Desires
1 I´am Justin, Justin Bieber
P.O.V Desirée Pierce — É hoje que seu filho chega de Paris ? — Perguntei a Jeremy enquanto me enrolava no lençol branco escondendo minha nudez, o observando fechar os botões da sua camisa. — Sim, a qualquer momento ele chega. — Ele veio até a mim me dando um selinho logo em seguida e depois voltando a se arrumar. — Como é o nome dele mesmo ? Jason não é ? — perguntei me encostando na cabeceira da cama. — Justin. — mandou uma piscadela pra mim fazendo um sorrisinho brotar nos meus lábios. Mordi os lábios ao perceber que ele tinha deixado os três botões de cima da camisa abertos. O que o deixava extremamente sexy. — Ah, Jeremy tem certeza que não pode ficar mais um pouquinho comigo ? — fiz biquinho. — Juro que queria, mas não posso. Tenho negócios a resolver. — revirei os olhos já imaginando que tipo de negócios eram esses. Não ousava me intrometer nesses assuntos pois sempre que criticava, Jeremy iniciava uma longa discussão comigo, o que foi no caso da noite passada. Afinal, quem era eu para julgar ? Quem conhece Jeremy sabe do seu passado, sabe da vida que ele leva e posso acrescentar que não é uma vida normal. Eu o tinha conhecido assim então não podia reclamar, certo ? Mas quando seu namorado vive desafiando o perigo é difícil não recrutar. Jeremy era um homem bem mais velho do que eu, quarenta e três anos de idade porém conservado. Ele tem tudo o que todos almejava ter : Dinheiro, poder e comando. Um homem superior a todos, temido por toda a cidade e possuía um grande império. Ninguém ousava enfrenta-lo. E com o extremo poder que tinha em mãos, Jeremy é considerado um homem invencível. Ninguém podia contra ele… Jeremy Bieber é extremamente perigoso. Levantei da cama me desfazendo do lençol sendo acompanhada pelo o olhar apreensivo de Jeremy. Fui em direção a cômoda onde tinha alguns cigarros e um isqueiro. Coloquei um maço entre meus dedos e já fui pegando o isqueiro, inalei um pouco de ar e ascendi a ponta do cigarro, puxando um pouco da fumaça para dentro, segurando ela um pouco tirei o cigarro da boca, soltei a fumaça inalando, levando ela para meus pulmões. Ainda podia sentir o olhar de Jeremy queimando em mim, sorrindo pervertidamente, fui andando em passos lentos até ele que mantinha os dentes cravados nos lábios, olhando intensamente para meu corpo. Cheguei bem perto do rosto dele e novamente inalei a fumaça do cigarro, em seguida, liberando-a em seu rosto que sorriu atordoado, fechando os olhos. — Eu sei o que você está fazendo. — falou debochado. Ri alto ficando na ponta dos pés, levando minha boca até a altura do seu ouvido. — E…O que eu estou fazendo ? — sussurrei sensualmente mordendo seu lóbulo logo em seguida. Pude perceber o arrepio que tinha causado ali. Meu corpo estava bem junto ao dele, fazendo meus seios roçarem em seu tórax escondido pela camisa. Suas mãos grandes seguraram meus quadris, puxando-me mais para si — Como se isso fosse possível — E os apertou fortemente me fazendo arfar. Mordi os lábios com força. — Você ainda não respondeu. — cantarolei — Responde Jeremy…O que eu estou fazendo ? — o provoquei. Com a minha mão direita livre, levei a mesma até o seu membro e o apertei fazendo com que Jeremy liberasse um gemido abafado. — Está tentando me seduzir…- ele arfou — Para eu ficar aqui com você. Desgraçado ! Ele sabia que eu tava usando a tática de sedução para conseguir aquilo. Meus planos foram por água abaixo quando Jeremy me afastou e tomou meu cigarro. O olhei incrédula enquanto o filho da puta ria de mim, levando o cigarro até a boca. Assim como fiz com ele, se aproximou de mim e soltou a fumaça em minha cara fazendo-me tossir. — Sinto lhe informar querida mas isso não vai acontecer — bufei frustada — É sério Dessy, eu bem que queria ficar aqui mas eu tenho um império pra cuidar se você se esqueceu. — Ah, fazer o que né. — revirei os olhos em derrota. Jeremy me estendeu um roupão preto de cetim e o puxei bruscamente de sua mão. O vesti, deixando aberto sem dar o laço e caminhei até o banheiro. Encarei meu reflexo no espelho notando meu assustador estado : Cabelos desgrenhados e uma cara amassada. Liguei a torneira do lavabo juntando minhas mãos debaixo da torneira deixando as palmas da minha mão ser preenchida pela água fria e de imediato, joguei a água em minha cara. Um choque percorreu em meu corpo com o impacto da água me acordando um pouco. Vamos se dizer que a noite ontem foi muito agitada. E eu tinha acordado muito acabada. Afastei meu cabelo pro lado e um misto de susto e irritação me tomou. Jeremy tinha deixado uma bela marca de chupão no meu pescoço. Filho da puta ! Ele sabe que eu odeio quando faz isso. — Cachorro. — grunhi ao vê-lo pelo reflexo do espelho. Ele estava rindo encostado no batente — Você não tem vergonha na cara não ? — Deixa eu pensar…Não. — sorriu debochado. — Sínico. — disse enquanto amarrava o laço do roupão. Suspirei voltando a olha-lo — Jeremy você não tem negócios a resolver ? — falei sarcástica com a expectativa dele sair logo do quarto porque não tava muito boa com a cara dele. E acho que ele caiu em si pois logo fez uma cara surpresa. — Ah é mesmo eu preciso ir. — Selou nossos lábios e logo saiu apressado. Ouvir a porta do quarto bater e suspirei. Eu teria que ficar em casa hoje para receber o filho dele quando chegasse. Segundo Jeremy, eles não se viam a oito anos. Ele tinha ido pra Paris quando tinha dezesseis anos e desde que se foi, eles mantiveram pouco contato. Até hoje, eu não sei realmente com quem Jeremy teve esse filho. Sempre que perguntava sobre a famosa Pattie Mallette, Jeremy desviava do assunto e eu ficava mais curiosa ainda. Sei o nome dela por causa de alguns comentários dos empregados que cochichavam pela casa sobre a tal mulher. Quando o assunto era ela, ele se mantinha reservado, nervoso como se não gostasse de falar sobre ela. Um mistério super intrigante esse… Só de cogitar a ideia de que ele já tinha amado outra mulher, me batia uma insegurança. Tudo bem, ela era algo do passado dele mas ainda sim, eu ficava abatida. Eu estava receosa sobre como ia ser a reação do esperado Justin ao saber que eu sou a namorada do pai dele. Será que ele me aceitaria ? Uma parte da minha mente gritava ” Óbvio que não !” e ficava ainda mais nervosa. Como ele reagiria ao saber que o pai estava namorando uma mulher mais nova ? Creio que ele saiba da fama de pegador do pai. Antes de nós começarmos a namorar, Jeremy tinha um grande fama de mulherengo. Ele não era de ninguém, farreava toda noite, gastava seu dinheiro com bebidas e mulheres… Como se eu não soubesse disso, já tive a chance de presenciar uma vez Jeremy indo para um quarto com três mulheres. Nojo ! Mas isso foi antes de começarmos a nos envolver. Quais eram as chances dele acreditar que eu era a namorada do pai dele ? Mínimas ? Máximas ? Eu não queria que ele me aceitasse por obrigação. Eu queria manter uma boa relação com o filho do meu namorado. Queria que ele me aceitasse por livre e espontânea vontade… (…) Depois de ter tomado uma relaxante ducha eu ainda não estava calma. Como Jeremy disse, ele chegaria a qualquer momento e eu queria causar uma boa impressão. Jeremy não tinha falado sobre mim a ele o que tornava as coisas difíceis para mim. Depois de enrolar muito no quarto, finalmente tomei coragem e sair. Quando estava prestes a caminhar o corredor para descer as escadas, tombei em alguém. Me desequilibrei fazendo meu corpo ir para trás mas antes de eu imaginar eu indo ao chão, um par de braços seguraram minha cintura me puxando para cima. Levantei meus olhos e me deparei com um par de olhos cor-de-mel. Minha respiração estava ofegante, meus olhos arregalados e ainda estava tentando me recuperar do susto. — Da próxima vez olha pra onde anda garota. Pra isso Deus lhe deu olhos, vadia — uma voz rouca proferiu com raiva e eu abrir a boca incrédula. Fui empurrada bruscamente fazendo com que minhas costas fossem a parede. Depois que me recuperei do empurrão segundos depois, pude olhar na cara do desgraçado audacioso que ousou me chamar de vadia. Prendi a respiração por alguns segundos ao processar que estava de frente a um homem de cabelos loiros, de expressão raivosa que me fuzilava com os olhos. Pensei comigo, deve ser um novo capanga de Jeremy pois nenhum outro se atreveria a me chamar de vadia. — Escuta aqui seu otário, quem você pensa que é pra me empurrar e me chamar de tal nome ? Você é doente mental ou o que ? — berrei com raiva. — Como é que é ? Eu é que te pergunto vadia, quem é você pra se dirigir assim a mim. — Ele se aproximou de mim mais raivoso ainda me prensando mais na parede. Por um segundo, eu mergulhei em seus orbes caramelados, eles eram atraentes, hipnotizantes…O olhar dele era irritadiço porém de uma forma sexy. Fui acordada com o chacoalhão que ele me deu eu voltei a realidade de novo. — Perdeu a fala foi ? — falou entre dentes. Não sei de onde tirei forças para empurra-lo já que ele era bem mais forte que eu. — Ah, já sei ! — ele riu alto fazendo-me franzir o cenho em um misto de confusão — Deu pro Jeremy e ele não te pagou não foi ? — gargalhou mais uma vez. Então raciocinei um pouco : Ele com certeza me viu saindo do quarto de Jeremy e pensou que eu era uma amiga pagante. Nossa ! Fui confundida com uma prostituta, isso chega até ser uma ofensa. — Cala a boca seu imbecil, eu não sou prostituta. — Diferi um tapa na cara de pau dele fazendo seu rosto virar noventa graus. Meu sangue tava borbulhando de raiva e a expressão dele também não estava muito boa. Quando percebeu o que eu tinha feito, eu pensei que ele ia extrapolar novamente mas foi diferente. Ele apenas… Riu !? Sim ! — Vadias agressivas…São as melhores na cama. — Como é que é ? Eu vou ter que soletrar pra esse cuzão que eu não sou prostituta ? — Olha aqui seu filho da puta…- Fui interrompida quando ele novamente me empurrou contra a parede. — Acho que Jeremy não vai se importar se eu comer a mesma carne que ele comeu. Afinal, é um belo presente de boas vindas — falou maliciosamente analisando meu corpo, mordendo os lábios. — Sai daqui seu nojento ! -conseguir me afastar dele com dificuldade, mas antes de eu correr, ele segurou meus braços e agora pude perceber que ele realmente tinha ficado irritado. — E-Eu vou gritar. — falei vacilante. — Que isso ma Chérie, não precisa de escândalo. Odeio vadias escandalosas — esse cara só pode ser louco — aliás, se for pra gritar, que seja na minha cama. — Me solta seu desgraçado ! — me debati em seus braços a todo custo — Quem você acha que é pra me tratar assim ? Meu corpo congelou por completo quando sua boca encostou em meu ouvido e sussurrou as seguintes palavras : — Eu sou Justin, Justin Bieber.
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