Desire, passion or love?

14 Decisão errada...


Notas iniciais
Me perdoem por isso. É sério!

Às vezes me pergunto o porquê disso ter acontecido.

É injusto! Por que comigo? Por que Oliver? De tantas pessoas, por que logo ele foi tirado de mim? Por que tinha que ser justamente a pessoa que eu mais amava? A pessoa que não importa o quanto eu me esforce, o quanto eu tente seguir em frente, eu não consigo esquecer nem deixar de amar?

Todos os dias, desde o exato momento em que recebi a notícia de que ele está morto, digo para mim mesma: “Vou acordar cedo todos os dias, tratar bem as pessoas, parar de pensar nele, conhecer um novo amor e tudo ficará bem.” Mas no fundo sei que não é verdade. Ele não é alguém em quem eu consiga parar de pensar e também não é uma pessoa que eu queira esquecer.

Maldição! Por que eu tenho que amá-lo tanto?

Choro, quando ninguém está por perto. Mas tendo passar a imagem de quem já superou. Tento parecer forte. Mas sei que meus amigos não caem nessa. Nem mesmo Laurel, que se tornou minha amiga há pouco tempo, já me conhece bem o suficiente para não acreditar nessa minha história de "Estou bem. Não precisa se preocupar. Quem é Oliver mesmo?"

Sempre que falam dele, tudo que isso faz é me machucar ainda mais, por isso, sempre evito falar sobre isso.

No fundo eu sei que não tenho capacidade para lidar com isso. E também sei que se o tivesse impedido de ir naquela maldita viagem, ele ainda estaria aqui, ao meu lado. Nesses últimos doze meses, me afastei dos meus amigos, falando com eles apenas casualmente. Evito qualquer pessoa. Quero passar a maior parte do tempo sozinha.

Sei que esse é um comportamento auto-destrutivo... Mas não consigo evitar. Acho que estou passando por um misto das fases "negação", "raiva", "barganha" e "depressão".

– Srta. Smoak? — Walter me chamou. Ele havia assumido o cargo de CEO da empresa desde a morte de Oliver, e logo, eu havia me tornado sua assistente.

Ele era uma boa pessoa, embora esteja casado com uma mulher cheia de segredos. Acredite, existem algumas coisas sobre a mãe de Oliver que evito pensar sobre. Seu estranho envolvimento e amizade com o pai de Tommy, por exemplo.

Não sei explicar, eles me parecem... Suspeitos.

– Sim, sr. Steele? — Olhei para ele.

– Pode entregar isso no escritório do sr. Cage, por favor?

***

Ray me ajudou muito nesses últimos meses. Tem sido um grande amigo, embora eu saiba que o que ele sente por mim é algo mais, em momento algum ele agiu como alguém que queria alguma coisa além de apoiar uma amiga em um momento difícil.

Eu queria poder ser capaz de dar a ele uma chance. Temos muito em comum. Ele é bonito, inteligente e sabe o enredo de todos os episódios de Doctor Who. Mas... Não consigo sentir por ele, ou por qualquer outra pessoa nem mesmo um terço do que ainda sinto por Oliver.

Por alguma razão, me parece errado me envolver com outra pessoa.

Sinto como se eu estivesse traindo-o, mesmo que ele não esteja mais aqui.

E aqui está Ray, após tanto tempo, me pedindo uma chance.

– Eu prometo, vou fazer de tudo para fazer você feliz... — Dizia ele.

Talvez eu realmente devesse seguir em frente... E talvez, Ray fosse a pessoa certa para me ajudar a fazer isso.