Notas iniciais
Pois bem, sei que demorei a postar e inclusive cheguei a colocar a Fic em HIATUS, mas quando comecei a escrever, estava de férias. E agora, como toda boa universitária, passo meus dias revezando entre estudar e trabalhar. Por isso, quero me desculpar pela demora e prometo TENTAR postar com mais frequência agora... Mas não posso prometer nada, pois estou meio sem tempo... Só que não precisam se preocupar eu não vou abandonar essa fic.

– Não vai me convidar para entrar? — Inquiriu, em tom brincalhão.

Revirei os olhos, abrindo espaço para que ele pudesse entrar em meu apartamento.

– E então? O que veio fazer aqui numa hora dessas?

– É crime sentir vontade de visitar a melhor amiga?

– Às três da manhã?

Seu sorriso se alargou ainda mais.

– Pijama adorável... — Brincou, passando por mim e sentando-se em meu sofá. — Como consegue ser linda mesmo quando acaba de acordar?

– Nenhuma mulher é linda quando acorda, Oliver. — Retruquei. — E me elogiar não vai me fazer ficar menos brava com você por ter me acordado.

– Se nenhuma mulher é linda quando acorda, você é a única exceção. — Afirmou, com um sorriso de tirar o fôlego. — Já te disse que está sempre linda?

– Que parte de "me elogiar não vai me fazer ficar menos brava com você por ter me acordado" você não entendeu?

– Estou apenas dizendo a verdade. — Continuou. — Até porque, não preciso nem mesmo me esforçar para fazer você ficar "menos brava comigo"... — Fez aspas com as mãos. — Você não consegue sentir raiva de mim!

Infelizmente, ele estava certo. Era impossível para mim ficar com raiva de Oliver Queen! Provavelmente por ele ser simplesmente uma das pessoas mais importantes em minha vida. Hoje em dia, é impossível me imaginar em um mundo em que eu não o conhecesse.

– O que você sente por mim, Felicity? — Questionou.

O fitei, em uma mistura de surpresa e confusão.

E, ao parar para pensar, percebi que eu não tinha uma resposta para aquela pergunta. Era óbvio que o que eu sinto por ele é bem mais forte que amizade, mas... Seria apenas desejo? Não, definitivamente não... Eu estaria apaixonada por ele? Ao parar para pensar, essa nem é uma hipótese tão absurda quanto pareceu inicialmente. Mas isso não importava! Mesmo que eu realmente o ame, Oliver jamais seria capaz de corresponder tais sentimentos.

– Por que está me perguntando isso? Você é... Meu melhor amigo.

– Está dizendo que me vê apenas como seu melhor amigo?

Fiquei em silêncio.

E então, ele se levantou e veio em minha direção.

– Eu te amo. — Disse ele, inesperadamente.

Não consegui dizer nada. Estava sem reação. Desde que o conheci, jamais imaginei que o ouviria dizer que me ama. Talvez nem ele mesmo estivesse certo disso.

Oliver então, pegando-me de surpresa outra vez, me beijou.

Um beijo intenso, cheio de paixão e desejo.

Novamente, não fui capaz de não corresponder. Era impossível.

E foi nesse momento, enquanto nos beijávamos, que percebi: Eu também o amava.

Mas... Será que o que ele sentia era realmente amor? E se ele estiver apenas confuso, por não estar acostumado a ter amigas mulheres? Ou talvez, por termos feito sexo na noite em que nos conhecemos...

– Vai me dizer agora que me vê apenas como um amigo?

Ele fitava meus olhos intensamente. No fundo, eu sabia que ele estava sendo sincero. Mas a verdade era que uma parte de mim tinha medo de me decepcionar, de que se começarmos um relacionamento e este tiver um fim, nossa amizade seja comprometida. Não quero perdê-lo.

– Eu também te amo... — Fui sincera. E apenas essas três palavras bastaram.