Desinteratium
3 Capitulo 3
Logo depois de toda essa confusão fui direto pra casa da minha mãe, agora não podia mais mudar oque eu já tinha feito. Pedi a Magda que trouxesse todas as minhas roupas, eu não mais ficar na casa de Finnk, eu estava decidida a procurar o verdadeiro Legacy, o pai de Finnk. Ninguém melhor que ele pra começar algo, eu sabia oque estava por vir, Finnk não é daqueles que esquece as coisas e as deixa, agora que mexi com ele, ele ira revidar, ele quer guerra, ótimo, vamos dar guerra a ele, temos mais de seis milhões de pessoas nessa cidade e só três mil se aliam a ele o resto, hahaha, odeia ele, assim como eu, a vingança muitas vezes não leva a nada, mas isso não vai ser uma vingança, vai ser mais que isso, vai ser a queda do seu “império”. Ele quer jogar? Ótimo, vamos jogar, mas do MEU jeito.
Ao chegar a minha antiga casa eu não a reconheci, nem a casa nem aquela parte da cidade. Ela era totalmente obscura, as casas meio destruídas, as pessoas eram bem diferentes, elas eram fortes e tinham uma personalidade, que quando se olhava pra elas era como elas já estivessem a postos pra luta. O que mais me surpreendeu foi que as pessoas não me olhavam com indignação e sim como se fosse mais uma guerreira entrando na batalha, e era realmente isso que estava acontecendo.
Conforme eu andava na rua mais eu reconhecia aquele lugar, e pensar que eu já brinquei aqui, em plena harmonia com crianças, mas isso agora já não acontece mais, pobres crianças já não podem nem sair de casa que quase já são mortos. Ao entrar pela porta a casa estava como era antes, exceto as paredes que agora tinham outras cores, e os móveis que agora foram trocados por novos. O silêncio acalmava a atmosfera de guerra que estava lá fora. Sentei-me no sofá arranquei os sapatos atirando-os pra longe, finalmente um pouco de paz, pensei. Mas isso não iria durar muito tempo até que Finnk resolvesse começar a atacar, e o meu plano era ir até seu pai, o segundo governo da cidade, é lá que tudo vai começar. Já estava sentindo minha pálpebras pesarem, então simplesmente fechei os olhos.
Minhas costas queimavam um pouco quando acordei, um barulho irritante me obrigou a me levantar, o maldito celular.
–Alô? Eu disse com uma voz meio grogue.
–Senhorita Alyn? Disse uma voz masculina meio velha do outro lado da linha.
–Hã, sim? Respondi
–Aqui quem fala é o Sr. Legacy.
Dessa vez eu me levantei de vez e comecei a prestar mais atenção no que ele estava prestes a dizer, ele era realmente de quem eu precisava, parece que o pai de Finnk também ficou sabendo do “ocorrido”.
–Ah sim, diga. eu disse tentando ao menos manter o tom.
–Eu fiquei sabendo do ocorrido na praça e, realmente você parece me ser uma garota corajosa, eu gostaria de saber se você e eu podemos trabalhar juntos?
Seu tom era sério, eu não iria recusar por nada, ele era do segundo governo, e se eu preciso de “jogadores” ninguém melhor do que Greg Legacy para me mostra o seu jogo.
–Então querida, feito? Perguntou ele.
–Feito. Eu disse.
Logo após a ligação eu resolvi dar uma volta pela casa, fazia muito tempo que eu não vinha aqui. Subi as escadas como costume, até o meu quarto, quando abri a porta o quarto estava praticamente igual, eu ainda tinha os mesmos objetos, mas a mobília já era outra pelo caso de eu ter crescido, isso pesou forte no meu coração porque minha mãe reformou o quarto com a certeza que eu ia voltar um dia. Mas agora ela podia ter essa certeza, pois agora eu vim pra ficar. Abri um pouco a janela pra poder entrar um pouco de ar no quarto quando a porta da casa bate e eu me assusto.
–Querida cheguei. Disse mamãe.
Eu desci os lances de escada até encontra-la no meio de um monte de sacolas.
–O que é tudo isso? Perguntei.
–Ah, uma vez por semana fazemos nossas compras semanais, e você veio bem no dia.
–Hmmm, isso quer dizer que sou eu quem vai preparar o jantar? Perguntei com um sorriso.
–Eu adoraria que você preparasse querida enquanto eu vou buscar seus irmãos do campo de treinamento. Ela disse dessa vez com a voz um pouco triste.
–Então quer dizer que eles foram escalados pros jogos? Perguntei desanimada.
–Infelizmente. Ela disse triste.
–humm, parece que isso esta no nosso sangue não? Ela disse dando aquele seu meio sorriso.
Uma vez na academia de ensino quando eu era pequena, eles me escalaram para os jogos, eu tinha somente nove anos, eu fui a garota mais jovem a participar. Por sorte e muito treinamento eu ganhei, mas eu perdi eu grande amigo.
–É. Eu disse suspirando.
Após o jantar ficar pronto meus irmãos entraram pela porta. Eles estavam enormes, provavelmente com uns catorze anos já, e ficaram bem surpresos ao me ver.
–July! Gritaram eles.
–Ai nossa que escândalo que vocês fazem. Eu já disse rindo e os abraçando.
–Que saudade de você. Disse Josh
–Também senti saudade de vocês seus pestes.
–ok, ok, agora vamos jantar antes que esfrie a comida.
O jantar foi um daqueles cheio de perguntas, de como eu estou ou por que eu sumi, mas com tudo que eu passe hoje meu plano era tomar um banho e ir direto pra cama.
–July querida, vá tomar um banho e durma, amanhã é um novo dia.
–Pode apostar mãe, amanhã realmente é um novo dia. Eu disse e subi as escadas.
Entrei no banheiro me despi e tomei meu banho pensando no que Sr. Legacy iria me propor. Sai do banho coloquei minha camisola e fui dormir, cai na cama e logo adormeci, por que desejo que o amanhã chegue logo.
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