Desert Rose
1 Prólogo
Notas iniciais
Será um desafio pra mim escrever sobre a cultura estrangeira, mas será muito bom tbm! Obrigada á todos que sempre acompanham as minhas fics... Vamos lá meus dukcs, um prólogo do que aconteceu em 30 agosto para o nosso Matt o/
Nos vemos lá embaixo *--*
Prólogo
*30 de Agosto de 1993 – Casa da família Sanders – Califórnia – Estados Unidos
Dizem que a chegada de uma criança alegra o ambiente, mas e quando temos duas crianças a caminho? Era assim que Sarah e Charlie se sentiam, estavam radiantes com a chegada dos gêmeos.
Sarah estava no seu oitavo mês de gestação e a ansiedade lhe tomava conta, ela aproveitou para descansar um pouco na sala enquanto Charlie estava preparando o novo quarto dos gêmeos como se fosse o cômodo mais especial da casa.
- Querida venha ver! Acha que está bom assim? – ele a chamou, porém não obteve resposta – Sarah tudo bem? – ele estranhou a demora da esposa e foi até a sala, onde encontrou a mulher caída no chão – Meu Deus Sarah!
- Charlie... Acho que vai nascer, temos que... Temos que ir ao hospital agora! – ela dizia com o fôlego descontrolado. Seu marido, que não tinha experiência alguma em situações de pressão, tratou de ligar para o hospital central da Califórnia á procura de vagas. Com uma resposta positiva, Charlie e Sarah foram rumo á maternidade para ganharem seus bebês preciosos. Talvez não houvesse homem mais nervoso que ele e mulher mais feliz que Sarah.
Em questão de quinze minutos haviam chegado á maternidade.
- Moça, por favor! Ela está em trabalho de parto! – Charlie não conseguia esconder o nervosismo, mas foi tranqüilizado por seu irmão Jonathan, um homem que não era de muitos amigos e sempre tivera uma relação perturbada com seus familiares.
Charlie era dono de um bom patrimônio e alto padrão de vida, talvez isso despertasse a cobiça do irmão mais velho.
- Se acalme irmão, vai dar tudo certo! – Sua voz saiu fria como se na realidade não se importasse com os pequenos.
A relação dos dois não era nada boa, mas Charlie pensava que seu irmão daria uma trégua nesse momento de tamanha felicidade. Pensava apenas...
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*3 horas depois*
Charlie caminhava de um lado para o outro, a impaciência lhe tomava conta do espírito até avistar a enfermeira que vinha em sua direção.
- Senhor Sanders? Bom, vim lhe avisar que sua mulher está bem e os dois gêmeos são a coisa mais linda! Pode ir vê-los agora! – Charlie correu até o quarto de sua esposa e notou a ausência do irmão Jonathan.
- Querida... Eles são lindos! – Sarah recebeu um beijo caloroso de seu marido e os dois ficaram a admirar o menino e a menina.
- Que nome daremos á eles? – ela perguntou
- Deixe me ver... Que tal Matthew? – Sarah sorriu e concordou na hora
- E a menina? – eles ficaram na dúvida, pareciam não conseguir se concentrar... Afinal, por que estavam tantas pessoas correndo pelo corredor?
- O que acha de Polyana? – Sarah estava pronta para responder quando um alerta foi acionado e vozes frenéticas percorriam todo o hospital.
- Corram, corram! Fogo! – uma enfermeira passou gritando. O que seria tudo aquilo? Charlie não entendeu nada até ver as labaredas de fogo tomarem conta do corredor e sucessivamente o quarto de sua esposa. Fora tudo muito rápido e não havia tempo de reação
- Não! Não Sarah! – a fumaça não deixava que ele respirasse direito e muito menos conseguisse ver sua mulher. Ele só conseguia ouvir seus gritos de desespero.
- Salve os bebês Charlie! Sai daqui! – ela gritava. Aquela altura toda a maternidade já tinha sido evacuada e quem tivesse ficado com certeza estaria morto.
- Não posso deixar você! – Charlie se recusou a sair do quarto e estava disposto a morrer com sua família quando ouviu a voz de uma enfermeira. Ele precisava salvá-los, precisava dar um destino aos seus pequeninos, foi assim que ele tomou a decisão mais difícil de sua vida – Barbara Me ajude! Salve meus filhos! – ele retirou os bebês dos braços de Sarah e os entregou á mulher – Cuide deles por nós... – Ela assentiu e correu para longe sem dizer nada. Pelo tom de voz eles pareciam se conhecer, ter alguma intimidade. Isso bastou para Charlie descansar o pensamento e deitar-se na cama com a esposa para esperar a morte.
Aquelas foram as últimas palavras de Charlie Sanders antes de ver o fogo lhe consumir a vida.
Notas finais
Bjs bjs ducks
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