Desert Rose

15 14 - Cry Baby, Cry!


Notas iniciais
HABIBI HABIBI ♫♪♫ Oi gente *-*
Poxa pessoal, to um pouco triste... Onde estão os leitores? Poucos tem comentado a fic.. a história ficou ruim? Me digam pra que eu possa melhorar pq eu não sei o que fiz de errado!
Parece que estavam tão empolgados no começo e agora me deixaram aqui :( Tem tanta coisa boa pra rolar... Deem uma chance pra fic gente!
Música do cap: While My Guitar Gently Weeps http://www.youtube.com/watch?v=5DeOSLNbhfg Pra vcs ouvirem na parte triste do Brian..
GnomaSynystra vc vai gostar do cap de hj *-*
Obrigada aos fiéis.. e Não me abandoneeem!

14 – Cry Baby Cry

POV Karuka


O dia seguinte amanheceu cheio de expectativas, e por quê? Bom, eles prometeram aparecer aqui em casa para nos ver, mas já era quase nove horas e onde estavam?


– Os trastes já chegaram? – Nayah perguntou


– Não, nem sinal deles... – Tara disse decepcionada


– Eu sabia que eles iriam armar uma tremenda confusão na cabeça da Karuka e depois nem se importariam conosco! Não sei como podem confiar neles! – Nayah disse


– Para com isso! Não percebe que ontem foi um dos dias mais divertidos de nossas vidas? Graças á eles! – Radija disse.

Ficamos comentando e discutindo até que o tal Thiago grita pra nós de lá da sala


Tem alguém aqui querendo falar com as senhoritas! – descemos correndo na esperança que fosse algum deles, mas era Nayara.


– Ela diz ser amiga de vocês... – ele disse um pouco desconfiado


– É sim! Ela veio nos pegar para um passeio! Temos que mostrar a cidade pra ela! – Radija mentiu. Thiago olhou desconfiado, mas acabou acreditando e permitiu que saíssemos


– Não demorem... – assentimos e assim seguimos juntas até a casa dela no bairro onde moravam os dalits e excluídos da sociedade.


– Meninas, não reparem a bagunça tá? Abrigar cinco marmanjos numa casa tão pequena dá trabalho! – Ela sorriu. Entramos mas não havia nem sinal deles.


– Onde eles estão Nay? – Priya perguntou


– Saíram para comprar comida, mas o... – ela ia nos avisar de algo até que surge um Brian sem camisa e cabelos molhados. Posso dizer que foi a maior gritaria, afinal nenhuma de nós tinha visto um homem sem camisa, a não ser por fotografias nas revistas.


– Mas essa mulherada adora um escândalo né? – Brian olhava sem entender – O que eu fiz de errado Nayara?


– Não pode aparecer sem roupa na frente delas, seu ogro! – Nay riu


– E eu ia saber que elas estavam aqui? Eu hein, gente chata! Ah, Nay você viu minha camisa vermelha? – ele disse com indiferença. Virou-se para ir até o quarto quando vimos umas marcas em suas costas. Não eram marcas quaisquer, era algo forçado, como se fosse uma agressão antiga que deixaria rastros pra sempre. Brian percebeu que Nayah parou de gritar para observar melhor aqueles ferimentos e logo tratou de arrumar uma desculpa para sair dali.


– Ah... Eu... Vou me trocar – Brian saiu e nós ficamos sem entender nada. Olhamos para Nayara e ela entendeu nossos pensamentos. Até que os meninos chegaram fazendo festa e nós desviamos do assunto.


POV Brian


“Droga, eu não acredito que elas viram...”, pensei comigo. Aquelas marcas me traziam más lembranças e eu nunca havia dito nada á nenhum dos meus amigos. O que eles iriam pensar?

Sentei-me no chão do quarto vazio e fiquei a olhar meu reflexo no espelho quebrado.


“O que você ganha sendo assim? Você tenta esconder sua dor e assim finge ser o cara mais feliz e engraçado, mas você não é. Entenda Brian Haner, você não é nada...”


Maldita frase que insistia em dominar meus sonos e invadir meus sentimentos. Poucos sabiam, mas eu sofri muito quando tinhas meus 14 á 15 anos. Talvez eu tivesse o pior tipo de violência, aquela que vem de quem se ama... Ou deveria.

Abri minha carteira e olhei aquela fotografia antiga dele... Meu pai, ou quem eu deveria chamar assim. Ele não era uma pessoa boa de fato e muito menos amorosa, fazia de tudo para impor sua vontade. Sem contar que era alcoólatra e isso contribuía para as histórias tensas que aconteciam em casa.

Uma lágrima escorreu por meus olhos e eu tratei de enxugá-la, afinal eu era visto como: “o mais engraçado, o mais divertido e sem problema algum.”


– Brian? Ei, cadê você? – era a voz do Rev


– Estou aqui no quarto! – eu disse com a voz um pouco embargada pela vontade de chorar


– Ah te achei! Conseguimos comprar umas coisas na vendinha aqui do bairro. Você tem que ver como aquela feira era estranha! Pessoas e vacas e carroças, tudo junto e... – Jimmy parou de falar – Tá tudo bem?


– Ah... Claro que sim! Por que não estaria? Deixa de ser tonto, poste! – tentei disfarçar


– Jurava que você estava chorando – ele disse desconfiado


– Vai se ferrar James! Já viu o Deus supremo triste? Fala sério! Vamos comer, estou com fome! – dei as costas á Jimmy que ainda não estava convencido.

Fui até á cozinha e as meninas estavam ajudando Nayara á fazer o café, Johnny, Zacky e Matt estavam com elas também, mas era óbvio que só queriam tirar uma “lasquinha” das garotas. Nayah me olhava de canto, observava cada movimento meu, porém evitava me olhar nos olhos. Eu já estava me acostumando á ser odiado por ela então... Eu levava numa boa.


– Gente! Vamos tomar café! – Tara arrumou a tradicional mesa no chão e nos sentamos em círculos. Ah... Outro fato, eu estava me acostumando á comida de lá...


– Olha pessoal, peguem o chapati e passem essa pasta nele! – Radija explicou – Chama-se “hummus”. http://files.exclusivelyfood.com.au/uploaded_images/hummus4-722799.JPG


– Odiei o nome, que eu saiba húmus é outra coisa... – eu disse rindo – O que tem nessa coisa? – fiz uma cara de nojo e logo recebi um tapa no ombro vindo de Johnny


– Pense que é como maionese, Brian! – Zacky já estava devorando os pães com a tal pasta de nome estranho


– O que é maionese? – Priya perguntou inocente


– É a “nossa” pasta para passar nos pães! Algo americano! – Johnny explicou com um sorriso bobo, ela assentiu e apoiou sua cabeça no ombro do pequeno.


Hummus é á base de grão de bico e alguns condimentos como pimenta, cominho e alho – Nayah me respondeu. Pela primeira vez ela não foi grossa comigo. Isso não era normal!


– Ah... Obrigada... – olhei pra ela um pouco desajeitado, ela sorriu.

Ficamos comendo e conversando quando o ridículo chamado Zachary Baker inventou a brilhante ideia de falarmos sobre nossas vidas. Ainda mato aquele gordo!


– Adorei a ideia! Vamos Brian, você é o primeiro! – Radija me empurrou para o meio da rodinha e todos me olhavam ansiosos – Vai, nos conte sua história! Você deve ter coisas muito engraçadas para falar! – eles sorriram. Pude ver Nayah se aproximar para me ver melhor.


– Bom... Vocês querem mesmo saber? – respirei fundo, eles assentiram e eu decidi contar á eles tudo. – Ok, vamos lá...


Brian Haner – 14 anos – novembro de 2007

– Onde está a cerveja mulher? – mais uma vez eu o ouvia gritar com minha mãe. Não que ela se importasse, mas eu e minha irmã não suportávamos mais aquela situação.

Meu pai era um bêbado que não trabalhava, não fazia nada, enquanto minha mãe tinha duas profissões. Uma eu me orgulhava de saber: ela era dançarina e fazia números incríveis de danças orientais, mas o outro... Bem, já podem imaginar não é? Sim, ela se prostituía para qualquer um que lhe pagasse algum trocado. Meu pai era um ex-cliente dela que dizia estar apaixonado, mas a enganou. Ele a forçou a ir pra cama sem camisinha e aí nasceu este ser que vos fala... É difícil de acreditar, mas eu era fruto de um estupro, um ato de pecado, maldade e pura luxúria.

– Por que você tem que falar assim com ela? É minha mãe, respeite-a seu porco! – gritei

– Brian, pelo amor de Deus! – Mckenna, minha irmã de 11 anos, puxou minha camisa em sinal de medo.

– O que disse, moleque? – ele se aproximou e segurou meus cabelos me jogando na parede. – Eu mando aqui! Se você e essas putas têm um teto, é graças á mim! – Pude vier minha mãe chorar e pedir que ele parasse, mas o álcool já era visível em sua essência.

– O que vai fazer? Bater-me? Vá em frente! – Arrependi-me de ter dito aquilo. Ele começou a me surrar até que eu caí no chão. Sangue pela minha camisa, manchas no chão e muitas cicatrizes. A voz de Mckenna implorando piedade e o choro de uma mãe desesperada eram os sons mais freqüentes naquela casa maldita.

– Espero que aprenda a lição! Você vai carregar essas marcas pela sua vida miserável e irá se lembrar que não é nada! Você é apenas um Haner e todos sabem que... – ele fez uma pausa – Nunca se deve confiar num Haner! – ele pegou novamente sua garrafa de pinga e caiu no sofá enquanto elas limpavam a sujeira que ele havia feito.”

– Meu Deus! – Tara levou as mãos ao rosto – Isso é terrível!


– Não é possível! – Nayah disse baixinho. Não sei o motivo, mas aquilo me irritou e então tirei minha camisa na frente de todos e mostrei á eles aquelas marcas... Aquelas coisas que me deixava totalmente vulnerável e preso ao meu passado.


– Acredita agora? – Eu estava sentado de costas á todos enquanto eles olhavam assustados aqueles cortes profundos – Acho que com cirurgia plástica eles somem, mas não é fácil e nem barato – eu disse


– Por que nunca nos contou? – Johnny me olhou com pesar. Matt, Zacky e até o Rev mostravam aquele maldito olhar... Aquele olhar de piedade.


– Por que nunca contei? Exatamente pra vocês não me olharem assim! Eu não preciso da piedade de ninguém! – saí correndo da sala e fui até o quarto. Joguei-me na cama e fiquei a fitar o teto. Pude ouvir todos cochicharem.


– Posso entrar? – me assustei ao vê-la parada na porta. Nayah me olhava profundamente


– Entra aí... – eu me sentei ao lado dela na cama e fiquei a observar o chão


– Me desculpe...


– Pelo o que? – perguntei sem entender


– Por duvidar de você. Por te julgar sem ao menos conhecer-te...


– Olha Nayah, não precisa me tratar bem só porque acabei de contar que apanhava do meu pai ok? E eu nem contei tudo hein... – ri fraco. Ela segurou minha mão e a outra deslizou pelas minhas costas, bem em cima das cicatrizes


– Não precisa ter vergonha. Eu... Eu não ligo... – ela continuou a acariciar cada parte dos hematomas e nossos rostos já estavam se aproximando devagar. Eu não consegui me controlar e apenas segurei seu rosto delicado e a puxei para um beijo.

Senti meu estômago virar, tudo rodava, mas era demais sentir aquilo tudo. Nayah não tinha experiência nenhuma no quesito beijo. Ela não sabia o que fazer e aquela situação era muito engraçada.

Soltamos-nos, eu já esperava um tapa no rosto ou qualquer xingamento, mas não. Ela apenas sorriu e colocou sua cabeça no meu peito nu


– Isso foi... Lindo... – ela disse baixinho. Fiquei fazendo cafuné em seus cabelos enquanto ela acariciava minhas costas e deslizava seus dedos por todas as cicatrizes.

Não me perguntem o que aconteceu não me perguntem o motivo dela ter mudado tão repentinamente, mas eu admito que gostei. Só não seria fácil admitir que eu estivesse completamente apaixonado pela indiana.



Notas finais
muito ruim? Bjs ducks dançantes ♥