Desert Rose
4 3 - Conhecendo o Inimigo
Notas iniciais
Devo ter uns 3 ou 4 leitores mas foi assim que Streets of Philadelphia chegou ao que chegou né gente? isso é mto bom afinal são os que me motivam a continuar! *---*
Vamos conhecer o sir Jonathan (gente não tem nada a ver com o little Johnny tá?)
Eu só tenho a agradecer por tudo... Vcs são os melhores leitores e se alguem lê mas ainda não comentou, por favor, comenta vai e deixa a patinha rei Julien feliz tá? Bjs bjs vamo cantar povo Habii Habibi ♫♪
3 – Conhecendo o Inimigo
POV Jimmy
Depois de um dia exaustivo na faculdade, eu e Matt estávamos voltamos pra casa, e eu ainda tinha que ouvir as suas reclamações e xingamentos.
- Não sei por que você implica com meus amigos! – Matt disse
- Simples, por que eles são idiotas? – Matt revirou os olhos
- Não são idiotas tá legal? Os caros têm uma banda, tocam muito bem e são muito maneiros! Eu canto lá – olhei para Matt
- Você canta? Desde quando?
- Tem muitas coisas que você não sabe sobre mim Jimmy... Eles sabem, por que são como irmãos pra mim – Matt disse tomando a frente e abrindo o portão de casa
- Incrível que o seu irmão mesmo você despreza... – joguei. Matt virou-se e me encarou. Pensei que ele fosse me xingar ou começar a gritar como sempre fazia. Mas não fez nada, apenas entrou e me deixou ali sem entender nada.
- Matt, tem alguém querendo falar com você... – Minha mãe estava nos esperando na sala quando chegamos. Suas mãos apontaram para um homem de aparentemente 40 anos que estava parado á porta.
- Mãe, quem é ele? – cochichei pra ela, mamãe ficou atordoada ao vê-lo então logo me toquei em quem seria. Era o tio de Matt. Eu sabia que ele existia, mamãe também, mas escondemos isso de Matt afinal, quando ele soubesse iria embora de casa sem hesitar.
- Eu não me sinto bem Jimmy... – ela levou as mãos á cabeça e sentou-se no sofá.
- Mãe, para com isso! O que tá acontecendo? – ela segurou minhas mãos e as beijou
- Não é nada, uma tontura talvez. Não se preocupe querido... – ela me abraçou e dirigiu-se á cozinha. Fiquei a acompanhar os passos daquele homem e admito não ter gostado nada do jeito que ele olhava.
- Podemos conversar num lugar mais reservado? – O homem pediu
- Claro, mas quem é você? – Matt, como sempre muito mal humorado, perguntou
- Você já vai saber... – Matt assentiu e pediu que ele o seguisse até o escritório. Eles fecharam a porta, mas eu fui até lá, colei meu ouvido na porta e pude escutar tudo o que conversavam.
- Bom Matt, eu quero me apresentar... Sou Jonathan, seu tio – Puta que pariu! Só pode ser piada!
- Como assim? – Me aproximei do vidro que havia na porta e vi um Matt bem confuso com a revelação
- Na noite do incêndio eu estava lá no hospital com seus pais. Foi tudo muito rápido e em poucos minutos todos haviam evacuado o local. Não pude ficar com eles e nem protegê-los. – Sabe um cara que se fazia de vítima? Era aquele.
- Por que demorou 19 anos para me procurar? – o tom de voz de Matt mostrava toda sua revolta
- Eu não sabia que você tinha sobrevivido! Os laudos entregues diziam que todos os nascidos em 30 de agosto estavam mortos! Mas então descobri que você foi criado por essa enfermeira...
- Ela salvou minha vida...
- Sim, mas agora que eu te achei Matt, quero lhe pedir que venha morar comigo! Vamos nos unir querido sobrinho. Poderei lhe contar tudo sobre seus pais, e vamos recuperar todo o tempo perdido! O que acha? – ele estendeu a mão para Matt. Por que o cara não contou sobre a Polyana, irmã dele?
- Vamos com calma tá? Eu aceito ir conversar com você, quero muito saber sobre o meu passado, quero muito mesmo! Mas eu não posso sair da casa dela assim, eu tenho uma dívida com ela – Matt se referia á minha mãe.
- Podemos sair para conversar melhor? Tenho muito pra dizer – o homem tinha um tom de voz sarcástico e irônico, o que não me deixava ter uma boa impressão dele.
- Vamos... – eles saíram e deram de cara comigo
- Jimmy? Estava ouvindo a conversa? – Matt perguntou com a voz agressiva de sempre. Droga! James seu inútil, pensei.
- Quem é ele? – o homem me olhou de cima á baixo
- Filho da tia Barbara...
- Seu irmão então, certo? – era muita ironia para um ser só
- Não – Matt riu – É só um cara que mora comigo... Vamos logo! – eles passaram por mim com um ar de superioridade. Corri até a cozinha onde minha mãe estava
- Mãe, é ele mesmo! O tal tio do Matt! Agora fudeu tudo de vez! – eu disse um pouco ofegante, ela já estava mais calma e pareceu não s eimportar.
- Jimmy querido... Já era tempo de seu irmão descobrir a verdadeira história... Pelo menos uma parte dela
- Uma parte? – perguntei
- Fique longe daquele homem filho, não queremos problemas não é? – ela ficou na ponta dos pés inclinou-se para me beijar a testa.
Eu sabia que minha mãe estava escondendo algo, não era difícil ver a mentira nos olhos dela.
POV Matt
Saber que você tem um parente e que ele se importa com você é algo muito delicado que eu jamais imaginaria estar acontecendo.
Jonathan parecia ser uma pessoa simpática e isso só facilitava minha adaptação. Fomos até um bar, sentamos e começamos a conversar.
- Sabe me pergunto o porquê você não me procurou antes – eu disse cabisbaixo
- Perdoe-me Matt, mas eu realmente não sabia que você tinha sobrevivido ao incêndio. É tão triste lembrar que sua irmã não teve a mesma sorte... – meu coração acelerou quando ouvi aquilo
- Irmã? Eu... Eu tenho uma irmã? Como assim? Onde ela está? Eu quero vê-la e... – ele segurou meu braço e me fez sentar-se novamente
- Se acalme Matt... Ela não sobreviveu, seu pai não conseguiu salvar a todos, só conseguiu poupar você e lhe entregou para a enfermeira. O fogo consumia tudo muito rápido. – ele me olhou com pesar e esboçou um sorriso fraco – Mas o que importa é que está vivo! E eu estou aqui para cuidar de você – ele segurou sua cerveja e deu uma golada
- Posso pensar sobre o assunto? Digo, tia Barbara dedicou os últimos 19 anos de sua vida para me educar, não posso deixá-la entende? – ele revirou os olhos, mas voltou a sorrir
- Fique com meu telefone e voltaremos a nos falar ok? – ele levantou-se e pagou nossas cervejas – Tenho que ir Matthew, quando estiver pronto para saber quem realmente é, me procure! – ele saiu do bar enquanto eu fiquei ali tentando absorver aquelas ideias.
Precisava conversar, precisava me abrir com alguém. Busquei meu celular e disquei um número muito conhecido por mim.
- Alô? Brian? Eu posso ir à sua casa agora? Preciso conversar com você
- Olá Matt seu viado, claro que pode! Os meninos estão aqui, chega mais amigo! – ele disse com aquela voz típica de bêbado – sorri pelo menos com eles eu podia contar. Saí do bar e em poucos minutos cruzei a esquina da casa de Brian, aproximei-me do portão e bati palmas.
- Brian! Cheguei! – a porta se abriu e de lá saiu um Brian só de cueca samba canção de cor laranja. Acho que nunca vi cena mais bizarra.
- Ah entra aí bombado! – ele sempre me chamava assim em relação ao meu físico. Sorri e segui Brian até a sala. Meus amigos estavam lá brincando com a Pinkly, cachorrinha do Brian. – E aí cara? Quer tomar uma? – ele apontou pra geladeira
- Ah não, eu... Eu preciso perguntar uma coisa pra você
- Ah tudo bem, um minuto então que eu vou pegar o meu combustível! – Brian foi até a geladeira e tirou dela uma Heineken bem gelada – Muito bem moço, pode falar... O que aconteceu?
- Meu tio... Ele voltou...
- Você tem um tio? Caramba! E ele é rico? – Brian sorriu maliciosamente – Ah seu danadinho! Tá rico e nem me contou né? Olha aqui Matt eu quero muitos presentes caros viu? – ele falava sem dar pausa pra respirar, o que era muito engraçado.
- Brian escuta! Não é nada disso... Eu só queria te perguntar... Se um parente seu surgisse do nada e te chamasse pra morar com ele, o que você pensaria?
- Na boa? Olha, eu ia fugir cara porque pode ser pedofilia! E se o cara for gay? Ah Matt fica longe desses caras, você não pode e... – segurei Brian pelo pescoço e o fiz ficar quieto
- Você não leva nada a sério não é? – sorri – Obrigada por ser meu grande amigo. Queria que Jimmy visse o quanto vocês são legais...
- Seu irmão é bem esquisito, mas eu não sei, acho que ele deve ser a maior comédia! – Brian colocou sua mão em meu ombro – Seja o que for amigo, nós vamos te ajudar a enfrentar isso tudo beleza? Agora vamos fazer um som! – Zacky e Johnny juntaram-se a nós com os violões e Brian com sua guitarra. Sentamos-nos no chão e ficamos cantando músicas de rock antigo.
Aquilo me fez esquecer a proposta maluca do homem: “... mas agora que eu te achei Matt, quero lhe pedir que venha morar comigo! Vamos nos unir querido sobrinho!”
Perdi as contas de quantas vezes me perguntei se aquilo era verdade...
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