Desire

1 Capitulo Único


Notas iniciais
Oláá! Como vão? Bom, essa é a primeira fanfic de Free! que escrevo, me perdoem se as personalidades dos personagens não estiverem de acordo. A história se passa durante a segunda temporada, antes das nacionais, eu posso ter misturado e alterado alguns fatos então não se importem!Espero de coração que gostem e aproveitem a leitura! Vou dedicar essa fanfic a minha amiga linda que me ajudou a betar e tudo mais s2

Sentia sua pulsação martelando em seus ouvidos, a adrenalina parecia correr em jatos por suas veias, o esforço era muito, mas tinha que continuar... continuar nadando, tinha que continuar sentindo a água, deslizando através dela e sabia que não importava o quanto seu corpo ficasse cansado, no final valeria a pena. Sabia que quando chegasse ao final ele estaria lá, Matsuoka Rin, seu melhor amigo.

– Hey Haru! – ouviu a voz grave do outro, ambos emergiram ao mesmo tempo – Parece que empatamos de novo, he.

O ruivo se debruçou sobre as boias que dividiam as raias [1], olhando curioso pra expressão de Haru, ou pra falta de expressão dele.

– Hum – Nanase Haruka respondeu indiferente como sempre.

Então era desse jeito, desde que as coisas entre eles tinham se acertado havia se tornado comum competirem assim, apenas por prazer. Ora Haru ganhava, ora Rin ganhava, mas muitas vezes assim como nesse dia os dois acabavam empatados. Haru não se importava com tempos ou marcas, nadava apenas porque queria, só queria sentir a água, era isso que vivia repetindo pra todos e pra si mesmo, era nisso que queria acreditar. O moreno se recusava a pensar que alguma coisa poderia mudar entre ele e a natação, isso nunca mudaria, nem mesmo por Rin.

Submergiu novamente, mergulhando pra longe dali. Rin suspirou. “Esse Haru não tem jeito”. E sentou-se na beira da piscina com um sorriso, observando o amigo nadar e boiar calmamente. Então ficaram ali, apenas aproveitando silenciosamente a companhia um do outro, não se deram conta de quanto tempo se passou daquela forma, Haru nadava e Rin o observava. Após muitos minutos, depois de muito nadar finalmente o mais novo foi sem pressa pra onde o Matsuoka estava e se levantou, balançando os cabelos afim de se livrar do excesso de água.

– Har- o chamado morreu em sua boca, o outro virara pra ele no segundo que o chamara. Esqueceu o que ia dizer.

E agora os dois se encaravam, ali parados na piscina. Rin fitava a face indiferente de Haru atentamente, tentando entender o que o amigo pensava. Haru nunca falava muito e Rin podia contar nos dedos as vezes em que o moreno falara sobre os próprios sentimentos. Nenhum dos dois sabia o porquê, mas ali enquanto se encaravam em silêncio o clima pareceu pesar, de repente o ar pareceu abafado e Rin involuntariamente se sentiu constrangido por algum motivo. O contato só foi finalmente quebrado quando o Nanase desviou os olhos, encarando um ponto qualquer na água, libertando o ruivo de seu olhar penetrante. Só então o maior percebeu que prendera a respiração.

– B-bom, está ficando tarde Haru – disse um pouco sem jeito enquanto se levantava – Vamos? – sorriu e ofereceu a mão pro amigo.

Haru observou o braço de Rin estendido em sua direção e não pôde evitar notar que o outro estava cada vez mais acentuado, os músculos pareciam se destacar cada vez mais, Rin estava treinando pesado e mesmo que Haru não admitisse, achava aquilo incrível... Sim, os músculos de Rin ficavam cada vez mais incríveis. Suspirou rapidamente, tentando afastar os pensamentos e aceitou a mão que lhe era oferecida.

Os dois caminharam tranquilamente pra fora da piscina da Academia Samezuka. Já que Rin era o capitão do time agora, era relativamente normal que convidasse Haru pra nadar e o moreno, claro sempre aceitava. A verdade é que Haru adorava nadar com Rin, era quase um vício, depois daquele primeiro revezamento descobriu que era justamente nesses momentos que se sentia mais livre.

Despediu-se do outro com um “até logo” inexpressivo como sempre, e o ruivo sorriu, o observando caminhar tranquilamente pra longe e continuou ali até perde-lo de vista. Depois disso se dirigiu ao seu dormitório andando despreocupado com as mãos atrás da cabeça.

Naquela noite nenhum dos dois conseguiu dormir.

Rin rolava de um lado pro outro o tempo todo, não achando uma posição confortável pra dormir. “Deus, que Sousuke não acorde por minha causa”. Pensou incomodado e bufou, por algum motivo não conseguia parar de pensar em Haru, naquela tarde que passaram juntos nadando. Toda vez que fechava os olhos se lembrava daquelas orbes tão profundamente azuis o encarando. Será que estava ficando louco? Não havia outra explicação, talvez seja o calor intenso do verão, deve ter afetado seu cérebro, era isso. Tem que ser isso. Suspirou pesadamente e virou pro lado, tentando novamente dormir.

Enquanto isso, Haru pela primeira vez se viu com dificuldades pra dormir. Nunca teve insônia e isso o deixou curioso, conseguia pensar apenas em Rin enquanto estava ali deitado em sua cama, isso significava que o motivo de não conseguir dormir era o Matsuoka? Isso nunca aconteceu com ele, nem quando pensava em Makoto, Nagisa ou Rei... Sabia que pra ele Rin era diferente dos outros, mas ainda assim... Subitamente se lembrou do clima estranho de mais cedo, quando estava com o outro na piscina da Samezuka e suspirou pesadamente, talvez Rin não seja um simples amigo no final das contas.

(>*.*>) (<*.*<)

Alguns dias se passaram sem que os dois se vissem e finalmente era sexta feira, como estavam em época de feriado havia poucas pessoas circulando pela Academia Samezuka. Naquele dia Rin acordou cedo, já tinha feito sua corrida matinal e agora treinava na academia, achava um saco treinar sozinho, mas não viu Sousuke quando acordou e deduziu que o amigo tinha ido passar o fim de semana em casa.

Não percebeu quando, mas de repente seus pensamentos estavam novamente grudados num certo alguém. Já fazia alguns dias que não se viam, uns 8 talvez? Não era muito, mas de certa forma estava acostumado a encontrar os amigos com frequência. Não entendia porque estava sentindo falta apenas de Haru, devia sentir falta de todos, certo?

Mas não era isso que acontecia, Rin sentia um aperto desconfortável no peito e uma imensa necessidade de falar com Haru, durante esses se pegou várias vezes olhando pro número do amigo no celular, ensaiando uma ligação ou talvez uma mensagem... Mas o que diria? Não tinha exatamente um motivo e muito menos um assunto especifico pra falar. Levou uma mão aos cabelos e sacudiu a cabeça, puxando a franja. Precisava se focar.

– Talvez eu precise nadar um pouco... – sussurrou pra si mesmo, saindo da academia.

Foi até o vestiário e colocou sua roupa de banho, indo até a piscina rapidamente em seguida. Rin nadou e nadou, e por mais que tentasse não conseguia parar de sentir aquele incomodo, estava começando a ficar realmente irritado quando decidiu então fazer uma pausa, foi até a borda da piscina e apoiou os braços no chão frio, afundando a cabeça ali enquanto suspirava.

– Ei! Você parece bem desanimado Rin – a voz familiar soou acima de si, não precisou erguer a cabeça pra saber quem era.

– Pensei que tivesse ido pra casa, Sousuke.

– Só sai um pouco. Mas é realmente estranho ver você tão desanimado dentro de uma piscina – o amigo disse desconfiado.

– Tsc – levantou o rosto e encarou Sousuke – Estou apenas relaxando um pouco...

– Relaxando é? O que o Nanase fez dessa vez Rin? – Sousuke já estava levemente irritado, se Nanase tivesse feito alguma coisa teria uma conversinha muito séria com ele.

– Hã? – o ruivo corou – Por que diabos acha que o Haru tem a ver com alguma coisa?

– Ora – o olhou de forma significativa – O Nanase sempre tem a ver com qualquer coisa que esteja te incomodando, não é Rin?

Não pode evitar o rubor que cobriu sua face. O que Sousuke queria dizer com aquilo? Desviou os olhos e estava prestes a retrucar quando o outro o chamou.

– Rin – parecia bem sério dessa vez – Você devia refletir mais, abrir os olhos, tenho certeza de que quando se der conta vai saber o que fazer, então esse seu desânimo vai passar.

E dizendo isso virou-se em direção a saída, caminhando tranquilamente.

–Ei! Sousuke! – Rin gritou com a cara vermelha de vergonha – Que diabos foi isso?! Volte aqui e me explique!

Mas era tarde, o amigo apenas acenara com a mão sem se dar o trabalho de olhar pra trás e partiu.

Ora, o que aquele idiota estava dizendo? Bufou e desistiu de tentar entender, resolveu que era hora de sair da piscina. Saiu da água e foi rapidamente ao vestiário, precisava desesperadamente de uma ducha quente, ou qualquer coisa que fosse desde que o fizesse relaxar. Ofegou de prazer quando sentiu a água quente caindo em suas costas, era como se pudesse sentir seus músculos relaxando um a um enquanto a agua escorria por seu corpo e o vapor enxia o ambiente.

Encostou a testa no azulejo frio deixando que mais agua caísse sobre seu corpo, agora diretamente em sua nuca, aquilo com certeza o relaxara bastante, era quase tão relaxante quanto... Quase como observar Haru nadar tranquilamente na piscina, sua face inexpressiva, seus olhos profundos... Corou, estava fazendo novamente. Céus aquilo não tinha fim? Como numa rajada, várias lembranças de Haru vieram a sua mente.

“Você vai nadar por mim!”

“É divertido nadar um revezamento juntos, foi você quem me ensinou isso Rin!”

Ah, a memória desse dia estava tão fresca em sua mente. O dia do revezamento.

“Você é a razão pela qual....”

Hoje se arrependia amargamente de ter interrompido aquela frase, suspirou.

“Eu entendo agora! O motivo pelo qual eu nado! Para quem eu estou nadando!”

Haru disse tudo aquilo com um rosto tão expressivo, o desespero visível nos olhos do moreno. Ele não fazia ideia de como todas aquelas palavras foram cravadas na mente do ruivo. Rin levou as mãos ao rosto, sacudiu a cabeça. Tinha que tentar evitar as lembranças que jorravam em frente aos seus olhos, mas elas eram tão vívidas!

For the team.

Quando estava prestes a bater em Haru naquele dia. havia visto aquelas palavras ali, suas palavras, palavras que ele havia escrito quando estudavam juntos quando crianças. Naquele dia elas foram escritas ali por Haru. “Droga, isso é tão...” Sentiu seu corpo aquecer.

“Essa árvore se parece com a cerejeira que estava no pátio da nossa escola... Não é por isso que você está aqui?”

Lembrava perfeitamente da sensação de fracasso que o atingiu nesse dia, se sentiu inútil, se sentiu fraco... Nunca alcançaria Haru! Era o que tinha pensado. Mas Haru apareceu ali, e naquele momento o fez entender que tudo que queria era nadar novamente com seus amigos queridos. Rin jamais teria palavras pra agradecer o que o moreno fez por ele naquele dia.

Sentiu suas orelhas esquentarem e várias imagens do amigo invadiram sua mente repentinamente, eles nadando juntos quando crianças, o primeiro revezamento... a corrida que perdera quando voltou da Austrália no ano seguinte. Se lembrou de quando descobriu que Haru havia parado de nadar por sua causa, porque se sentia culpado. Se lembrou do revezamento do ano passado, a forma como Haru tinha ido atrás dele. Naquele dia quase os dois rolaram pelo chão enquanto discutiam, seus corpos tão próximos. Antes que pudesse se dar conta Rin sentiu um formigamento incomum numa parte um tanto quanto... peculiar de seu corpo.

Olhou pra baixo e arregalou os olhos chocado. “Não, não, não! Sem chance! O que está havendo comigo?!” Não podia acreditar no que estava acontecendo. Ele, Matsuoka Rin, justo ele, um homem – um homem nada puro e nem um pouco inocente diga-se de passagem – justo ele estava ali, tendo uma... Ereção involuntária no banho enquanto pensava em... Haru?!

– Não, não... Isso não está acontecendo – disse com convicção e fechou os olhos. Respirou bem fundo.

Não podia simplesmente estar ficando excitado enquanto pensava no moreno. Isso era impossível, certo? Mas não dava pra negar, naquele exato momento estava ali, duro e com aquela água quente caindo em seu corpo que não ajudava em nada, sentiu uma vontade terrível de se aliviar... Não haveria problemas, não havia ninguém ali, ninguém veria...

– Não! – disse pra si mesmo, acertando um tapa na parede. Recusava com veemência a ideia de se masturbar após ter ficado daquele jeito por causa daquele cara. Não permitiria isso, jamais!

Abriu a água gelada no máximo e pouco se importou com o choque que sentiu por causa da súbita mudança de temperatura, iria fazer aquilo passar de qualquer forma. Deixou que a água fria deslizasse por todo o seu corpo e sentiu um frio terrível, mas logo viu seu amiguinho se acalmar e suspirou aliviado. Estava ficando louco, com certeza.

(>*.*>) (<*.*<)

Haru estava sentado na banheira a um bom tempo, seu golfinho de borracha [2] flutuava diante dos seus olhos. Estava perdido em pensamentos... Pensamentos sobre Rin. Suspirou. Já fazia dias em que a única coisa em que pensava era o ruivo, os momentos que passaram juntos, o sorriso largo de Rin, sua voz grave, seu corpo definido... O Nanase corou violentamente, o que estava pensando?! “Desde quando reparo nesse tipo de coisa em Rin?” Não sabia a resposta pra seus pensamentos, mas percebeu que algo não estava normal dentro de si.

Já fazia algum tempo que Haru percebia algo diferente entre ele e Rin, não sabia bem o que era, mas a relação que tinham era totalmente diferente do que tinham com os outros meninos. Haru sentia essa necessidade constante de nadar com o ruivo, não só isso, estar com ele era o que se pegava desejando com frequência. Percebia a forma como uma tensão parecia estar sempre presente entre os dois. Sentia-se um tanto quanto constrangido quando Rin o tocava involuntariamente, ou quando o maior passava o braço por seus ombros como de costume... Sem perceberem aquele gesto acabou se tornando natural entre eles. E Haru gostava.

Na verdade Haru estava apavorado justamente por pensar em como era confortável o toque da pele do Matsuoka na sua, como era agradável aos olhos do moreno a visão do outro saindo da piscina... Seus olhos, Haru adorava os olhos de Rin, eles eram tão doces e selvagens ao mesmo tempo, como uma fera esperando pra ser domada. Era frequente as vezes em que Haru se via preso por aquele olhar intenso. Suspirou novamente. Era isso, Rin era absurdamente sexy, era por isso que estava pensando tanto nele, estava se sentindo fisicamente atraído. “Meus hormônios estão fazendo isso”. Pensou derrotado.

– Não... Não é isso... – sussurrou para as paredes.

Também adorava outras coisas além da sua aparência... A forma explosiva do amigo o deixava eufórico – mesmo que isso nem sempre fosse bom – e ninguém era capaz de arrancar aquela expressão entediada de Haru a não ser Rin. O ruivo era divertido, tagarela, suas provocações sempre causavam reações diversas no Nanase e ele nunca encontrou alguém que o fizera se sentir tão livre ao nadar junto. Rin era seu completo oposto, intenso e sensível, suas emoções sempre transbordavam de seus olhos em forma de lagrimas, ele dizia o que queria dizer de maneira despreocupada. Abriu um pequeno sorriso ao se lembrar daquele abraço sufocante que ganhou do maior quando “ganharam” o revezamento no ano passado.

Escorregou um pouco, encostando a nuca na beirada da banheira. “Que saco...” Fechou os olhos.

Estava apaixonado por Rin. Sim, agora estava claro como a água.

– O que eu faço?

O que Rin pensaria se descobrisse? Ficaria furioso? Chocado? Será que se afastaria de Haru? Todas essas hipóteses o assustaram, não queria arriscar perder a amizade do ruivo, mas será que conseguiria guardar aqueles sentimentos apenas pra ele mesmo, agora que descobriu o que sentia de verdade? Achava quase impossível. “Droga, tão complicado...”

Saiu do banho lentamente, não queria pensar no que estava acontecendo. Não sabia como lidar com aquela situação, Haru nunca tinha se apaixonado por ninguém, não tinha nenhuma experiência com garotas, imagine com garotos... Suspirou. De repente teve uma ideia, talvez conseguisse algumas respostas se conversasse com alguém... Pensou imediatamente em Makoto, mas como iria falar algo tão constrangedor pro amigo?! Mas não tinha jeito, e sabia que Makoto nunca o magoaria nem o julgaria.

Ligou rapidamente pro número do melhor amigo.

– Makoto? Pode vir aqui em casa? – perguntou hesitante – Preciso conversar com você.

Makoto como esperado, logo estava lá. Haru explicou cuidadosamente a situação, desabafando da melhor maneira que podia, o amigo não se chocou por nem um segundo, sempre prestando muita atenção ao que o moreno falava.

– Bom, não posso dizer que estou surpreso – o maior disse, sorrindo como sempre.

– Como? – Haru o olhou chocado.

– Eu conheço você muito bem Haru-chan, já faz um tempo que venho percebendo alguma coisa fora do normal... Fico feliz que tenha se dado conta sozinho.

Tentou convencer o menor que o melhor a se fazer era conversar com Rin – não comentou, mas achava que Rin sentia o mesmo por Haru – mas o moreno negava, alegando estar com receio de perder a amizade do ruivo. De repente Makoto teve uma ideia, não se atreveria a contar pro amigo o que estava pensando mas com certeza ajudaria os dois a se acertarem e sorriu discretamente quando Haru desviou o olhar.

(>*.*>) (<*.*<)

Rin despertou com o sol no rosto, cobriu os olhos com o braço tentando evitar o contato incomodo. Olhou no celular, 11:00, mais uma noite sem sono... Se sentiu irritado e xingou mentalmente Haru. Só conseguiu pregou os olhos quando o sol começou a nascer e agora ele estava tão alto que o incomodava. Bufou irritado, se virando bruscamente na cama. Hoje podia se dar ao luxo de extravasar a irritação, Sousuke decidiu ir pra casa pra passar o fim de semana no fim das contas, estava sozinho ali.

– O que está acontecendo comigo?! – disse alto, socando a parede a sua frente.

Estava recitando um mantra pra não se irritar ainda mais e deu um sobressalto quando um barulho estridente e extremamente irritante chegou aos seus ouvidos. Seu celular gritava freneticamente, olhou o visor e estranhou o nome de Nagisa escrito ali.

– O que foi Nagisa? – disse ríspido.

– Bom dia pra você também, Rin-chan! – nada abalava o humor do outro.

– Será que dá pra ser breve? Sabe, eu estava um pouco ocup- o loiro o cortou, gritando do outro lado da ligação.

– ACAMPAMENTO NA PRAIA! Vamos Rin-chan, diz que vai por favor! Vai ser tão legal. O Mako-chan tem equipamento e barracas, você não vai precisar se preocupar com nada! – dizia em uma enxurrada de palavras. “Ele não respira não?” – AH! Mas não esqueça suas roupas, isso você tem que levar!

– Nagisa, espere! Do que está falando? Quem disse que eu vou?

– Mas você não pode recusar Rin-chan – choramingou – Faz tanto tempo que não ficamos juntos assim! Todos estarão lá, será tão divertido!

– Haru? – perguntou sem se dar conta.

– Ora, é claro. Haru-chan, Mako-chan, Rei-chan… E Gou também! Todos vamos nos divertir na praia. Não é maravilhoso?

Massageou as têmporas, respirou profundamente e tentou pensar... Realmente fazia um tempo que não via os amigos, que não via Haru. Talvez não fosse tão ruim, até mesmo sua irmã estaria lá... Qualquer coisa era só pegar suas coisas e voltar, certo? Isso, tentaria se divertir com seus amigos, só isso. Era disso que precisava, a insônia é por causa do estresse. Tentava se convencer.

– Tsc – estalou a língua, se dando por vencido – Tudo bem Nagisa, eu vou.

– AHOOOO! – gritou histericamente, fazendo o ruivo afastar o aparelho do ouvido – Vá até a casa do Mako-chan daqui uma hora ok? Ele vai precisar de ajuda pra levar algumas coisas! Eu vou ajudar Rei-chan com algumas coisas também então nos encontramos na praia! Bye bye Rin-chan! Não pense em furar!

E desligou sem esperar resposta. Rin olhou o aparelho incrédulo. “Que raios foi isso?!” Suspirou, sacudindo a cabeça negativamente, Nagisa era Nagisa afinal. Riu um pouco ao pensar no loiro hiperativo e se pôs a organizar uma mochila com algumas coisas, pegou algumas roupas leves e jogou na mochila, dobrava-as o mais rápido que podia. Rin não sabia o porquê, mas sentia uma pressa em arrumar logo suas coisas e partir, estava de certa forma ansioso... “Ansioso pra quê?” Se perguntou e a resposta veio como um sopro em sua mente quando fechou os olhos e viu o rosto de Haru, sério como sempre, mas com aquele brilho singular nos olhos.

Estava ansioso porque veria Haru. Depois de dias finalmente o veria.

Uma alegria sem tamanho tomou conta de seu peito e se refletiu acelerando seus batimentos cardíacos. Rin parou, a mão paralisada dentro da mochila, os olhos arregalados.

“Você devia refletir mais, tenho certeza de que quando se der conta vai saber o que fazer, então esse seu desânimo vai passar.”

As palavras de Sousuke no dia anterior ecoaram em sua cabeça. Levou a mão ao peito, como se pudesse agarrar o próprio coração e fazê-lo parar de palpitar. Percebeu que realmente o desânimo do dia anterior havia passado, como num passe de mágica... Assim que pensou que poderia ver Haru. Continuou ali estático, a mão agarrada à camisa, os olhos arregalados. O entendimento o atingiu como um furacão.

Tensão estranha, clima pesado, palavras que fogem da boca, os olhos profundamente azuis de Haru. Seu corpo molhado ao sair da piscina, constrangimento, as noites de insônia, sonhos estranhos, aquela maldita ereção no dia anterior e agora aquilo, aquela ansiedade e essa palpitação dolorosa no peito. Caiu sentado no chão, apoiando os cotovelos nos joelhos, a cabeça pendendo entre suas pernas.

Céus! Estou apaixonado pelo Haru! Como pude ser tão cego esse tempo todo?

Ficou um tempo em estado de choque, absorvendo a situação e em seguida bateu repetidas vezes na própria testa, se xingando por não ter percebido o obvio antes. Mesmo que já tivesse ficado com pessoas de ambos os sexos, nunca pensou que se apaixonaria por um garoto, mas... Afinal não era qualquer garoto, era Haru, não se sentia confuso com aquilo, simplesmente parecia natural agora que pensava no assunto. Segurou a própria franja, o que faria agora? Será que havia alguma chance do moreno sentir o mesmo? Mas Haru não parecia se interessar por nada que não fosse a água. Suspirou. Será que tinha alguma chance de conquista-lo? Ou Haru ficaria com nojo e se afastaria pra sempre? Não, o moreno não era esse tipo de pessoa... Mas sabia que não conseguiria manter apenas uma amizade com o moreno agora que sabia o que sentia, ainda mais se ficaria tendo ereções indesejadas por ai.

– Quando gosta de alguém só há uma coisa a se fazer, uh? – sorriu.

Sousuke estava certo, agora sabia muito bem o que tinha que fazer, e o faria sem arrependimentos. Não sentia nenhum vestígio daquele desanimo de ultimamente, nem se sentia cansado ou irritado por causa da noite em claro. Iria se declarar pra Haru, estava determinado. Enfiou o que faltava na mochila, colocou um boné e um casaco e saiu em disparada pra casa de Makoto.

Quando chegou a casa do amigo o encontrou desajeitado, tentando encaixar todas as partes das barracas dentro de suas respectivas bolsas, não parecia estar dando certo.

– Ei Makoto! Tem certeza que não quer ajuda com isso ai? – perguntou pela décima vez.

– Não não, não se preocupe Rin – sorriu sem graça, mas um pensamento lhe cruzou a mente – Mas eu agradeceria se você pudesse ir chamando o Haru! Se não o chamarmos logo é capaz de ficar na banheira até amanhã.

Rin riu ao imaginar a cena, e pensou que isso era realmente algo possível. Não sabia se estava preparado psicologicamente pra encontrar o moreno sozinho, mordeu os lábios. “Mas se eu negar Makoto vai estranhar”. Decidiu que devia fazer o que o amigo o pediu.

– Tudo bem, vou chama-lo – se virou e não pôde ver o sorriso satisfeito do maior em suas costas.

Andou calmamente até a casa de Haru, sentiu suas mãos suarem frio e respirou fundo. “Não seja frouxo agora Rin!”. Tocou a campainha rapidamente ao chegar na casa do Nanase, esperou e não obteve resposta. Apertou o botão mais uma vez, nada. Outra vez, estava ficando irritado e nada. Bufou, foi até a porta dos fundos, se lembrando que ela sempre ficava aberta – segundo Makoto – e andou pela casa, sem nenhum sinal de Haru.

– Ora, mas que mania irritante você têm – disse para as paredes, indo até o banheiro.

Estava certo, assim como Makoto previra Haru estava enfiado na banheira, as roupas largadas no pequeno cesto, o barulho suave da água se movimentando minimamente. Rin entrou no banheiro sem hesitar, vendo a cabeleira escura saindo da água pra encarar o invasor. Os olhos de Haru se arregalaram um pouco ao ver que era Rin, e não Makoto que estava ali.

– Ei Haru! – o ruivo sorriu, estendendo uma mão ao outro – Saia logo daí, vai acabar se atrasando.

O moreno aceitou a mão do outro e se levantou, revelando o conhecido calção de banho. Rin deu uma risada nasal, puxando Haru pra fora da banheira.

– Você também vai no acampamento, Rin? – perguntou enquanto se secava um pouco.

– Vou... Nagisa insistiu tanto que não deu pra recusar – coçou a nuca, era mais ou menos isso, pensou.

Haru desceu rapidamente as escadas, indo até a cozinha e Rin o seguiu, ficando chocado ao ver o outro vestindo apenas um avental por cima da roupa de banho. O moreno começou a cozinhar alguma coisa.

– Haru, o que está fazendo? – perguntou se aproximando do mais novo.

– Cavalinhas.

– Pfff – segurou o riso – Por que não estou surpreso?

Continuaram ali, Haru cozinhava as cavalinhas e Rin o assistia atentamente. Tentando não se concentrar demais nas costas nuas do outro, a forma como as gotas d’água rolavam atrevidamente do cabelo de Haru, descendo pelas costas e parando na barra do calção. Engoliu em seco. Talvez seja mais difícil do que pensava.

– Rin – chamou, tirando o ruivo de seus pensamentos – Experimente.

Olhou confuso pra Haru que estendia um pedaço de peixe em sua direção, abriu a boca sem reclamar.

– Está bom – disse depois de engolir.

Haru não respondeu, logo o arrastou pra mesa, colocando um prato de arroz e uma porção de peixe a sua frente. Rin o olhou interrogativo mas o moreno apenas lhe lançou um olhar de “Coma logo isso”. Começaram a refeição silenciosamente.

– Haru – quebrou o silêncio depois de vários minutos – Como vão os treinos para as nacionais?

–Bem... – encarou os olhos rubros – Não sei se devo te dar detalhes, somos adversários afinal.

– Tsc – riu – Não se preocupe, vamos ganhar de qualquer jeito Haru.

– Eu que digo. Não estamos indo até lá pra perder Rin – os olhos faiscaram uns nos outros.

– Haha, tudo bem. Vamos ver quando chegar a hora – sorriu desafiadoramente pro moreno

O silêncio mais uma vez se instalou, deixando um clima incomodo no ar. Rin sentiu suas mãos suarem frio. “Preciso de um assunto, qualquer um”.

– Agora eu sou o capitão do time, nunca pensei que seria e também nunca imaginei que competiria em um revezamento contra você pra valer.

– É... Você é o capitão agora Rin – respondeu, baixando os olhos em seguida – Mas não importa em qual time estamos, nadar com os amigos é sempre divertido, não?

Rin ficou admirado com as palavras de Haru, encarando os olhos azuis. Ele havia mesmo dito isso? Haru ficaria feliz de poder nada junto de Rin? Sorriu ternamente pro amigo.

– É, você me mostrou isso aquele dia, Haru – o moreno não respondeu – Haru, posso... perguntar uma c-coisa? – disse hesitante depois de um tempo.

– Pode.

– Por que... você foi atrás de mim naquele dia? – o rosto de Rin era sério – Eu sei que queriam nadar comigo, como eu queria nadar com vocês mas...

– Mas...?

– Mas sinto que... Não foi só isso – concluiu envergonhado, desviando o olhar.

Haru largou o hashi, olhando diretamente pra Rin. “O que ele está pensando?”. Daria tudo pra saber o que estava na cabeça do mais velho. Decidiu explicar, não teria problema dizer isso.

– É que... – Haru começou, Rin o olhou imediatamente, não estava realmente esperando uma resposta – Eu ouvi você conversando com aquele garoto... Você estava tão... Furioso. Mas não era só isso – deu uma pausa, vendo o ruivo o encarar.

– Rin, você parecia tão triste... Eu não aguentei quando ouvi você dizer que desistiria da natação – confessou, a voz soando fraca – Eu pensei que... Jamais poderia nadar com você de novo e não aguentei. Eu não podia permitir isso...

Rin sentiu seu coração se acelerar, sabia que seu rosto estava mais quente que o normal e desviou os olhos. Sorrindo tristemente ao se lembrar daquele dia.

– Naquele dia... Haru – disse baixinho, a voz quase inaudível – Naquele dia você me salvou... Eu nunca vou poder te agradecer por isso.

O moreno congelou, a boca minimamente aberta em surpresa. “Eu o salvei?” Por algum motivo Haru se sentiu emocionado com aquela informação. Os dois não conversaram mais.

Depois que terminaram a refeição Haru pegou sua pequena bolsa e os dois desceram a escadaria, indo em direção à casa de Makoto. Quando chegaram lá o maior já os esperava na porta, tinha várias bolsas aos seus pés.

– Até que enfim! – disse enquanto acenava pros amigos – Pensei que tinham se afogado na banheira.

Os outros dois coraram, olhando pros lados opostos, Makoto achou aquilo muito engraçado e riu um pouco, tentando não dar a entender que sabia coisas demais. Entregou uma mochila pra Haru e uma pra Rin e os três partiram em direção à praia. Depois de descer todas as escadas não precisariam andar muito mais pra chegar ao local combinado.

Se aproximaram de um grande rochedo que ficava na extremidade oposta da baía onde se localizava o pequeno porto, próximo à casa de Haru e Makoto. Conseguiram avistar ao longe uma tenda montada com três pessoas ali, pareciam eufóricos e embora não escutassem o que diziam sabiam que Nagisa estava tagarelando pela forma como mexia os braços e rodava em volta de Rei.

– Vejam, eles já estão lá – Makoto disse quando se aproximaram. Logo Nagisa os viu.

– HEEEY! HARU-CHAN, MAKO-CHAN! RIN-CHAN!! – pulava como um macaco e acenava freneticamente.

Os três suspiraram, aquele era Nagisa afinal.

Se aproximaram do grupo rapidamente, jogando as mochilas pesadas embaixo da tenda. Gou ficou contente do irmão ter aceitado o convite e logo todos estavam conversando, exceto Haru, que se matinha calado como sempre.

– Rei-chan! Me ajude a montar as barracas – Nagisa puxou o mais alto pela mão.

– Oe! Nagisa! Vá devagar! – era impossível parar o caçula do grupo. Logo ele estava arrastando Rei pro local onde iam acampar.

Montaram as barracas próximas ao rochedo, dessa forma ficariam mais protegidos caso ventasse muito. Depois da montagem concluída fizeram um churrasco, tentando inutilmente convencer Haru a não comer apenas cavalinhas. Nagisa tagarelava com Rei, envolvendo Gou ou Makoto na conversa vez ou outra. Rin e Haru ficaram sentados lado a lado embaixo da tenda enquanto comiam em silêncio. Ficaram ali por um bom tempo, vendo os outros mais próximos da água, conversando animadamente.

– Acho que vou nadar um pouco – o ruivo disse se levantando e indo em direção a água.

– Ahn? Já vai nadar Rinrin?

– Nagisa, não me chame de “Rinrin”, por favor.

– Está tudo bem nadar depois de comer? – Makoto perguntou preocupado.

– Sim, não se preocupe – tirou as calças, ficando apenas com o traje de banho – Sinto que vou explodir se não me exercitar um pouco.

– Ahn? Por que oni-chan? – Gou perguntou.

– Antes de virmos pra cá Haru me obrigou a comer cavalinhas na casa dele. Acho que comi mais do que o necessário – sorriu pra Haru enquanto alisava a barriga, provocando-o.

– Haru-chan! Comeram antes de sair de casa?! – Makoto perguntou alarmado.

– Haruka-senpai, isso não é bom pro físico de vocês! – Gou retrucou.

Logo os dois estavam em frente a Haru, falando sobre como comer demais poderia prejudicar seu desempenho na natação. Estreitou os olhos ao ver o sorriso vitorioso de Rin, logo o ruivo se virou, correndo até a água. Sem hesitar Haru se levantou, também tirando a bermuda e indo até a água, ignorando completamente o sermão de Makoto e Gou.

Correu até alcançar Rin, que se surpreendeu ao ver que Haru o seguira.

– O que foi Haru? Quer uma corrida?

Não teve tempo de escutar uma resposta, Haru se lançou na água, nadando calmamente pra longe, riu da atitude do mais novo e se jogou na água também, nadando rápido para alcança-lo. Ficaram um tempo na água, não estavam exatamente competindo, mas também não estavam apenas nadando despreocupadamente, pararam quando chegaram numa boia de sinalização [3]. Ambos apoiaram os braços no objeto, descansando um pouco para então voltarem a todo vapor.

– E lá vem eles – Makoto disse sorrindo.

(>*.*>) (<*.*<)

O resto da tarde passou tranquilamente, brincaram jogando água uns nos outros, jogaram vôlei de praia, comeram e conversaram. Rin tinha que admitir, estava realmente se divertindo e o fato de estar perto de Haru o deixava ainda mais animado, não pôde deixar de notar como os dois acabavam ficando sempre próximos um do outro, sentados lado a lado na areia em silêncio ou enquanto conversavam com os amigos, pareciam se atrair instintivamente de alguma forma. Rin não sabia mas Haru se sentia da mesma forma, percebendo o magnetismo natural que parecia deixá-los sempre juntos. O moreno corou discretamente quando Rin colocou o braço sobre seus ombros, se jogando sobre ele quando venceram uma partida de vôlei. Haru se sentia repleto de sentimentos, tão repleto que eles poderiam se derramar a qualquer momento.

Quando a noite chegou fizeram uma pequena fogueira, sentando-se em volta dela para conversar. Os seis permaneceram daquela forma por um bom tempo, Haru e Rin sentados novamente próximos, ouvindo com atenção – ou fingindo atenção – a conversa dos amigos.

– Uaaah! – Nagisa se espreguiçou – Está bem tarde, acho que já vou dormir pessoal.

Makoto também se levantou, bocejando logo em seguida.

– Como vamos nos dividir? – perguntou Rei.

Todos se entreolharam. Rin prontamente disse que ficaria na barraca com Gou, não deixaria sua irmã dormindo com nenhum cara, ela pareceu decepcionada. Nagisa logo agarrou o braço de Rei, puxando-o pra barraca que iriam dividir. Makoto e Haru se olharam. “Mas é claro que sobraríamos” O moreno pensou, levemente decepcionado, por um instante desejou dividir a barraca com Rin. “Não, pensando bem não seria uma boa ideia”. Então logo todos foram se deitar, se acomodando nas devidas barracas.

(>*.*>) (<*.*<)

Rin acordou de repente, Gou dormia tranquilamente ao seu lado, olhou no relógio, 2:30 da manhã. “Ótimo, agora vou ficar assim todo dia”. Bufou irritado. Decidiu andar um pouco na praia, talvez aquilo o acalmasse e conseguisse dormir direito.

Saiu da barraca silenciosamente pra não acordar a irmã e calçou seus tênis. A noite estava linda, uma brisa calma e suave soprava do mar, bagunçando os cabelos avermelhados, o céu estava limpo e estrelado, o azul era tão intenso e profundo que foi impossível pra Rin não se lembrar dos olhos de que tanto gostava. Suspirou.

Andou vários metros em direção a parte mais deserta da praia e se surpreendeu ao ver alguém sentado a apenas alguns passos de distância. Haru estava ali, bem diante dele, sentado com os braços envolvendo os joelhos, o olhar distante observando o mar. Rin corou. “Haru também não consegue dormir?” Se perguntou.

Aproximou-se suavemente e se sentou ao lado do moreno sem dizer nada, se pôs a encarar o mar e viu com a visão periférica quando o outro apoiou o queixo nos joelhos, Haru parecia pensativo. Na verdade o garoto tentava reprimir o nervosismo por ter o ruivo ali sentado ao seu lado, seu coração batia levemente acelerado, agora tinha ainda mais certeza de que o que sentia pelo Matsuoka não era nem de longe um sentimento de amigos. “Por que ele tinha que vir aqui justo agora?” Pensou, tentando se manter indiferente.

– Um pouco tarde pra um passeio noturno, não é Haru? – a voz dele soou baixa.

– Você também está aqui Rin – Rin sorriu cinicamente. Haru sempre tinha a resposta na ponta da língua quando necessário — Não consegue dormir?

– Acho que perdi o sono – disse enquanto coçava a nuca — E você, problemas pra dormir Haru?

– Hum — concordou.

Rin observou o outro por alguns segundos, estavam ali sozinhos, o vento soprando os cabelos de Haru de forma graciosa, fazendo os fios negros dançarem em sua face, a pele pálida do moreno parecia refletir o brilho da lua. “Lindo...” Foi a única coisa que conseguiu pensar. Talvez fosse a hora de dizer o que queria dizer. Mas como? Nunca se declarou pra ninguém... Sempre conseguia dizer o que queria de forma clara, mas essa habilidade parecia ter sumido naquele momento. Como explicar sentimentos tão confusos pra alguém? Respirou fundo e encarou o outro abertamente.

– Haru... — chamou baixo e esperou que o mais novo o olhasse nos olhos.

Aquele era o momento, tudo que precisava fazer era dizer, juntar suas forças e dizer com todas as letras que gostava dele. Com toda sua coragem e força de vontade ergueu a mão, tocando de leve os cabelos de Haru, que se surpreendeu com o carinho repentino mas não se afastou, deixando Rin satisfeito. Inconscientemente se aproximaram, o ruivo ainda acariciando os cabelos sedosos do menor, Haru sentia o sangue martelando em seus ouvidos, sua boca secou e engoliu em seco ao mirar os lábios avermelhados de Rin.

– Uhn... Preciso te dizer uma coisa, Haru – o ruivo falava com a voz baixa e grave, parecendo muito sensual aos olhos do Nanase — Eu preciso dizer que... S-sabe, durante todo esse tempo e-eu sempre go--- foi cortado brutalmente.

– HARU-CHAN! — Makoto corria em direção a eles, uma mão erguida e acenando — Rin-chan?

Os dois se separaram bruscamente, Haru estava levemente corado e Rin estava... Bom, Rin estava furioso. Por que diabos Makoto apareceu ali naquele momento? Era a chance perfeita e agora estava arruinada. O intruso percebeu rapidamente o que estava acontecendo e se bateu mentalmente por ter atrapalhado.

– Desculpem, não vi Haru-chan na barraca... – começou envergonhado – Pensei que pudesse ter acontecido alguma coisa...

– Tsc — O Matsuoka levantou rapidamente, murmurando um boa noite enquanto voltava sozinho.

– Er... Haru-chan. Desculpe, acho que arruinei alguma coisa aqui... – disse quando Rin sumiu de vista, estava muito sem graça.

– Acho que arruinou sim...

Corou ainda mais quando Haru concordou tão prontamente.

– Ei, Haru-chan – Makoto se aproximou — O que estava acontecendo? Ein ein? Você estava se declarando pra ele?

Haru tinha voltado a sua expressão indiferente e ignorou o amigo que tinha os olhos brilhando em expetativa, pulava na sua frente como uma garotinha colegial querendo saber do encontro da amiga. Os dois voltaram pra barraca e foram dormir, ou tentar dormir, no caso do moreno. Só conseguia pensar no que aconteceu agora pouco, Rin acariciando seus cabelos de forma tão carinhosa, sua voz aveludada... O que sairia daquela boca se Makoto não tivesse aparecido? Haru tinha ideia do que seria e esperava desesperadamente que tivesse outra oportunidade de ouvir.

(>*.*>) (<*.*<)

No dia seguinte se levantaram cedo, fazendo um desjejum improvisado. Rei e Nagisa conversavam embaixo da tenda enquanto os outros quatro estavam em pé na areia, discutindo planos de treino para as nacionais. Decidiram que nadar um pouco seria bom pra resistência e começaram a se preparar. Rin já estava alongando os braços quando sentiu algo gelado e pegajoso em suas costas, virou o rosto pra trás e corou violentamente.

– H-HARU! – deu um pulo – O que e-está fazendo?!

– Passando protetor solar – disse de forma indiferente – O sol está mais forte hoje.

– S-sim, eu percebi – respondeu – Mas por que está passando em mim?

Rin estava tremendamente constrangido, Haru alisava suas costas espalhando protetor solar por toda sua extensão. As mãos do moreno eram firmes e macias, deixando a situação mais complicada ainda pro ruivo.

– Você não alcança – respondeu simplesmente.

Continuou a passar protetor solar nas costas largas de Rin, alisando cada músculo mais do que o necessário. Haru estava se divertindo muito internamente, vendo o maior envergonhado, sua pele se arrepiando vez ou outra quando tocava em algum ponto mais sensível. Como era delicioso provocar Rin daquela forma! Quando achou que já não podia mais enrolar com aquilo deu dois tapinhas no ombro do ruivo, sinalizando que havia terminado.

– Hum, acho que... Obrigado – o maior não sabia onde enfiar a cara.

A situação piorou quando Haru estendeu o tubo de protetor solar em sua direção, Rin o pegou automaticamente por reflexo e sua expressão desmoronou um pouco quando o mais novo virou de costas, o encarando de canto de olho. Não precisou dizer nada para que Rin entendesse e meio a contra gosto começou a repetir o que Haru fazia anteriormente. “Isso só pode ser brincadeira, ele está fazendo de propósito?!” Pensava indignado enquanto passava a substancia nas costas definidas do outro. Conforme sua mão deslizava pela pele quente de Haru começou a imaginar coisas um tanto quanto, inapropriadas... Como seria tocar-lhe mais intimamente? Sentir cada parte daquele corpo... Ao pensar nisso sentiu uma súbita vontade de alisar o moreno ainda mais e chacoalhou a cabeça, expulsando os pensamentos impróprios que surgiam.

– Pronto... – disse timidamente quando terminou.

– Obrigado – Haru sorriu um pouco, indo em direção a água.

Rin ficou alguns segundos boquiaberto. “Haru sorriu?” Isso pareceu obviamente uma provocação aos olhos do ruivo. Agarrou os próprios cabelos, um pouco afetado, mas conseguiu se recompor e foi rapidamente até a água, precisava mesmo daquela água gelada.

(>*.*>) (<*.*<)

Já era de tarde quando finalmente saíram da água, estavam exaustos de tanto nadar então decidiram descansar um pouco antes de irem embora, mas o sol já estava ficando baixo então era melhor arrumarem as coisas logo, rapidamente começaram a desmontar as barracas e os demais utensílios. Em determinado momento Rin olhou em volta e não viu Haru, correu os olhos ao redor e não achou o moreno em lugar algum.

– Ei, Makoto – o maior o olhou rapidamente – Viu pra onde foi o Haru?

Makoto olhou em volta, procurando pelo moreno e confirmando que não o encontrava.

– Ahn, não vi... – disse pensativo, com uma mão na bochecha – Mas deve ter ido até o santuário. Você sabe, é o Haru...

Rin rodou os olhos e olhou na direção do rochedo onde ficava o santuário Misagozaki. “O que Haru foi fazer lá? Olhar o mar como sempre?” Continuou olhando bobamente pra montanha.

– Por que não vai até lá Rin? Ver se está tudo bem... – Makoto disse sorrindo.

– Ahn... Talvez ele queira ficar sozinho... – o ruivo tentou disfarçar.

– Ora, vá lá logo de uma vez Rin! – o maior perdera a paciência – Aliás, daqui a pouco já vamos embora, vá chama-lo – insistiu.

Rin encarou Makoto desconfiado, o moreno piscou um olho e voltou a ajeitar as coisas. Rin achou o amigo muito suspeito. Observou o por mais alguns instantes e decidiu ir atrás de Haru. O santuário não ficava longe, apenas uma caminhada de alguns minutos, alguns degraus e pronto, lá estava ele numa cavidade da montanha, um ótimo lugar pra aproveitar a vista. Haru estava ali, apoiado no parapeito, o vento frio lambia seu rosto e fazia seu pelos se arrepiarem, o mar estava especialmente belo nesse dia.

– Haru? – chamou baixinho quando o avistou.

O moreno o olhou calmamente, seus olhos se encontrando imediatamente. Rin sentiu uma sensação estranha no estômago. A visão do moreno ali, os cabelos esvoaçados pelo vento, o mar reluzindo ao fundo... Era a visão mais linda que já viu.

– Você desapareceu de repente, vim ver se estava tudo bem – disse se apoiando no parapeito também, se manteve um pouco longe do Nanase por precaução.

– Hum, só queria ver o mar...

– Imaginei – Rin sorriu de canto.

– Rin... – Haru o encarou intensamente.

– Hum?

– Ontem... – começou, suas mãos começaram a suar – O-o que você ia dizer? Naquela hora que o Makoto chegou?

Rin congelou, piscou diversas vezes coma boca um pouco escancarada. Não havia escapatória pra essa pergunta. Sentiu o sangue começar a correr furiosamente por suas veias, martelando em seus ouvidos e deixando suas orelhas tão vermelhas quanto um tomate. Teria que falar agora, sentia que se não fizesse isso nesse momento não faria em momento algum. Bagunçou os próprios cabelos, tentando em vão se acalmar.

– E-eu ia... – as palavras pareciam ter fugido de sua mente – B-bom...

Haru o olhava pacientemente, imaginava o que o maior iria dizer e queria muito ouvi-lo dizer em alto e bom som assim teria certeza de que não estava imaginando nada, esperaria a noite inteira se preciso. Rin segurou firmemente a barra de ferro a sua frente, os nós dos dedos ficando brancos, precisava se acalmar. Respirou fundo duas vezes e fechou os olhos, quando os abriu se virou pra Haru, olhando bem fundo nos olhos azuis do moreno.

– Haru... – limpou a voz com um pigarro – E-eu preciso te dizer uma coisa importante... Eu não sei o que você vai pensar, ou achar depois disso, mas eu preciso fazer... Eu pre-preciso que você saiba que há muito tempo eu venho me sentindo... Estranho... Eu não entendia por que me sentia constrangido na sua presença as vezes, ou por que essa... Tensão estranha se instalava entre a gente, eu fui tão cego, e não entendia nada disso, Haru... Até o-ontem... Ontem eu me dei conta que o que me deixa mais feliz é estar com você, e falar com você... ver o seu rosto – suspirou – Eu percebi que isso me deixava sempre ansioso e nervoso... Ontem eu concluí que tudo isso acontece porque e-eu... Eu go-gosto de você Haru!

O menor sentiu o coração bater acelerado em seu peito e seus olhos brilhavam. Realmente Rin estava se declarando! Mesmo que esperasse por isso era difícil de acreditar, sentia suas pernas tremendo um pouco e segurou no parapeito, não deixando os olhos avermelhados do Matsuoka em nenhum momento. Depois de alguns segundos sem resposta Rin começou a se sentir inseguro.

– É cl-claro que eu vou entender se você ficar bravo ou se não quiser falar mais comigo! – riu nervosamente – E-eu sei que tudo isso é repentino e estr-

– Eu também gosto de você Rin – o cortou rapidamente, antes que Rin desatasse a tagarelar coisas absurdas.

– H-haru, eu não sei se você entendeu bem... Eu quero dizer que gosto de você, não como amigo – franziu as sobrancelhas – Quer dizer, eu gosto como amigo também, mas... Tsc, droga... – estava atropelando as próprias palavras.

Haru riu do jeito atrapalhado do mais velho e ganhou um olhar indignado do outro, Haru estava rindo dele? Havia sido engraçado? O moreno percebeu a confusão nos olhos de Rin e decidiu esclarecer logo, antes que fosse mal interpretado.

– Eu sei o que gostar significa Rin. E estou dizendo que gosto de você também.

Rin sentiu o rosto corar, aquilo era sério? Haru o correspondia? Não podia acreditar, seu peito pareceu se aquecer, não conseguiu evitar o sorriso teimoso que insistia em tomar sua face.

– Isso é sério Haru?! Mesmo? – perguntou, ainda descrente.

Haru bufou impaciente, por que Rin tinha que ser tão lerdo as vezes? Deu dois passos na direção do ruivo, ficando cara a cara e então o segurou levemente pela gola da camisa, colando os lábios em seguida. O maior ficou estático, pego de surpresa pela atitude repentina do mais novo, mas logo se recompôs e fechou os olhos, correspondendo o beijo. Os lábios se moviam lentamente, aproveitando a sensação. Rin pediu passagem, roçando a língua nos lábios de Haru, que a concedeu instantaneamente. Agarrou o ruivo pela nuca, apertando de leve os fios avermelhados, procurando aprofundar ainda mais o contato e Rin aproveitou para enlaçar sua cintura de forma firme, empurrando-o contra o parapeito do rochedo. Haru arfou ao ser prensado daquela forma bruta, a perna de Rin entre as suas, os corpos colados. Seu corpo parecia ter esperado por aquele beijo por séculos.

Se separaram minimamente quando o ar fez falta e encostaram as testas, ambos sorrindo. Rin roubou mais um selinho estalado do moreno, abraçando-o em seguida e enterrou o rosto no pescoço de Haru, inalando o cheiro do amado.

– Seu cheiro é tão bom, Haru – sua voz saindo abafada pela pele do outro.

Haru abraçaou Rin de volta. Sorriu e acariciou os cabelos do ruivo, não tinha palavras pra descrever como se sentia feliz naquele momento. Beijou o topo da cabeça do amado, que ergueu a cabeça pra beijá-lo apaixonadamente mais uma vez, Haru começava a se sentir quente, desceu suas mãos pelas costas de Rin, o apertando suavemente.

– H-haru... – suspirou entre o beijo quando o moreno o arranhou de leve por cima da roupa.

Rin já estava começando a se sentir “desperto” com todos aqueles beijos e com as mãos suaves de Haru em suas costas, aquilo não era nada bom. Afastou-o um pouco, e respirou fundo. Se continuassem daquela forma acabaria perdendo toda a sanidade. Haru o encarou confuso com o afastamento repentino, mas Rin sorriu.

– Precisamos voltar, Makoto disse que logo estaríamos partindo.

O mais novo virou o rosto pro lado, tentando esconder a decepção por ter que romper aquele momento, mas por fim concordou com um aceno de cabeça. Os dois voltaram ao local onde estavam os amigos caminhando lentamente pela praia, embora o dia tenha sido quente a noite estava mais fria e um vento gelado soprava do mar, Rin percebeu Haru abraçando os próprios braços e pegou a mão do moreno, entrelaçando os dedos e enfiando ambas as mãos dentro do bolso de seu casaco. Haru corou com a atitude, mas sorriu, se aconchegando mais ao lado do mais velho.

Se aproximaram dos amigos discretamente e pegaram suas mochilas, todos já estavam se preparando pra ir pra casa. Terminado os preparativos todos andaram juntos até certo ponto e Nagisa, Rei e Gou perceberam Haru e Rin andando mais atrás, conversando baixo e notaram como os dois pareciam estar próximos demais um do outro, os ombros se encostando, Makoto viu a curiosidade dos amigos e chamou a atenção, piscando pros três de forma cúmplice, ninguém comentou nada. Logo tiveram que se separar, Nagisa e Rei foram pra estação de metrô, Gou disse que passaria na casa de uma amiga então foi na direção oposta, quando chegaram a escadaria só estavam Haru, Rin e Makoto. Subiram alguns degraus e logo o maior se despediu dos dois.

– Boa noite pessoal! Até mais – disse sorrindo maliciosamente. Rin estreitou os olhos.

Acenaram pro amigo e continuaram subindo, chegando a casa de Haru.

– Bom, está em casa... – Rin disse coçando a cabeça. Se sentia estranhamente inquieto.

– Sim...

– Então... Boa noite, Haru – se aproximou, dando um selinho nos lábios do moreno.

Mas o menor segurou seu braço quando ia se afastar, obrigando o a encara-lo.

– Rin... Você quer entrar um pouco? – Haru parecia empenhado em destruir seu alto controle naquela noite. Como recusaria um convite desses quando o amado falava com esse tom de voz tão sensual?

Sorriu como resposta ao convite malicioso de Haru, que o puxou pra dentro rapidamente, largaram as mochilas de qualquer jeito no hall e quando Haru fechou a porta os braços de Rin o envolveram possessivos, o ruivo o abraçava por trás, roçando o nariz na pele exposta de seu pescoço.

– R-rin... — suspirou ao senti-lo depositar um beijo molhado em sua nuca.

– Hum... Sabe Haru — a voz rouca próxima de seu ouvido, um arrepio percorreu seu corpo — Você não acha que pode escapar assim tão fácil depois de passar o dia me provocando, não é?

Sorriu maliciosamente ao ver os pelos da nuca de Haru se eriçarem em resposta. Prensou o menor subitamente contra a parede fazendo-o soltar um ofego baixo, as mãos percorrendo seu corpo por baixo da camisa sem pudor, tocando-lhe o peito, o abdome e então deslizando suavemente pra cintura onde deu um aperto forte. Ouviu extasiado um gemido escapar dos lábios de Haru e continuou a tocá-lo enquanto beijava e lambia seu pescoço e orelhas.

O mais novo estava rendido, Rin o tocava de forma lasciva e com um desejo tão grande que o deixava embriagado, já podia sentir a ereção do ruivo roçando em seu traseiro e em reposta seu próprio membro começava a despertar. Apertou os olhos com força e esqueceu como se respirava quando Rin mordeu a curva de seu pescoço ao mesmo tempo em que segurava sua cintura com força, colando o peito em suas costas e friccionando o quadril contra suas nádegas.

– A-ah... Rin! — falava com dificuldade — Po-por favor...!

– Hun, por favor o que, Haru? — a voz do ruivo era carregada de malicia, sentiu outro arrepio correr em sua espinha.

– A-assim... Eu vou... Uhn, enlouquecer!

Haru não tinha nenhuma experiência nisso — ao contrário de Rin — nunca tinha feito sexo com ninguém, mas estava se sentindo tão quente, passou o dia todo tentando segurar toda essa excitação e agora não conseguiria se controlar. Queria Rin mais do que qualquer coisa naquele momento. Rin se sentia da mesma forma, todo o desejo que reprimiu durante o dia parecia vir com força total e habilidade de Haru de dizer as coisas tão diretamente fazia o mais velho se excitar ainda mais. Mordeu o pescoço do moreno novamente e rosnou, virando-o de frente pra si. Os lábios se grudaram instantaneamente, desesperados e afoitos, Rin explorava a boca de Haru com pressa e brutalidade, suas línguas se esfregando deliciosamente, nunca havia sentido um gosto tão maravilhoso quanto aquele. Beijar Haru era como estar no paraíso.

As mãos continuaram o trabalho, ágeis, mas agora Haru também podia tocar Rin. Queria tocar Rin. Levou uma mão a nuca do parceiro, agarrando com firmeza os fios avermelhados enquanto a outra agarrava o ombro definido, aproveitando pra deslizar e apalpar o peito e a barriga definida. Rin por sua vez corria as mãos espalmadas por todo o corpo de Haru, apertando-lhe a cintura e as costas. Desceu ainda mais, apertando com vontade as nádegas do outro e arfou quando o moreno cravou as unhas curtas em suas costas. Grunhiu e agarrou a barra da camisa de Haru, arrancando-a com violência do corpo do moreno. Salivou ao encarar o corpo pálido e esculpido diante de si. Céus, queria tomar Haru ali mesmo.

O menor ficou encabulado pelo olhar devorador de Rin, mas não podia deixar que a vergonha o parasse, queria senti-lo também, puxou delicadamente a camisa do outro pra cima querendo retira-la. Haru não pôde conter um suspiro de satisfação ao ver o ruivo o ajudar com a tarefa, os braços fortes de Rin, seus músculos se contraindo enquanto jogava aquele pedaço de pano pra longe. Totalmente sexy. Pensou. O mais velho sorriu largamente ao ver o olhar faminto de Haru em seu corpo.

– Gosta do que vê? – perguntou em um sussurro.

Haru corou violentamente, mas não se intimidou.

– Hum, muito... — respondeu timidamente e tocou com a ponta dos dedos o peitoral firme, deslizou as mãos pelo tronco exposto de Rin, deixando as pontas dos dedos tocarem suavemente a pele de sua barriga.

Estava maravilhado, Rin era simplesmente lindo. Perfeito. E sem pensar muito avançou pra cima do outro, distribuindo beijos calorosos pelo pescoço, clavícula, ombros, peito e todo lugar que pudesse alcançar. Rin ficou admirado por um instante pela ousadia, nunca, nem mesmo em seus sonhos mais profundos pensou que seria beijado daquela forma por Haru. Segurou com firmeza os cabelos escuros do amante, a mão livre apoiada na parede, a face corada, os olhos cerrados, a boca vermelha entreaberta. Haru achou aquela imagem terrivelmente sensual e seu corpo tremeu, estava se sentindo em chamas.

– Uhgn, Haru...! — Rin não pôde evitar o gemido que escapou de seus lábios quando o menor o lambeu da clavícula até a orelha, prendendo seu lóbulo entre os dentes.

Aquilo fez seu corpo tremer e Haru sorriu satisfeito ao saber que ele havia causado aquela reação em Rin, desejou causar ainda mais reações no amado, queria ouvir seus sons. Levou as mãos as costas nuas do maior, agarrando-o, os corpos colados, suas bocas se enroscaram novamente ainda mais famintas e urgentes, Rin envolveu Haru com um braço, puxando-o para longe da parede, estavam tão colados que pareciam um só. Começou a conduzir o moreno em direção ao quarto, tateando as paredes com a mão livre e subindo a escada desajeitadamente sem romper o ósculo. Haru se agarrava desesperadamente ao pescoço e ombros do mais velho, suas línguas brigando por espaço em suas bocas, o beijo de Rin era ainda mais quente e intenso agora, chupava e mordia os lábios de Haru, que tentava com dificuldade acompanhar o ritmo.

Quebraram o beijo apenas quando conseguiram chegar ao quarto, Rin empurrou Haru na cama com pressa, subindo em cima dele logo em seguida, agarrou seus pulsos e os segurou acima de sua cabeça. Aproximou sua face da do moreno pra poder sussurrar perto de rosto.

– Haru – o olhou nos olhos, as íris rubras estavam em brasas, as pupilas dilatadas de desejo, Haru ofegou — Esse é o meu limite, sério, é sua última chance de me parar.

Rin falava sério, estava morrendo de tesão, sentia seu membro dolorido de tão duro que estava, mas se Haru naquele momento dissesse que queria parar, juntaria toda sua força de vontade, respiraria fundo e iria embora. Intermináveis segundos se passaram. Haru o olhava sensualmente.

– Parar? — ergueu uma sobrancelha, a expressão se tornando totalmente sarcástica em seu rosto — Eu mato você se parar agora, Rin.

Deu uma risada nasal, satisfeito com a resposta firme de Haru. Voltou a beijar o pescoço alheio, lambendo e chupando com vigor, desceu lentamente pelo tronco despido de Haru e parou ao se deparar com os botões rosados. Sorriu malicioso, dedicaria uma atenção especial a eles. Rin lambeu com vontade um enquanto apertava o outro entre os dedos, deixando-os eriçados. O mais novo arqueou as costas, era como se um fogo se espalhasse por seu corpo, sentiu seu membro pulsar em suas calças.

– Ah-aah, Rin! — gemeu alto quando a língua quente do ruivo rodeou seus mamilos já rígidos.

– Humm... Você é muito sensível aqui, não é Haru-chan? — disse em um falso tom inocente.

Haru corou até o ultimo fio de cabelo, lançando um olhar irritado pro parceiro em seguida. Rin apenas riu e voltou a beijar o corpo do amado, deixou um rastro de saliva do peito até o baixo vente, beijando e lambendo todo o percurso. Ah, como amava aquela pele macia que só Haru parecia ter. Abriu o botão e o zíper da calça do menor e a puxou rapidamente pelas pernas do outro, jogando-a em qualquer lugar. Lambeu os lábios ao ver a enorme ereção do moreno coberta pela cueca. Acariciou aquele membro por cima do tecido, apertando-o de leve e sentiu Haru se retorcer embaixo de si, resmungando baixinho.

– Você já está assim por minha causa, Haru? – provocou, lambendo os lábios do amante – Mas eu nem comecei...

O sorriso que o Matsuoka tinha no rosto fez o coração de Haru falhar uma batida, seu rosto ferveu. Tinha certeza que o ruivo estava o provocando tanto assim de propósito, só pra deixa-lo constrangido e se vingar por mais cedo. Estava prestes a reclamar quando sentiu sua roupa intima ser arrancada ferozmente de seu corpo, logo a língua de Rin tocou a cabeça de seu pênis lentamente. Arfou. O maior passou a deslizar a língua de forma lenta por toda sua extensão, torturando-o. Haru torcia os dedos nos lençóis, gemendo e quase engasgou quando Rin soprou suavemente sobre seu membro.

– Ri-rin... – choramingou, não estava aguentando mais – An-ande logo c-com... Ahn, isso! – o ruivo deu uma chupada de leve apenas no topo, fazendo Haru revirar os olhos de prazer.

– O que você quer que eu faça Haru? – perguntou sensualmente enquanto o masturbava.

Rin estava adorando as expressões que Haru fazia, seu rosto vermelho como tomate, os olhos semicerrados pelo prazer que ele estava proporcionando. O provocava de propósito apenas pra ver até onde Haru era capaz de ir com aquele jeito “direto ao ponto” dele. Sorriu maldoso quando o viu abrir a boca várias vezes, tentando falar. O moreno estava totalmente envergonhado e Rin achava isso gracioso e absolutamente sexy, de um jeito que só Haru conseguia ser.

– M-me chupe, Rin... – disse quando finalmente conseguiu encontrar sua voz, virou o rosto enquanto cobria a boca com o dorso da mão.

O ruivo se surpreendeu, e sorriu. Afinal Haru era mesmo inacreditável. Sem pestanejar abocanhou o membro do outro, sugando com vontade, pressionava a língua suavemente enquanto movia os lábios pra cima e pra baixo.

– Ahhn... A-ah... Rin! – agarrou os cabelos do ruivo com força.

Haru não conseguia desgrudar os olhos do que Rin fazia, seu corpo inteiro tremia em excitação, sentia o outro gemendo levemente contra seu membro deixando a sensação ainda mais enlouquecedora.

– Uuhn, ahh... Ri- ... Uhn, Ma-mais! Aahn...

Rin encarava Haru diretamente nos olhos, queria poder gravar essas imagens na sua mente pra sempre, venerava os sons que saiam da boca do amado e a forma como ele mordia os lábios tentando conter os gemidos. Haru era delicioso, deliciosamente inocente, mas era safado o suficiente pra dizer aquelas coisas obscenas de forma tão erótica. Rin adorou descobrir esse lado do menor.

– Rin! E-eu qua-quase... RIN! E-eu vou...!

Sentiu Haru pulsar em sua boca, quase no limite. Subiu os lábios, quase retirando o membro do outro da boca, mas desceu com vontade, engolindo-o por completo, a ponta tocando no fundo de sua garganta.

– Aaanh! RIN! ... Ahn, ughn… — gritou o nome do amado.

Haru se derramou em sua boca, apertando seus cabelos com força, Rin quase gozou junto ao ouvi-lo gemer daquele jeito, gritando seu nome, era de longe o som mais excitante que já ouvira. Lambeu todo o gozo que havia caído no ventre de Haru, lambendo os lábios em seguida. O moreno agarrava os lençóis, tremendo por causa do orgasmo intenso, nunca tinha sentido tal coisa. Permaneceu ofegante, mordendo o dorso da mão pra se acalmar.

– Oh céus, Haru... – Rin estava corado e ofegante também.

Não queria admitir, mas já não estava aguentando, queria possuir Haru, rápido. Subiu em cima do outro, beijando seus lábios apaixonadamente, o moreno sentiu seu próprio gosto na boca do amante.

– Haru – sussurrou contra os lábios entreabertos do outro – Você não tem lubrificante aí, tem?

– Ahn... Não... – respondeu sentindo seu rosto corar.

– Uhn... Então só precisamos deixar bem molhado, não? – Rin sorriu travesso.

Virou Haru com brutalidade, colando-o contra o colchão, segurou os cabelos escuros e fez uma trilha de beijos da nuca até a base das costas, o moreno sentia sua pele formigar e aquecer por onde Rin passava, estava ficando duro novamente apenas com isso. Sem nenhum aviso o ruivo agarrou as nádegas de Haru, apertando-as enquanto as segurava separadas. Gemeu baixo ao ter a visão da entrada rosada de Haru, parecia um delicioso convite. Sem enrolação, enterrou a língua ali com vontade fazendo o corpo do parceiro tremer.

–Aaaha! RIN! O-o que... Uuhn, e-está faz-fazendo?! – arquejou, Rin esfregava a língua em sua parte sensível, lambendo e rodeando sua entrada sem pudor.

Não obteve resposta, o ruivo continuou o trabalho, lambendo-o ferozmente enquanto arranhava seu traseiro. Haru se contorcia, os dedos dos pés torcidos contra o lençol, a mão segurando os próprios cabelos com força tentando extravasar todo o prazer desesperador que sentia. Podia morrer ali, ah sim, parecia totalmente possível pra Haru derreter ali a qualquer momento, seu corpo estava quente e molhado apesar da noite fria.

– UHN... Aah a-ahn Rin... P-pare de me… Uuhn, torturar assim! – pediu aflito.

Virou o rosto parcialmente pra trás, Rin o devorava com os olhos, as orbes vermelhas pareciam querer engoli-lo, se sentiu violado com aquele olhar tão intenso. Gritou o nome do amado quando sentiu a língua quente lhe penetrar. Droga, se continuasse assim acabaria gozando novamente.

– N-não é justo, Rin! – tentou afastar o ruivo um pouco – Uhn, v-você ainda está... vestido!

Os olhos de Rin faiscaram brevemente, com desejo e por um instante ele pareceu pensar. Saiu da cama rapidamente e arrancou as calças e a roupa intima o mais rápido que pôde, voltando logo em seguida. Sentiu seu ego se inflar quando Haru escancarou a boca ao notar seu membro rígido e gotejante. “Isso nunca vai caber em mim”. O moreno pensou um tanto quanto assustado. Adivinhando os pensamentos do parceiro, Rin acariciou seus cabelos carinhosamente, sorrindo.

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– Não se preocupe. Apenas relaxe... Eu vou ser o mais gentil possível, Haru.

O tom de voz firme e doce do mais velho acalmou Haru que apenas acenou com a cabeça. Rin levou três dedos a boca, lambendo-os sensualmente e os deixando o mais úmidos que podia, fazia tudo isso encarando os olhos azuis do outro. Quando achou que estavam molhados o suficiente virou Haru novamente, deixando-o de barriga pra cima, se encaixou melhor entre suas pernas e o cobriu com seu corpo.

– Haru, eu preciso que confie em mim e relaxe – disse acariciando a face rubra do mais novo.

Haru assentiu e o ruivo forçou o indicador na entrada molhada dele, penetrando-o lentamente. O moreno sentiu um incomodo quando o dedo de Rin entrou completamente dentro de si, mas não era tão ruim quanto pensava. Vendo que estava tudo bem Rin começou um vai e vem lento dentro do outro logo introduzindo o segundo dedo, dessa vez Haru mordeu os lábios sentindo um pouco de dor.

Pra distrair o parceiro da dor, Rin começou a masturba-lo, recebendo um gemidinho baixo em resposta. Beijou os lábios de Haru intensificando um pouco os dedos dentro dele, fazendo movimentos de tesoura e vai e vem, logo Haru gemia contra sua boca. Enfiou o terceiro dedo e estocou bem fundo.

– AAHH! ISSO! ... Assim R-rin! – não conseguiu conter o grito que saiu de sua boca, seu corpo arqueou.

– M-meu Deus Haru! – Rin teve que se controlar pra não gozar com aquilo, mas era difícil com Haru fazendo sons tão eróticos.

– F-faça de novo! – pediu manhoso.

Então Rin voltou a estocar os dedos dentro do moreno, tateando as paredes de seu canal em busca daquele lugar mágico dentro do amado. Sorriu de satisfação ao ver o corpo de Haru tremer violentamente abaixo de si e passou a acertar aquele ponto repetidamente.

–Uhhn, aahn... Aaha... Ri-rin, ve-venha – estava extasiado, precisava desesperadamente que Rin o tomasse logo – P-por favor!

Vendo o desespero de Haru Rin achou que já era hora, retirou os dedos de dentro do menor e o viu soltar um suspiro contrariado. Haru era tão lindo! Cada novo lado que descobria o fazia se apaixonar ainda mais pelo moreno. Se encaixou melhor entre as pernas do amante.

– Haru... – posicionou seu membro em sua entrada e se esfregou ali, mordeu os lábios ao ver Haru rebolar suavemente contra ele, procurando por mais contato – E-eu vou entrar.

Quando recebeu um aceno positivo do parceiro começou a se mover, forçando a passagem com calma, ofegou quando sentiu a cabeça completamente dentro. Esperou, precisava de toda sua força de vontade pra ignorar seus instintos e não penetra-lo com força naquele exato momento. Não, não machucaria aquela pessoa por nada, seria paciente pelo menos ali no começo. Empurrou mais um pouco e viu o rosto de Haru se contorcer um pouco.

– Calma... Já vai... Passar – Rin mal conseguia controlar sua voz, sentia o suor escorrer em suas costas.

Continuou entrando lentamente, fazendo Haru sentir cada centímetro dele, arfou, sorrindo satisfeito quando se encontrou completamente dentro. Haru era quente e apertado, fazia uma pressão esmagadora em seu membro e queria muito poder se mover, mordeu os lábios e fechou os olhos. Recitando algum mantra enquanto tentava se controlar. Os segundos pareceram horas e Rin já não aguentava mais quando sentiu o moreno tocar-lhe os cabelos.

– Rin... M-mova-se... – disse finalmente quando se acostumou com o volume dentro de si.

Quase suspirou de alivio ao ouvir aquilo e começou a estocar lentamente dentro de Haru, que gemia baixinho. Com o tempo passou a estocar mais forte, em movimentos longos e o moreno agarrou os braços de Rin, apertando-os com força, aquilo foi como um sinal pro ruivo que aumentou a intensidade dos movimentos, dando estocadas mais curtas e ritmadas.

– Ahhh... A-ah, Rin... Uhhn...

– Aahn, Haru... t-tão apertado...

Os corpos se chocavam cada vez mais rápido, Haru sentia seu membro ser friccionado entre o abdome dos dois e aquilo o deixava ainda mais excitado, só sabia gemer o nome de Rin, arranhou com violência as costas do amante, fazendo o maior soltar um grunhido excitado. Mantiveram os olhos grudados um no outro, sem quebrar o contato visual nem por um segundo, os cabelos grudavam nas faces suadas e Rin tinha o rosto retorcido na careta de prazer mais sexy que o moreno já imaginou que alguém poderia fazer.

Rin acelerou ainda mais, acertando com violência a próstata de Haru, que gritou o nome do amado. Passou acertar aquele ponto várias vezes, com toda força que tinha.

–RIN! Aaah, uuhn... Nã-não... assim eu... ahhn, v-vou...

– S-só mais um pouco... Haru – agarrou os quadris do menor com força, puxando-os enquanto se endireitava um pouco.

Os quadris se chocavam de forma violenta, o ar estava abafado e o cheiro de suor e sexo parecia impregnar todo o ambiente. Haru gemia sensualmente e cada vez mais alto, alternando entre segurar os próprios cabelos e arranhar Rin. Estava totalmente dominado pelo maior, sentia que explodiria a qualquer momento. Se apoiou nos cotovelos, erguendo o tronco pra alcançar os lábios do ruivo.

– H-haru... você é delicioso – sussurrou e o puxou pela cintura.

Sem sair de dentro de Haru, Rin deitou na cama, deixando o menor sentado em seu membro. O mais novo estava totalmente envergonhado, mas não iria se dar por vencido, começou a rebolar sobre o outro sem pudor e suspirou ao ouvir os gemidos escaparem da boca entreaberta de Rin. Passou a rebolar mais vigorosamente e logo estava cavalgando, gemia cada vez mais e o ruivo o encarava com os olhos semicerrados. Só um sentimento poderia descrever o que Rin sentia naquele momento, adoração. Sim, adorava Haru naquela posição, sentia-se completo ao ver o outro daquela forma, os cabelos grudados no rosto, a boca inchada e aberta.

– Aah Rin... tã-tão gostoso – o moreno sussurrava frases desconexas e enterrava as unhas nos ombros de Rin.

Rin ergueu o tronco, ficando sentado e segurou os quadris de Haru com força, guiando seus movimentos. Passou a lamber e chupar o pescoço do amado, deixando-o ainda mais marcado enquanto masturbava o membro esquecido de Haru. Podia sentir o clímax perto, agarrou Haru com mais força, estocando contra ele enquanto o puxava para baixo, indo ainda mais fundo naquela cavidade.

– Aaah! E-eu estou qua-quase... Uhng, Rin! – gemeu alto enquanto sentia sua próstata ser provocada.

– Vamos j-juntos... Haru! – mordeu o moreno com força, sentindo o próprio orgasmo próximo.

Haru sentou com força no membro de Rin, se desfazendo em sua mão, sujando o peito de ambos, amoleceu instantaneamente nos braços do ruivo, que ainda estocou algumas vezes até finalmente derramar seu liquido dentro do outro. Haru gemeu fraco ao sentir o gozo de Rin preencher seu interior e abraçou o amado pelo pescoço.

Desabaram exaustos na cama, abraçados. Os dois ofegavam e Haru estava completamente vermelho, não que o outro estivesse muito melhor, mas naquela competição com certeza Rin ganhara, e havia sido incrível.

Respiraram profundamente até tranquilizarem os batimentos cardíacos. Haru observava Rin atentamente, o ruivo tinha os olhos fechados, o ar saindo de sua boca em pequenas arfadas. Tocou com carinho sua bochecha para logo em seguida esconder seu rosto na curva do pescoço do maior.

– Rin? – chamou, a voz tremia.

– Hum?

– Nós estamos namorando? – perguntou timidamente.

Rin abriu os olhos e se apoiou no cotovelo, encarando Haru de forma emocionada. Se sentia o homem mais feliz do mundo no momento. Ouvir aquilo era tudo que precisava.

– Haru – segurou as mãos do amado entre as suas – Eu seria a pessoa mais feliz do mundo se você aceitasse ser meu namorado. Você aceita?

Perguntou sério, os olhos azuis profundos de Haru brilharam e alguma coisa se aqueceu em seu peito com aquelas palavras. Não conseguiu responder, mas pulou em cima do agora namorado e o beijou com paixão, deixando claro que aceitava. Rin o abraçou pela cintura, correspondendo o beijo de imediato.

– Uhn, Rin? – chamou contra os lábios do maior.

– Hum?

– Você... Está ficando d-duro... – Haru sentiu sua face ferver.

Rin parou de beijá-lo, olhando pra baixo. É, estava mesmo ficando duro.

– É sua culpa Haru... – disse fazendo bico – Você que pulou em mim, me atacando desse jeito.

Provocou Haru, fazendo-o corar um pouco. Sem dizer nada desceu pelo corpo do mais velho, beijando a pele exposta que encontrava pelo caminho, sem nenhum aviso colocou o membro de Rin na boca.

– HARU! – se sobressaltou, não esperava por isso – N-não precisa fazer isso...

Haru o olhou nos olhos, tentando ser o mais sexy que conseguia.

– Mas eu quero... – respondeu simplesmente e teve o prazer de ver Rin corar em constrangimento.

O ruivo sentiu seu membro endurecer ainda mais diante daquela cena, o outro o chupava deliciosamente, correndo a língua por sua extensão vez ou outra.

– Aaah... H-haru...

Haru lambia seu falo da ponta até a base, chupando de leve seus testículos, esfregando a língua contra eles. Rin arqueou as costas. O amado fazia aquilo tão bem. Sentia a boca quente e úmida do outro deslizando pra cima e pra baixo de forma lenta, torturando-o.

– Haru... Venha – sussurrou com a voz fraca,

Rin puxou as pernas de Haru, posicionando o corpo dele sobre o seu, o membro já ereto dele bem acima de seu rosto. Sem hesitar o abocanhou, ouvindo um gemido abafado. Continuaram assim, se chupando e lambendo com vontade, um gemendo contra o membro do outro. Aumentaram a intensidade simultaneamente, gemendo cada vez mais alto. Haru nunca pensou que sentiria tanto prazer ao chupar Rin daquela forma, enquanto era chupado pelo ruivo. Sentiu seu corpo tremer, aumentou ainda mais a intensidade, engolindo o membro pulsante do amado quase por completo.

– Aahn... Haru... E-eu vou... – Rin tirou o membro de Haru da boca por apenas um momento, voltando ao que estava fazendo logo em seguida.

– Ri-rin... Qu-quase lá...

Gemiam descontroladamente, chupando ávidos o membro um do outro. Depois de mais alguns minutos Rin gozou, espremendo os lábios em volta de Haru, fazendo o moreno atingir o limite logo em seguida também. Engoliram o gozo em suas bocas até a última gota.

Haru se virou, voltando a se deitar ao lado do ruivo, estavam ofegantes novamente.

– Uau... – o mais velho sussurrou, sorrindo – Agora estou oficialmente satisfeito...

Puxou Haru, fazendo-o se deitar em seu peito, beijando-o no topo da cabeça em seguida.

– Eu amo você, Haru – sussurrou, acariciando os cabelos escuros.

O mais novo sorriu, se aconchegando no peito de Rin.

– Eu também te amo, Rin...

E finalmente depois de dias com insônia, puderam dormir tranquilamente, nos braços um do outro.

Notas finais
Ufa! Desculpem pela fic grande, mas não achei que seria legal dividi-la em capítulos. Espero que não tenham se cansado kkkkk Se tiverem notado qualquer erro de português ou de digitação me avisem. Aqui vão alguns esclarecimentos: [1]: Não sei se essas boias tem um nome específico, então se alguém souber por favor me fale! [2]: Esse golfinho aparece no anime, me parece ser de borracha, mas não tenho certeza. [3]: Mais uma vez, não sei se tem um nome específico. São aquelas coisas laranjas que geralmente usam pra sinalizar alguma coisa. E foi isso! Espero que tenham gostado e se divertido, eu me diverti muito escrevendo essa história! Se a acharem digna mandem comentários, isso motiva muito os autores a escreverem mais e me deixarão muito feliz. Aceito elogios, dicas e críticas construtivas! Me digam o que acharam!Até a próxima. Beijo beijos s2
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!