Desencontros do Amor
2 Lembranças...
Notas iniciais
Cinco anos depois..
Helena Narrando-Nos Estados Unidos além de tratar de uma doença me formei em Pedagogia e me especializei em Psicopedagogia mas eu não era feliz,no Brasil estava os dois homens da minha vida,e nunca mais tive notícias deles.A última vez que falei com o Renê foi no natal do ano passado me falou que o Martim era um menino triste e que nunca superou meu abandono,e ele também não nunca se casou mas também não pode pela lei já que ainda somos divorciados,estava decidida voltar pro Brasil e reconquistar o lugar na vida do meu filho e na do Renê claro,arrumava as malas quando uma foto de nós três no parquinho cai e não me aguentei em lágrimas e comecei a chorar.Tomei forças e retornei a arrumar minhas malas de volta para o Rio de Janeiro.
Enquanto isso no Brasil..
Renê Narrando-Era a última semana de férias com meu filho,ele estava mais triste que nunca achando que a Helena não gostava mais dele e que nunca ia voltar,eu tentei explicar os motivos da mãe,mas ele se recusava a vê qualquer foto que lembrasse dela,ou falar com ela ao telefone,em um dia de segunda-feira a diretora Olívia Veider me chama na escola para avisar que uma professora muito boa e jovem estará dando aulas na sala do Martim que é o 3° ano,e avisar daquelas regras não quero professores da minha escola se relacionando,ai que diretora chata se ela soubesse o que já sofri saberia que não tenho olhos para outra mulher que ainda é minha esposa,o olhar do Martim era triste enquanto me esperava,era de alguém jovem que já sofreu muito com as desilusões do amor,chamei para empinar pipa comigo mas desde aquele dia na praia ele nunca mais empinou uma pipa se quer,e nem tomou sorvetes ou algo assim mesmo que isso o fizesse sofrer resolvi perguntar.
–Filho,e se sua mãe voltasse te falando tudo que aconteceu naquele dia você a perdoaria?-Perguntei fazendo-o refletir
–Não sei-falou frio e seco
–Você sente falta dela né meu filho?-Perguntei e vi seus olhos se encherem de lágrimas
–Não!-Respondeu e segurando algumas lágrimas que invadiram seu rosto de bebê
–Guardar ressentimentos nunca é bom meu filho,ainda mais quando se trata de sua mãe-Falei mais enérgico com ele
–A minha mãe é igual a mãe do Mário está morta,morta e enterrada-Falou me partindo o coração
–Você ainda se lembra dela?-Perguntei
–Não muito,não gosto de lembrar de pessoas mortas e por favor papai não toque mais no assunto-Falou entrando no carro
continua...
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