Desistindo
2 Capítulo 2 - Pistas do Passado
Notas iniciais
Após receber a triste notícia de que não poderia realizar seu sonho, na qual se dedicou por vários anos á fio, de que não poderia mais respirar a música,desligou o telefone. O mundo desabava em sua volta, nada mais fazia sentido em questão de segundos, decidiu descer as escadas e enquanto descia, cambaleava com as mãos sobre a testa, perplexo á repentina notícia. Bob viu seu vizinho descer os degraus de um jeito esquisito,olhou para sua expressão de horror e começou á se preocupar quando ele se sentou de repente no último degrau.
-Lula Molusco?Você está bem?!
Ele permaneceu em silêncio.
-Lula?
O homem ficou curvado com a cabeça sobre os joelhos, não esboçava nenhuma reação ao que o garoto falava como geralmente fazia, mas se tocou de que não podia lançar sua angústia sobre ninguém no momento e simplesmente ergueu sua cabeça para cima, olhou para os olhos azuis preocupados do menino e falou quase com que a voz sumia.
-Só vai embora daqui, Bob Esponja...
O calça quadrada engoliu seco á plenos olhos arregalados, estava gelado diante de tal fala, saiu de perto de Lula aos poucos, sem provocar nenhum som que lhe irritasse,mas antes de sair pela a porta, precisava dizer algo.
-Está bem...Se precisar...de MIM, eu...Vou...Estar em casa, okay?
Ele concedeu acenando a cabeça e Bob fechou a porta.Lula continuou sentado e pensando no tempo de trabalho que teve para tornar seu sonho desabado. O garoto estava do lado de fora, ainda triste ao ver seu amigo daquela forma e ao mesmo tempo confuso, pois ele não conseguia entender o motivo de sua frustração.Decidiu , então, ir á casa de Eugene para tentar descobrir mais sobre o passado de Lula Molusco.
Atravessou a rua das Conchas e logo em seguida passou em frente ao Balde de Lixo, parou no caminho, deu meia-volta para olhar na janelinha,ver o que Plankton estava fazendo. Ele estava sentado á mesa junto com sua esposa-computador, Karen.
-Karen, quem sabe nós poderíamos trabalhar no Siri Cascudo disfarçados e...
-Não...É uma ideia estúpida! -Respondeu ela com sua voz robótica.
-Ou então...
-Plankton, você era mais inteligente do que isso, o que houve?
-Eu não sei, minha querida...Não sei... -Desabafava o pequeno ser aquático.
-Ei,Plankton!
Planky deu um pulo de susto pela a aparição espontânea da esponja maluca.
-Bob Esponja, está maluco?!Quem te mandou aqui, o Eugene?!?
-N-A-D-A disso!Eu vim aqui por conta PRÓPRIA!
Ele não entendeu por um certo momento.
-Ãh?Como assim?Por que veio então...?
-Eu queria lhe perguntar uma coisa.
-Pois então...Sente-se, rapaz!Karen, poderia preparar um espetinho de salmão para o nosso visitante?
-Está bem, querido! -Karen foi até a cozinha.
Bob Esponja sentou-se na cadeira, enquanto o pequeno ser ajudava sua esposa, por um instante, ele foi até o caixa e falou com ele na janelinha na qual se paga as refeições.
-Então, o que queria perguntar, Bob Esponja?
-Eu estava pensando se...Em um certo caso...Você já foi, sei lá, abandonado por seu amigo...
-...
-...Por causa de ganância?
Plankton parou um instante em silêncio, Karen se aproximou do marido e deixou ao lado os espetinhos.
-Abandonado pelo o melhor amigo...?Deixa eu ver.
-Oh, não!Lá se vão os anos de terapia... -Disse Karen.
-Bem, Bob Esponja...Eu não tenho esta rivalidade continua com Eugene á toa, não é?
-Os dois já foram melhores amigos?
-EXAAAATAMENTE!!E desde que ele ganhou aquela RECEITA ESTÚPIDA, pisou em mim como se eu fosse um mísero ser d'água!Não sei quantas vezes ele me fez sentir ÓDIO!
Plankton memorava esse dia enquanto trazia os pratos com os espetinhos para a mesa.
-Mas ele nem compartilhou a receita com você?
-Eu não ando todos esses anos falhando repentinamente atrás daquela folha só por diversão, não é...?
Ele sentou de costas para o garoto na borda da mesa, com as antenas abaixadas.
-Ooooh, Planky!Eu não sabia que você era tão triste!
-Tudo bem, garoto!A gente supera essas coisas fazendo o que gosta.
Bob Esponja já estava assimilando o passado do Plankton com o ocorrido com Lula Molusco.
-Você já tentou retomar a amizade com ele?
-Do que adiantaria se ele já está morto na alma?
-Mas...Você sente falta dele?
Ele permaneceu em silêncio completo.Bob não entendeu muito o por quê da reação,Karen observava da porta toda a conversa, já preocupada.
-Plankton...?
-Bem, Bob Esponja!Já estamos fechando o estabelecimento pois ele dorme mais cedo aos domingos!-Karen pegou Bob pela as mãos e o leva para fora.
-Mas, ele não respondeu minha questão!
-E nunca mais vai graças á você!
-Como assim?
-Isto foi muito traumático e revoltante para ele, por que quando aquele homem sentado cabisbaixo ali coloca uma ideia na cabeça, ele é determinado á consegui-la, mas foi totalmente AO CONTRÁRIO em relação á aquele ganancioso de ALMA SUJA!!
Ela bateu a porta violentamente forte na cara do garoto.Ele foi até a janela, e viu Karen lhe chamando para dormir,Plankton permanecia parado, não respondia á nada do que sua esposa fazia, e as luzes de repente lá dentro se apagaram.
-Eu acho que o Balde de Lixo não vai abrir hoje...-Disse Bob com uma expressão séria na face.
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