Notas iniciais
Capítulo dedicado com todo o meu amor para a maravilhosaaa Lyana Lisander pela recomendação incrível que ela fez. Sua recomendação me alegrou de uma forma que não tenho como expressar em palavras. Sério, eu estava tendo um dia de merda e então entrei aqui e BAM!! estava lá uma linda recomendação sua que me fez sorrir igual uma boba. Muito obrigada, de coração ♥️ Enjoy!

“- Bem-vinda a Sonserina, senhorita Granger – Fala, cordial.”

— O-obrigada – Forço minha voz a sair, sentindo meu corpo dormente.

O choque de toda a situação me faz estagnar no lugar. De tudo o que havia mudado em minha vida nos últimos dias, ser dá Grifinória era a única coisa concreta em todo o caos e agora nem isso eu tenho mais.

Fecho as mãos em punhos, irritada.

O que mais vão me tirar?

Os demais da sala permanecem em silêncio, esperando alguma reação minha. Não tenho forças para me levantar, sair do banquinho concretizará o meu maior pesadelo.

Fico daquele jeito, sentada no banquinho próximo à mesa de Dippet, rígida, pelo que me parece horas, apenas encarando o garoto à minha frente, anestesiada.

Riddle mantém uma expressão neutra e reservada, mas seus olhos queimam em desdém.

Abraço-me, protetoramente, sentindo que a qualquer momento irei quebrar.

Mordo meu lábio inferior, vendo o mesmo seguir meu gesto com os olhos. Algo brilha em seus olhos, mas é rápido e fraco, então não consigo distingui o quê é.

Dippet se põe ao meu lado, enquanto vejo que Dumbledore encara a porta de saída com a testa franzida, pensativo. Toda a situação está sendo confusa tanto pra ele quanto para mim, ou algo mais o perturba? Eu não sei dizer.

— Como eu havia falado antes, após sua seleção caberia ao monitor chefe da casa a qual a senhorita fosse escolhida lhe explicar ou tirar suas dúvidas sobre Hogwarts, então... O jovem Tom será seu guia e mentor até que se adapte – Informa, Dippet – Como a senhorita deve ainda estar cansada, sua presença nas aulas será requisitada apenas a partir de amanhã de manhã. Sem falta! Enquanto isso, Tom, por favor, leve a senhorita Granger até o salão comunal da Sonserina – Pede ele, olhando diretamente para o sonserino – A senhorita dividirá o dormitório com Dorea Black e Lena Ravenwood – Ele se volta para mim – Seus pertences já estão em seu quarto, Dumbledore providenciou tudo.

Olho desesperada para o futuro diretor de Hogwarts, que me encara de volta e me oferece um sorriso tranquilizador. “Tudo ficará bem”, é essa a mensagem que seus olhos me transmitem, mas não acredito nisso nenhum pouco.

Levanto-me com pesar, sentindo meus músculos tensos.

— Por favor, senhorita, siga-me – Pede Riddle, formalmente, encarando-me com superioridade.

Tenho vontade de negar e sair correndo, desesperada. Mas uma mão quente posta em meu ombro afugenta esses pensamentos. Encaro Dumbledore, que agora está ao meu lado, me confortando com o olhar.

— Acredito que a senhorita achará sua estadia aqui revigorante – Diz, calmamente – Não se preocupe com nada, minha jovem. Hogwarts sempre estará aqui para aqueles que precisarem... Se a senhorita me permitir, após seu descanso merecido, poderemos tomar aquele chá com torta de limão que lhe ofereci mais cedo. Meu horário estará vago a tarde todo – Fala, à guia de explicação.

— Eu adoraria, professor – Minha voz sai cheia das emoções que me acometem com suas palavras, gratidão, a mais pura e simples gratidão.

— Muito bem, então – Ele se afasta indo até a grande mesa do diretor, tirando de lá uma folha de pergaminho e então me entrega – Tom, por favor, ensine a senhorita como chegar à minha sala.

Em uma rápida olhada, percebo que na folha contém meus horários das aulas dos dias seguintes.

— Mais é claro, professor – Concorda ele, prontamente.

Falso, penso.

— Todos estão liberados para voltar a seus afazeres – Informa, Dippet – Obrigada por virem.

Todos lançam um sonoro “de nada” no ar e saem.

Sou a última a abandonar a sala. Com isso, Riddle, que foi o primeiro a sair, tem que parar próximo à escada em espiral e me esperar. Por sua expressão mortífera, percebo que o mesmo odiou isso.

Os demais se dispersão rápido, menos a lufana, que para ao lado do moreno. Ela toca seu braço, mas ele se afasta, irritado. A garota insiste, falando algo em seu ouvido que não consigo entender, mas Tom faz que não com a cabeça e então ela vai embora, aborrecida.

Estranho, penso caminhando até ele, lentamente.

— Não seja lerda – Murmura pra mim quando me aproximo.

Trinco os dentes, para não lhe mandar à merda.

— Grosso! – Murmuro de volta para ele, passando na frente dele e seguindo pelo caminho que eu sei que dará nas masmorras, aonde fica o salão comunal da Sonserina.

Quanto mais rápido ele perceber que não preciso de sua ajuda, melhor será pra mim. E então, enfim, eu obterei o distanciamento dele que quero.

— Para onde você está indo? – Pergunta, irritado, pondo-se ao meu lado.

Por ser mais alto que eu, ele não tem dificuldade alguma em me acompanhar.

— Masmorras – Falo, friamente.

— E como você sabe que esse é o caminho certo, Granger? A localização das masmorras não está impressa em Hogwarts: Uma História – Debocha.

Mordo a parte interna de minha bochecha, tentando conter a torrente de xingamentos que rodeiam minha mente.

Eu sei que, mesmo sendo indiferente, ele está curioso sobre mim. Isso se prova no fato dele tentar, mesmo que muito mal, incitar-me a responder suas perguntas.

— Conheci algumas pessoas que já estudaram em Hogwarts antes e foram da Sonserina. Elas me forneceram algumas informações... Adequadas – A mentira flui para fora de minha boca, rápida e fácil.

Ele fica em silêncio, suponho eu que digerindo minhas palavras. Caminhamos apressados pelos corredores, comigo tentando o tempo todo ficar o mais longe possível dele.

É estranho e tenebroso está ao lado dessa versão jovem e cheia de si do maior bruxo das trevas do futuro. Minha mente está tendo dificuldades em associar os dois como a mesma pessoa. Provavelmente, por esse Voldemort jovem ter a beleza de um modelo de revistas e ser indiferentemente educado e contido. Mesmo com suas provocações, ele não aparenta querer me matar, o que por si só me deixa confusa, já que sua versão do futuro me repudia até o amargo do seu ser.

— Granger não é um sobrenome bruxo – Comenta, falsamente, desinteressado.

— É verdade – Concordo, simplesmente.

— Você é nascida trouxa, senhorita? – A despreocupação fingida em sua voz me diz que aquele é o ponto da questão, ele quer me identificar.

— E isso importa? – Devolvo sua pergunta com outra, propositalmente.

Ele me avalia antes de responder.

— A Sonserina é uma casa singular, Granger, quanto mais rápido você aprender isso, melhor será. E não, é claro que não importa, porque importaria, não é mesmo? — Sua voz soa perigosamente baixa e desdenhosa.

Dou de ombros e me mantenho calada, não estimulando uma conversa. Ele não insiste, mas sinto seu olhar queimando-me como brasa.

Ao entrarmos em uma série de corredores mal iluminados, me ponho a segui-lo, ficando alguns passos longe dele. Eu sabia como chegar as masmorras, mas não como encontrar a entrada do salão comunal, para isso preciso do auxílio dele.

Ele caminha com rapidez e altivez pelos corredores desertos, e então para enfrente a uma parede de pedra cinzenta. Riddle encara-me com a sobrancelha arqueada, intrigado.

Fico por alguns instantes confusa, até perceber que estou a quase dois metros de distância dele. Lentamente, me aproximo, me ponto ao seu lado de novo.

— Aqui fica a entrada do salão comunal da Sonserina. Como você deve saber, precisa de uma senha para se ter acesso – Informa-me – Nossa senha é... Sangue puro.

— Previsível — Comento em voz alto sem perceber.

Ele me lança um olhar torto, mas não diz nada.

Ao falar a senha, a parede deslocar-se para a direita, revelando uma curta passagem mal iluminada.

Ele entra, sigo-o receosa.

A primeira coisa que percebo quando entro é que o salão é uma longa sala subterrânea com janelas grandes que dão para as profundezas do lago, e que está repleto de sonserinos altamente curiosos em relação a quem acaba de entrar.

Engulo em seco, nervosa.

Sendo encarada por todos ali, acabo ficando desconcertada. Mas em uma breve estreitada de olhos, Riddle faz todos saírem correndo do lugar como se fugissem de um incêndio.

Um breve alívio me atinge, mas ele vem com o gosto amargo do entendimento. Aqui Tom Riddle á o mestre de seu próprio universo e a partir disso ele tirará aliados para a vida toda.

Distraio minha mente me focando no lugar. A decoração é em verde e prata, contando com tapeçarias que ilustravam os feitos de grandes sonserinos, presumo. As paredes são de pedra lisa e cinza, adornadas com pequenos ornamentos de ouro e prata. Alguns pequenos vasos de ouro cravejados com o que me parece ser esmeraldas decoravam a mesinha de centro, que fica cercada por dois sofás e duas poltronas negras de couro. A grande lareira do cômodo está acesa, já que todo o ambiente está frio, mesmo o sol estando alto no céu lá fora.

Com certeza é o salão comunal mais luxuoso de Hogwarts, penso, admirada.

— Seguindo por ali, você encontrará os dormitórios femininos – Tom diz, apontando para uma passagem em arco que ficava entre duas estantes de livros – É estritamente proibido homens entrarem ali.

Aceno com a cabeça, ainda perdida na beleza do lugar.

— De onde a senhorita vem mesmo? – Me pergunta, subitamente.

Me volto para ele, aturdida.

— Desculpe?

— Sua antiga escola... Como era? Espero que as regras de lá não sejam muito diferentes das daqui... Queremos, uma vez mais, ganhar a taça das casas – Comenta, displicente – E é meu dever garantir que ninguém da Sonserina arrume problemas o suficiente para nos impedir de ter êxito nessa tarefa.

— Irresponsabilidade nunca esteve presente em meus atos, pode ficar tranquilo – Falo, ácida – E se não me engano, Malfoy é a prova viva de que você está fazendo um ótimo trabalho nisso, Riddle – Relembro maldosa, a detenção do loiro, me sentindo ofendida por ele insinuar que eu poderia impedir eles de ganharem a maldita taça.

Me arrependo, instantaneamente, de minhas palavras ao vê-lo aproximar-se de mim com uma expressão assassina no rosto. Seus olhos se dilatam em fúria, sua boca erige-se, assim como seu corpo.

Ele se aproxima até ficar com o rosto a centímetros do meu, encarando-me predatoriamente. Antes que possa me afasta, o mesmo segura meu ombro, impedindo-me de me mover. O calor de sua mão penetra o tecido do uniforme das quatro casas que Dumbledore me dera antes de sair da Ala Hospitalar.

Me arrepio, não de frio ou medo, mas por algo que não consigo identificar.

— Tome cuidado ao se dirige a mim, Granger – Alerta, friamente – Você não irá querer me aborrecer... – Seu tom persuasivo sai repleto de raiva e descontentamento.

Respiro fundo antes de responder-lhe, tentando acalmar as batidas frenéticas do meu coração.

— Solte o meu braço, Riddle – Peço, baixinho, não querendo incitar sua raiva ainda mais. Ele me liberta, mas permanece próximo – Eu não tenho medo de você, e quanto mais rápido você entender isso, melhor será. Assim você não perderá seu tempo ou vocabulário tentando me amedrontar – Digo calmamente, então, aproximo meu rosto do dele, encarando-o diretamente nos olhos. Sua colônia invade minhas narinas, me deixando desconcertada. Mas me forço a ser firme – Nós dois não nos conhecemos, consequentemente, não sabemos do que o outro é capaz, mas vou logo lhe avisando... Eu não fui considerada a melhor bruxa da minha geração por ser uma adversária mediana.

Ele franze a testa, surpreso.

Aproveito sua surpresa para continuar com minhas palavras, respondendo sua pergunta inicial, enquanto me afasto para o dormitório feminino.

— O Instituto das Bruxas de Salem é uma escola complexa de se explicar... É um internato só para garotas e lá se tem regras para tudo; comer, estudar, laser e dormir – Explico – Me manter fora de problemas não vai ser difícil, agora... E você? Consegue se manter longe das sombras, Tom?

Seu nome flui de minha língua com falsa doçura.

Antes de obter uma resposta, adentro a passagem em arco que me levará para os dormitórios femininos. Meu coração salta em meu peito, descontrolado. Sinto que a qualquer momento eu irei desabar.

Eu não fui sincera, mas espero ter sido convincente. Eu tenho sim medo dele, e principalmente, do que ele viria a se tornar.

Percebo que, Graças a Merlin, nas portas se lia o nome das ocupantes dos quartos. Procuro por Dorea Black e não tardou em encontrar.

Entro no quarto, vendo em cima da cama central um malão. Vou até o mesmo, sabendo que não era o meu, mas sim um emprestado que Dumbledore me arrumará com roupas da época, livros e tudo o que eu iria precisar. O meu mesmo está dentro de minha bolsinha.

Sento-me na cama, respirando fundo para me acalmar.

Se todos os meus encontros com o futuro Lord das Trevas fosse como esses que estávamos tendo, eu terei um ataque cardíaco antes de voltar ao futuro.

[...]

Sou acordada do meu cochilo por duas vozes baixinhas que conversavam à minha volta. A princípio quero permanecer dormindo, mas logo percebo que a conversa é sobre mim.

— Ela é a garota da floresta proibida, Lena. Eu tenho certeza – Sussurra uma voz feminina que desconheço.

— Eu esperava mais... Ela me parece comum demais para ter sobrevivido aquele lugar – Responde a outra voz aos sussurros também.

Sem paciência para fingir estar dormindo, me sento na cama de repente, fazendo as duas pularem para trás e taparem a boca. Esfrego meus olhos com as mãos para espantar o sono.

Olho para elas com interesse.

Dorea é uma verdadeira Black, então não é difícil distinguir quem é quem ali. A mesma tinha longos cabelos pretos, olhos amendoados bondosos e é pequena e curvilínea. Enquanto Lena é alta, esbelta e com incríveis olhos azuis oceano.

— Acordamos você? – Me pergunta a Black.

Sorrio sem graça.

— Sim, mas tudo bem, eu já descansei demais – Falo, tentando ser simpática – Sou Hermione Granger.

— Sabemos – Respondem as duas juntas, então começam a ri, percebendo o que fizeram.

— É um prazer conhecer a garota destemida da floresta proibida – Fala Lena, entre risos – Sou Lena Ravenwood e essa é Dorea Black — Ela aponta para si e para a morena ao seu lado para mostrar quem é quem.

Dorea confirma com a cabeça, entusiasmada.

Solto uma breve risada.

— É disso que estão me chamando? – Elas acenam positivamente e se senta ao meu redor na cama, sorrindo – Que deselegante, estou ultrajada!

Rimos do que eu disse juntas.

Gostei delas, penso comigo mesma, enquanto vejo as duas engatarem uma conversa animada sobre tudo que eu preciso saber sobre a Sonserina, “a melhor casa”, de acordo com ambas.

— Sério, Hermione, nos protegemos de verdade. Se você cometer um assassinato e for da Sonserina, iremos te proteger... Mas não cometa um assassinato, está bem? – Pede Dorea, fingindo aflição.

Caímos na gargalhada.

— Granger não é um sobrenome bruxo, você é mestiça ou... nascida trouxa? – Lena pergunta, encarando-me curiosa – Não tenho preconceito se você for nascida trouxa, mas... Bom, a Sonserina é um péssimo lugar para nascidos... Ai, Dorea! – Geme ela, ao ser beliscada pela Black.

Dorea repreende a loira com o olhar, então, volta-se pra mim.

— Não ligue para o que ela falou, Hermione. Não nos importamos com seu sangue, e é isso que importa – Fala, gentilmente.

— Eu ia chegar nessa parte, você não precisava me beliscar – Reclama a garota. Ela se volta para mim, sorrindo sem graça – Eu só iria completar que por causa de Riddle e seus amiguinhos, a Sonserina é um péssimo lugar para nascidos trouxas. Mas que você não precisa se preocupar, porque vamos te proteger – Diz, convicta.

Suspiro, já imaginando que aquela pergunta e especulações seriam frequentes.

— Eu sou o que sou, meninas – Falo, lembrando-me do meu sangue Black e da minha criação Granger – Agradeço pela preocupação.

Elas se entreolham, confusas.

— Então... Você é uma nascida trouxa? – Insiste, Dorea, Confusa.

Apenas sorrio, enigmática, ou o que eu pensava ser um sorriso enigmático. Mas a verdade é complicada demais.

Mesmo usando o sobrenome Granger, eu não me sinto mais pertencente a essa família, assim como não sinto que eu faço parte dos Black’s. Estou no limite entre duas coisas, e isso me faz não ser nada. No entanto, ainda quero me manter ligada a quem eu acreditei ser, a sabe-tudo de sangue-ruim que dava dor de cabeça ao Snape nas aulas de poção.

— Mas, então, esse Riddle é problemático? – Me faço de interessada para ver o que elas podem me contar.

— Bom, ele é o melhor aluno do castelo, e na minha opinião, um dos mais bonitos também – Começa, Lena – Mas, ele também é... complicado, sabe. Não gosto de falar sobre ele – Diz, evasiva.

— O que a Lena quer dizer é que você precisa se manter longe dele, Hermione – Fala Dorea, preocupada – Tom é perigoso, e por mais que meu irmão mais velho ande com ele, o que é uma burrice monumental, eu não tenho nada de bom para te falar a favor dele – Ela faz uma pausa dramática – A não ser a inteligência dele, mas isso não conta como algo positivo pra mim.

— Eu entendo, de verdade – Digo, sincera.

Elas sorriem, mas posso perceber que trazer o sonserino para a conversa trouxe também uma atmosfera pesada e sombria para o quarto.

Mudando o rumo de meus pensamentos um pouco, me pego encarando Dorea com atenção. Ela era uma mistura dos traços de Bellatrix e Sírius e isso me confunde e ao mesmo tempo reconforta por ver ele nela. Tento não pensar que ele morrerá sem saber que sou sua filha, mas nem sempre consigo manter essa caixa de pensamentos fechada.

Eu tenho minha própria caixa de Pandora e ela guarda os meus males mais dolorosos; minhas memórias, que são como feridas abertas a espera de cicatrização.

— Como era lá na sua antiga escola? – Me pergunta Lena, mudando de assunto, propositalmente.

Sorrio, antes de começar a falar.

FUTURO: [...] MANSÃO MALFOY [...]

Nagini rasteja pelas brechas mais escuras da mansão, sentindo o chamado de seu mestre esquentar seu sangue frio de réptil. Pela intensidade da convocação, sua raiva está descomunal.

Qual o problema, mestre? — Pergunta a serpente assim que entra no escritório, aonde seu senhor está andando de um lado para outro, inquieto.

— Algo está errado, Nagini... Estou recebendo fragmentos de lembranças que antes não estavam em minha mente — Dispara, irritado, enquanto sua mente trabalha para entender o que está acontecendo — É como se alguém estivesse se inserindo em meu passado e reescrevendo-o. Eu estou sentindo... — A palavra sai com repulsa e ódio de sua boca.

A única coisa que Voldemort repudia mais que sangue-ruins, é não ter controle sobre as coisas, e principalmente, sobre suas emoções.

Voltar a sentir as sensações de seu eu de dezesseis anos é aterrorizante para o mesmo, que repudia qualquer sentimento ou emoção que não era provida do poder que sua magia negra inflingia nele ou nos outros.

Pensando esta sozinho no cômodo com sua fiel e única amiga, o poderoso bruxo das trevas estava sendo observado, minunsiosamente.

Em um canto do quarto, a bela mulher vestida toda de preto sorri, se deliciando perante a confusão do bruxo.

Sua forma espectral não poder ser vista ou sentida pelo homem nem mesmo se ele quisesse isso. Essa era uma das vantagens dela ser atemporal.

Tudo está ocorrendo como o planejado, pensa a bela mulher. Ela não poderá reclamar dos meus métodos depois disso.

"No meio da confusão, encontre a simplicidade. A partir da discórdia, encontre a harmonia. No meio da dificuldade reside a oportunidade."

— Albert Einstein

Notas finais
Desculpem a demora a postar. Tive alguns problemas pessoais que me deixaram meio doida kkkkkkk Obrigada por lerem até aqui; por favor, comentem!! Beijos sabor destemido!