Desert Rose
19 18 - Listen to Your Heart
Notas iniciais
Bom, espero que não desistam de ler a fic HAUAHSH seja aqui ou no AnimeSpirit *-*
A música do capítulo de hoje chama-se Listen to Your Heart do Roxette *-* http://www.youtube.com/watch?v=yCC_b5WHLX0
Vamos para mais um capítulo! Bjs bjs meus ducks dançantes ♥
18 – Listen to Your Heart
*Nova York – Casa da família Sullivan*
Barbara Sullivan estava sozinha em casa como de costume, não conseguia pensar em mais nada a não ser em seus filhos. Os dois garotos resolveram partir numa missão maluca rumo á um país desconhecido e agora estavam encrencados e até presos.
Ela sentia-se culpada por não ter contado aos meninos toda a verdadeira história, o desaparecimento de Karuka. Tudo insistia em atormentá-la e castigar sua consciência.
Barbara levantou-se do sofá e foi olhar a vista de sua rua. Sentia-se sozinha, queria ter alguém ali, queria o ter ali. Sua mente logo projetou a imagem de Joe Sullivan com o pequeno Jimmy nos braços. Talvez só naquele momento ela tenha percebido como era feliz.
- Eu queria te ter aqui, meu amor – ela sussurrou enquanto lágrimas teimosas insistiam em cair de seus olhos. Certamente, Barbara não esperava pela surpresa que viria, quem esperaria? Mas certo barulho lhe fez voltar sua atenção para a porta. Sons de pequenas batidas foram percebidos por ela. Caminhou até a porta de entrada e abriu-a com cuidado, quando se assustou ao ver a figura que lhe encarava.
- Joe? Onde esteve? Não acredito que você voltou e...
- Não importa onde estive! E não se anime, vim aqui para acertar coisas pendentes e ver meu filho – Joe disparou.
- Como assim?
- Eu não suportei toda a dor que você me causou, Barbara. Mas, durante todos esses anos, eu percebi que cometi erros, principalmente com Jimmy. Ele não tinha culpa nenhuma e abandoná-lo daquela maneira foi a coisa mais injusta que fiz. Por isso criei coragem de voltar e falar com ele. Onde está James? – Joe perguntou.
- Ele... Ele... – Barbara tomou coragem em contar tudo.
- Não esconda nada de mim Barbara! Tenho direito de falar com meu filho! – Joe já estava alterando sua voz.
- James foi embora! – ela gritou.
- Como?
- Ele e Matt simplesmente fugiram de casa. Eu não pude impedir e... – Barbara percebeu a confusão nos olhos de Joe, então entendeu que ele não sabia de nada sobre aquela noite. Esquecera-se que o marido fora embora antes de tudo acontecer. Como contar á ele? Com certeza, Joe iria odiá-la mais do que já sentia e assim seria o fim de qualquer aproximação.
- Matt? Quem é esse? – Joe analisou a mulher – Está me escondendo algo, eu sei disso. Percebo em seus olhos, você sempre mentiu muito mal – Joe completou com a voz amargurada.
- Você vai me achar um monstro quando souber o que houve enquanto esteve ausente. Mas quer a verdade não é? Pois muito bem... – Barbara disparou toda a trágica história da morte de Charlie e Sarah Sanders. Contou sobre toda a armação com Jonathan e Leila para afastar os irmãos e até sobre o incêndio criminoso que haviam planejado. Barbara contou também sua participação no esquema para mandar Polyana para Índia, enquanto isso Joe ouvia tudo sem conseguir dizer algo. Ele estava perplexo com tamanha crueldade, sentiu seu sangue ferver e um profundo descontentamento.
- Como pode? Eu não consigo acreditar em como alguém pode ter tanto ódio no coração! Você matou pessoas! Tem ideia do que causou? Podia muito bem ser presa se eu resolvesse te denunciar. Você e seus comparsas!
- Não sou uma criminosa! – Barbara cuspiu as palavras.
- Ah não? Um alguém que ajuda dois psicopatas á colocar fogo numa maternidade com pessoas inocentes, realmente não é um criminoso! – Joe segurou Barbara pelos braços apertando-os com muita força.
- Me solte!
- Entenda, eu não vou deixar você estragar a vida do meu filho! Tenho certeza que James não se tornou alguém como você! – ele a jogou no sofá. – Só aviso que estou de volta á cidade, e estarei por perto... Mas antes, me diga. Pra onde Jimmy e o garoto foram?
- Índia... Cidade de Amber – Barbara enxugou as lágrimas – O que vai fazer?
- Não é da sua conta! – Joe saiu da casa batendo a porta e deixando a mulher desolada, chorando todas as suas mágoas.
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*Cadeia de Amber, Índia*
POV Jimmy
Já fazia dois dias que estávamos presos e nenhuma decisão tinha sido tomada ao nosso respeito. Não comíamos muito bem e dormíamos no chão onde havia muita sujeira. Mas a pior parte era ouvir as reclamações de Brian. Ele estava me irritando profundamente e logo eu explodiria.
- Não acredito que estamos aqui. Sério, eu ainda penso que tudo é uma pegadinha! Que nem eles fazem nos programas. Mas eu sou um deus! Um deus não pode ficar no meio da sujeira!
- Ei, dá pra parar de falar? Eu estou ouvindo sua voz irritante há dois dias! Acha que é fácil? – reclamei.
- Cala a boca Rev! – Brian gritou. Sem me controlar, parti pra cima dele com agressividade. Começamos a nos socar sem parar até Matt e Zacky nos segurarem.
- Estão malucos? Desde quando agredimos alguém do bando? – Matt falou sério.
- A culpa é desse idiota! Se não fosse por ele, não estaríamos presos nessa cidade ridícula e nessa droga país! – Brian gritava enquanto apontava pra min.
- Cala a sua boca Brian! Eu não pedi que você viesse comigo! Nem Matt eu queria que estivesse aqui, ok? E se você continuar a falar merda eu vou quebrar a sua cara!
- Parem com isso! – Matt gritou tanto que até o guarda notou e veio pedir que calássemos a boca. – Não percebem que isso faz parte do jogo? Querem mesmo acabar com a gente, mas sabem que não podem, a não ser que nos destruam internamente!
- Passe para a nossa língua, por favor – Brian ironizou.
- Quis dizer que, nada pode nos deter se estivermos juntos! Porra, somos amigos! Somos um bando, lembram? – Matt nos reuniu num abraço forçado – Agora as duas mocinhas peçam desculpas!
- Tá, tá, tá bom... Eu errei em partir pra cima do Brian, desculpe – eu disse. Brian se aproximou de mim e sorriu fraco.
- Tudo bem poste, fique tranquilo. Mas eu ainda vou devolver essas agressões. Ok? – ele mostrou a língua pra mim.
- Pessoal, eu sei que está tudo muito complicado, mas não podemos perder a cabeça entendem? – Johnny lembrou.
Após toda a confusão nós acabamos pedindo desculpas um ao outro e continuamos a pensar em como sairíamos daquele lugar.
Johnny desatou á contar suas piadas enquanto Zacky não parava de desenhar.
- Como acham que está a mãe de vocês? – Brian perguntou á mim e Matt.
- Eu tento não pensar nela, tento não pensar em nada que venha daquela família – respondi.
- Daquela família? Jimmy é a sua família! Não pode fugir disso, uma hora terá que conversar com sua mãe e acertar as coisas. E quanto ao seu pai, se ele voltar...
- Não fale desse cara, ok? Já basta as decepções com minha mãe.
- Vamos salvar as meninas e depois pensamos no que fazer – Matt completou – Só precisamos sair daqui.
- Claro, como se fosse fácil – Brian revirou os olhos, levantou os braços e dirigiu seu olhar de nojo para nós que arrancou risadas – Meninos, eu realmente preciso de um banho. Será que é pedir muito? Um simples banho? Oh seu guarda, abre aqui mano!
- Não precisa gritar senhor Haner... – uma voz diferente invadiu a nossa cela. – Os guardas não falam inglês, pelo que eu saiba – Olhei para a grade e reconheci a figura que nos observava. Matt agiu num impulso incontrolável e tentou agarrar o homem.
- Canalha! A culpa é toda sua! – Matt gritava para a figura de terno que ria descontroladamente.
- Quem é ele Jimmy? – Brian perguntou.
- Jonathan... O culpado por toda essa história – respondi.
- O que quer aqui? Já estamos presos, não há mais ninguém no seu caminho. Deve estar muito satisfeito com isso. – Zacky disse – Mas eu te aviso, se alguém encostar um dedo que seja na Radija eu mato o desgraçado!
- Fique tranquilo senhor Baker, vim em missão de paz – Respondeu com certa falsidade na voz. Era estranho ver que ele sabia os nomes e sobrenomes de todos os meus amigos.
— Missão de paz? Para de mentir cara! Fala logo o que você quer – Brian cruzou os braços.
- Muito bem, percebi que não gostam de conversar e notei que são muito espertos também! Descobriram toda a história, descobriram a verdadeira face de Barbara Sullivan e ainda tiveram a ousadia de vir até esse país. Uau! – Jonathan dizia com profundo cinismo.
- Quando chegou ao país? Ah claro, aposto que veio acertar seus negócios com nojento do Ábido. O que foi titio, seu golpe não deu certo é? Que pena – Matt desafiou.
- Realmente, aquelas garotas seriam uma mão na roda para mim e Ábido e o casamento traria muitos lucros, mas nem tudo é como queremos certo? Afinal, eu tenho um sobrinho adorável e quatro amigos incríveis que gostam de brincar de heróis! Isso daria um bom livro não acha Matt?
- Vou matar você seu filho da mãe! – Matt tentou agredi-lo novamente.
- Que feio sobrinho! Assim nunca sairão daqui... – Jonathan se dirigiu ao guarda, conversou com ele e lhe entregou uma quantia em dinheiro. O carcereiro sorriu e tratou de abrir a cela e nos deixar sair.
- Por que ele fez isso? – Johnny perguntou inocente.
- Esse cara é maluco? Ele subornou o guarda para nos deixar sair! Isso é comum aqui? – Zacky estava assustado e eu confesso que também estava.
- Muito bem, podem ir agora, heróis – Jonathan virou-se de costas até que Matt o segurou.
- Por que nos soltou?
- Estou dando uma última chance á vocês. Voltem pra casa, voltem para o mundinho de vocês e não afundem a vida dos seus amigos. Eles não têm culpa de nada disso, certo? Agarrem essa oportunidade, pois não sou de ter piedade. – Jonathan intimidou Matt, lançou-lhe um sorriso falso e foi embora.
- Estamos mesmo livres? – Johnny ainda estava desconcertado. Segurei em seu braço e o arrastei dali antes que fôssemos pegos novamente. Cruzamos a esquina e nos sentamos no chão.
- O que faremos agora? Se continuarmos, seremos mortos, mas se partirmos seremos covardes! – Brian alertou.
- Não vamos desistir – eu disse – Não sem antes sabermos como as meninas estão. Se elas não precisarem de nós, iremos embora. – Os meninos estavam muito abatidos e cansados, quando percebi todos haviam adormecido ali mesmo, na esquina. Apenas eu não consegui dormir de fato, minha cabeça dava voltas confusas por tudo que estava acontecendo. Meu coração sentia falta de Karuka, minha consciência me obrigava á ficar e ajudar as meninas, mas eu estava com medo.
Foi quando fechei meus olhos e sem querer, uma frase veio á minha mente, na verdade era um trecho de uma canção que eu amava quando criança. Meu pai sempre a cantava pra mim quando eu ia dormir e dizia que eu devia sempre ouvir meu coração.
“Você construiu o amor, mas esse amor está desmoronado. Seu pequeno pedaço do paraíso se transformou em escuridão. Às vezes você se pergunta se essa luta vale a pena, escute seu coração, não há nada o que você possa fazer...”
Eu pude ouvir a voz dele, como se meu pai estivesse ao meu lado, cantando a melhor canção de todas. Como se tudo aquilo fosse um pesadelo e nada pudesse me atingir.
Involuntariamente, eu já estava adormecendo ao lado dos meus amigos, todos jogados naquela rua, perdidos naquela noite fria. Todos sem rumo algum, mas com certeza faríamos o certo e talvez eu até seguisse o conselho dele de ouvir meu coração.
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