Desejos Ilícitos - HIATUS
10 Beleza, Bem, Verdade
Notas iniciais
Edward e Isabella ainda estavam perdidos entre beijos no meio do campo, suas bocas pareciam estar num duelo, no qual os dois sairiam vencedores. Por alguns instantes eles esqueceram onde estavam, não se importaram por estar trocando algo tão íntimo como um beijo num espaço onde qualquer um poderia vê-los. Só o que importava ali era demonstrar o sentimento que tinham, e aquele beijo cheio de paixão era um excelente modo.
Estavam tão perdidos no ato que não notaram a aproximação da mulher, que pigarrou para chamar a atenção do casal.
Bella se assustou dando praticamente um pulo para longe do marido, que apenas deu um sorriso achando engraçada a reação exagerada da esposa.
— Eu vim chamá-los para o chá. – a Sra. Hale disse sorridente.
— Nós já estávamos indo. – Bella respondeu, parecendo um pimentão vermelho, de tão envergonhada.
— Tudo bem, querida. Não queria atrapalhar o momento de vocês. – Esme sorriu para os jovens, lembrava-se bem dos primeiros dias de seu casamento, ela e Carlisle estavam tão apaixonados que às vezes esqueciam que estavam em lugares públicos. Bem, talvez isso ainda ocorresse de vez em quando. Ela pensou divertida.
— Vamos? – Edward chamou oferendo o braço para as mulheres, e caminharam até a casa.
A mesa de refeição tinha aumentado consideravelmente. Desde que passou a morar com os tio, Edward havia se habituado a ter bastante companhia, mas passou muito tempo sozinho em suas viagens também. Ele desde novo demonstrava um espírito aventureiro, amava conhecer coisas novas e tentar desvendar os dilemas da humanidade. Foi isso que o motivou a ir estudar Filosofia na França depois de ter estudado Direito em Londres. O tempo que passou na França tinha sido proveitoso, as ideias iluministas e liberais fervilhavam em sua cabeça, um ano antes ele estava lá, pôde acompanhar de perto a queda da Bastilha, e aguardava ansiosamente para que seu país adotasse ideias mais inovadoras também.
Edward Cullen era um homem a frente do seu tempo e às vezes sentia-se deslocado na sociedade atrasada a qual pertencia.
Como o beijo por exemplo, ele não via nada demais em expor ao mundo um gesto de amor com a esposa, mas o jeito como Bella ficou depois de serem interrompidos pela sua tia, lembrava-o a forma como ela havia sido criada, com quase tudo sendo errado. Sua irmã havia tido uma criação semelhante, porém era assim com todas as moças de família. Ele achava isso frustrante. Talvez, se Alice tivesse mais conhecimento de como o mundo realmente é, não teria caído na lábia daquele canalha do Reymound. E as famílias ainda achavam que omitindo informação importantes estariam protegendo as suas filhas.
Edward suspirou. A conversa na mesa do chá era sobre o casamento de uma das moças da vizinhança, que segundo a sua sogra, já havia passado muito da idade de se casar.
Como se não estivessem acontecendo coisas mais interessantes no mundo.
Edward observou cada pessoa ali. Os homens pareciam entediados e não opinavam; a sogra, a irmã e Jéssica discutiam fervorosamente, enquanto Rosalie parecia ter desistido de defender seu ponto de vista, para a moça não valia a pena um casamento sem amor. Ele concordava totalmente com a prima. Por último olhou para sua esposa, que olhava para sua xícara distraidamente, ele sentiu uma inquietante necessidade de saber o que ela estava pensando.
Bella estava tão perdida em pensamentos que nem sabia dizer do que se tratava o assunto que as moças discutiam à mesa. Ela só podia pensar no beijo, que seu marido lhe dera minutos antes. Tão bom... Ela não tinha dúvidas, estava sim apaixonada por Edward. Com apenas três dias de casamento, ele havia sido capaz de tomar cada cantinho do seu pensamento.
Logicamente esse sentimento havia se desenvolvido ao longo do último mês, no qual ele a cortejara na condição de seu noivo. Ele era sempre tão gentil, e o melhor dos cavalheiros, sempre interessado no que ela tinha a dizer, e galanteador, extremamente galanteador. Os sorrisos tortos direcionados a ela e os beijos roubados em seu quarto à noite, já a faziam pensar nele o tempo todo, antes mesmo de se casarem.
Mas então ela havia se tornado a Senhora Cullen, e eles dormiram juntos. Bem, dormir não era muito a palavra certa, mas ela não sabia nomear o que faziam quando estavam em seu quarto à noite. Sabia que se tratava de suas obrigações de esposa, mas era estranho, e mais estranho ainda não entender.
Eles ficavam nus e muito próximos, próximos demais. Edward a beijava dos pés a cabeça, literalmente. Ele colocava a boca em lugares indevidos, e a chupava, sempre com fome. Bella sentia que aquilo era errado de tantas formas, mas ela gostava. Não podia negar isso, sentia coisas que jamais imaginou, tão boas que não pareciam reais. Mas nada se comparava a quando ele estava dentro dela, suas intimidades unidas, uma coisa que ela jamais imaginaria que fosse possível, até estar casada. E era maravilhoso, parecia certo na mesma proporção que parecia errado, era íntimo, e ela tinha a sensação de estar cometendo algum pecado.
Por que ninguém nunca tinha explicado isso para ela? Bem, sua mãe e irmã pareceram tentar explicar antes das núpcias, mas não fizeram um bom trabalho, não aconteceu nada como elas haviam dito. E, por via das dúvidas, Isabella pretendia continuar a seguir o conselho, por mais que estivesse cada dia mais difícil. Ele sentia uma vontade alucinada de gritar toda vez que sentia o marido impulsionar-se contra ela, mas não o fazia, porque assim lhe foi dito.
Talvez ela devesse conversar novamente com sua mãe, mas o que diria? E sua mãe já havia lhe dito coisas que não aconteceram, talvez não entendesse tanto do assunto. Sua única opção era Edward, ele sim poderia responder todas as suas dúvidas, mas só havia um problema, ela não teria coragem de falar sobre isso com ele, pelo menos não agora.
Apesar da forma como se sentia em relação a ele, Isabella entendia que Edward era um estranho para ela, assim como ela era para ele. Conheciam-se de forma íntima, porém desconheciam-se de forma superficial. Era como se tivessem pegado o caminho inverso do que deveriam. Mas Isabella concluiu que aquilo era comum, não só com eles, mas com todos os casais. A abertura que uma mulher tinha para conhecer um homem era mínima, então como era possível que um casal se conhecesse bem, antes de se casar?
Bella entendia o ponto de Rose, mas achava que era complicado acontecer da forma como a moça sonhava. O próprio casamento dela era a prova disso.
— Isso não tem sentido. Tenho certeza que a Sra. Lancaster só casou-se com o Sr. Lancaster porque estava encalhada e não tinha mais opção. – Bella voltou a prestar atenção na conversa, ouvindo o último comentário da Srta. Jéssica.
Ela geralmente costumava gostar de todas as pessoas, mas era difícil ser agradável com a moça, quando essa claramente não se esforçava para ser agradável com ninguém, ou melhor, ela era muito agradável com Edward, agradável até demais, na opinião de Isabella.
— Sempre há a opção de ficar sozinha. – a Srta. Hale retrucou. — Penso, minha irmã, que é melhor estar só, de que com uma companhia desagradável.
— E que destino pode ter uma mulher só, Rose? – Jéssica perguntou.
— Certamente que não é um destino que eu escolheria para mim, mas, ainda assim, é um destino melhor do que ter um marido que não me seja muito agradável.
— Eu até que concordo com a Rosalie. – Alice pronunciou-se. — Mas também acredito que o amor possa vir com o tempo.
— Ou nunca. – Jéssica disse sorrindo maldosamente. – Seu irmão e Isabella se casaram quando mal se conhecem, o amor não faz tanta diferença assim.
Isabella chegou a abrir a boca para responder que aquilo não era da conta dela, mas seu marido foi mais rápido.
— E ouvindo a sua última fala, posso presumir que você acredite que o meu casamento com essa adorável dama. – ele olhou para Bella que estava sentada ao seu lado. – Não tenha tido como único e verdadeiro motivo o amor. – sua mão procurou a dela sob a mesa, ele as uniu antes de sorrir para a esposa e continuar. — Sinto-me imensamente feliz em dizer que está enganada, minha prima. – ele concluiu fazendo com que várias reações tomassem conta daquela mesa.
Bella sentiu-se envergonhada, mas não pôde deixar de sorrir, feliz por ter o amor de seu marido. Ela era grata a Deus por Edward tê-la escolhido.
Alice, Rose, Esme e Renée sorriram admiradas com a fala do homem.
Carlisle estava feliz por seu sobrinho ter a mesma sorte que ele, encontrado uma mulher que amasse.
Charlie sentia-se realizado pela sua filha ter feito um excelente casamento, não só pela questão social que ser uma Cullen representava, mas por saber que o patrão cuidaria bem da sua princesinha.
O major Jasper estava indiferente a toda aquela questão sentimental, não era algo com que queria lidar agora, um pouco complicado já que a pequena Cullen parecia estar tentando conquistá-lo.
Já o capitão Emmett sorriu para as palavras do cunhado. Ele sentia que o mesmo estava acontecendo com ele, durante todo o tempo esteve atento as palavras da Srta. Hale, e de forma inconsciente sua mente já buscava formas de cortejo para poder conquistá-la. Rosalie com certeza era a sua escolhida.
Jéssica ficou sem palavras com a fala do primo, por fora deu apenas um sorriso amarelo, por dentro fervilhava de raiva. O que aquela camponesa sem graça tinha para chamar tanto a atenção de Edward? Ele ficava com cara de bobo quando a esposa estava perto. Isso a irritava profundamente. Aqueles olhares deveriam ser para ela, a única que os merecia. Desde menina se esforçou para aprender tudo o que fizesse dela uma dama perfeita, para no futuro tornar-se a senhora Cullen, mas eis que tiveram que se mudar para esse fim de mundo, e essa garota caipira roubou-lhe o marido de seus sonhos.
Depois do chá, todos saíram da mesa, restando apenas os recém casados ali. Edward e Bella tinham o mesmo desejo, ambos sentiam que precisavam conhecer-se melhor.
— Então, Isabella, quando resolvi te comprar um presente percebi que sei muito pouco sobre você, gostaria que me ajudasse a mudar essa situação. – Edward estendeu a mão para Bella que a pegou, acompanhando o marido até o escritório.
— Não creio que há muito para saber sobre mim. – ela respondeu acomodando-se ao lado dele no estofado que havia ali.
— Há com certeza, além do mais quero saber de cada detalhe sobre você. Isso me ajudaria muito na missão de te fazer feliz. – ele disse acariciando o rosto da mulher, que fechou os olhos e apreciou o carinho, sorrindo.
— Uma coisa importante. Eu fui por muito tempo a Srta. Isabella, por ter uma irmã mais velha, até que Leah casou-se e passaram a me chamar de Srta. Swan, pude livrar-me de ser chamada pelo meu nome completo, não é que eu não goste, mas acho "Bella" mais agradável. – Edward assentiu. "Bella" combinava com ela, pelo pouco que ele conhecia do Italiano tinha a ver com beleza.
— Eu sinto muito ter atrapalhado o seu tempo sendo a titular do nome da família. – ele brincou.
— Não sinta, estou feliz em ser a Sra. Cullen. – Bella soltou, deixando um pouco a vergonha de lado. Edward era seu marido, seu companheiro para o resto da vida, eles precisavam ter uma conversa agradável, além disso amava ouvir a voz dele.
— Eu estou imensamente feliz por ouvir isso, Bella. – Edward sentia seu coração aquecido. Ele não esperava essa resposta da esposa, ela o havia surpreendido, de uma forma maravilhosa. Cada palavra de carinho e aceitação de Bella relacionada a ele era motivo de uma alegria tamanha. Ele seria capaz de dar um baile se ouvisse um "te amo" saindo dos lábios da mulher.
— É a verdade. Serei sincera com o senhor, desde que chegou aqui, sinto-me mais feliz. Estar ao seu lado parece certo. – foi inevitável corar depois dessa declaração.
Edward abriu o mais lindo sorriso. Sua esposa queria que seu coração explodisse de felicidade.
— Eu verdadeiramente amo você, meu lírio. – Edward segurou as mãos pequenas da esposa e levou aos lábios, beijando-as.
— Eu com certeza estou a um passo de amar-te também, Edward. – Bella respondeu com um lindo sorriso. O sentimento era forte demais para que a timidez a impedisse de externá-lo.
— Ah, Bella. — Edward a puxou para si. Seus lábios encontraram-se pela segunda vez naquele dia.
O beijo foi calmo, o sentimento ali era puramente amor, demonstrado de uma forma delicada, mas nem mesmo o beijo sereno, impediu que os dois ficassem sem folego. Mesmo calmo, era intenso.
Após os lábios separarem-se, o casal trocou um olhar apaixonado, queriam conhecer-se, e não diziam desde os primórdios que os olhos eram o espelho da alma?
— O que você gosta de fazer? – Edward foi o primeiro a perguntar.
— Coisas ao ar livre. – ela respondeu de imediato.
— Isso seria brincar com as crianças no campo?
— Principalmente. – ela respondeu sorrindo. – Isso não te incomoda mesmo?
— Por que me incomodaria?
— Minha mãe diz que isso não é coisa de mulher casada. – ela respondeu dando de ombros, sem realmente entender o ponto de sua mãe.
— Não vejo mal algum. – ele respondeu. — É uma cena que eu adoro ver, adorarei ainda mais quando for você brincando com nossos filhos.
Bella não tinha pensado nisso ainda, se ela agora era uma mulher casada deveria ter filhos. Então ela percebeu que não sabia como tê-los. Como faria para uma criança ir parar em sua barriga? Era uma grande questão. Recordava de ter se perguntado isso quando criança, mas as mulheres a sua volta sempre foram evasivas.
Isabella pensou em aproveitar a oportunidade e perguntar ao marido, mas resolveu que deixaria para outra ocasião.
— Eu também gosto de cuidar das flores. – ela disse fugindo de suas divagações. — A maioria das mulheres não gosta de botar as mãos na terra, mas isso me faz bem. Enterrar o brotinho ali, regar e cuidar até que se transforme numa bela planta e depois floresça. É uma sensação maravilhosa. – ela parecia feliz ao dizer isso.
— Parece mesmo muito bom. Você poderia me ensinar, assim posso te fazer companhia nos jardins.
— Você gostaria mesmo? – Bella perguntou surpresa.
— Sim. Mas vou ter um trabalho imenso, é fácil te perder no meio das flores. – ele disse galante, fazendo a esposa sorrir.
— Você tem o dom de me deixar sem graça.
— Você deve se acostumar com meus elogios, amor. Eles serão diários.
— Acho que a minha mãe tem razão, você vai me acostumar mal. – Bella riu.
— Talvez a intenção seja que você fique não mal acostumada que não queira sair do meu lado. – o homem brincou.
— Não será difícil.
— Então, o que gosta de fazer quando não está ao ar livre? – Edward perguntou. Sua curiosidade sobre a esposa precisava ser saciada.
— Desenhar, bordar, ler. Tentei aprender piano, mas não tenho muito jeito, a professora desistiu de mim, o que é uma pena, pois adoro o som do instrumento. – ela fez um biquinho ao dizer essa última parte, Edward achou adorável.
— Sei tocar piano. Ficaria imensamente feliz em tocar para você, e posso dar-te aulas também, prometo ter mais paciência que sua professora.
— Jura? Eu ficaria imensamente feliz. – Isabella animou-se.
— Sim, podemos usar o piano da sala de música, lá é mais silencioso para as lições.
— Eu mal posso esperar. – Bella sorriu para o marido. Ele era mesmo real?
— Você disse que gosta de ler. Presumo que passe muito tempo na biblioteca. – Edward tinha uma das maiores bibliotecas da região, seu pai era um apreciador de livros, havia uma vasta coleção na biblioteca da propriedade.
— Na verdade não, minha mãe nunca deixou que eu entrasse lá. – Bella fez uma careta. — Segundo ela tem livros inadequados lá.
— Livros inadequados. – Edward resmungou.
— Por que há livros inadequados lá? – Bella perguntou curiosa.
— Os livros não são inadequados, talvez alguns, mas a maioria só é taxado assim por que diz verdades que as pessoas não querem ouvir, ou retratam a vida como ela realmente é. – Edward parecia verdadeiramente irritado.
— Por isso eu não posso lê-los? Confesso que já decorei de trás para frente os volumes de sermões para moças.
— Venha. – Edward levantou-se estendendo a mão para a esposa.
— Para onde vamos? – Bella quis saber.
— À biblioteca. – ele respondeu guiando a esposa para a sala mais ao final do corredor.
Eles adentraram no local que tinha janelas do chão ao teto, elas estavam abertas iluminando o local de imensas prateleiras repletas de livros.
Bella que realmente nunca havia entrado no local, por ser muito obediente, olhava em volta espantada. Eram muitos livros, uma quantidade indefinida, talvez o resto da sua vida não fosse suficiente para ler tudo que havia ali.
— É tudo seu agora. – Edward disse chamando a atenção da esposa.
— Como? – ela perguntou confusa.
— O que é meu é seu, querida. Essa casa, essa biblioteca, meu coração... – Bella apertou a mão do marido que ainda estava na sua.
— Você existe mesmo?
Edward riu. Isso era sinal de que ele havia acertado.
— Eu vou poder lê-los? – a mulher perguntou curiosa. Ela se segurava para não explorar as estantes.
— Sim, todos eles. Quais quiser. – ele confirmou, puxando-a para estante mais próxima. Tirou um dos volumes de lá, passando para a esposa.
— Sonetos? – ela perguntou, vendo os versos ali.
— Sim, sonetos de amor. – Edward respondeu. — Você já leu algo de Shakespeare?
Bella negou com um aceno. O homem abriu o livro folheando as páginas até que encontrasse algo interessante. Ele devolveu o livro a mulher e se posicionou atrás dela, suas mãos seguraram o livro juntos, ele apoio o queixo no ombro de Isabella e recitou:
"Não chame o meu amor de Idolatria
Nem de ídolo realce a quem eu amo,
Pois todo o meu cantar a um só se alia,
E de uma só maneira eu o proclamo.
É hoje e sempre o meu amor galante,
Inalterável, em grande excelência;
Por isso a minha rima é tão constante
A uma só coisa e exclui a diferença.
'Beleza, Bem, Verdade', eis o que exprimo;
'Beleza, Bem, Verdade', todo o acento;
E em tal mudança está tudo o que primo,
Em um, três temas, de amplo movimento
'Beleza, Bem, Verdade' sós, outrora;
Num mesmo ser vivem juntos agora."
Bella estava de olhos fechados quando o marido terminou de recitar o soneto. A voz rouca recitando versos de amor em seu ouvido fez algo com seu corpo que ela não conseguia compreender. E isso não passou despercebido por Edward.
Ele pôs o livro novamente na estante, delicadamente afastou os cabelos de Isabella deixando o pescoço da morena exposto para ele, passou seu nariz ali sentindo o cheio tentador de sua mulher.
O ato deixou Bella arrepiada dos pés a cabeça. A atmosfera tinha mudado completamente por ali.
— Edward... – o nome do marido escapou dos lábios de Bella como súplica, fazendo com que o homem a puxasse para seu corpo, apertando-a contra ele.
— É quase impossível manter minhas mãos longe de você. – ele disse ao beijar seu pescoço. — Eu sinto essa necessidade de tê-la a todo momento.
Bella podia senti-lo duro contra ela. Ela já entendia, já sabia o que aconteceria. Ele sempre ficava dessa forma antes de acontecer "aquilo".
Ela fechou os olhos e esperou que ele tirasse sua roupa, o que não demorou, logo os dedos habilidosos abriam os botões de seu vestido. O tecido amarelo caiu as seus pés, deixando-a apenas com sua roupa de baixo, que foi rapidamente tirada de seu corpo.
As roupas de Edward tiveram o mesmo destino, com igual rapidez.
Ambos estavam nus. Ela ainda de costas para ele, que acariciava todo o comprimento de seus braços.
— Vire-se, querida. – Edward pediu.
Bella obedeceu, seu olhar conectou-se ao dele. Ela estava igualmente desejosa, por mais que não falasse nada, Edward podia ver que ela o queria da mesma forma.
— Você é perfeita. – ele disse baixando o olhar, admirando a jovem nua a sua frente.
Suas bocas se encontraram afoitas. Edward segurou as coxas da esposa levantando-a em seu colo. Ele caminhou até uma escrivaninha de carvalho que havia no centro da biblioteca e a pôs ali.
As pernas de Bella automaticamente enlaçaram o quadril do marido, fazendo com que suas intimidades se tocassem. Ela respirou fundo. Era cada vez mais difícil manter-se quieta. Ainda mais com a boca de Edward sobre si.
O homem beijou seu pescoço, e desceu os lábios para seu colo inclinando a mulher sobre o móvel. Bella soltou seu pescoço e apoiou-se sobre seus cotovelos, as mãos do marido encontraram seus seios, levando-os a boca, ele distribuía beijos e chupões entre eles fazendo Bella apertar os olhos com força.
— Você está tão molhada... – o homem gemeu ao tocar a intimidade da esposa.
Bella não resistiu, acabou gemendo com o ato. O que fez Edward imensamente satisfeito, ele amava ouvi-la.
Os braços da mulher fraquejaram com a intensidade das carícias recebidas e ela deitou-se na superfície da mesa.
Edward abriu delicadamente as pernas da esposa e a penetrou lentamente, apreciando cada centímetro a mais conquistado.
Ele segurou firmemente nas coxas da morena e começou a se movimentar, primeiro lentamente, mas foi aumentando a velocidade a medida que o prazer ia tomando seu corpo.
Bella deitada ali, era uma bela visão, a melhor de todas, superava a paisagem mais bonita de todo o mundo. Os olhos fechados, o lábio inferior entre os dentes, os seios balançando de acordo com seus movimentos. Ele não duraria muito, precisava fazê-la vir, a queria gozando para ele, com ele.
Bella não entendia como aquilo poderia ficar cada vez melhor. Edward era perfeito de todas as formas. Vê-lo nu a deixava envergonhada na mesma medida que a excitava. Ela tinha certeza que a beleza do marido superava aquelas das pinturas, onde buscava-se a perfeição. A perfeição estava bem ali, sobre ela, dentro dela, fazendo-a sentir coisas inimagináveis. Levando-a ao mesmo tempo ao inferno e ao paraíso.
Quando Edward tocou o seu ponto que implorava por atenção, ao mesmo tempo em que entrava e saia vigorosamente de dentro dela, Bella não suportou. Ela havia caído mais uma vez naquele precipício, ou elevando-se ao infinito do céu. Ela não sabia ao certo, mas sabia muito bem que a havia levado para lá e foi o nome dele que escapou de seus lábios no ponto mais alto de seu prazer.
— Edward... – seu gemido foi sôfrego, suas mãos apertavam as laterais do móvel por puro reflexo.
Edward veio ao mesmo tempo que a mulher, ouvir seu nome saindo dos lábios dela enquanto ela gozava para ele era inexplicável.
Ela era dele, veio para ele e por ele, assim como ele era dela, e derramava-se somente para ela e por ela.
E assim seria até o fim de seus dias.
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