Desire, passion or love?
2 Verdant - Parte 2

Oliver Queen era oficialmente o homem mais atraente que eu já havia conhecido. Além de perigosamente lindo, ele tinha um charme indescritível. Era impossível não me sentir a vontade em sua presença. Estávamos conversando há horas e era como se o tempo não passasse quando ele estava por perto.
Estava tão imersa em seu charme, que nem mesmo me sentia mais no direito de julgar as mulheres que dormiam com ele, mesmo sabendo de seu noivado com Laurel. É óbvio que eu não o faria, mas provavelmente meu auto-controle não seria tão eficaz no caso de Oliver tentar algo.
– Você veio sozinha? — Perguntou.
Neguei, apontando para Barry e Caitlin que dançavam juntos.
– E seu namorado? — Inquiriu, me encarando.
– Namorado? — Fiquei surpresa por ele achar que eu tinha um.
– Ray Palmer. — Respondeu.
– Ele não é meu namorado... — Assegurei.
Ray e eu éramos amigos. Me surpreende que alguém possa pensar que haja algo entre nós dois.
– Vocês estão sempre juntos no campus. — Falou.
– Estou sempre com Barry também. — Rebati.
– Ele está visivelmente interessado em sua amiga Caitlin. — Treplicou.
– Meu último namorado foi Cooper Seldom. — Informei, sem nem saber o porquê estávamos tendo aquela conversa.
– Ele foi preso há um ano. — Sua expressão era de total incredulidade. — Você não saiu com mais ninguém desde então?
– Alguns encontros fracassados, apenas. — Ri de mim mesma.
Era patético eu estar falando tudo aquilo para um homem que havia acabado de conhecer "oficialmente" há menos de três horas.
– Oliver! — Laurel se aproximou de nós. Ao me ver ali, ela me olhou de cima abaixo, com desprezo e um ar de superioridade. — Olá, Felicity... — Forçou um sorriso.
– Oi, Laurel. — A cumprimentei, por educação.
– O que faz aqui, meu amor? — Oliver perguntou para ela. — Pensei que estivesse com a sua irmã no hospital.
– Sara recebeu alta essa tarde. — Sorriu para o noivo. — Eu vim aqui te contar a novidade!
– Fico muito feliz por ela, querida... — Ele a abraçou.
Ah, é claro que ele ficava... Afinal, Sara é uma de suas amantes...
– O que está fazendo aqui, Felicity? — Voltou a me encarar, com o mesmo desprezo de sempre.
– Vim com meus amigos. — Olhei de relance para Barry e Caitlin, que conversavam alegremente com Iris.
– Estávamos apenas conversando, Laurel. — Oliver a encarou com seriedade, parecendo perceber os ciúmes da noiva. — Não se preocupe.
– Me preocupar? — Ela deu risada. — Se você me trocasse por essa aí, eu não terminaria com você por infidelidade, mas sim por ter um péssimo gosto...
Oliver pareceu surpreso com a atitude da noiva e no mesmo instante me encarou, como se pedisse desculpas pelo que ela havia dito.
– Você já viu Tommy hoje? — Inquiriu Oliver, com um falso sorriso que pareceu convencê-la. — Ele ficará muito feliz em saber que Sara está bem...
Laurel então se afastou de nós, seguindo em direção à pista de dança, onde Tommy Merlyn conversava com Helena Bertinelli, que aliás, era uma das amantes de Oliver.
– Ela é encantadora... — Soltei, em tom irônico.
Oliver riu.
– "Se você me trocasse por essa aí, eu não terminaria com você por infidelidade, mas sim por ter um péssimo gosto... " — Repetiu o que ela havia dito.
– Eu ouvi quando ela disse. — Revirei os olhos. — Sem ofensa, mas para querer se casar com ela é preciso ter um péssimo gosto. Laurel é linda, mas tem uma personalidade detestável.
– Vocês nunca se derão muito bem, não é? — Questionou.
– Ela me odeia. — Respondi.
– Laurel odeia qualquer pessoa que seja melhor do que ela em algo. — Comentou. — E bem, você é mais bonita, mais inteligente... — Ele ignorou meu olhar reprovador, abrindo um sorriso galanteador. — Você é uma das mulheres mais atraentes que já conheci.
– Essa lista incluiu Sara Lance? — Perguntei, na intenção de deixar claro que eu sabia que ele era um cafajeste. — Helena Bertinelli?
– Como você...? — Oliver pareceu incrédulo por eu saber disso.
– Imagino que a lista também inclua Isabel Rochev, certo? — Continuei. — Sabe... Você deveria escolher locais melhores do que a sala do seu padrasto.
– Acho que você saber disso acaba com qualquer chance que eu pudesse ter de te levar para a cama. — Disse ele, me encarando.
Seus olhos azuis fitavam os meus e em seus lábios estava o sorriso mais lindo que eu já havia visto. Eu não tinha ideia de como um homem conseguia ser tão bonito...
De repente, senti seu corpo me pressionar contra o balcão, enquanto suas mãos se apoiavam no mesmo. Eu podia sentir sua respiração junta a minha, o roçar de seus lábios, aparentemente inquietos, junto aos meus...
Meu corpo me traiu. Estávamos perigosamente próximos, mas eu parecia ter travado. Não conseguia mover um só músculo. Tudo que eu fazia era olhar fixamente em seus olhos, esperando o que viria a seguir.
Ele foi diminuindo a distância entre nós ainda mais, então finalmente tomou meus lábios.
Resistir ao beijo de Oliver Queen era uma missão impossível. Eu era incapaz de me afastar, por mais que soubesse que aquilo era errado.
O beijo que havia começado calmo, agora era urgente. Sua língua explorava cada espaço ainda desconhecido em minha boca. E por mais errado que fosse, eu fazia o mesmo.
Suas mãos agora exploravam todo o meu corpo, com se ele pretendesse arrancar minhas roupas ali mesmo.
Me sentia suja por estar beijando um homem comprometido, mas era impossível não corresponder.
Ele interrompeu o beijo por um instante, pegou minha mão e me arrastou para uma espécie de porão / depósito da boate.
Aquilo era tão errado...
E ao mesmo tempo, tão excitante...
O que diabos estava acontecendo comigo?
Assim que descemos as escadas, ele avançou novamente em minha direção.
Naquele momento eu soube que não tinha mais volta.
Sem pensar duas vezes, comecei a desabotoar os botões de sua camisa, que logo foi ao chão.
Ainda me beijando e com suas mãos passeando sem pudor pelo meu corpo, Oliver arrancou meu vestido do meu corpo, apressado.
De costas, o puxei em direção oposta a que estávamos, até que uma parede foi encontrada.
Sua atenção então passou de meus lábios, para o meu pescoço, e em seguida, meus seios. Ele se livrou do sutiã de renda preto que eu usava. Sua boca, "trabalhando em equipe" com suas mãos, me faziam arfar de prazer.
– Oliver... Por favor... — Praticamente implorei, não aguentando mais esperar.
Instantes depois, ouvi o som de embalagem se rasgar e senti a conexão entre nossos corpos finalmente se completar.
Sua boca estava em meu pescoço e suas mãos seguravam minha coxa levantada. Seus movimentos arrancavam de mim gemidos de dor e prazer, que em pouco tempo se tornou apenas prazer.
A sensação de prazer subia pelo meu abdome, anunciando o primeiro e furioso orgasmo.
Nós chegamos lá juntos.
E foi... Maravilhoso...
Havia sido o melhor sexo da minha vida e eu desejava tê-lo dentro de mim novamente.
Como era possível que eu desejasse tanto assim um homem que havia acabado de conhecer?
E pior... Um homem que em breve se casaria.
Por mais que eu o desejasse, aquilo não poderia acontecer novamente. Nunca!
Caminhei até onde estava meu vestido e comecei a vestí-lo. Sua mão passou por meu braço, me fazendo virar para ele.
– Tenho a impressão de que não nos veremos novamente... — Disse ele, com uma expressão indecifrável.
– Sua impressão está correta. — Concluí, desviando o olhar do seu.
Ele abaixou a cabeça, parecendo desapontado. Imagino que ele esperasse que eu fizesse o mesmo que Sara, Helena e tantas outras, mas eu não me tornaria sua amante. Não o "ajudaria" a trair Laurel.
Subi as escadas, antes que ele pudesse dizer alguma coisa.
Eu precisava de uma bebida!
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