Desert Rose
7 6 - Sajna* (Save me)
Notas iniciais
As coisas vão começar a ficarem mais legais o/ Radija vai descobrir umas coisas mas que vcs vão descobrir tbm, porem não hoje HAUAHSH SOU MÁ
Hoje uma nova personagem entra, minha amiga e leitora @_suicidepoison o/ Ela será a Nayara, uma amiga antiga dos meninos *-*
Eu espero que gostem... Hoje trouxe uma música romantica pra vcs ouvirem... Tentem sentir a música quando a Radija ver um retrato do... VOU PARAR DE FALAR! A música chama-se Sajna do A.R. Rahman e Michael Bolton http://www.youtube.com/watch?v=8QjgdDDMx7Y
Beijo no coração ducks.. habibi habibi ♫♪♫
6 – Sajna* (Save Me)
*Sajna Re – expressão que significa amigo (a) ou querido (a) no sentido amoroso*
*Dalits – Classe menos favorecida na Índia. Muitos os julgam impuros por puro preconceito. Vivem distantes das pessoas de maior poder aquisitivo*
*Amber – Índia
Muitos ocidentais não suportariam viver como os orientais, ou ainda, como os indianos. A cidade de Amber não era muito diferente das outras do Oriente médio, era repleta de ricos, pobres e animais que andavam pelas ruas. Vacas eram animais sagrados que eram até mesmo venerados pela população e circulavam livremente pelas avenidas movimentadas da cidade.
Homens de poder andavam em cima de elefantes, pessoas faziam do comércio algo perigoso, agitado e muito ativo. Com certeza aquela cidade escondia muitas surpresas, inclusive estrangeiros. *Vista do palácio da cidade de Jodhpur: http://4.bp.blogspot.com/-5ky3tCe4op4/TlJmN9Ks_EI/AAAAAAAACNE/nZ6aNtrw3qc/s1600/palacio%2B2.jpg
Um desses estrangeiros era a moça de 19 anos chamada Nayara, viera dos Estados Unidos para uma viagem de um ano, era fascinada pela cultura indiana e como uma futura jornalista que seria, precisava buscar novas informações a todo custo. Ela estava andando na rua e fotografava cada canto da cidade, cada construção e reparava nos trajes das pessoas, principalmente mulheres. Elas não podiam mostrar nenhuma parte do seu corpo, somente seus olhos e narizes ficavam descobertos.
Ela achava aquilo tudo muito estranho, mas era a cultura, não podia contestar. Continuou sua caminhada e anotações, por onde andava atraía olhares. Seria por causa de suas roupas? Uma calça jeans, blusa rosa púrpura de alças? Com certeza isso era crime em Amber.
Porém algo, ou melhor, alguém chamou a atenção de Nayara. Uma garota passou por ela. Parecia estar fugindo de alguém, mas ela não hesitou em chamá-la.
– Ei, por que está correndo desse jeito? – ela havia se esquecido que na Índia fala-se outro idioma e acabou perguntando em inglês. A garota parou na hora e apenas ficou a olhá-la.
– Você pode me ajudar! – ela disse num inglês um tanto confuso. Nayara conseguiu compreender e assentiu. A moça de sári colorido apenas puxou Nayara pelo braço e a arrastou para um dos inúmeros becos que havia em Amber.
– Calma! O que é isso?
– Você é ocidental! Ah ainda bem! – a garota estava ofegante e engasgava-se facilmente – Preciso me esconder! Encontrei algo que vai afetar muitas pessoas! Você tem que me esconder! Você mora aqui? – ela continuou a falar coisas sem sentido
– Nossa calma! Qual seu nome?
– Radija...
– O meu é Nayara, prazer...
– Podemos nos apresentar outra hora? Preciso mesmo me esconder, eles devem estar atrás de mim
– Eles quem? – Nayara percebeu que seria inútil e então, sabe-se lá por qual motivo, aceitou ajudar a garota. – Muito bem, vamos para a casa onde estou morando – Radija cobriu seu rosto novamente e seguiu Nayara pelos becos sujos que levavam até um conjunto de casas pobres. *Vista das ruas e favelas de Amber onde Nayara morava: http://www.jornaldelondrina.com.br/midia/tn_620_600_favela120713.jpg
– Você mora aqui? – Radija mostrou certo receio e até nojo – Aqui estão os dalits, não devemos nos misturar com essa gente
– Olha Radija, eu estou aqui na Índia apenas para estudar, escrever sobre o país e mostrar á todos a dura realidade de vocês... Realmente não me importo...
– Não se importa com eles? Os dalits?
– Isso é tudo questão de cultura, para vocês eles são impuros, mas para mim são apenas pessoas que precisam de ajuda, pessoas pobres e que também sentem... Que também amam... – Nayara dizia em meio á gritaria das pessoas.
– É eu, não tinha pensado nisso... – Radija continuou a caminhar ao lado de Nayara, ela carregava alguns papeis numa sacola plástica.
– Bom, é aqui – Nayara pediu que Radija a seguisse e as duas entraram no barraco – Escolhi ficar aqui para sentir na pele como essas pessoas vivem, as suas dores, sua cultura e até seus costumes. Confesso que em seis meses já tenho muitos conhecidos aqui. São todos uma graça! – ela dizia com sorriso nos lábios – Sente-se Radija – pediu ela.
– Eu... Eu... Eu estou com medo Nayara! – Radija dizia em meio ao nervosismo que percorria sua espinha.
– Calma... Você está fugindo de sua família? De algum casamento? Isso é comum por aqui.
– Muito pior que isso! Eu descobri coisas que vão mudar a vida de minha irmã... – Ela entregou os papeis á Nayara, esta começou a ler os documentos com uma expressão séria se formando. – Ábido já deve saber que roubei isso dele! Tive que fugir com a roupa do corpo e agora estou perdida!
– Eu... Eu não acredito... – Nayara levantou-se do pequeno sofá ainda perplexa com o que lera. – Quem poderia imaginar? Não se preocupe Radija, pode ficar aqui em casa o tempo que quiser. Seu tio não ousaria entrar numa favela com vários dalits morando, ele deve ser muito religioso e... – Nayara parou de falar e ficou a observar Radija. A garota estava obcecada por um retrato pequeno que estava na mobília e nem dava atenção ao que ela dizia – está me ouvindo?
– Quem são? – ela perguntou sem desviar os olhos da fotografia
– Ah... – Nayara sorriu com a lembrança – São meus amigos. Os melhores no mundo. Eles não se davam bem, mas eu pedi que tirassem uma foto todos juntos para que eu levasse na viagem — *foto que Nayara carregava consigo: http://www.cbc.ca/gfx/images/arts/photos/2009/12/29/avenged-cp-690758.jpg
– Eles são... São... – Radija não conseguia encontrar palavras para descrever o que sentia ao ver a foto
– Lindos? Ah é – ela riu alto – São e muito! São grandes amigos que eu jamais poderia esquecer – Nayara deixava seus olhos brilharem e um sorriso lhe dominar a face. Radija ao contrário, não conseguia para de olhar o retrato, seu olhar se prendeu a um garoto em específico
– Quem é ele? O que está de óculos...
– Esse é o Zacky! O que está no centro é o Matt, Brian é o que está ao lado de Zacky e Johnny é o menor da foto com cabelo vermelho. Sempre dou risada quando me lembro dessa foto! Eles estavam vestidos de um jeito engraçado, mas muito lindos!
– E esse sem camisa? O mais alto com cara de pato... – Radija pegou o retrato nas mãos e tocou o rosto de Zacky
– O mais alto, e mais gato em minha opinião, é o Jimmy – ela sorriu – São pessoas maravilhosas que todos deveriam ter a chance de conhecer. – Radija se assustou com o comentário
– Homens? Você confia neles? Todos sabem que os ocidentais, principalmente homens não prestam!
– A maioria não mesmo! Mas esses cinco são a melhor parte de mim, não vejo a hora de voltar para os Estados Unidos para reencontrá-los – Nayara disse toda sorridente – Não consegue largar a foto né? — sorriu
– Acho que estou viciada, não consigo parar de olhar... E essas coisas na pele deles? Essas manchas?
– Nunca ouviu falar de tatuagens? Vocês se enfeitam tanto pras festas!
– Mas nós usamos jóias e tintas que sai na água, isso aqui não tem cara que sai na água! — Radija sorriu
– Tem razão, uma tatuagem é pra sempre! – Nayara se afastou de Radija e colocou os documentos em cima da mesa – Então quer dizer que a irmã de Matt está viva e pior... Ela mora com você, é isso? Meu Deus, não consigo acreditar Radija!
– Nem eu, dói saber que Karuka não é minha irmã de sangue e que aquele Ábido foi capaz de fazer tamanha maldade apenas por dinheiro! – Radija dizia sem olhar para Nayara, apenas fitava o rosto e o corpo do garoto de óculos na fotografia. Parecia sentir uma atração incrível, mas como se nunca o viu? Ela tocou o porta retrato com a ponta dos dedos e foi descendo por todo o corpo dos garotos, era uma sensação de êxtase, de conhecer e provar algo que nunca imaginou existir.
– Ei Radija, você pode dormir aqui, mas temos que tomar cuidado e temos que agir rápido também! – só agora ela se concentrou em Nayara e desviou o olhar do rosto de Zacky
– Agir?
– Sim, seu tio não irá sossegar enquanto não recuperar esses documentos. São coisas muito importantes e que seriam suficientes para prendê-lo, você sabe...
– Eu preciso avisar Karuka! Contar a verdadeira história dela e tentar ajudá-la a fugir daqui! Preciso salvar minhas irmãs! Você tem que nos ajudar! – Radija expressava medo em sua voz, mas em nenhum momento soltava o pequeno quadro de vidro
– Não se preocupe tá? Vou ajudar você! – Radija assentiu
– Posso descansar um pouco? Eu estou com muita dor nos pés – ela apontou para os pequenos pés sujos de terra
– Claro que pode! Durma na minha cama improvisada que eu fico aqui na sala – Nayara sorriu
– Ah e eu posso levar isso comigo? Para que eu fique olhando e... – Radija apontou para a fotografia dos meninos e corou com a situação
– Pode sim Radija, vá descansar que já está escurecendo... – ela assentiu e entrou em outro cômodo deixando Nayara sozinha na sala vazia.
Ela sabia o que tinha de fazer, era arriscado, muita coisa seria desenterrada e vidas seriam mudadas. Mas era hora de toda a história vir á tona, ela precisava fazer justiça, precisava ser honesta com seu amigo. Pegou o telefone celular e fez uma ligação que cairia direto na casa da família Sullivan.
– Alô? – uma voz masculina atendeu. Um tom doce e ao mesmo tempo muito intenso
– Jimmy? – Nayara sorriu ao ouvir a voz do amigo – É você?
– Sou eu sim... – ele pareceu pensar em quem seria, até que finalmente reconheceu – Nayara? Ah meu Deus! É você mesmo?
– Sim amigo! Jimmy, eu preciso muito falar com você. Algumas coisas precisam ser reveladas, só espero que isso não nos destrua – ela dizia com a voz trêmula. James ficou sem entender nada, mas apenas suspirou e pediu que a amiga prosseguisse. Talvez ele já soubesse...
– Pode falar Nayara... Eu estou pronto – ele disse com um tom baixo quase sussurrando.
Notas finais
Bjs bjs ♥
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