Desenterrando passados...

7 A derscoberta de de um segredo


Notas iniciais
Mais um capitulo para vcs, espero que gostem.

Estava louca para chegar até a universidade e me misturar com os outros curiosos e parecer apenas mais uma. Meu estomago estava repleto de borboletas, minha ansiedade era tão intensa que em poucos minutos cheguei de carro na universidade, vi aquela multidão de alunos se direcionando até o segundo andar, e como uma simples curiosa os segui, com um expressão assustada. Eu era boa em interpretar, chegou até a sala de Slander e encontrei o Doutor encostado na porta com uma expressão desesperadora, ele também era bom. Abri passagem por entre os alunos e me posicionei na linha de frente, atrás da fita amarela, podendo ver tudo o que os investigadores faziam. Senti-me um pouco decepcionada, eu esperava um pouco a mais de pessoal para examinar a cena e só me deparei com apenas dois peritos, um velho e um rapaz que aparentava ter não mais de vinte e cinco anos. O velho de terno bem apanhado coletou a taça no chão, despejou o restante do vinho em um recipiente e ensacou a taça. O rapaz de cabelos um pouco encaracolados e olhos azuis, coletou a rosa no chão, fitou-a por um instante, como se imaginasse algo e em seguida a ensacou como evidencia. Em seguida ele apanhou sua câmera e fotografou os curiosos que estavam ao redor da cena. De repente, uma sensação de medo invadiu meu peito, medo de ser apanhada, medo de ter deixado algo passar, ser apanhada agora só iria estragar meus futuros planos. Senti alguém tocar meu braço e me retirar abruptamente de meus devaneios, olhei e vi o Dr. Forquar White. Ele fez um movimento pedindo que eu o seguisse, então me retirei dali e o segui até sua sala.

— Como se sente? – Disse quando eu me sentei. – Deve estar desapontada pelo simples fato da numeração de investigadores para analisar a cena de uma cena criada por uma profissional.

— Exatamente, no entanto, sinto um certo orgulho do que eu construí.

— Qual assassino profissional não sentiria orgulho de sua obra, mas há algo em sua expressão que a preocupa.

— Sim há. Estou com receio de ser apanhada pela polícia, de ter deixado passar algum detalhe.

— Não se preocupe, pois você não será. Você é tão boa quanto um veterano na área. – Disse sorrindo ironicamente, pois fazia referência a si mesmo.

— Bem, eu devo ir agora, sinto um pouco mais confiante, obrigada Doutor, passar bem.

Passei o restante do dia tentando me concentrar nas aulas, mas era tolice, recordar-me daqueles dois homens recolhendo tudo aquilo que eu deixei de propósito para trás me satisfazia. Ao chegar em casa, tomei um bom banho e fui relaxar na varando fumando um bom cigarro francês:

— Madame...

— Sim Tom?

— O senhor Ronald deseja vê-la imediatamente na sala dele.

— Sinto muito, mas não posso agora.

— O senhor Braun exigiu que eu a trouxesse.

— Mas que diabos Tom, não está vendo que eu estou tentando relaxar, tentando por meus pensamentos em ordem, tentando controlar meus nervos com um bom cigarro e uma taça de vinho? – Ele pareceu assustado com meu tom alterado. – Esqueça, já estou indo, você não tem culpa, é apenas mais um subordinado de meu tio, e cumpre suas ordens. Odeio essa mania de meu tio, de achar que todas as vezes que me chamar eu terei de atender os desejos dele. Avise-o que já estou descendo.

— Sim senhorita.

Vesti meu roupão negro por cima da camisola e fui ao encontro de meu tio. Abri a porta sem cerimonias e entrei na sala me deparando com o Dr. Forquar White:

— Doutor, o que faz aqui?

— Apenas atendendo as ordens de seu tio.

— O que?

— Fique tranquila Mugs, Frank está aqui a meu pedido, eu pedi que ele me contasse como você está se saindo na faculdade e sabe o que ele me contou querida?

Meu coração bateu a 200 km/h. Senti o pânico tomar conta de meu coração, mesmo assim mantive a pose e apenas neguei a pergunta de meu tio. Não sei se o Dr. Forquar White teria sido capaz de me apunhalar pelas costas.

— Sabe Mugs, Frank foi colocada dentro daquela instituição por que eu mandei, ele recebeu o papel de vigia-la!

— Espere ai você colocou um espião atrás de mim?

— Melhor, um velho assassino profissional

— Como teve a coragem de confiar sua sobrinha nas mãos de um assassino?

— Frank só executa assassinatos quando eu mando. Depois que você voltou daquele orfanato, notei que estava diferente, me parecia uma pessoa fria e cruel. Acha que o padre Murphy não contou o que você fez com aquele garoto? – Senti meu ar faltar. – Enquanto estava debaixo de minhas asas, eu podia observa-la, mas a partir do momento que ganharia mais liberdade, eu não poderia vigia-la a todo tempo. Mexi os pausinhos e ordenei ao reitor da universidade que empregasse Frank e assim que ele pôs os olhos em você deduziu aquilo que eu já havia percebido, ele viu que você era diferente, ele disse que viu a morte em seus olhos...

— Sabe Catherine, eu não fui um simples assassinos profissional, eu fui grande assassino profissional, fiquei famoso por nunca ser pego pela polícia. Perdi a conta de quantas pessoas eu matei, parei de contar quando cheguei em sessenta. Mas como você sabe, nem tudo que é bom dura para sempre. Não sou tão forte como era antes, minha vista não é mesma e minhas mãos que um dia foram as firmes mãos de um cirurgião de fachada e um assassino preciso hoje estão tremulas e fracas. Bem dessa forma eu já não sou tão bom quanto fui um dia e tenho mais a facilidade de ser apanhado, como seu tio disse, eu precisei me aposentar, já faz tanto tempo que eu não sinto o sangue quente e radiante em minhas mãos. Mas para não me afastar completamente, aceitei a proposta de meu velho amigo, seu tio. Quando pus meus olhos em você eu vi um retrato vivo e jovem de mim. Seu tio então está precisando de um novo bom assassino, já que depois que eu sai só idiotas incapacitados assumirão meu posto. Sam queria um novo assassino e no momento que vio talento que você tinha comuniquei a ele instantaneamente, disse que suas buscas deveriam cessar, já que ele possuía a pessoa certa do seu lado há muitos ano! – Engoli em seco,

Notas finais
N se esqueça de comentar, sua opinião é muito importante para mim.