Desert Rose

9 8 - May It Be


Notas iniciais
Habibi Habibi ♫♪ Oi gente! Então, o pessoal tava me cobrando umas respostas pra esse mistério todo, então eu fiz um capítulo que será justamente para responder á essas dúvidas. Não odeiem a mãe do Jimmy, ela se arrepende e ainda vai dar muito o que falar kkkkkkk
Eu espero que gostem, escolhi uma música meio triste do Enya que é trilha do Senhor dos Anéis, acho que vcs conhecem, cama May It Be http://www.youtube.com/watch?v=XOykCYDMKBs
É linda e me traz uma paz grande quando escuto...
Só quero agradecer aos 95 reviews e dizer que tem sido demais escrever essa história.
PREPAREM-SE PQ NO CAP 9 ELES VÃO PRA ÍNDIA FINALMENTE! Aí lasca tudo de vez kkkkkkk Bjs bjs meus lindos ducks..
AH E ME DIGAM: Aonde vcs acham que o pai do Jimmy está? Leiam o cap e depois tirem suas conclusões ♥ Bjs bjs Habibi habibi ♫♪

8 – May It Be (Pode Ser)

POV Jimmy

A sensação de descobrir o quanto sua mãe mentiu para você durante anos não é nada agradável, eu demoraria, mas iria entendê-la e consequentemente a perdoaria. Porém, naquele momento, eu sentia minha pele se arrepiar, meu corpo se enrijecer e meu sangue ferver. Seria isso tudo raiva?

Ela me contava tudo, não me poupava de nenhum detalhe e cada palavra sua me afetava internamente.

- James, meu filho... – ela segurou uma das minhas mãos – Só quero que saiba que eu nunca deixei de amar seu pai, nunca deixei de amar você...

- Mãe fala logo... – eu desviei minhas mãos das dela. Mamãe suspirou e levantou-se do sofá. Começou a andar em círculos e partiu para a parte mais tensa da história.

- Vou dizer tudo... Tudo...

*Flashback – Barbara Sullivan – verão de 1993

- Querida vamos nos atrasar! O pequeno Jimmy já está pronto? – Joe, meu marido, estava se aprontando para irmos á uma festa. Meu pequenino, meu bebê de quase 1 ano, James, iria conosco também. Era uma festa na empresa de Joe onde eles iriam comemorar as vendas positivas e uma promoção de emprego.

- Vou pegar minha bolsa! Vá com o papai meu amor! – Entreguei Jimmy ao o pai enquanto eu me arrumava. Um vestido preto, sapato de salto e algumas jóias definiram o meu visual naquela noite. Porém, algo me matava por dentro, um sentimento de traição.

Sim, eu traía meu marido com o melhor amigo dele da empresa, seu nome era Charlie Sanders. Um homem lindo, forte, mas que não chegava aos pés do meu Joe, então, por que eu insistia com essa história? Acreditava ser apenas uma atração física, nada sério, pois eu amava meu Sullivan.

- Barbara! Não posso me atrasar amor! – Joe com sua voz doce tirou-me dos pensamentos incertos e me conduziu a apressar-me.

Meu casamento com Joe tinha pouco tempo, assim que fiquei grávida ele assumiu Jimmy e nos casamos por pressão de nossos pais, mas com o tempo eu me acostumei e me apeguei á aquele homem maravilhoso.

Desci as escadas e me encontrei com Joe vestindo um terno preto, usava uma colônia maravilhosa e seus olhos azuis cintilavam com a luz que vinha da rua.

- Vamos amor? – Eu peguei em seu braço e fomos até o carro. Joe dirigia enquanto eu levava Jimmy no colo e brincava com seus cabelos loiros – Você é tão lindo meu amor... – toda vez que eu dizia isso, Jimmy sorria e deixava tudo á nossa volta mais alegre.

- Ele é incrível Barbara! – Joe apontou para um pequeno patinho de pelúcia que ficava pendurado no retrovisor do carro e o balançou. Era o suficiente para Jimmy rir e tentar pegar o patinho. – Você o adora né pequenino? – Joe ia brincando conosco até chegarmos à festa. Desci do carro e todos os flashes voltaram-se pra nós até que eu o vi. Charlie estava parado em frente ao portão principal e acenou pra mim. Disfarcei e fui até ele, mas não sem ser interrompida.

- Querida, aonde vai? – Joe me perguntou com Jimmy nos braços

- Vou cumprimentar os convidados tá? Já volto amor! – beijei a cabecinha de Jimmy e selei meus lábios ao de Joe. Fui disfarçadamente até Charlie.

- Demorou hein? Pensei que não viesse mais! – Charlie me arrastou até o seu escritório no andar de cima. A festa acontecia lá embaixo enquanto eu e ele nos agarrávamos intensamente. Charlie começou a abaixar as alças de meu vestido e descer suas mãos grossas pela minha coxa esquerda. Ele me fazia gemer com cada toque, cada palavra suja que me dizia baixinho. – Você é maravilhosa Barbara, Joe Sullivan não é nada perto de mim. Você merece coisa melhor, alguém que te faça gritar – ele dizia enquanto distribuía vários chupões em torno do meu pescoço. Era incrível como eu mudava quando estava perto de Charlie. Eu estava com parte do meu vestido abaixado e meu sutiã estava á mostra, ele já havia retirado seu terno e camisa social. Comecei a beijar seu peito loucamente e a cravar minhas unhas em suas costas, deixando algumas marcas por onde passavam. Até que algo aconteceu, talvez a pior catástrofe que poderia haver.

- O que é isso? – Joe, meu marido, estava parado á porta, acompanhado de Sarah, mulher de Charlie e minha melhor amiga – Mas... Mas... Não, não Barbara, você não... – as lágrimas foram inevitáveis pra mim e pra ele também.

- Amor, eu posso explicar! Amor! – Joe me deu um tapa no rosto, uma dor terrível me invadiu e a vergonha não fazia questão de me poupar de todo aquele sofrimento

- Sua vagabunda! Seu filho de uma mãe! – Joe tentou partir para cima de Charlie, mas foi seguro por seus amigos. Naquele momento, todos da festa já haviam subido e vivenciaram cada cena daquela vergonha sem fim – Sua vadia! Você me feriu! Como pode? Não pensou nem em seu filho? – Doía ouvir que eu fora fraca, que o desejo carnal havia me vencido – Eu não fui o bastante pra você não é? – Joe soltou-se dos braços dos amigos e se aproximou de mim e Charlie – Saiba que tudo acaba aqui, conseguiu destruir minha vida! Você quer ficar com ele não é? Pois bem, fique! – ele dizia com a voz embargada pelo choro, seus olhos azuis estavam vermelhos de raiva.

- Não! – saí correndo enquanto ajeitava o vestido até encontrar Jimmy nos braços de Leila e Jonathan. Este era irmão de Charlie, ele sorria ao ver toda a desgraça em minha vida enquanto sua mulher brincava com Jimmy – Aonde você vai Joe? Joe! – eu gritava, mas ele me ignorava. Ele foi em direção ao casal e apenas falava olhando fixamente para os olhos do meu bebê

- Eu volto para lhe buscar meu amor. Você terá de ser forte e espero que não me odeie para sempre, mas não posso seguir com isso! Eu vou te ver novamente e quando isso acontecer, você já será um homem e muito melhor do que eu – ele abraçou Jimmy e saiu andando rapidamente. Sarah desceu as escadas e me olhou com nojo, ela tinha lágrimas nos olhos e um Charlie eufórico aos seus pés, eles discutiam muito e eu apenas chorava.

- Sua puta! – ela gritava, todos comentavam, cochichavam e riam ás minhas costas. Tomei Jimmy dos braços de Leila e o olhei intensamente. Jimmy não parava de chorar, acho que ele percebeu que teríamos uma vida difícil a partir daquela noite.

As desgraças não pararam por aí, meses depois eu soube que Sarah e Charlie seguiram com sua vida e ela o perdoou, mas não a mim. Ela estava grávida de gêmeos e teria seus filhos em breve.

Enquanto eu? Tive de trabalhar, fazer de tudo para sustentar meu Jimmy. Joe voltou para pegar suas coisas e simplesmente foi embora de casa, me deixou com o carro e a casa que um dia seria de Jimmy.

Só Deus sabe o que tive de fazer para criar meu filho, assim consegui um emprego como enfermeira na maternidade da Califórnia.

Os meses passaram e Sarah finalmente deu entrada no hospital para ganhar seus bebês, porém, mal sabia eu que seria responsável pela morte dela mais tarde.

- E foi isso meu filho – ela já estava em meio á lagrimas, num estado deplorável de tanto chorar

- Meupai foi embora por sua causa, e esses anos todos eu pensei que ele não me amava! Como pode? – me levantei do sofá e comecei a andar de um lado para o outro.

- Perdoe-me Jimmy!

- Para de me chamar de Jimmy porra! – eu gritei com ela pela primeira vez – Esse apelido foi meu pai quem criou e não você! – tentei me acalmar e voltei a olha-la – E como a irmã do Matt foi parar na Índia?

- Foi Jonathan! O irmão de Charlie! Ele queria tomar posse da empresa do irmão, porém não poderia fazer isso com dois filhos que herdariam as ações!

- O incêndio... Foi criminoso não é? Fala! – eu estava fora de mim e já não conseguia respeitar aquela mulher que estava á minha frente

- Sim... Jonathan e Leila armaram tudo e eu os ajudei... Eu estava com raiva de Charlie, de Sarah e com medo que eles espalhassem essa história da traição para mais pessoas! Eles ameaçaram até tirar você de mim meu amor! – ela tentou se aproximar – Eles queriam tomar a sua guarda dizendo que eu era incapaz de criá-lo – ela fechava os olhos com força e escondia o rosto de tanta vergonha, tentava se aproximar de mim.

- Fica longe! – gritei, ela suspirou e prosseguiu

- Jonathan colocou fogo na maternidade com a ajuda de Leila que se vestiu de enfermeira e entrou nos quartos. Foi tudo planejado, e sabíamos que Charlie faria de tudo para salvar Matt e Polyana, então ele me entregou os bebês e eu fiz...

- Eu não acredito! Você mandou a irmã dele pra Índia? Você é um monstro! – minha voz devia ter subido algumas notas de tamanho nervosismo

- Não, não Jimmy! Foi Jonathan! Ele tinha um acordo com Ábido que sempre fazia negócios com ele na empresa e então ele mandou a menina para o indiano. O acordo era que aos 17 anos ela se casasse e assim não soubesse nunca quem era de verdade. Enquanto eu me ofereci para cuidar de Matt... Meu erro foi ter permitido e entregado a menina á Jonathan...

- E porque Jonathan está com esse interesse por Matt? Justo agora, 19 anos depois?

- Isso eu realmente não sei meu filho... Jimmy você tem que me perdoar! Meu amor

- Cala a boca! Você destruiu a minha vida, a de Matt e até de Karuka! Como pode? – cuspi as palavras com toda a minha raiva – Quer saber? Eu não vou ficar parado enquanto você e esse Jonathan tentam nos atacar!

- Eu jamais faria mal á você! Jimmy por favor, não se meta nisso! Diga á Nayara para se afastar e...

- Eu vou pra Índia! – gritei

- O que? Não você não vai! Eu não permito!

- Você deixou de ter meu respeito a partir de hoje... Não espere que eu vá lhe perdoar... – eu disse.

Estava indo embora, pronto pra deixar minha mãe na sala quando surge um Matt estarrecido na porta

- Por que tia Barbara? – ele tinha lágrimas nos olhos – Eu pensava que você era a mulher mais incrível do mundo! – tive tanta pena de Matt ao vê-lo naquele estado. Não era para ele ter descoberto dessa maneira.

- Matt? Não! Você não podia saber não desse jeito! – ela se atirou no chão e começou a soluçar de tanto chorar.

- Eu também pensava que ela era a mulher mais incrível, mas não é! – eu gritei – Nessa casa eu não fico! Vou ligar para Nayara e vou atrás de Karuka, dane-se o que vai acontecer comigo! Só sei que com ela eu não vivo mais! – apontei para uma Barbara Sullivan que chorava descontroladamente

- Se você vai... – Matt tentava conter suas lágrimas, mas não conseguia, parou por um instante e falou comigo — Se vai se arriscar por mim e por minha irmã é meu dever ir com você Jimmy – Matt me assustou com seu comentário. Ele estava sendo legal de verdade e pela primeira vezNós vamos pra Índia Jimmy... Fale com a Nayara que ela irá nos ajudar– ele sorriu e me abraçou – Obrigada por ter sido verdadeiro comigo.

Matt não sabia, mas eu escondia uma pequena parte da história que minha mãe contara, assim eu comecei a me sentir igual á ela. Talvez a traição fosse algo de família e mais cedo ou mais tarde eu faria o mesmo com ele, pois estava no meu sangue não é?

Notas finais
Gostaram pessoal? Eu espero que sim... Bjs bjs ♫