Desire Obsolete
50 Gêmeos
Notas iniciais
— Minha bolsa estourou.
É tudo o que digo antes de ser assolada por minha primeira contração e gritar escandalosamente de dor, pegando-o completamente desprevenido.
Agarro minha barriga por puro reflexo, tremendo da cabeça aos pés.
Seus olhos se ampliam instantaneamente.
— Isso só ser brincadeira – Rosna, realmente irritado.
Curvo-me para frente, encostando minha cabeça em seu peito. Seu coração acelerado iguala-se com o meu, juntos formando uma melodia trêmula.
— Péssima hora para um reencontro, não é mesmo? – Consigo dizer, minha voz saindo esganiçada e repleta de zombaria enquanto respiro pelo nariz e inspiro pela boca.
A rajada de dor passa após alguns segundos agoniantes, deixando um rastro letárgico em meu corpo.
Suspiro.
Fecho meus olhos, respirando fundo. Seu cheiro penetra minhas narinas, trazendo-me uma falsa sensação de segurança e despertando emoções há tempos adormecidas.
— Você vai ter os bebês agora? – Sua pergunta me faz querer rir. Não sei bem se pelo pânico em sua voz ou pela forma como ele pergunta o obvio, mas tenho vontade de rir.
Ergo minha cabeça, encontrando seus olhos arregalados encarando-me com expectativa e... Medo? Surpresa? Raiva? Não sei distinguir o que se esconde por trás de sua máscara de expectador.
— Não agora – Sussurro, soltando algumas lufadas de ar pela boca para me manter tranquila – Mas, está perto. É questão de tempo agora. Depois da primeira contração, varia muito de mulher para mulher o tempo que leva para os bebês nascerem.
Tom fecha e abra a boca, mas nada sai. A situação seria engraçada, se não fosse trágica. Mordo meu lábio inferior, sentindo minhas pernas pegajosas e quentes.
Seus olhos azuis me avaliam, demorando-se em minha barriga e em meu rosto. Não consigo deixar minhas paranoias longe de meus pensamentos, questionando-me o que ele fará agora que me encontrou e sabe que seremos pais.
Me deixar ir? Não, não mesmo. Sequestrar-me? Provável. Merda!
Sinto um friozinho incomodo na barriga causado pela ansiedade do momento. E não sei bem como classificar minhas emoções, me sentindo fisicamente instável e mentalmente abalada.
Nosso primeiro encontro em anos para ele e meses para mim é um verdadeiro balde de água fria.
— Preciso voltar para casa – Digo casualmente, testando a firmeza de minhas pernas bambas.
Foco e racionalidade, é disso que preciso. Na melhor das situações, tenho algumas poucas horas até entrar definitivamente em trabalho de parto. Na pior, mais contrações virão, deixo minha mente vaguear por todos os livros que li sobre gestações e partos, filtrando os detalhes principais para não me apavorar.
Tento me afastar de seu corpo, mas ele mantém seu aperto sobre mim, dessa vez soltando meus braços e segurando meus ombros.
— Não – Declara, crispando os lábios – Você vem comigo.
Balanço a cabeça, negando.
Seu aperto fica mais firme, não necessariamente me machucando, mas não me acovardo.
— Não posso aparatar – Suas sobrancelhas negras se unem em confusão – Estou preste a parir, então, não posso aparatar. É perigoso para os bebês – Olho ao nosso redor, não encontrando nada além de lápides e silêncio – Preciso voltar para casa.
Morgana ficará furiosa comigo se eu não voltar há tempo dela fazer meu parto, constato.
— Quem é Morgana? – Questiona, pegando-me de surpresa.
Volto-me para ele, ultrajada com sua invasão.
— Você não pode invadir minha mente – Rebato, mordendo o lado interno de minha bochecha.
— Quem é Morgana? – Ele ignora propositalmente minhas palavras.
Abro a boca, mas volto a fechá-la. Balanço a cabeça em negativa, suas feições endurecem.
Sua mão direita voa do meu ombro para a parte interna de seu sobretudo, reaparecendo com sua varinha em punho.
Engulo em seco, procurando seus olhos de imediato. Sinto meu coração ir parar em minha boca.
— Tom, o que...
— Eu sou Voldemort agora – Interrompe-me gelidamente.
Uma descarga elétrica atravessa meu corpo, enchendo-me de pânico. Sua varinha é posta sobre o vale dos meus seios, prendo a respiração.
Sinto o roçar de minha própria varinha contra a pele da lateral da minha coxa direita, aonde está firmemente presa por uma fita de cetim preta. Não sinto o ímpeto de tirá-la dali. E sei que isto é culpa da esperança cega que nutro por nós, esperando que ele ainda me ame da mesma forma que o amo.
Uma sensação esquisita atravessa meu corpo, partindo de onde sua varinha toca e se alastrando até minha barriga. Não dói, mas causa arrepios em mim.
Olho interrogativamente para ele, que sorri de lado friamente.
— Terei muito tempo para descobrir todos os seus segredos, Black – Declara, voltando a guarda a varinha. Suas mãos se movem para meus pulsos e ali ele segura firmemente – Você só ditará se será do modo fácil ou difícil. – E com isso, sinto o puxão nauseante da aparatação
[...]
Seu coração está disparado, suas mãos suam e tremem enquanto ele leva o copo com o líquido transparente para a boca. Não existe foco ou clareza em sua mente, seus pensamentos se atropelam uns nos outros.
A escuridão do cômodo é um indicativo de seu humor deprimente, combinando com a frieza que corre em suas veias, alojada dentro de si há meses.
— Aqui está você – Diz suavemente uma feminina, fazendo o homem fechar os olhos, apreciando o timbre que ele pensou nunca mais poder escutar.
As pequenas mãos de Narcisa abraçam por trás a cintura estreita de seu marido, colando seu rosto em suas costas.
— Por que saiu da cama? – Pergunta, infiltrando uma de suas mãos pela blusa do pijama dele, acariciando sua pele pálida e gélida – Está congelando aqui, vou acender a lareira.
Um arrepio prazeroso atravessa o corpo do homem, elevando sua pulsação. Mas quando ela se afasta, qualquer sensação boa que surgiu com seu toque, desaparece.
— Perdi o sono – É tudo o que ele diz, virando-se a tempo de ver sua mulher conjurar chamas na lareira da ampla sala.
Nada mais precisa ser dito, o motivo é obvio.
Mesmo que a barba tivesse sido feita, seus cabelos cortados e limpos, seu corpo abastecido de comida e suas feridas cuidadas, os danos psicológicos não seriam curados com facilidade. Os meses em Azkaban destruiu partes de Lucius Malfoy que nunca poderiam ser restauradas.
— Deite-se aqui – Ela indica o sofá de três lugares próximo ao fogo, sentando-se em uma das extremidades e colocando uma almofada no colo.
Entendendo sua deixa, Lucius se aproxima com rapidez de sua mulher, deitando sua cabeça em seu colo e o corpo no sofá, com seus pés passando para fora por ser maior que a estrutura do móvel.
Narcisa afunda os dedos de uma de suas mãos nos cabelos loiros platinados dele, desembaraçando suas madeixas com carinho. Acariciando seu rosto com a outra mão, ela se perde na própria mente, memorizando as feições que tanto sentiu saudades. Seus dedos traçam seu rosto com precisão.
Fechando os olhos, o homem se deixa levar pelas caricias bem-vindas.
— Eu senti sua falta – Sussurra o homem com rouquidão.
Um pequeno sorriso se forma em seus lábios, junto com as lágrimas de alegria que ela se recusara a derramar, até agora.
[...]
Quando volto a me firmar em terra, curvo-me para frente e vômito meu jantar no piso de mármore de sabe lá Deus onde. Não distingo nada ao meu redor, concentrando-me em não me engasgar.
Tom me segura pelo quadril antes que eu caia em cima do meu vômito, tonta e enjoada pela viagem não solicitada.
— Eu te odeio – Falo com dificuldade, entre uma ânsia e outra, parando gradativamente de expelir alimentos triturados – Isso é culpa sua.
Ele resmunga algo ininteligível.
Não estou preparada para a outra contração que me abate, duas vezes mais forte que a primeira. Perco completamente meu ar, gritando de dor assim que o recupero.
Ele não parece se assustar dessa vez, agindo rapidamente.
Movendo-me junto de si, ele me leva praticamente arrastada até uma cama enorme e, só então, percebo estar em um quarto imenso.
— On-onde estamos? – Trêmula, pergunto.
Ele me coloca na cama e afasta os forros com as mãos, ignorando minha pergunta. A contração passa, mas me deixa completamente assustada.
— Mirdy – Grita, pegando-me de surpresa.
— Quem é...?
Uma pequena elfa aparece no quarto, com seu corpinho curvando-se em uma reverencia exagerada. Um trapo velho que um dia fora vermelho cobre um pouco de seu corpo.
Seus olhos arregalados me analisam com interesse e medo, mas é a Tom que ela dá maior atenção.
— Mirdy está aqui, meu senhor. O que posso fazer para lhe agradar? – Sua voz é baixa e fina, quase infantil.
Quero protestar e pedir explicações sobre onde Tom acho-a, mas não tenho tempo de abrir a boca. Contorço-me em agonia quando outra contração vem.
— Merda – Xingo, agarrando a colcha da cama e apertando com força.
Fecho os olhos, fazendo careta quando sem querer mordo minha língua.
Porra, isso é pior que cólicas.
— Traga Narcisa aqui – Ouço-o ordenar – Rápido!
Um barulho de puff é ouvido, indicando que a elfa acabara de aparatar do quarto. A dor passa novamente, mas sinto que outra virá a qualquer momento.
— Aparatar comigo apressou o processo – Rosno, abrindo meus olhos – Você é a porra de um idiota maldito. Se algo acontecer com meus bebês, eu juro que te mato.
Ele passa umas das mãos pelo cabelo, me encarando com seriedade.
— São nossos bebês. Você não os fez sozinha, querida.
— Vá a merda – Grunho.
Ele revira os olhos e com um aceno de varinha, o vômito no chão desaparece.
— Antes de aparatarmos, coloquei um feitiço de proteção em você. Nada acontecerá com os bebês – Informa, movendo-se para sentar-se na cama.
Pisco, não duvidando de suas palavras.
Outra contração vem, dessa vez consigo não gritar. Solto grandes lufadas de ar pela boca, fazendo a famosa “respiração cachorrinho” até a dor sumir novamente.
— Ainda está doendo?
— Não, passou – Remexo-me na cama, desconfortável.
Ele se move com rapidez e me ajuda a encontrar uma posição confortável, colocando três travesseiros em minhas costas, me deixando sentada.
— Obrigada – Sussurro agradecida.
Ele acena, mas seu corpo fica rígido de repente.
Tom se afasta de mim e saca a varinha, seus olhos enuviando-se de raiva.
— O que aconteceu? – Pergunto, preocupada.
Ele se move até a porta da sacada, abrindo-a com rapidez e olhando para fora.
— Alguém está tentando atravessar minhas barreiras e entrar na casa – Fala, esquadrilhando a propriedade com o olhar – Péssima hora para testarem minha paciência – Sua voz é sinistra e cheia de ódio.
Antes que eu sequer possa pensar em suas palavras, minha marca de nascença lateja, avisando-me quem era que estava tentando entrar. Meu peito se enche de alívio.
— Por favor, libere a passagem – Peço, fazendo-o virar-se para mim com os olhos vermelhos.
Engulo minha saliva com dificuldade.
— Como é? – Sua voz é tão fria e enfurecida que me causa calafrios.
— É Morgana – Murmuro, encolhendo-me de medo – É uma amiga. Por favor, Tom... Ela é boa para mim. Eu me sentirei mais confortável se ela estiver aqui na hora do parto.
Ele se aproxima de mim com poucas passadas.
— Quem diabos é Morgana, porra?
— Eu sou Morgana – Responde uma voz conhecida, pegando-nos de surpresa – Você ficou extremamente poderoso, Tom. Quase não consigo atravessar suas barreiras – Morgana fala, parada no meio do quarto, sorrindo de lado.
Seus olhos se fixam em mim, seu sorriso se amplia.
Um jato azul vai em sua direção quanto Tom ataca-lhe, suprimo um grito. Mas ela para o feitiço sem nem ao menos levantar as mãos. Faíscas voam pelo quarto quando o feitiço se desfaz em seu escudo.
— Tom, não! – Imploro, elevando a voz – Ela é minha amiga.
Sua postura é defensiva e realmente lívida. Ele olha dela para mim, duvidoso.
— Você é a mulher que estava com Hermione no beco, cinquenta anos atrás – Diz, sua respiração saindo audivelmente – Presumo então que Meredith Lefay nunca foi seu nome, e que você é, na verdade, a própria Morgana Lefay.
Seus dedos se fecham com força em torno de sua varinha, mas ele não se move para atacá-la novamente.
— Sim, sou Morgana Lefay – Confirma, abrindo as mãos para enfatizar suas palavras – É um prazer voltar a te ver.
Morgana vem até mim sobe o olhar inquisitivo de Tom. Ele se move para ficar ao meu lado no momento que ela chega até mim.
— Sua bolsa já rompeu? – Pergunta, abrindo os botões do meu sobretudo.
Ela abre meu sobretudo e analisa meu vestido azul melado com o líquido amniótico.
— Sim, e já tive quatro contrações.
— Separe bem as pernas, preciso ver seu grau de dilatação – Pede, levantando meu vestido até acima de minhas coxas.
Sinto minhas bochechas esquentarem. Dou uma rápida olhada em Tom, que seguia todos os movimentos de Morgana avidamente, girando sua varinha nos dedos.
— Você já fez isso antes? – Pergunta, atraindo minha atenção para si.
Morgana se abaixa para olhar para minha parte intima, introduzindo os dedos ali. Estremeço.
— Sua dilatação já começou – Informa, afastando-se de mim – Diria que você já está com cinco centímetros – Ela se levanta e se livra de seu cachecol, jogando-o em uma das poltronas do quarto – E respondendo a sua pergunta, Tom... Quem você acha que te trouxe ao mundo? – Sua pausa é proposital.
Não consigo ver sua expressão, já que sou assolada por uma nova contração e fecho os olhos, trincando a mandíbula para não gritar.
Gemo baixinho.
— O que você disse? – Seu tom é de pura descrença.
Abro meus olhos só para encontrá-lo encarando Morgana com as sobrancelhas unidas. Ela dá de ombros, sorrindo de lado.
Um puff é escutado por nós, Narcisa e Mirdy entram em nossos campos de visão.
— Milord, o que... – Narcisa se cala, vendo-me na cama. Seu rosto empalidece mais do que já estava – Hermione. – Meu nome sai quase como um suspiro de sua boca.
Seus olhos voam de mim para Tom, que está sentado ao meu lado. E, por último, encontram Morgana parada perto dos pés da cama.
— Ótimo, você chegou! – É a voz de Morgana que quebra o silêncio – Tenho uma lista de coisas que você irá precisar pegar – Fala, olhando diretamente para a pequena elfa encolhida ao lado de Narcisa – E, imagino que por ter feito o parto de Bellatrix você possa me ajudar com este, Sra. Malfoy.
Os olhos da mãe de Draco voam para Tom, que balança a cabeça em concordância com as palavras de Lefay. Ela olha para mim, aproximando-se a passos rápidos.
— Como você está? – Pergunta, sentando-se ao meu lado e passando as mãos por minha barriga, empunhando sua varinha – Pelo tamanho da barriga, posso perceber que são gêmeos – Diz, sorrindo minimamente.
Morgana vai até a Mirdy e começa a recitar o que ela precisa que a elfa pegue.
— Bem, só dolorida e nervosa – Respondo.
— O pior ainda está por vir – Diz, apalpando-me em lugares estratégicos.
— Isso não é muito animador – Murmuro, desviando minha atenção para Tom.
Seus olhos estão vidrados em Morgana, seguindo-a com desconfiança e incredulidade. Ela finge não perceber isso, mas sei que enquanto falar com Mirdy, Lefay está consciente da atenção de Tom em si.
Estico minha mão até conseguir segurar a sua. Ele me encara, franzindo a testa.
— O que ela falou é verdade – Digo, mordendo meu lábio inferior com força.
— É impossível – Rebate, sua voz fria e monótona.
Narcisa continua me apertando, correndo suas mãos por minha barriga, mas sinto que sua atenção está focada em nós.
— Morgana era amiga de Mérope – Revelo.
Vejo sua mandíbula travar e seus olhos correrem para ela, que sentindo está sendo observada, vira-se para nós.
— Algum problema? – Seu tom é dócil, mas posso ver o divertimento que a situação está lhe proporcionando.
— De onde você conheceu Mérope? – Pergunta, sem rodeios.
— Moramos juntas por um tempo – Ela dá ombros – É quase um ritual meu conhecer o máximo de descendentes de Salazar possíveis – Morgana volta-se para Mirdy – Se bem que você foi o primeiro que ajudei a trazer ao mundo – Completa.
Vejo Narcisa franzir o nariz, não entendo nada do que estava sendo falado.
Solto um longo suspiro quando sinto a já familiar contração atravessar-me. Resmungo baixinho, odiando minha impotência diante da situação.
— Os intervalos das contrações estão diminuindo rápido – Falo, para ninguém em especial.
— Os bebês já estão quase perto de nascerem – Diz Morgana, vindo para o lado de Narcisa – Você ficará no quarto, Tom? Ou esperara o nascimento de seus filhos em algum outro lugar?
Um resfolegar de surpresa nos faz encarar Narcisa, que olhava de mim para Tom com descrença.
— Milord é o pai dos bebês? – A pergunta é feita olhando para mim, mas ela rapidamente muda sua atenção para Tom.
— Sim, eu sou o pai. E eu vou ficar aqui – É tudo o que ele diz.
A boca dela abre e fecha repetidas vezes, me vejo tentada a rir. Mas, sinto uma nova contração me atingir quase como em advertência. E dessa vez, não param. São repetidas contrações seguidas.
Meus gritos são quase tudo o que consigo ouvir, sendo todas as outras vozes transformadas em sussurros distantes diante da dor aterradora que me cerca.
[...] Duas Horas Depois [...]
Estou suada, ofegante e completamente esgotada. Não existe uma só parte do meu corpo que não doa ou proteste por descanso. No entanto, o sorriso cheio de dentes que ostento não desapareceu em momento algum desde que recebi meus pequenos anjinhos em meus braços, cinco minutos atrás.
Lágrimas escorrem e se misturam com o suor de meu rosto.
— Eles são perfeitos – Digo, minha voz saindo embargada pelas emoções que me atingem.
Sentado ao meu lado, com um de seus braços amparando um pouco do peso deles, os dedos de Tom acariciam as bochechas ensanguentadas de nossa menina, enquanto seus olhos estão presos nos olhinhos azuis de nosso garotinho.
Ele claramente era o mais disposto, abrindo os olhos assim que fora posto em meus braços e encarando tudo à sua volta. Já nossa garotinha parecia não ter entendido que saíra de meu útero, ficando o tempo toda de olhos fechados e quietinha, respirando tranquilamente.
— Perfeitos. – É tudo que Tom diz, completamente submerso em admiração nos dois seres que criamos juntos.
Vendo a adoração com a qual ele encara os dois, não posso deixar de me sentir abençoada.
Meu maior medo fora sanado e ali, ao lado do homem que nunca deixei de amar e dos filhos que nunca imaginei precisar para ser feliz, sinto que estou em meu verdadeiro lar. Um novo sinônimo de felicidade se abre em meu coração e para mim, Alya Diana Riddle e Mizar Damon Riddle agora são minha prioridade, meu tudo. E nada no mundo os machucará enquanto meu coração bater.
“Quando você é mãe, você nunca está realmente sozinha em seus pensamentos. Uma mãe sempre tem que pensar duas vezes, uma por ela e outra por seu filho.”
— Sophia Loren
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