou um pouco, sussurrando a pergunta em meus ouvidos.
“— ...” – corei mais, sacudindo de leve minha cabeça, concordando mudamente com sua pergunta.
“— Te amo...” – sussurrou novamente, beijando de leve minha bochecha, antes de endireitar-se novamente.
Senti outra vez aquela mão em meus cabelos me guiando, me instigando a continuar. Sorri tímido, antes de levar uma mão a sua coxa, apertando-a de modo até atrevido, deslizando pelo local provocantemente.
Minha outra mão segurava seu membro na base, tendo um apoio enquanto minha boca já voltava a cobrir-lhe aquela parte do corpo. Suguei, e forte por sinal, escutando um grito, que era na verdade um gemido em quase desespero.
“— Mais...” – ouvi.
Sorri internamente, movendo minha cabeça rapidamente, escutando mais suspiros e gemidos desejosos, e por muitas vezes declarações ditas em total incoerência com a frase.
Era prazeroso fazer aquilo, sentia meu próprio membro tenso pelo que fazia. Espantei-me quando a mão que segurara em minha cabeça, empurrou-me tanto que quase cheguei a engasgar, pois senti um líquido quente.
“— Ahmm...” – gemeu languidamente, soltando meus cabelos.
Afastei-me quase que apressado, recuperando o fôlego, e engolindo aquilo em minha boca, lambi meus lábios estranhando aquele gosto estranho, mas ao mesmo tempo bom.
“— Te amo...” – escutei novamente a frase que fazia meu coração toda vez se aquecer.
Ele segurou a minha mão, puxando-me para cima, me fazendo levantar do chão. Assim que fiquei em pé, meus lábios foram atacados, em um beijo calmo, lento e por sinal extasiante.
Nos beijamos por muito tempo, instintivamente esfregava-me nele, desejando mais contato. Eu ainda estava todo vestido, e ele usava apenas uma camisa, que por sinal, mesmo entre o beijo eu tentava remover a todo o custo.
Andamos a passos incertos, pois nossas bocas não se desgrudavam, pelo quarto indo para minha cama. Só fomos nos separar quando sentimos que batemos na beirada da cama.
Afastei-me ofegante, olhando imediatamente para a cama, corando absurdamente, com o pensamento do que nós vamos fazer.
“— Já te disse que te amo?” – perguntou de forma brincalhona.
“— Só umas dez vezes em um curto espaço de tempo.” – respondi “— Idiota...” – não podia perder a chance de reclamar em algo.
Lentamente senti que ele me deitava na cama, ficando por cima de mim. Por algum motivo me sentia mais ansioso de quando fora o Yamamoto adulto quem fez isto comigo.
Talvez por saber que ele não iria fazer tudo...
“— Não precisa ficar com medo...” – sorriu de forma doce, me confortando.
“— Quem aqui está com medo, idiota?” – bufei, virando meu rosto, mais para esconder a vermelhidão.
Arrepiei, quando senti mãos curiosas tentando novamente remover minha camisa. Desta vez eu ajudei de bom grato, jogando aquela peça incômoda para longe da cama. Fazendo o mesmo em seguida com a camisa que ele usava.
Não pude evitar em sorrir ao notar que ele estava nu em cima de mim. Logo comecei a sentir beijos quentes em meu peito, alguns mal sentia por causa das faixas que ainda envolviam-me.
Mas demoraria muito retirá-las agora...
“— Ahn...” – gemi baixo, tapando em seguida minha boca com uma de minhas mãos “— Hnm...”
Aqueles beijos estavam me deixando mais que em brasa, sentia-me extasiado por tudo que sentia. Principalmente quando hora ou outra sentia uma pequena mordida, que parecia que apenas era feita para me fazer arquear de prazer.
“— Para de ficar só me beijando, desgraçado!” – reclamei, apoiando-me nos cotovelos, olhando-o com urgência.
Engoli seco, vendo seu olhar febril em minha direção. Talvez não tenha sido uma boa ideia ter pedido isso...
Mas de certa forma suspirei contente, quando ele começou a retirar minha calça. Quando ela fora totalmente tirada de mim, e me vi apenas com minha roupa íntima, me senti uma pequena presa esperando o desfecho.
“— Ahnnn!” – gemi mais alto, quando senti uma mordida em minha coxa “— Isso vai ficar marca!” – reclamei.
“— Era essa a intenção...” – falou sorridente, lambendo os lábios enquanto levava suas mãos para o cós da última peça de roupa que eu usava “— Você é meu... Para sempre.”
“— Fala isso só por que sabe que tem dez anos garantidos, né?” – corei, largando-me no colchão, fechando minha mão com força na roupa de cama.
“— Não.” – sorriu como sempre, jogando para longe a peça recém tirada “— Falo isso, pois sei que nunca te largarei, não importa o que aconteça.”
“— Yamamoto...” – dessa vez eu que sorri, puxando-o em direção a minha boca, beijando-o lentamente “— Te amo.” – falei, abraçando-me forte a ele.
Gemi baixo, sentindo novamente suas mãos vagaram por meu corpo, como se quisesse apenas atiçar-me mais do que já estou. Tudo o que estava sentindo era absurdamente bom, tanto que tentava conter meus gemidos sabendo que não teria êxito em fazer tal ato.
Notei que seu corpo voltou a se afastar um pouco de mim, sentando-se ajoelhado entre minhas pernas abertas, olhando-me de forma intensa. De vergonha juntei os joelhos, tampando também meu rosto com meu braço.
“— Gokudera?” – chamou de forma suave meu nome.
“— Idiota, para de ficar me olhando assim...” – falei baixo, corando mais ainda.
“— É impossível não te olhar...” – falou, levando sua mão aos meus joelhos, afastando-os “— Você é lindo.”
Gemi baixinho, corando de forma absurda pela frase dita pelo moreno. Eu realmente estava com muita vergonha, ele me olhava completamente, contendo um sorrisinho pervertido nos lábios.
“— Idi–Ahnn!” – nem pude terminar de completar, acabei por gemer até alto quando senti um aperto extremamente prazeroso em meu membro “— Yama-Ahnm...”
“— Calma...” – sorriu, movimentando levemente sua mão “— Isso só para eu poder ver essa carinha fofa.” – confessou.
“— Ahn... Quê?!” – olhei espantado para ele, pelo que tinha falado, realmente o Yamamoto é mais pervertido do que eu pensava “— Carinha fofa é a-Ahnnn!”
Agarrei-me firma a colcha, quando talvez só de malvadeza, o idiota começou a movimentar rapidamente sua mão. Gemidos baixos não paravam de sair de minha boca, enquanto eu delirava com o prazer que sentia.
“— Ainda não é a hora...” – falou, tirando sua mão de onde estava.
Olhei para ele necessitado, eu não aguentava mais aquela tortura.
“— Isso pode doer um pouco...” – avisou-me, em quanto lambia três dedos de sua mão “— Mas se for demais, eu paro.” – sorriu de forma doce, parando de lambê-los.
Joguei minha cabeça com tudo para trás, fechando meus olhos, apenas aguardando a dor que iria sentir. Gemi baixo de prazer, sentindo um dedo esgueirando-se lentamente, de uma forma tão cuidadosa que eu não sentia quase dor alguma.
“— Apertado...” – sussurrou rouco ele, adicionando outro dedo.
“— Tá dizendo que eu-Ahnn... Que eu fiquei arrombado, seu desgraçado!?” – olhei com ódio para ele.
“— Hahahah.” – riu de forma divertida “— Não foi bem essa a intenção...”
“— Ahn-anwm!” – gemi mais alto, sentindo um incômodo quando o terceiro dedo fora adicionado “— Aiw...”
Já havia levado golpes muito mais dolorosos, mas por algum motivo, lágrimas vieram aos meus olhos, enquanto mordia com força os lábios para não gemer mais.
“— Hayato...” – falou meu nome de forma preocupada, retirando os dedos de onde estavam.
“— Eu...” – preferi não falar mais nada.
“— Desculpe...” – abraçou-me fortemente “— Não quis te machucar.” – beijou-me a bochecha.
Eu apenas fiquei quieto, recebendo os carinhos do moreno, respirando fundo, tentando me acalmar. Por que diabos eu fiquei tão sensível?
“— Continua...” – pedi, depois de algum tempo.
“— Melhor não, paramos agora.” – falou, sentando-se ajoelhado novamente entre minhas pernas “— Vou só cuidar disso para você...” – avisou, levando suas mãos novamente ao meu membro.
“— Não...” – pedi, me afastando dele, sentando-me em sua frente “— Eu disse para você continuar...”
“— Mas...”
Pelo visto, eu o deixei realmente preocupado...
Abracei-o forte pelo pescoço, beijando em seguida seus lábios, da forma avassaladora no qual nos dois gostávamos, deslizando minhas mãos pelo seu corpo em uma curiosidade provocante, gemendo entre o beijo sentindo-o fazer o mesmo comigo.
“—Continua... ” – pedi novamente, lambendo seus lábios “— A dor passa, além disso...” – levei minha mão ao seu membro, sentindo-o duro novamente “— Você não quer me sentir?”
“— Ahnmm...” – gemeu mais rouco ainda.
Fui colocado na cama novamente, sentindo agora beijos impudicos em minha barriga, e apenas um dedo dentro de mim. Remexia-me lento na cama, de certa forma querendo mais daquele prazer que tinha.
Se voltar a doer, irei me concentrar apenas neste prazer. Porém, gemi um pouco mais dolorido, quando voltei a sentir três dedos dentro de mim.
“— Calma...” – a voz do moreno realmente me confortou “— Irei fazer essa dor passar.” – lambeu os lábios, de forma extremamente sensual.
“— Ahhhn!” – quase gritei de prazer, ao sentir aquela boca envolvendo meu membro, me fazendo esquecer completamente da dor que instantes atrás sentia “— Yamamoto-ahnmm.”
Levei minhas mãos a sua cabeça, segurando firmem em seus cabelos, respirando rápido e descompassado, sentindo aquela boca me sorver de forma tão faminta. E estranhamente, a dor que antes sentia, se tornou apenas prazer, até desejava que aqueles dedos estivessem mais penetrados... Mais forte... Mais rápido...
“— Chega...” – pedi novamente, já mal conseguindo falar devido a minha excitação.
“— Te machuquei?” – perguntou preocupado.
“— Não.” – respondi, corando “— Quero mais...”
Derreti-me quando vi o sorriso tão belo que recebi do Yamamoto. Este voltou a se ajoelhar entre minhas pernas, retirando seus dedos de onde estavam. Segurou firme minhas pernas, colocando-as em cima de seus ombros.
“— Te amo...” – falou, formando-se lentamente para dentro.
“— Aanh!?” – gemi de espanto, quando senti aquele membro entrar em mim, de uma forma tão lenta, mas tão prazerosa.
Realmente dor não havia mais, somente um pequeno incômodo. Todavia o prazer de ser preenchido estava sendo enorme. Gemia baixinho, sentindo as estocadas brandas que eram apenas para me fazer acostumar.
Yamamoto realmente estava preocupado comigo. Podia sentir isso em cada beijo que dava leve em meus lábios, em cada carinho em meu corpo com suas mãos, em cada sorriso amoroso que recebia.
“— Ahwnn!” – por algum motivo, gemi mais alto, quando senti uma estocada mais forte em mim “— Mais...” – pedi sem pudor, segurando-me em seus braços.
Aos poucos, ele ia intensificando mais o que fazia. Fazendo-me enlouquecer de prazer com isso. Eu senti que não ia aguentar muito mais daquilo. Eu suava, sentia meu coração descompassado, e o prazer acumular-se mais e mais em meu baixo-ventre.
“— Eu... Ahnwm.” – arqueei, por um prazer que nunca pensei existir “— Aahwn-ahwm!!!” – gozei, abandonando-me naquele prazer tão absurdo, tão insanamente bom.
“— Hayato...” – gemeu meu nome mais arrastadamente, intensificando as estocadas “— Te amo... Eu te amo...” – repetiu, me fazendo prolongar aquele prazer.
“— Vem...” – pedi, abraçando-o forte.
“— Ahmwnm!” – estocou-me mais forte, gozando da mesma forma que fiz, desabando em cima de mim pouco depois.
Respirei aliviado, sentindo algo quente preencher-me e escorrer um pouco. Envergonhei-me por ter adorado essa sensação. Puxei-o novamente em direção a minha boca, dando o último e apaixonado beijo em seus lábios.
“— Te amo, idiota...” – falei para este, enquanto se deitava ao meu lado.
“— Também... E muito.” – sorriu para mim, tão esgotado e satisfeito quanto eu “— Posso dormir aqui?” – perguntou-me.
“— Pode não, deve.” – avisei, abraçando-o mais forte “— Não me largue... Quero acordar e te ver nos meus braços.” – pedi.
“— Sempre... Sempre estarei ao seu alcance.” – beijou-me a testa.
“— Idi-... Bobo...” – beijei-o novamente, aninhando-me, puxando a coberta para nos cobrir.
Agora, meu coração está mais leve, minha alma mais livre. O sono que vem me embalar, é doce, como uma chuva branda, como ele...
Como o amor.
FIM
(01/09/09)
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